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Receita com automação cresce 20% no semestre - Gazeta
Mercantil - 23/7/2008
As fabricantes brasileiras de equipamentos e sistemas de automação tiveram um aumento de
30% nas encomendas feitas no primeiro semestre deste ano, comparado ao volume do mesmo
período do ano anterior. Os dados são resultado de um levantamento feito pelo ISA no
Brasil (The Instrumentation Systems and Automation Society), braço regional da
associação internacional que reúne cerca de 30 mil profissionais ligados ao mercado de
automação. Os levantamentos da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee),
estimam aumento de 20% no faturamento da área no semestre. Nos primeiros três meses do
ano o percentual era de 17%. Ainda segundo dados da Abinee, as empresas de automação fecharam o ano de 2007
com um faturamento de R$ 3,1 bilhão, um crescimento de 11% em relação a 2006 - acima da
média mundial, que foi de 6,4%. A ISA calcula que, em 2008, a receita no Brasil possa
chegar a R$ 3,7 bilhões. "Eu não me lembro de ver em nenhum outro momento investimentos tão robustos quanto
os que estamos tendo hoje. Talvez Getúlio Vargas tenha visto ", brincou o
vice-presidente da ISA na América do Sul, Marcus Coester, citando a grande demanda que
vem de setores como sucroalcooleiro, mineração e siderurgia. Grandes projetos "Hoje temos em andamento projetos como o da CSA (Companhia Siderúrgica do
Atlântico, no Rio de Janeiro), o pólo petroquímico do Rio, o anúncio de novas
refinarias pela Petrobras. Tudo isso está puxando as vendas." Os representantes da ISA, no entanto, são consensuais ao afirmar que a maior parte dos
investimentos ainda está por vir, com os mais de R$ 100 bilhões que a Petrobras deve
aplicar nos próximos anos, para expansão e exploração das reservas de petróleo
descobertas ao longo dos últimos meses. "Os grandes projetos de automação no Brasil ainda não saíram. Serão grandes
projetos que nunca houve no Brasil, e eles estão chegando via Petrobras", disse
Nelson Ninin, presidente recém-eleito da ISA mundial. "Com as novas descobertas da
Petrobras, devemos ter volumes consistentes de investimento nos próximos cinco ou seis
anos", completou Coester. Segundo Coester, o grande suporte ao aumento de demanda deve vir principalmente das
importações, que já detêm um grande espaço no mercado interno de automação. O Brasil exporta, ao ano, R$ 280 milhões em peças de automação, enquanto as
importações chegam a R$ 1,7 bilhões - o equivalente a mais da metade do faturamento dos
fabricantes locais.
Banco Central deverá elevar juros básicos hoje em 0,50 ponto
- DCI - 23/7/2008
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidirá no início da noite
de hoje o rumo da taxa básica de juros do País. A expectativa da maior parte dos
analistas do mercado e representantes do setor produtivo é que a Selic seja elevada em
0,50 ponto percentual, para 12,75% ao ano, dando continuidade ao ritmo do ciclo iniciado
em abril como forma de desestimular o consumo e conter o avanço da inflação. Mas há
também opiniões que apontam para uma alta de 0,75 ponto. Independentemente do grau do aperto aplicado como resultado da quinta reunião do
colegiado em 2008, há consenso em um ponto: o setor produtivo, que depende de crédito
para manter seu nível de investimento alavancado, será o mais prejudicado pelo terceiro
avanço do ano da Selic, que, após duas altas de 0,50 ponto, passou de 11,25% para 12,25%
ao ano. Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica
(Abinee), Humberto Barbato, a conjuntura atual vai levar o Copom a elevar a
Selic em 0,50 ponto. "É uma pena que o setor produtivo seja penalizado, uma vez que
o governo não faz a sua parte, reduzindo suas despesas de custeio", afirma Barbato.
A economista Patrícia Branco, da corretora Global Equity, entende que o BC deverá manter
a atual estratégia de política monetária, embora não descarte totalmente uma
elevação de 0,75 ponto. "Nossa expectativa é de uma elevação de 0,50 ponto na
taxa básica, mas a probabilidade de aumento de 0,75 ponto é razoavelmente alta",
aposta. Pedro Vartanian, professor da Trevisan Escola de Negócios, diz que apesar de dificultar
os investimentos da indústria nacional os empresários deverão manter seus planos, pois
a demanda da economia brasileira continua favorável. O economista acrescenta que a inflação de hoje é inevitável, pois aparece após um
ciclo de crescimento econômico mundial. "O crescimento provoca um desajuste entre a
oferta e a demanda de matérias-primas, o que pressiona os custos de produção das
empresas e acarreta inflação", explica Vartanian. Para ele, "as incertezas
atuais se devem ao hiato de tempo necessário para o restabelecimento do equilíbrio. As
altas nos preços dos alimentos provocam aumento da oferta futura, o que também
implicará em futuras quedas de preços".
Setor eletroeletrônico abre 6.880 vagas no primeiro semestre
- Telesíntese - 22/7/2008
As indústrias do setor eletroeletrônico abriram 6.880 vagas no primeiro semestre de
2008, o que representa crescimento de 4,41% em relação a dezembro de 2007. Com
o resultado, o setor eleva para 162.970 o total de trabalhadores empregados. Os números foram divulgados hoje pela Abinee (Associação Brasileira da
Indústria Elétrica e Eletrônica). Segundo o levantamento, no mês de junho, foram criados 1.300 postos, 0,81% a mais que o
mês anterior. A Abinee constatou que as áreas que mais contrataram em junho foram
as de equipamentos industriais, informática e utilidades domésticas.
Valorização do Real e alta dos juros são
"bombas-relógio" para indústria - Convergência Digital -
21/7/2008
Em pesquisa realizada com seus associados, a Associação Brasileira da Indústria
Elétrica Eletrônica (Abinee) apurou que três itens acendem o "sinal
vermelho" para o segundo semestre no setor eletroeletrônico: A taxa de câmbio, a
elevação do juro e o retorno da inflação. No caso do câmbio, o Real prossegue supervalorizado em relação ao Dólar. A moeda
norte-americana fechou nesta segunda-feira, 21/07, a R$ 1,58, a menor taxa desde janeiro
de 1999. Já em junho, a Abinee alertava que se nada fosse feito, era possível que
diante do cenário internacional, a moeda norte-americana terminasse o semestre cotada
até a R$ 1,50. O presidente da Abinee, Humberto Barbato, é incisivo: O país carrega
"bombas-relógio" que podem estourar a qualquer sinal de instabilidade na
economia nacional - a taxa de câmbio supervalorizada e a elevação dos juros. Nesta segunda-feira, 21/07, a moeda norte-americana caiu 0,57% e fechou a R$ 1,58.
