DEZEMBRO 2025 | REVISTA ABINEE 27 Esse avanço estrutural também foi acompanhado de evolução regulatória. A Abinee colaborou em estudos sobre o uso da faixa de 6 GHz, base para o Wi-Fi 7 e o futuro 6G, e apoiou o Projeto de Lei 4.635/2024, que prorroga as isenções para dispositivos IoT até 2030. Em 2026, a expectativa é de continuidade dos investimentos e integração crescente entre telecomunicações, energia e automação industrial, abrindo novas fronteiras para a digitalização do país. Na área de Geração, Transmissão e Distribuição de energia (GTD), os resultados foram positivos e a expectativa para 2026 segue favorável. Ainda assim, fatores como instabilidade política, mudanças regulatórias e variações no custo das matérias-primas podem afetar o ritmo dos investimentos e das aquisições. Com a transição energética e a ampliação do mercado livre, devem ganhar força os investimentos em modernização e digitalização do sistema elétrico — com destaque para tecnologias de geração e armazenamento de energia, automação de redes, medição inteligente e serviços auxiliares. “A área de GTD tem mostrado grande capacidade de adaptação e inovação, fundamentais para sustentar o crescimento e a segurança energética do Brasil”, avalia o diretor Marcelo Machado. No entanto, essa evolução ocorre de forma desigual entre os segmentos. Na Geração, a combinação entre a capacidade instalada e limitações no aproveitamento da energia gerada, especialmente nas fontes renováveis intermitentes, trouxe incertezas sobre a viabilidade de algumas usinas. “A automação é o elo que une eficiência, sustentabilidade e inovação — e o Brasil tem enorme potencial para liderar essa transformação”, destaca Raphael Haddad, diretor da área. De forma convergente, a área de Equipamentos Industriais viveu um ciclo de recomposição e otimismo. Marcelo Machado, diretor da área de GTD Raphael Haddad, diretor da área de Automação Industrial Na Transmissão, seguem os investimentos na modernização dos ativos e na construção de novas linhas e subestações, enquanto a Distribuição tem sido impulsionada pelo aumento do consumo e pela necessidade de redes mais resilientes diante de eventos climáticos extremos. Assim, o setor se reposiciona para uma matriz energética mais eficiente, flexível e digitalizada. Em 2025, a área de Automação Industrial teve forte atuação em setores estratégicos da economia brasileira, com destaque para a mineração, o óleo e gás e a robótica industrial. O avanço da extração de minerais críticos para a transição energética, especialmente em Minas Gerais, impulsionou a demanda por soluções de automação e digitalização aplicadas ao controle de processos e à eficiência operacional. Paralelamente, o plano de expansão do pré-sal reforçou o papel estratégico da automação na segurança e produtividade das operações offshore. Na robótica, houve avanços importantes em projetos com clientes da indústria automotiva no Brasil e na Argentina, além da adoção crescente em setores como alimentos, bebidas e intralogística — evidenciando a busca por mais eficiência produtiva. Para 2026, a área deve seguir impulsionando a modernização industrial e adoção de tecnologias inteligentes. BALANÇO 2025
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