Revista 109 - Dezembro/2025

64 REVISTA ABINEE | DEZEMBRO 2025 PATROCINADORAS Multilaser A sustentabilidade, no século XXI, deixou de ser um aditivo corporativo e tornou-se a própria métrica da força industrial. Para o setor eletroeletrônico brasileiro, o futuro está reservado para as empresas que compreendem que a solidez de sua base produtiva é o alicerce mais confiável para a perenidade dos negócios. Uma indústria forte é, por definição, aquela que constrói um futuro sustentável. No Grupo Multilaser, a lição é clara: a robustez da nossa operação é a nossa maior vantagem competitiva. A força não se manifesta apenas na capacidade de produção, mas na eficiência e resiliência de toda a cadeia de valor. Isso significa investir em fábricas que operam com a máxima performance, otimizando o uso de recursos e minimizando desperdícios. Uma abordagem que, ironicamente, tem o maior impacto ambiental positivo, mas que é movida pela busca implacável por eficiência operacional e redução de custos. A adoção de tecnologias da Indústria 4.0, como a Internet das Coisas (IoT) e a automação avançada, não é um luxo; é um imperativo de sobrevivência que assegura a utilização inteligente de energia e matéria-prima. As empresas que demonstram uma base industrial sólida, com produção local ativa e investimentos contínuos em know-how fabril, projetam uma confiança inabalável no mercado. Elas mitigam a dependência de cadeias de suprimentos globais incertas e, de forma fundamental, demonstram capacidade de cumprir suas obrigações com uma operação madura. A indústria que consegue gerir o ciclo de vida completo do seu produto, prova ser economicamente viável, tecnologicamente avançada e pouco dependente, portanto, verdadeiramente sustentável. É imperativo que as políticas públicas continuem a apoiar este movimento. A manutenção de incentivos à produção e à inovação tecnológica, como a Política de TICs, é vital para equilibrar a balança da competitividade. Somente com um ambiente regulatório estável e favorável ao investimento a longo prazo, as empresas se sentirão seguras para manter e expandir suas fábricas no Brasil, transformando a sustentabilidade de uma mera intenção em um resultado tangível da excelência produtiva. A indústria forte não tem medo do futuro; ela o constrói com as ferramentas da eficiência, da inovação constante e da responsabilidade operacional. O futuro sustentável é, em última análise, o atestado de longevidade das empresas que são as mais preparadas, as mais eficientes e as mais capazes de se reinventar no cenário competitivo global. Vice-Presidente Comercial do Grupo Multilaser - Alex Melo Para lidar com esse volume imenso de informações, os desenvolvedores de IA passaram a adotar a computação distribuída, o que trouxe novos desafios para as redes. A informação processada por um algoritmo passa a ser dividida entre vários computadores em data centers interconectados, exigindo redes determinísticas, de baixa latência e operação sem perdas, com tempos de resposta na casa dos nanossegundos. Nesse cenário, grande capacidade de banda se torna essencial, com velocidades que ultrapassam 400 Gbps por interconexão. Toda essa potência exige também novos protocolos de controle, como o RoCEv2, além de mecanismos mais robustos de confidencialidade e integridade dos dados e o uso intensivo de criptografia. CTOs e CIOs têm agora a oportunidade de liderar essa nova etapa tecnológica, construindo infraestruturas mais seguras, resilientes e preparadas para o futuro, em que a IA será motor de inovação, eficiência e inclusão em escala global. Nokia A inteligência artificial (IA) não é exatamente uma tecnologia nova. Como campo de saber institucionalizado, surgiu nas décadas de 1940 e 1950, logo após o advento da computação moderna. Muitos algoritmos criados naquele período – como redes neurais, algoritmos genéticos, mapas auto-organizáveis e teoria da informação – continuam em uso até hoje. Mas por que vivemos apenas agora uma verdadeira revolução nas aplicações de IA do dia a dia? Porque o poder computacional e a digitalização avançaram de forma exponencial. Após dois “invernos” — um no fim dos anos 1970 e outro entre 1980 e o início dos 1990 —, a área superou antigos limites. Com a expansão da Internet, iniciou- -se um processo de digitalização generalizado, que produziu grandes volumes de dados e a capacidade de transmiti-los em tempo real por todo o planeta. Tecnologias como IoT, aplicadas às indústrias, viabilizaram a coleta e o uso de dados digitais dos mais variados tipos, abrindo novos caminhos para a IA. E, se os algoritmos têm semelhanças, o diferencial de cada aplicação está na qualidade e no contexto dos dados utilizados. Diretor de Cibersegurança de Infraestrutura e Redes IP da Nokia - Ricardo Cainé

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