Especialistas do mercado creditam a nova baixa ao bom humor da Bolsa de Valores de São
Paulo e aos movimentos do mercado de câmbio no cenário externo. Na próxima quarta-feira, o Comitê de Política Monetária - Copom - irá divulgar sua
decisão sobre a taxa Selic - que é que controla os juros. Há uma expectativa de
elevação porque o perigo da volta da inflação ronda o mercado nacional. Balança comercial: Perigo constante A valorização excessiva do Real frente ao dólar atinge em cheio a balança comercial
brasileira. O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, por diversas vezes, dentro do seu
jeito político, criticou duramente a atual política que rege o câmbio no país. Mas
são reclamações que terminam no vazio. Os responsáveis pela economia não parecem
dispostos a mudar a estratégia e defendem a tese que o câmbio se
"auto-regula". Neste ritimo, o saldo da balança comercial brasileira (exportações menos importações)
até a terceira semana de julho estava em US$ 13,339 bilhões, 41,8% menor do que o
registrado no mesmo período de 2007 (US$ 22,934 bilhões). No acumulado do ano, as
exportações somam US$ 102,489 bilhões e as importações, US$ 89,150 bilhões, de
acordo com informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior. O motivo para a redução do saldo comercial é o crescimento das importações em ritmo
maior do que das exportações. O dólar mais barato e o aumento da renda dos brasileiros
favorecem as importações de produtos. Em julho, com o superávit comercial de US$ 459
milhões na terceira semana do mês, o saldo está em US$ 1,989 bilhão. Na terceira
semana, as vendas ao exterior chegaram a US$ 4,362 bilhões e as compras, a US$ 3,903
bilhões. No mês, as exportações somam 11,844 bilhões e as importações chegam a US$
9,855 bilhões. O que será do Segundo Semestre? A taxa de câmbio é uma preocupação constante na Abinee. Na visão da entidade
não há setor da indústria beneficiado pela valorização do Real tão acirrada frente
ao Dólar. Isso porque do ponto de vista do capitalismo global, em muitos casos, importar
o produto acabado é muito mais "barato" do que investir na manufatura local,
onde há custos de mão-de-obra e de impostos. Pesquisa realizada pela Abinee com os seus associados sobre os temas de discussão
para o segundo semestre, três itens apareceram em destaque: Taxa de câmbio, a elevação
dos juros e o retorno da inflação. Questões interligadas e cruciais para o desempenho
da indústria. "Carregamos duas bombas-relógio (taxa de câmbio e juros altos) que
podem estourar a qualquer momento se houver qualquer contratempo na economia
brasileira", atestou em documento para os associados, o presidente da Abinee, Humberto
Barbato. No mês passado, o executivo já alertava: se nada fosse feito com relação à taxa de
câmbio, era bem possível que ainda no primeiro semestre do ano, a cotação do dólar -
numa visão bastante negativa - chegasse a R$ 1,50. A moeda está cotada a R$ 1,58. Ainda
de acordo com Barbato, ao insistir nessa política, o governo brasileiro vem colhendo os
resultados de seus erros: o déficit da Balança Comercial. Barbato alerta que o próprio ministério da Fazenda avalia que a manutenção do Real
tão valorizado frente ao Dólar, "tende a abrir um buraco nas contas externas do
país no médio prazo. Setores exportadores serão fortemente afetados e a geração de
empregos poderá declinar nos próximos meses". Leão: Imposto sem fim nos cofres públicos
Em contrapartida, o Governo nunca arrecadou como agora. Dados divulgados pela Receita
Federal nesta segunda-feira, 21/07, apuram que a arrecadação de Imposto sobre
Operações Financeiras no primeiro semestre rendeu ao governo R$ 8,395 bilhões, 197,68%
a mais do que os R$ 2,820 bilhões do mesmo período de 2007. Essa variação diz respeito ao que foi arrecadado do IOF que incide sobre as operações
de crédito e de câmbio, tanto de pessoas jurídicas quanto de pessoas físicas. No
total, a arrecadação de IOF total cresceu 151,46%. O aumento da alíquota da
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras de 9%
para 15%, resultou em um aumento de recolhimento de 29,55% no período. A tributação nas operações de crédito e o aumento da CSLL foram medidas adotadas pelo
governo para compensar a perda de arrecadação com a Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira, extinta no início deste ano, com previsão de recolher aos
cofres cerca de R$ 40 bilhões. Para a Receita, além da tributação nas operações de crédito, o resultado foi
decorrente do desempenho da economia e das ações administrativas desenvolvidas pela
Receita Federal e pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Apenas com a recuperação dos débitos em atraso, incluindo multas, juros e depósitos
judiciais, o crescimento real da arrecadação administrada pela Receita Federal chegou a
135%, passando de R$ 1,433 bilhão para R$ 3,367 bilhões. Quanto aos fatores econômicos, a Receita Federal destaca a maior lucratividade das
empresas, com um crescimento geral de vendas de 14,2%, aumento da massa salarial de
14,45%, crescimento de 46,82% no valor do dólar das importações e o aumento de 6,7% na
produção industrial. Em junho, o total de impostos e contribuições bateu novo recorde ao atingir R$ 55,747
bilhões. No acumulado do ano, o resultado também foi recorde e chegou a R$ 327,672
bilhões em termos nominais e a R$ 333,208 bilhões se o valor for corrigido pelo Índice
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado oficialmente pelo governo para medir a
inflação. O resultado do semestre teve crescimento 10,43% em comparação ao mesmo período do ano
passado, mesmo depois de extinta a Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF), no início deste ano. *Com informações da Agência Brasil e da Assessoria da Abinee
O popular de US$ 100 - O Povo - Fortaleza -
21/7/2008
Acompanho pela imprensa, desde 2001, a história do computador popular. No final de abril
daquele ano, o então ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, falava num computador
que seria lançado comercialmente no segundo semestre ao preço equivalente a US$ 250,00
(R$ 550,00, de então). Mas, naquele mesmo abril de 2001, a Associação Brasileira da
Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) "estudou, a pedido do governo,
o custo mínimo de produção de um computador pessoal e chegou à cifra de R$
1.200,00". Ou seja, mais que o dobro dos R$ 550,00. Em maio de 2001, o SBT e a
Microsoft lançaram o "PC do Milhão", aproveitando um programa do Sílvio
Santos, com preço à vista de R$ 1.928. Já superava o da Abinee em R$ 728,00 e
era quase quatro vezes os R$ 550,00 do de Pimenta da Veiga. Se fosse financiado em até 36
meses no banco do Sílvio, com juros de 3,2% ao mês, cada computador iria para R$
3.276,00. Sete anos depois, em fevereiro de 2008, ficamos sabendo que o projeto do PC
popular a US$ 100 deu em nada. Lula cancelou o pregão para compra de 150 mil
computadores, porque o governo não conseguiu reduzir o valor do menor lance, de US$ 360.
Com o dólar beirando na época os R$ 1,75, o preço era de R$ 630,00, só R$ 80,00 a mais
do que os R$ 550,00 do Pimenta da Veiga, e menos da metade dos R$ 1.200,00 da Abinee.
Contando a inflação do período, até que não era demais. Agora no início de julho,
foi noticiado que Lula desistiu de vez do projeto de comprar um computador para cada aluno
da rede pública. Ficou caro demais e "teria menos eficiência do que instalar
laboratórios de informática nas 55 mil escolas públicas do país". E um ministro
chegou à mesma conclusão que eu: os laboratórios poderiam funcionar como "lan
houses" inclusive porque poderiam ser usados também fora do horário escolar.
"Lan house", computador popular e ensino à
distância - O Povo - Fortaleza - 21/7/2008
Com investimento estimado em US$ 1 milhão na preparação da planta fabril dedicada à
produção de fontes de notebooks em Manaus, a Unicoba programa o início da produção
comercial - a primeira dos dispositivos no país - para o fim de agosto, informa o gerente
geral de vendas da Divisão Eletrônica II, Suk Min Soh. Para 2009, a expectativa é dobrar a produção em função das regras impostas aos
integradores para a manufatura local de notebooks - 30% de nacionalização para o item
fonte. Este ano, o índice de nacionalização é de 20%. "Em maio desenvolvemos um piloto e preparamos todo o processo para a produção local
na nossa fábrica de Manaus. Fomos a primeira empresa no país a conseguir o PPB (Processo
Produtivo Básico - que dá as empresas isenções fiscais da Lei de Informática) dentro
das novas regras desenhadas para a manufatura de notebooks", destaca o gerente da
Unicoba, em entrevista exclusiva ao portal Convergência Digital. Para Suk Min Soh, o passo dado em direção à produção local mesmo que, neste momento,
prevaleça o processo de montagem, é estratégico para incrementar uma indústria local
de componentes. "Acreditamos que nesses dois primeiros anos, a importação de
componentes dominará o processo de produção local", admitiu Suk Min Soh. "Mas a partir do terceiro ano até em função da política que está sendo feita na
Indústria, através da Abinee, já poderemos ter uma nacionalização mais
efetivas com empresas surgindo para atender este mercado como já acontece em outras
áreas contempladas com o benefício da Lei de Informática", diz Suk Minh Soh. O executivo sustenta que a montagem das fontes de notebooks no Brasil é crucial para os
planos futuros na área de política industrial. "Essa é uma linha que demanda
mão-de-obra especializada. Ela requer produção e pessoas. Não é uma linha tão
automatizada como de outros dispositivos de informática", completa Suk Min Soh. Desktops: Regras não são tão objetivas Com relação à expectativa de demanda, Suk Min Soh diz que, nesta fase inicial, os
integradores nacionais - Positivo, Itautec, CCE, Semp Toshiba, entre outros, são o alvo
da companhia. A Unicoba, inclusive, já tem pedidos contratados antes mesmo de iniciar a
produção comercial, fato que, de acordo com Suk Min Soh, viabilizou parte dos aportes
feitos pela companhia na planta dedicada à produção de fontes de notebooks. Já os integradores internacionais - Dell, HP e Lenovo, por exemplo, possuem um ritmo de
certificação global diferenciado e devem começar a comprar as fontes no Brasil somente
num médio prazo. "São negociações maiores e globais.Mas teremos uma grande
demanda no país porque as regras para a concessão do PPB para a produção local dos
notebooks é bastante transparente. Ela exige o grau de nacionalização na aquisição
deste disposito", detalha o gerente da Unicoba. Com relação às fontes para desktops - a Unicoba iniciou o projeto com essa produção -
Suk Min Soh diz que as regras do PPB não são tão claras para os PCs e permitem aos
integradores optarem por três itens de nacionalização. Para Soh, os integradores - até
em função do custo de produção local da fonte ( mão-de-obra especializada e impostos
locais) - preferem nacionalizar itens como HDs, memória e placa-mãe, dispositivos que
não exigem tanto de uma produção, importando integralmente as fontes dos desktops. "Sabemos que há um custo alto nesta produção. Na indústria, através da Abinee,
estamos discutindo como também incentivar a nacionalização nos PCs como aconteceu nos
notebooks. O benefício será do Brasil", observa o gerente da Unicoba. Diante da
concorrência dos produtos importados - acirrada com a valorização do Real frente ao
Dólar - a produção de fontes para desktops acontece, hoje, apenas por demanda, e ficou
bem aquém da expectativa inicial, apesar de não ter sido revelado números. "Apostamos muito nas fontes de notebooks. Este é um mercado que tende a crescer e a
gerar emprego no Brasil. Que venham outros", completa Suk Min Soh. A unidade de
Manaus da Unicoba foi fundada em 1973 com o objetivo de estreitar o relacionamento
comercial entre o Brasil e a Ásia. Atualmente, além de importar, distribuir e comercializar, o grupo fabrica diversos
produtos no país como baterias recarregáveis, acessórios de informática,
infra-estrutura em telecomunicações e energia renovável, resinas termoplásticas,
manufatura eletrônica, Set-Top-Box (decodificador de TV) digital, pisos e fachadas em
madeira, soluções em rede, VoIP e GPS navegador com mapas e rotas.
