12 jun Plenária apresenta macrotendências mundiais até 2040
A reunião da Diretoria Plenária da Abinee/Sinaees realizada nesta quinta-feira (11/06), no Espaço Executivo da Fiesp, em São Paulo, teve como destaque a palestra “Macrotendências Mundiais até 2040”, apresentada pelo presidente do Ciesp, Rafael Cervone.
Na abertura do encontro, o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato, comentou brevemente as principais agendas acompanhadas pela entidade junto ao governo federal e ao Congresso Nacional, envolvendo temas relacionados à competitividade industrial, infraestrutura tecnológica e política industrial.
Na sequência, Cervone apresentou uma análise das principais transformações econômicas, tecnológicas e sociais que devem impactar a indústria e o mercado global nas próximas décadas. A palestra abordou tendências ligadas à digitalização da economia, inteligência artificial, infraestrutura tecnológica, energia, mobilidade, urbanização, saúde, consumo, defesa e qualificação profissional.
Entre os exemplos apresentados estiveram o avanço da automação industrial, das cidades inteligentes, da saúde digital, dos sistemas inteligentes de energia, da mobilidade autônoma e da integração entre tecnologia e infraestrutura urbana. Cervone também destacou o crescimento da demanda por data centers, semicondutores, baterias, minerais estratégicos e soluções ligadas à transição energética.
Outro ponto abordado foi o impacto das transformações tecnológicas sobre o mercado de trabalho e os modelos de consumo, além da crescente relevância da cibersegurança, da inteligência artificial e da computação quântica. Segundo ele, as mudanças já estão acontecendo em ritmo acelerado e devem alterar profundamente os processos produtivos, a qualificação profissional e a dinâmica das cadeias globais de produção.
Ao final da apresentação, o presidente do Conselho da Abinee, Claudio Lorenzetti, destacou a velocidade das transformações tecnológicas e a importância de a indústria brasileira acompanhar esse movimento. “As coisas estão acontecendo rapidamente. O Brasil tem capacidade tecnológica e precisa continuar avançando para reduzir a distância em relação ao que existe de mais moderno no mundo”, afirmou.
Barbato ressaltou que muitas das mudanças apresentadas já fazem parte de um horizonte de curtíssimo prazo e reforçou a importância de a indústria se preparar para esse novo cenário. “Os desafios são enormes, mas também as oportunidades. Temos muitas transformações chegando em um prazo muito curto e precisamos estar preparados para elas”, observou.
A reunião reforçou a importância de ampliar o diálogo entre indústria, governo e sociedade para fortalecer a competitividade da indústria eletroeletrônica brasileira diante dos desafios e oportunidades das próximas décadas.