14 out FIEE 2027: lançamento do evento abre agenda do setor com foco em tecnologia, investimentos e produtividade
A FIEE 2027 – Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia, Automação e Conectividade – e a 2ª edição do Congresso FIEE foram lançadas nesta quarta-feira (14), no Hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo. O encontro, que contou com a palestra magna da consultora econômica Zeina Latif, reuniu lideranças, parceiros estratégicos, expositores e profissionais da indústria eletroeletrônica para discutir temas que devem influenciar os investimentos, a produtividade e o desenvolvimento do setor nos próximos anos, além de apresentar a visão da 33ª edição da feira, que será realizada de 14 a 17 de setembro de 2027, no São Paulo Expo.
Entre as novidades apresentadas está o novo formato do Congresso FIEE, que em 2027 terá uma proposta totalmente integrada à feira e papel central na agenda de conteúdo do evento. A programação, que terá a curadoria oficial de Silla Motta, estrategista com foco em segurança energética e especialista no setor elétrico, será orientada por inteligência de mercado, com discussões sobre tendências, investimentos e movimentos que devem impactar os setores elétrico e eletrônico nos próximos anos.
Para Amanda Franza, gerente de produto da FIEE, a nova proposta do Congresso acompanha o próprio desenvolvimento da feira. “Em 2027, o Congresso FIEE terá um papel ainda mais estratégico dentro do evento. Estamos construindo uma proposta diferente das anteriores, capaz de aproximar conteúdo, negócios e relacionamento, além de ampliar a participação de lideranças e decisores nas discussões que estão transformando a indústria”, afirma.
Cláudio Lorenzetti, presidente do Conselho de Administração da Abinee, ressaltou ainda a presença cada vez mais transversal da eletroeletrônica nos diferentes segmentos industriais e a relevância do setor para o país. “É uma indústria muito forte, que representa quase R$ 300 bilhões anualmente”, afirmou Lorenzetti.
Competitividade além do custo de produção
O painel “A indústria eletroeletrônica diante de uma nova agenda de competitividade” abordou os desafios para acelerar o desenvolvimento industrial e a importância de aproximar novas tecnologias das demandas das empresas.
Com mediação de Silla, a discussão contou com Marcelo Machado, diretor da área de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD) da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica); Wilson Morais, diretor de produtos e soluções de eletromobilidade e infraestrutura da ABB Eletrificação; Patrícia Cavalcanti, vice-presidente de digital energy & power products para a América do Sul na Schneider Electric; e Fernando Oliveira Silveira, diretor comercial da GreenYellow.
Economia e futuro da indústria
Na palestra magna “Brasil 2027: economia, indústria e os novos vetores de competitividade”, a consultora econômica Zeina Latif ampliou a discussão ao abordar o ambiente macroeconômico e os desafios estruturais que afetam a indústria. Entre os pontos levantados estiveram o cenário de juros elevados, a carga tributária, o desenvolvimento do mercado consumidor e os impactos do chamado Custo Brasil sobre a capacidade de investimento e de crescimento das empresas.
Para o setor eletroeletrônico, Zeina chamou a atenção especialmente para o peso do custo da energia e da carga tributária, apesar do potencial brasileiro de ampliação da oferta a partir de fontes limpas. “A indústria de uma forma geral sofre mais com o custo Brasil. E quando a gente coloca na conta a questão do custo da energia, isso é ainda mais potencializado.”