Unicoba produzirá 400 mil fontes para notebooks até o fim do
ano - Convergência Digital - 18/7/2008
Com investimento estimado em US$ 1 milhão na preparação da planta fabril dedicada à
produção de fontes de notebooks em Manaus, a Unicoba programa o início da produção
comercial - a primeira dos dispositivos no país - para o fim de agosto, informa o gerente
geral de vendas da Divisão Eletrônica II, Suk Min Soh. Para 2009, a expectativa é dobrar a produção em função das regras impostas aos
integradores para a manufatura local de notebooks - 30% de nacionalização para o item
fonte. Este ano, o índice de nacionalização é de 20%. "Em maio desenvolvemos um piloto e preparamos todo o processo para a produção local
na nossa fábrica de Manaus. Fomos a primeira empresa no país a conseguir o PPB (Processo
Produtivo Básico - que dá as empresas isenções fiscais da Lei de Informática) dentro
das novas regras desenhadas para a manufatura de notebooks", destaca o gerente da
Unicoba, em entrevista exclusiva ao portal Convergência Digital. Para Suk Min Soh, o passo dado em direção à produção local mesmo que, neste momento,
prevaleça o processo de montagem, é estratégico para incrementar uma indústria local
de componentes. "Acreditamos que nesses dois primeiros anos, a importação de
componentes dominará o processo de produção local", admitiu Suk Min Soh. "Mas a partir do terceiro ano até em função da política que está sendo feita na
Indústria, através da Abinee, já poderemos ter uma nacionalização mais
efetivas com empresas surgindo para atender este mercado como já acontece em outras
áreas contempladas com o benefício da Lei de Informática", diz Suk Minh Soh. O executivo sustenta que a montagem das fontes de notebooks no Brasil é crucial para os
planos futuros na área de política industrial. "Essa é uma linha que demanda
mão-de-obra especializada. Ela requer produção e pessoas. Não é uma linha tão
automatizada como de outros dispositivos de informática", completa Suk Min Soh. Desktops: Regras não são tão objetivas Com relação à expectativa de demanda, Suk Min Soh diz que, nesta fase inicial, os
integradores nacionais - Positivo, Itautec, CCE, Semp Toshiba, entre outros, são o alvo
da companhia. A Unicoba, inclusive, já tem pedidos contratados antes mesmo de iniciar a
produção comercial, fato que, de acordo com Suk Min Soh, viabilizou parte dos aportes
feitos pela companhia na planta dedicada à produção de fontes de notebooks. Já os integradores internacionais - Dell, HP e Lenovo, por exemplo, possuem um ritmo de
certificação global diferenciado e devem começar a comprar as fontes no Brasil somente
num médio prazo. "São negociações maiores e globais.Mas teremos uma grande
demanda no país porque as regras para a concessão do PPB para a produção local dos
notebooks é bastante transparente. Ela exige o grau de nacionalização na aquisição
deste disposito", detalha o gerente da Unicoba. Com relação às fontes para desktops - a Unicoba iniciou o projeto com essa produção -
Suk Min Soh diz que as regras do PPB não são tão claras para os PCs e permitem aos
integradores optarem por três itens de nacionalização. Para Soh, os integradores - até
em função do custo de produção local da fonte ( mão-de-obra especializada e impostos
locais) - preferem nacionalizar itens como HDs, memória e placa-mãe, dispositivos que
não exigem tanto de uma produção, importando integralmente as fontes dos desktops. "Sabemos que há um custo alto nesta produção. Na indústria, através da Abinee,
estamos discutindo como também incentivar a nacionalização nos PCs como aconteceu nos
notebooks. O benefício será do Brasil", observa o gerente da Unicoba. Diante da
concorrência dos produtos importados - acirrada com a valorização do Real frente ao
Dólar - a produção de fontes para desktops acontece, hoje, apenas por demanda, e ficou
bem aquém da expectativa inicial, apesar de não ter sido revelado números. "Apostamos muito nas fontes de notebooks. Este é um mercado que tende a crescer e a
gerar emprego no Brasil. Que venham outros", completa Suk Min Soh. A unidade de
Manaus da Unicoba foi fundada em 1973 com o objetivo de estreitar o relacionamento
comercial entre o Brasil e a Ásia. Atualmente, além de importar, distribuir e comercializar, o grupo fabrica diversos
produtos no país como baterias recarregáveis, acessórios de informática,
infra-estrutura em telecomunicações e energia renovável, resinas termoplásticas,
manufatura eletrônica, Set-Top-Box (decodificador de TV) digital, pisos e fachadas em
madeira, soluções em rede, VoIP e GPS navegador com mapas e rotas.
Audiência pública na CRE debateu tratamento dado a
brasileiros que entraram ilegalmente na Guiana Francesa - Agência Senado
- 18/7/2008
As relações entre franceses e brasileiros que migram para a Guiana Francesa -
departamento ultramarino da França na América do Sul -, os fatos que levaram à morte de
uma brasileira naquele local e as acusações de abuso e truculência da autoridade
policial francesa contra cidadãos que tentavam imigrar de forma ilegal foi o tema de uma
das audiências públicas de maior destaque realizadas pela Comissão de Relações
Exteriores e Defesa Nacional (CRE) neste primeiro semestre de 2008. A audiência revelou que Brasil e Guiana Francesa estão dispostos a somar esforços para
evitar episódios como o assassinato da jovem Nerize Dias de Oliveira. Um grupo de
garimpeiros brasileiros deportados da Guiana Francesa no final de abril denunciou a morte
de Nerize, 36 anos, que teria caído da embarcação que os transportava, no Rio Maná, na
divisa entre o Suriname e a Guiana. Seu corpo, encontrado cinco dias depois, teria
apresentado, segundo denúncias não confirmadas, marcas no crânio causadas pelas
hélices da embarcação. Nerize também teria sido enterrado fora do Brasil, sem a
autorização do marido, e o atestado de óbito não teria especificado a causa da morte. Entre as ações discutidas pelas autoridades do Brasil e da Guiana Francesa, destaca-se a
criação de uma hot line, ou linha telefônica exclusiva entre as duas diplomacias, para
discutir e identificar conflitos envolvendo clandestinos. Unificação de impostos Em outra audiência pública, governo e setores empresariais discutiram a criação de um
Regime de Tributação Unificada (RTU) para a importação de mercadorias do Paraguai por
via terrestre (PLC 28/07). Para o secretário da Receita Federal do Brasil, Jorge Rachid,
a unificação dos impostos sugerida tira os pequenos importadores da ilegalidade e impede
a importação de produtos piratas. Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee),
Humberto Barbato, considerou que, além de ser altamente prejudicial ao segmento
que representa, a introdução do RTU permite que os benefícios dados ao Paraguai sejam
reivindicados por outros membros do Mercosul ou outros países fronteiriços. Outros assuntos em debate na CRE foram a transposição do Rio São Francisco; o conflito
envolvendo a Colômbia e o Equador, com a invasão do território deste país pelos
colombianos, que resultou na morte de líderes das Forças Armadas Revolucionárias da
Colômbia ( Farc ); e a existência ou não de relação entre a elevação dos preços
dos alimentos, que vem causando inflação em todo o mundo e o aumento da produção de
biocombustíveis e álcool etanol no país. Embaixadores Desde o início do ano, foram aprovadas 35 mensagens da Presidência da República com
indicações de nomes para ocuparem representações diplomáticas no exterior. Dentre
elas, estão os nomes de Sérgio Augusto de Abreu e Lima Florêncio Sobrinho para
embaixador do Brasil no México; Clodoaldo Hugueney Filho para embaixador na China, na
Mongólia e na Coréia; Roberto Carvalho de Azevêdo, para delegado permanente do Brasil
junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) e a outras organizações econômicas
com sede em Genebra; Santiago Bento Fernández Alcázar, em Burkina Faso; Sérgio de Souza
Fontes Arruda, na Malásia e no Brunei, Flávio Helmold Macieira, na Nicarágua e Ricardo
Neiva Tavares junto às Comunidades Européias. Ingrid Bettancourt Até o mês de julho, foram aprovados três projetos de lei da Câmara (PLC), quatro
projetos de lei do Senado (PLS), um projeto de resolução do Senado (PRS) e 33
requerimentos na CRE. Um deles foi o que convidou a ex-senadora Ingrid Bettancourt, refém
das Farc libertada no início de julho, para visitar o Senado e relatar sua experiência;
outro propôs o voto de louvor ao ex-vice-presidente norte-americano Al Gore e ao Painel
Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), ambos agraciados com o Prêmio
Nobel da Paz de 2007, pelo trabalho que desenvolvem em defesa da preservação do meio
ambiente e sobre as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global. A CRE também aprovou o projeto (PLS 543/07), do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que
trata da reciprocidade de concessão de prazos de permanência de estrangeiros no Brasil.
