DEZEMBRO 2025 | REVISTA ABINEE 29 Com o aumento da renda média e a retomada do consumo de bens e serviços, cresceram os investimentos em máquinas e equipamentos, impulsionando segmentos como petróleo e gás, siderurgia, papel e celulose, automotivo, alimentício e embalagens. “Vivemos um ciclo de recomposição industrial, mas é preciso atenção aos efeitos do tarifaço dos EUA, que podem afetar exportações e moderar o ritmo de expansão”, observa Daniel Godinho, diretor da Área. Mesmo com as incertezas, a expectativa é de crescimento moderado em 2026, sustentado pela modernização fabril e pela digitalização dos processos produtivos. A área de segurança eletrônica também teve resultados expressivos. A realização da primeira edição da ExpoIncêndio, que reuniu toda a cadeia de prevenção, detecção e combate a incêndios, simbolizou um avanço na construção de uma cultura nacional de segurança. Também houve ampliação da certificação de produtos de alarme e detecção e o início de debates sobre a proteção contra incêndios em instalações de recarga de veículos elétricos — uma pauta que demonstra maturidade técnica e antecipa desafios futuros. Daniel Godinho, diretor da área de Equipamentos Industriais “A ExpoIncêndio e o avanço da certificação mostram que o país está amadurecendo sua cultura de segurança”, afirma o diretor da área, Danilo Pires. Para 2026, o foco será ampliar a certificação, atualizar normas e consolidar a regulamentação sobre recarga elétrica, reforçando o papel da indústria como agente de inovação e prevenção. Na área de Material Elétrico de Instalação, a Abinee manteve o acompanhamento das principais pautas regulatórias que afetam o mercado, como a regulamentação das instalações elétricas para recarga de veículos elétricos, a consulta pública sobre o Regulamento Geral de Certificação de Produtos do Inmetro (RGCP) e o avanço da normativa RoHS, que restringe o uso de substâncias perigosas em produtos eletroeletrônicos. “É essencial que a modernização regulatória venha acompanhada de fiscalização eficaz, proibindo produtos irregulares que colocam o consumidor em risco”, afirma o diretor da área, Benedito Arruda. Apesar de um cenário global desafiador, o setor encerrou o ano com crescimento acima do esperado, sustentado pelo aumento da demanda em habitação e infraestrutura. Para 2026, as perspectivas são positivas, com o impulso dos programas de moradia e reforma, que devem estimular novos investimentos e ampliar a presença do segmento na economia nacional. O ano de 2025 reafirmou o papel central da indústria eletroeletrônica na transformação tecnológica do Brasil. As conquistas em inovação, sustentabilidade e regulação refletem a força da integração entre governo, empresas e entidades representativas. “O setor eletroeletrônico é o coração da economia digital. Em 2026, seguiremos avançando com inovação e compromisso com o desenvolvimento do país”, conclui Humberto Barbato. Danilo Pires, diretor da área de Segurança Eletrônica Benedito Arruda, diretor da área de Material Elétrico de Instalação BALANÇO 2025
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