O atual prazo de utilização de vistos, de 90 dias, deixa de ser exigido para países que
também que não tenham essa limitação em sua legislação. A matéria aguarda análise
da Câmara dos Deputados. Direitos das pessoas com deficiência Outros 19 projetos de Decreto Legislativo (PDS), que tratam de acordos, tratados e
convenções internacionais, também foram aprovados pelos parlamentares da CRE. Dentre
eles, destaca-se o que ratifica o texto da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência (PDL 90/08), assinado em março do ano passado como resultado de ação
articulada no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). Os países signatários
da convenção assumem o compromisso de assegurar e promover o pleno exercício de todos
os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência, sem
qualquer tipo de discriminação. O tratado, já aprovado na Câmara, agora será
examinado em Plenário. Visita à África Uma missão oficial liderada pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da CRE, e
com a participação dos senadores José Nery (PSOL-PA), João Pedro (PT-AM) e Marconi
Perillo (PSDB-GO), visitou seis países da África, entre os dias 10 de maio, quando os
senadores desembarcaram em Cabo Verde, e 20 de maio, quando a comitiva partiu de Angola. A
intenção da viagem foi estreitar as relações do Brasil com Cabo Verde, Senegal,
Guiné-Bissau, Nigéria, São Tomé e Príncipe e Angola. Agora, os parlamentares
pretendem agilizar a aprovação dos acordos bilaterais que aguardam deliberação do
Congresso Nacional e encaminhar projetos comuns nas áreas de pesquisa agropecuária,
educação e saúde, além de parcerias institucionais.
Abinee faz balanço das atividades legislativas - Convergência
Digital, Luiz Queiroz - 17/7/2008
A Abinee, através de seu escritório em Brasília, comandado pelo Gerente
Regional, Daniel da Silva Antunes, elaborou um balanço das matérias de interesse do
setor eletroeletrônico que estiveram na pauta legislativa durante o primeiro semestre.
O balanço foi publicado no informativo da entidade em vários boletins e eu tomo a
liberdade de dar "uma chupetada" nos documentos, porque valem serem
guardados para o futuro acompanhamento sobre o andamento dessas matérias no
Congresso, quando esta "turma" retornar das eleições
municipais:
Nº 19 - 14 a 18 de julho de 2008: ag071418.pdf
(101kb)
Nº 18 - 7 a 11 de julho de 2008 : ag070711.pdf
(104kb)
Nº 17 - 30 a 04 de julho de 2008: ag073004.pdf
(108kb)
Nº 16 - 23 a 27 de junho de 2008: ag0714181.pdf
Vírus e conexão lenta resolvidos pelo seguro - Motonline
- 17/7/2008
Help Desk, benefício agregado ao Porto Seguro Auto, registra mais atendimentos
relacionados a problemas com conectividade à internet e vírus
Segundo levantamento realizado pela Porto Seguro, com base nas ocorrências atendidas pelo
serviço de Help Desk em Informática do Porto Seguro Auto, 15,3% relacionam-se a
problemas com conectividade e internet. Este número é seguido de perto pelas chamadas
relacionadas a problemas de vírus, com 15,2% dos atendimentos. Logo em seguida aparecem
problemas relacionados à configuração de aplicativos e problemas com CPU (com 12,4% dos
atendimentos cada) e 11% sobre sistema operacional. As demais chamadas são distribuídas
entre instalação de software e computador novo, configuração de impressora,
configuração de redes, entre outros. "Nos dias de hoje a tecnologia é uma necessidade constante em quase todas as casas,
e nem sempre os segurados conhecem quem possa solucionar problemas com o computador",
afirma Marcelo Sebastião, diretor de Auto da Porto Seguro. "A popularização da
internet em todas as faixas da população é uma realidade, então procuramos oferecer um
serviço que possa proporcionar mais conforto, com a confiança do segurado",
completa Sebastião. Durante o levantamento feito pela Porto Seguro, observou-se ainda que 28% dos casos são
resolvidos por telefone, enquanto os outros 72% necessitam que o técnico resolva o
problema no local. "Constatamos que a maioria dos clientes em que o problema é
solucionado por telefone são usuários mais jovens, já familiarizados com computador e
internet", diz Sebastião. Segundo números da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee),
as vendas de computadores no primeiro trimestre deste ano cresceram 26% em relação ao
mesmo período de 2007, com mais de 2.500 PCs comercializados em todo o Brasil. Entre
janeiro e março, a venda de notebooks também aumentou 165%, totalizando 664 mil novas
unidades vendidas no país. Sobre o Help Desk Porto Seguro - A assistência técnica por telefone é oferecida aos
clientes que contratam Porto Seguro Auto com a cláusula de serviços Porto Socorro
Completo ou Porto Socorro Mais. O serviço de Help Desk em Informática oferece o suporte
técnico necessário para instalação de computadores, softwares originais e placas de
memória e vídeo; diagnóstico e solução de problemas de acesso à Internet e outros
danos causados por vírus; além de esclarecimento de dúvidas. Durante o período de
vigência da apólice, os segurados podem solicitar até três atendimentos gratuitos com
a equipe responsável pelo serviço. Caso necessário, segurados da Grande São Paulo e de
várias outras localidades do Estado também terão direito a uma visita técnica para
solução de problemas.
Indústria critica esboço de acordos setoriais na OMC - Valor
Econômico, Raquel Landim - 15/7/2008
A indústria brasileira reagiu negativamente à possibilidade de acordos setoriais no
âmbito da Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), em áreas
estratégicas como automotivo, máquinas, químico ou eletroeletrônico. No rascunho mais
recente, divulgado na última quinta-feira, o mediador industrial, Don Stephenson, incluiu
propostas apresentadas pelos países-membros para negociações em 12 setores diferentes. "Está absolutamente fora de cogitação", disse Mário Marconini, diretor de
negociações internacionais da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp). Na sua avaliação, é "muito tarde" para a iniciativa e trata-se de
uma "última pressão". Ele afirmou que, nos setores solicitados pelos ricos
para maior abertura, a tendência do Brasil é de maior proteção, incluindo os produtos
na lista de sensíveis. Pelos acordos setoriais, os países interessados eliminariam ou reduziriam muito as
tarifas de importação de um segmento específico. Desde o início, ficou estabelecido
que a adesão seria voluntária. No rascunho anterior feito pelo mediador estava previsto
que as nações que aderissem aos setoriais ganhariam um "crédito" para cortar
menos as tarifas de importação - uma correlação que desagradava o Brasil. A
vinculação desapareceu no novo texto e aceitar um acordo setorial significará apenas
mais poder político na hora da barganha. Para Estados Unidos, União Européia, Japão e outros países desenvolvidos, os acordos
setoriais são uma contrapartida importante para a abertura na área agricultura. A
inclusão do tema no texto é prova do empenho dos ricos. Logo no início do documento, no
entanto, o mediador avisa que é apenas uma compilação das propostas dos países nas
últimas semanas e não pressupõe consenso sobre o tema. Constam do documento propostas para zerar as tarifas de importação dos seguintes
setores: automóveis e autopeças, bicicletas, químicos, eletroeletrônicos, pesca,
produtos florestais, pedras preciosas e jóias, ferramentas manuais, equipamentos
médicos, máquinas industriais, equipamentos esportivos e brinquedos. Cada proposta foi
entregue por um país ou grupo de países. Exemplos: o Japão apresentou o acordo para o
setor automotivo, a China propôs o acerto em brinquedos, e os Estados Unidos pediram para
químico e eletroeletrônico. Até mesmo o Uruguai é um dos autores de uma das propostas,
a de pesca. Os acordos setoriais são alvos de pressão de lobbies, como a poderosa Associação
Nacional de Manufaturados (NAM) dos Estados Unidos. No início de 2007, a NAM chegou a
negociar com a Fiesp uma lista de setores em que as tarifas poderiam ser reduzidas. O
objetivo era criar um clima positivo sobre Doha nos EUA, mas a iniciativa não prosperou
porque os setores que interessavam ao Brasil e aos EUA não coincidiam. Marconini disse
que a Fiesp pretende fazer nova rodada de consultas sobre o tema, mas não espera obter
sucesso. Mário Branco, gerente de comércio exterior da Associação Brasileira da Indústria
Elétrica e Eletrônica (Abinee), disse o governo brasileiro já se convenceu
de que a indústria não pode aceitar acordos setoriais. Ele ressaltou também que a
proposta não seria aceita pelo Mercosul. "Estamos bem defendidos pelos
argentinos", brincou. Segundo uma fonte da indústria automotiva, o setor quer
acordos de livre comércio com alguns mercados, como a UE, mas acertos com o Japão, China
ou Índia não interessam para as montadoras instaladas no país, com maioria de
americanas e européias.
Câmara retira urgência de votação da MP do Paraguai -
Convergência Digital - 14/7/2008
O Plenário da Câmara Federal aprovou mensagem da presidência da República solicitando
ao Congresso Nacional o cancelamento da Urgência Constitucional pedida para o Projeto de
Lei dos Sacoleiros (nº 27/08), que institui o Regime de Tributação Unificada - RTU na
importação, por via terrestre, de mercadorias procedentes do Paraguai. A decisão
aconteceu no último dia 01 de julho. O Projeto - encaminhado pelo presidente Lula - volta, agora, à sua tramitação normal e
retorna ao exame da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul; das Comissões
de Constituição, Justiça e Cidadania; de Relações Exteriores e Defesa Nacional; e de
Assuntos Econômicos. A legislação retorna à Câmara, onde já tinha sido aprovada,
porque sofreu modificações no Senado. Em comunicado distribuído à imprensa, a Associação Brasileira da Indústria
Elétrica Eletrônica (Abinee) informa que manterá as gestões junto aos
deputados apresentando os impactos nocivos que a lei, caso seja aprovada, trará à
indústria instalada no País. Para a entidade, as emendas propostas pelo deputado Júlio Semeghini, presidente da Frente
Parlamentar de Informática, poderão reduzir os efeitos das importações advindas do
Paraguai. Entre elas estão a proibição de que quaisquer mercadorias que não sejam destinadas ao
consumidor final, como forma de evitar a entrada de componentes e partes e peças; e a
criação de uma Comissão de Monitoramento do RTU, que, na prática, terá o poder de
definir quais as mercadorias que poderão ingressar no Brasil. Impasse com a Receita O Regime de Tributação Unificada (RTU) é destinado para comerciantes que importam,
por via terrestre, mercadorias originárias do Paraguai. Proposta, aprovada pela Câmara
dos Deputados, mas que voltará para votação no segundo semestre, prevê uma tarifa
única de 42,25% sobre o preço de aquisição das mercadorias importadas, o que
corresponde a 18% de Imposto de Importação, 15% de Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI), 6,65% da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social
(Cofins) e 1,65% da contribuição do Programa de Integração Social (PIS). Uma das maiores reclamações do setor, em especial, da indústria nacional de
Informática e Telecomunicações é que a Receita Federal - responsável pela
elaboração da lista dos produtos que seriam beneficiados pelo RTU - até o momento não
foi clara sobre a estratégia a ser adotada para a definição da concessão desse
benefício, assim como, também não revela à indústria, uma pré-lista de produtos para
possível negociação entre as partes. O temor da Indústria é que possa vir a ocorrer uma "concorrência desigual"
com mercadorias contrabandeadas de outros países, principalmente da China, e que entram,
ilegalmente, no Brasil, a partir da fronteira do Paraguai.
Abinee aprova notebook de R$ 1 mil para professor, mas
considera iniciativa um desafio para o setor - TIC Brasil - 14/7/2008
O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, lançou, no início deste mês, em
Brasília, o Programa Computador Portátil para Professor. A iniciativa permite que
professores de escolas públicas e privadas comprem um notebook por até R$ 1 mil. Para a Associação
Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a iniciativa é boa,
mas é vista como um desafio. “Em primeiro lugar, é preciso ter uma noção de
quantos computadores serão vendidos. Não temos essa noção, mas achamos que temos
condições de enfrentar o problema e resolver. Este desafio passa por algumas variáveis,
a primeira delas é o preço”, explica Irineu Govêa, diretor de Informática da
Abinee. Além de pagar R$ 1 mil pelo computador, os educadores podem, ainda, financiar o valor em
até dois anos. O governo acredita que, aproximadamente, 3,4 milhões de educadores possam
se beneficiar do programa. Mas este número pode ser bem maior, pelo fato do notebook ser
hoje um objeto de desejo. De acordo com estimativas da Abinee, o mercado de
notebooks crescerá 98% neste ano, chegando a 3.790.000 unidades. A questão do preço é um dos principais desafios expostos pela associação.
“O preço foi fixado em R$ 1 mil, mas não sabemos o que poderá acontecer com a
cotação do câmbio. Hoje ela está favorável para a importação de componentes, mas o
dólar tem uma variação. E boa parte dos componentes do laptop é importado”. No início das discussões, a Abinee chegou a colocar para o governo que não
deveria haver um preço fixo. “Este preço é bastante agressivo, porque temos
de fornecer um produto de ótima qualidade. Para isso, vamos buscar as peças no mercado.
Como esses produtos serão entregues em regiões longínquas, onde muitas vezes não
existem fábricas, o usuário precisará de assistência técnica, isso também tem custo.
Há, ainda, o fator entrega, que é uma parceria feita com os Correios, e também tem um
valor”, afirma Govêa. Outro fator relevante é a indústria ter condições de
fornecer os componentes. São placas-mãe, memórias, HD, fontes etc, grande parte existe
no mercado interno. “Isso é bom porque desenvolve o mercado de trabalho do
país, mas, ao mesmo tempo, é preciso ter condições de atender. Vai depender da
demanda, isso, por enquanto, é incógnito”. A discussão do governo com o setor eletroeletrônico a respeito do programa foi bastante
ampla. “A Abinee foi interlocutora do Governo. Nós coligamos os
fabricantes, que falaram por intermédio da Abinee. E o governo também levou para
a discussão os Correios, como parte integrante deste pacote, para poder fazer as entregas
nas regiões”. Irineu Govêa vê o Programa Computador Portátil para Professor de fundamental
importância para a educação do País. “Hoje em dia você não pode falar em
educação sem esse tipo de ferramenta. O computador é um grande facilitador para as
atividades diárias do professor, ou seja, preparação de aula, pesquisa de
informações, material didático, atividades assessórias”. Os computadores começarão a ser vendidos a partir de setembro. Cada professor poderá
comprar apenas um e o controle pelo CPF será feito pelos Correios. As empresas colocarão
um informativo anunciando suas máquinas. Então, o professor escolhe a marca de sua
preferência, qual terá uma garantia maior de assistência técnica etc.
“Rapidamente o programa vai estar na rua. Vai caber ao professor fazer sua
escolha”. O computador deve ter, no mínimo, 512MB de memória, disco rígido de 40Gb, tela plana de
LCD, acesso à redes sem fio de Internet e software livre com mais de 27 aplicativos,
além de programas específicos para a área educacional, entre outras características
técnicas.
Mais emprego - Secos & Molhados -
Joelmir Beting - 3/07/2008
Abertas 660 vagas em maio no setor eletro-eletrônico, agora com total de 161.670
trabalhadores diretos. Desde janeiro, as novas vagas somam 5.580, número 3,57% maior que
o do final de 2007. Os dados são da entidade do setor, a Abinee, segundo a qual o
ano fecha com mão-de-obra de 164 mil pessoas. Em maio, os principais contratantes de
pessoal foram as indústrias de equipamentos industriais e informática.
Na onda da economia digital - Exame, Melhores
& Maiores - Balanço - Julho/2008
A Placibras, empresa do grupo CCE, iniciou suas operações em 2003. Os consumidores não
vêem, mas as peças feitas na fábrica da Placibras, em Manaus, no Amazonas, estão hoje
nas prateleiras das lojas de eletroeletrônicos de todo o país. A companhia é
especializada na produção de placas de circuito impresso (PCIs). São peças nas quais
é gravado o circuito elétrico e que servem também de suporte para a montagem de
componentes eletrônicos, como chips e processadores. Em pouco tempo de vida, a Placibras
tornou-se uma das maiores fabricantes de PCIs do país - a cada ano, 7 milhões de
placas saem de sua linha de montagem. Em 2007, a empresa faturou 209 milhões de dólares,
um incremento de 18% em relação ao exercício anterior. Seu lucro no período foi de 15
milhões de dólares. A Placibras também registrou no ano passado outros bons
indicadores, como uma rentabilidade de 29%. Pelo conjunto de seus resultados, foi a melhor
companhia do setor de eletroeletrônicos em 2007. Além de fornecer PCIs aos produtos da marca CCE, a Placibras vende essas peças a outras
companhias do mercado. Atualmente, o segmento de informática absorve metade de sua
produção de placas. Por causa disso, tem sido beneficiada pelo aumento de vendas de
computadores no país nos últimos anos. A linha marrom - equipamentos de áudio e
vídeo - representa 40% da receita da Placibras, enquanto outros produtos
eletrônicos, como receptores de TV via satélite, são responsáveis pelos demais 10%.
“O nosso diferencial foi ter diversificado a produção de placas para atender
vários segmentos”, diz William Cezar Carvalho, diretor comercial da Placibras.
Uma das principais clientes da empresa na atualidade é a taiwanesa MSI, uma das três
maiores fabricantes mundiais de placas de vídeo para computadores. De olho no potencial do mercado, em 2008 a Placibras investirá 5 milhões de dólares
para ampliar sua linha de montagem em Manaus. O objetivo é aumentar a produção de PCIs
para 10 milhões de unidades por ano, 40% mais do que a capacidade atual. O investimento
visa atender ao esperado crescimento da produção do mercado. De acordo com a Associação
Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o faturamento do
setor deve atingir 124 bilhões de reais neste ano, crescimento de 11% em relação a
2007. A área de eletroeletrônicos trabalha atualmente com 83% de sua capacidade ocupada,
em apenas um turno de trabalho - ou seja, ainda há espaço nas linhas de montagem
para suportar um possível aumento de demanda. Nesse cenário, a Placibras, segundo o diretor comercial Carvalho, está preparada para
atender aos pedidos dos vários segmentos de eletroeletrônicos com rapidez graças a
equipamentos de última geração, capazes de suportar as novas tecnologias dos
componentes e circuitos impressos, que são cada vez menores. Para montar as placas, uma
operação automatizada, a Placibras possui máquinas que manipulam componentes
eletrônicos com a espessura de um alfinete. “O maior desafio do setor é ter
preço competitivo, qualidade, tecnologia e velocidade no lançamento de produtos para
acompanhar a tendência mundial”, afirma Carvalho. E andar no mesmo passo da
concorrência internacional é fundamental em tempos de real sobrevalorizado. O efeito da
taxa cambial já é visível em todos os segmentos da indústria, principalmente em
componentes elétricos e eletrônicos, cujas importações no primeiro trimestre de 2008
cresceram 36% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 4 bilhões de
dólares. Apesar desse problema, Carvalho acredita que o momento ainda é muito promissor.
“O poder de compra do consumidor vem aumentando e nada indica que esse ciclo vá
acabar tão cedo”, diz ele.
Nokia tem novo diretor de Relações Governamentais no Brasil -
Convergência Digital - 8/7/2008
A Nokia anuncia a chegada de um novo profissional em sua equipe. É Luiz Claudio Carneiro,
que assumiu no início deste mês a posição de diretor de Relações Governamentais da
empresa. Carneiro, que ficará baseado em Brasília, já atuou em consultorias
parlamentares, associações de classe e organizações privadas. O executivo é formado em administração de empresas pela Associação de Ensino
Unificado do Distrito Federal e em psicologia e comportamento humano pelo Centro
Universitário de Brasília UniCEUB. Também se especializou em administração e
tecnologia da informação pela União Educacional de Brasília e em planejamento e
gestão de recursos humanos pelo Instituto de Cooperação e Assistência Técnica de
Brasília. Carneiro teve passagens como consultor parlamentar pela APS, como gerente do escritório
regional de Brasília da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica
- ABINEE e foi membro do Conselho de Assuntos Legislativos da Confederação
Nacional da industria - CNI. Antes de integrar a equipe da Nokia, atuou como gerente de
Relações Governamentais da Dell Computadores do Brasil.
Luiz Claudio Carneiro assume Relações Governamentais
da Nokia - Convergência Digital - 8/7/2008
Através de comunicado à imprensa distribuído nesta terça-feira, 08/07, a Nokia Brasil
informa que Luiz Claudio Carneiro assumiu no início deste mês, a posição de diretor de
Relações Governamentais da empresa. Carneiro, que ficará baseado em Brasília, já
atuou em consultorias parlamentares, associações de classe e organizações privadas. O executivo é formado em administração de empresas pela Associação de Ensino
Unificado do Distrito Federal e em psicologia e comportamento humano pelo Centro
Universitário de Brasília UniCEUB. Também se especializou em administração e
tecnologia da informação pela União Educacional de Brasília e em planejamento e
gestão de recursos humanos pelo Instituto de Cooperação e Assistência Técnica de
Brasília. Carneiro teve passagens como consultor parlamentar pela APS, como gerente do escritório
regional de Brasília da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica
- Abinee e foi membro do Conselho de Assuntos Legislativos da Confederação
Nacional da industria - CNI. Antes de integrar a equipe da Nokia, atuou como gerente de
Relações Governamentais da Dell Computadores do Brasil.
Carneiro assume diretoria de relações governamentais da
Nokia - Telesíntese - 8/7/2008
Luiz Claudio Carneiro assumiu no início deste mês a posição de diretor de Relações
Governamentais da Nokia. Carneiro, que ficará baseado em Brasília, já atuou em
consultorias parlamentares, associações de classe e organizações privadas. O executivo é formado em administração de empresas pela Associação de Ensino
Unificado do Distrito Federal e em psicologia e comportamento humano pelo Centro
Universitário de Brasília UniCEUB. Também se especializou em administração e
tecnologia da informação pela União Educacional de Brasília e em planejamento e
gestão de recursos humanos pelo Instituto de Cooperação e Assistência Técnica de
Brasília. Carneiro teve passagens como consultor parlamentar pela APS, como gerente do escritório
regional de Brasília da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica
- ABINEE e foi membro do Conselho de Assuntos Legislativos da Confederação
Nacional da industria - CNI. Antes de integrar a equipe da Nokia, atuou como gerente de
Relações Governamentais da Dell Computadores do Brasil.
PDP: reforço para TIC brasileira - Baguete
- 8/7/2008
O Brasil é a bola da vez para investimentos nas diversas áreas da indústria, declarou
nesta terça-feira, 08, a representante do BNDES Margarida Baptista, que esteve em Porto
Alegre participando de uma reunião-almoço da Abinee-RS. Ela apresentou ao empresariado gaúcho a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do
Governo Federal, que, entre outras coisas, pretende quadruplicar as exportações de
software brasileiras até 2010. O projeto é voltado a 25 setores industriais, mas dá bastante atenção às TICs. Além
da previsão para vendas externas da área de software em geral, o programa também
projeta elevar o número de exportadoras de pequeno e médio porte em 10%. Em 2006, essas
empresas somavam 11.792 no país. Para isso, a PDP - que conta com recursos não só do Governo Federal, mas também do
BNDES, Finep e outros órgãos de fomento - divide a área de tecnologia em cinco
subprogramas: Software e Serviços, Microeletrônica, Displays de Informações,
Infraestrutrua para Inclusão Digital e Adensamento da Cadeia Produtiva. Nestes segmentos, a estratégia do governo será gerida em conjunto pelo Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Ministério da Ciência e
Tecnologia (MCT) - que, segundo o próprio governo, conta com investimentos de R$ 41,2
bilhões até 2010. Com o novo plano, o governo pretende elevar a receita das exportações para US$ 3,5
bilhões em dois anos, criando em torno de 100 mil empregos. Em 2007, o Brasil vendeu para
o exterior em torno de US$ 800 milhões em software, dentro de um mercado global avaliado
em US$ 36 bilhões. Atrair fábricas de semicondutores para o país também está nos planos da PDP, assim
como iniciativas de P&D. “Investiremos muito em pesquisa. Toda empresa
estrangeira que quiser instalar seu laboratório no Brasil será bem vinda”,
destacou Margarida. Ainda pelos planos da PDP, os investimentos privados em Pesquisa & Desenvolvimento
deverão subir de 0,51% para 0,65% do Produto Interno Bruto até 2010. Outra medida
prevista é o aumento da relação entre investimento fixo e PIB, atualmente fixada em
17,6%, para 21% em dois anos. Ampliar a participação do Brasil nas exportações
mundiais de 1,18% em 2007 para 1,25% até 2010 é outra meta. Já nas áreas de Microeletrônica e Adensamento da Cadeia Produtiva, o programa prevê a
instalação de duas fábricas de circuitos integrados envolvendo front-end no país.
Também está nos planos elevar para 14 as atuais sete design houses brasileiras,
incentivando o desenvolvimento de circuitos no país. No fim, conclui Margarida, a meta geral é reduzir o déficit da balança comercial
exportadora brasileira, hoje avaliado em US$ 12 bilhões, e aumentar a competitividade
internacional do país. E, segundo ela, a hora é agora. “Este é um momento em que todos os setores contemplados pela PDP estão dando
sinais claros de explosão interna e externa. Se não fizermos nada agora, não faremos
mais”, alertou a representante do BNDES.
Nokia nomeia executivo para relações governamentais -
IT Web - 8/7/2008
Luiz Claudio Carneiro assumiu no início deste mês a posição de diretor de Relações
Governamentais da Nokia. O executivo é formado em administração de empresas pela Associação de Ensino
Unificado do Distrito Federal e em psicologia e comportamento humano pelo Centro
Universitário de Brasília (UniCEUB). Também se especializou em administração e
tecnologia da informação pela União Educacional de Brasília e em planejamento e
gestão de recursos humanos pelo Instituto de Cooperação e Assistência Técnica de
Brasília. Carneiro teve passagens como consultor parlamentar pela APS, como gerente do escritório
regional de Brasília da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica
(Abinee) e foi membro do Conselho de Assuntos Legislativos da Confederação
Nacional da industria - CNI. Antes de integrar a equipe da Nokia, atuou como gerente de
Relações Governamentais da Dell Computadores do Brasil.
Nokia nomeia novo diretor de relações governamentais
- TI Inside - 8/7/2008
A Nokia anunciou nesta terça-feira (8/7) a nomeação de Luiz Claudio Carneiro para o
cargo de diretor de relações governamentais da empresa. Carneiro, que ficará baseado em
Brasília, já atuou em consultorias parlamentares, associações de classe e
organizações privadas. O executivo teve passagens como consultor parlamentar pela APS, como gerente do
escritório regional de Brasília da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e
Eletrônica - ABINEE e foi membro do Conselho de Assuntos Legislativos da
Confederação Nacional da Indústria - CNI. Antes de integrar a equipe da Nokia, atuou como gerente de relações governamentais da
Dell Computadores do Brasil.
Nokia - Valor Econômico, Andrea
Giardino - 9/7/2008
Luiz Claudio Carneiro é o novo diretor de relações governamentais da Nokia no Brasil. O
executivo ficará baseado em Brasília. Ele atuou ainda como consultor da APS, foi gerente
do escritório regional de Brasília da Associação Brasileira da Indústria Elétrica
e Eletrônica (Abinee) e integrou o Conselho de Assuntos Legislativos da
Confederação Nacional da industria (CNI). Antes de ingressar na Nokia, Carneiro ocupava
o posto de gerente de relações governamentais da Dell Computadores do Brasil.
BNDES apresenta PDP em Porto Alegre - Baguete, Porto
Alegre,RS - 7/7/2008
Os empresários do setor eletroeletrônico gaúcho terão uma reunião-almoço com a
representante do BNDES, Margarida Baptista, na próxima terça-feira, 08. O evento ocorre
no Ritter Hotel, em Porto Alegre, promovido pela Abinee-RS.
Margarida irá falar do recente lançamento, pelo Governo Federal, da PDP - Política de
Desenvolvimento Produtivo. O projeto visa a ampliar a capacidade de produção da
indústria, elevar a capacidade de inovação e aumentar as exportações.
Mais informações sobre o almoço pelo site abaixo, ou pelo e-mail abineers@via-rs.net
Informática invade supermercados - Diário do
Nordeste - 7/7/2008
O setor de informática vem crescendo nos supermercados impulsionado pelo aumento do poder
de compra dos consumidores. Sai mais barato comprar um notebook do que uma geladeira. O
Carrefour, por exemplo, oferece computador portátil por R$ 999, enquanto um refrigerador
simples custa pelo menos R$ 1.099. Se a idéia é comprar um micro de mesa, o Extra tem um
modelo completo da Semp Toshiba por R$ 1.099. É possível efetuar a compra em até 12
vezes. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica
(Abinee), o mercado de informática vendeu 2,510 milhões de computadores no
primeiro trimestre deste ano, ante 1,997 milhão no mesmo período de 2007. Isso
representa um aumento de 25,6% na comercialização. Acredita-se que os supermercados são responsáveis por boa parte desses números. No fim,
quem ganha são os consumidores. Com a concorrência, há uma tendência natural de queda
de preços. Modelos variados Na rede Carrefour, o notebook da Asus, modelo Eee PC, custa R$ 999 e pode ser pago em 12
vezes sem juros. O micro pesa só 900 gramas e tem monitor de sete polegadas. No Extra,
há modelos como o Celeron 550, equipado com gravador de DVD e webcam, por R$ 1.499. No
geral, por menos de R$ 2 mil é possível adquirir um bom computador.
Venda de computadores portáteis é a grande aposta da feira
de informática do Extra - Paran@shop - 4/7/2008
O Extra realiza de 4 a 13/7, a 9ª edição da Feira de Informática da rede e a 2ª do
ano - a primeira aconteceu em abril e foi responsável por alta de 47% nas vendas da
categoria no período. O evento já e referência no setor graças ao histórico de
ofertas, lançamentos e condições de pagamentos diferenciados oferecidos aos
consumidores e contribui para que o hipermercado se consolide a cada ano o posto de maior
revendedor de informática do Brasil. Especificamente em computadores, o Extra mantém o otimismo apresentado nos últimos
meses, especialmente na venda de notebooks. “Os computadores portáteis estão
em forte ascensão. No ano passado, a cada cinco desktops vendidos, um laptop era
comercializado. A base hoje já está de três para um. Acreditamos em crescimento na casa
de três dígitos para esse produto também no período da Feira”, diz Marise
Araújo, Diretora Comercial de Eletro do Grupo Pão de Açúcar. A política de desoneração de impostos do Governo Federal e a forte tendência de
crescimento na aquisição de computadores contribuem para um momento de vendas de
aquecimento em que a rede aposta em 50% de crescimento nas vendas durante
a Feira, mesmo frente a uma forte base de comparação no ano passado, quando a rede
registrou avanço de 58% no evento. Serão mais de 60 itens da categoria, entre computadores, desktops, impressoras, câmeras
digitais entre outros, com preços até 50% mais em conta em relação aos produtos
similares ofertados pela rede no ano passado. A Feira da Informática também é referência por trazer ao consumidor o que há de mais
avançado em produtos e configurações tecnológicas. Entre as últimas novidades
apresentadas pela rede aos seus consumidores está o novo processador Core2 Quad da Intel. A venda de máquinas com configurações básicas teve uma representatividade de cerca de
40% no volume do primeiro trimestre do ano. Para o período da Feira da Informática
(abril), a rede prevê a comercialização de mais de 80 mil máquinas, alta de 80% no
número de peças sobre o ano passado. As ações promocionais e facilitadas formas de pagamento, que inclui o parcelamento de
até 12 vezes sem juros nos cartões Extra, para itens da categoria, são grandes
incentivadores para o aquecimento da venda no período da Campanha. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee),
o incremento na venda de computadores esse ano será de 17%, o que elevaria para 11,7
milhões o volume de PCs e notebooks comercializados em 2008, ante os 9,9 milhões
registrados no ano passado. “Nossa expectativa para o ano é superior a do mercado. Como maior revendedor do
varejo, temos a fidelidade do nosso consumidor que neste momento busca novas soluções
tecnológicas em nossas lojas e recomendam o Extra aos que buscam seu primeiro equipamento
de informática", afirma Marise Alguns exemplos de ofertas: - Computador com 1giga de memória Ram 160GB de HD, gravador e leitor de CD e DVD +
monitor de LCD de 15” por R$ 999,00 - Notebook com 1 giga de memória Ram 120 GB de HD, gravador e leitor de CD e DVD, webcam,
wireless, windows vista Se por R$ 1.499,00 - Computador com processador Intel Core 2 Quad com 2 giga de memória Ram, 500GB de
HD, DVDRW,Windows Vista Home Premium (sem monitor) por R$ 1.599,00 Extra.com.br O braço virtual do hipermercado Extra, que é a maior loja do varejo eletrônico em
vendas de artigos de informática do país, acompanha a ação desenvolvida pela rede de
hipermercados e oferecer alguns diferenciais para os internautas, como parcelamento em
até 12 vezes sem juros e frete grátis para uma seleção de produtos.
Lula lança laptop de R$ 1 mil para 3,4 milhões de
professores - Convergência Digital, Luiz Queiroz - 4/7/2008
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta sexta-feira (04/07), em solenidade
no Palácio do Planalto, o novo programa " Computador Portátil para
Professores", que visa facilitar a 2,7 milhões de professores do Ensino Básico, e
cerca de 700 mil do Ensino Técnico e Superior, a aquisição de um laptop. O
equipamento custará no máximo R$ 1 mil, será financiado em 24 parcelas pelo Banco
Postal e entregue pelos Correios. O novo programa é fruto de uma parceria que está sendo montada entre os Ministérios da
Educação e das Comunicações - através dos Correios e do Banco Postal - com a
indústria de informática. O programa está sob a coordenação do Assessor Especial do
presidente Lula, Cezar Alvarez, que também atua no governo como Coordenador
dos programas de Inclusão Digital. A idéia vem sendo gestada há dois meses por esses atores e segundo Alvarez, 10
integradores e fabricantes demonstraram interesse no projeto, sendo que quatro estão
aguardando apenas o Ministério da Ciência e Tecnologia formalizar em portaria a parte
técnica dos laptops para submeter os seus equipamentos ao governo. Nos próximos 30 dias,
bancos e fabricantes se credenciarão ao programa. O projeto deverá começar primeiro
pelas 70 maiores cidades de maior IDEB - Indicador de Desenvolvimento da Educação
Básica, já a partir de agosto. Laptop As configurações do laptop já foram definidas. O computador portátil terá 40
Gigabytes de espaço em disco e 512 Megabytes de memória RAM. Conterá ainda, um
gravador/reprodutor de DVDs e placas para conexões a redes de banda larga convencional e
Wireless. Os laptops também deverão apresentar três portas USB. O sistema operacional
será de código aberto, Linux. Mesmo que um fabricante queira "bancar" o laptop
pelo preço exigido com o sistema Windows, o computador terá de conter a versão de
software livre e caberá ao usuário escolher qual usará, através do "dual
boot". Os equipamentos não serão vendidos no varejo. Um site oficial foi construído pelos
Correios, com apoio do Serpro, para que os professores entrem nele e façam a sua compra
online. Os Correios ficarão encarregados da Logística de distribuição, assim como o
Banco Postal deverá financiar o equipamento em até 24 parcelas de R$ 40,00 a R$ 55,00, a
depender dos juros, que serão baixos para esse tipo de programa. Custo absorvível "Nos preços médios dos juros de hoje, senhor presidente, significa um
comprometimento mensal, em dois anos, de menos de 55 reais, para um salário médio na
rede pública brasileira de oitocentos e cinqüenta reais. Ou seja, perfeitamente
passível de ser incorporado na capacidade de compra do salário médio do professor
brasileiro", destacou o Coordenador de Inclusão Digital do Governo, Cezar Alvarez,
em seu discurso durante a solenidade de lançamento do laptop dos professores. Além
disso, Alvarez lembrou que, com a participação dos Correios e do Banco Postal (
Bradesco), serão 12 mil pontos de venda, o que facilita a redução do custo do
equipamento em termos logísticos. Ele também lembrou que será possível fechar acordos com o Banco do Brasil e a Caixa
Econômica Federal, que costumam pagar a folha do funcionalismo federal, entre eles, os
professores da rede pública, para que a parcela do computador seja descontada diretamente
no contracheque. Além disso, Alvarez informou que na próxima reunião do Conselho Nacional de Política
Fazendária, o Secretário-Executivo do Ministério da Fazenda e coordenador do Confaz,
Nelson Machado, deverá fechar um acordo com os secretários estaduais de Fazenda, para
que o ICMS seja isento para os laptops dos professores, tal como já ocorreu no projeto
UCA - Um computador por Aluno. "Também discutimos com as concessionárias fixas e operadoras móveis um projeto
específico de acesso em banda larga para esse programa. Temos um projeto articulado e de
consenso, dentro e fora do governo, que visa a qualificação do professor. Sabemos que a
indústria está trabalhando no seu limite, mas está trabalhando para um projeto de
Nação e criando futuros usuários na medida em cada vez mais o tema da Tecnologia da
Informação é condição sine qua non para qualquer projeto de desenvolvimento",
destacou Cezar Alvarez, que no início do seu discurso fez questão de agradecer o
esforço da indústria brasileira, por intermédio do presidente da Abinee, Humberto
Barbato. Desafio "É um grande desafio, porque com o preço que foi estabelecido a indústria
terá que fazer o seu esforço no fornecimento. Mas ao mesmo tempo será gratificante
participar desse programa porque estaremos levando um equipamento de qualidade para o
professor poder se desenvolver. As grandes empresas deverão ter mais dificuldade, mas eu
vejo que elas deverão participar desse esforço, porque também será conveniente para
elas propagar a sua marca nos mais diversos e distantes rincões do nosso País",
afirmou o presidente da Abinee, Humberto Barbato. Porém o executivo destacou que o mais importante foi novamente o governo demonstrar a sua
capacidade de negociar com a indústria e não adotar medidas unilaterais. "Essa tem
sido uma característica do Governo Lula: não se furta de sentar conosco para saber a
possibilidade da indústria participar das suas atividades", frisou Barbato. Além do presidente Lula, também participaram do evento a Chefe da Casa Civil, Dilma
Rousseff, os ministros Hélio Costa (Comunicações) e Fernando Haddad (Educação), além
da professora Adriana Cordeiro, como representante dos professores das escolas públicas.
Compareceram à cerimônia no Palácio do Planalto, os presidentes do Banco do Brasil,
Antonio Lima Neto e da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos e dos Correios,
Carlos Henrique Almeida Custódio.
Com inflação no atacado a 10%, indústria diz que segura repasse
- DCI - 4/7/2008
Apesar de o custo de produção da indústria ter acumulado alta de 7,88% no primeiro
semestre e 10,62% nos últimos 12 meses, conforme variação do Índice de Preços por
Atacado (IPA) industrial, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o economista-chefe da
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), André Rebelo, afirmou ontem
que a indústria está "segurando preços" para evitar uma disparada ainda maior
da inflação brasileira. Em palestra no Congresso Paulista de Economia, Rebelo ressaltou que a principal pressão
sobre os custos do setor produtivo vem de segmentos influenciados pelo mercado
internacional, como alimentação e bebidas, petróleo, metalurgia e químicos. Excluídos
estes setores, o IPA industrial cairia para 3% em 2008. "Basicamente, a alta da
inflação é de fora", argumentou. Segundo Rebelo, é necessário aumentar a
eficiência das empresas e cortar custos para não enfrentar prejuízos, pois "a
pressão externa vai continuar, trata-se simplesmente de uma força de mercado. É igual
à gravidade, não há culpados". O diretor de economia da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica
(Abinee), Antonio Corrêa de Lacerda, disse que a indústria vai evitar ao máximo
repassar preços para o varejo devido à competitividade. "A concorrência com os
importados é muito grande e enquanto há demanda a indústria hoje não deverá ser um
acelerador da inflação." Lacerda discorda do colega quanto à culpa pelo atual
cenário inflacionário. "É a especulação que se criou no mercado internacional
com as commodities virando um ativo financeiro; os fundos de hedge aumentaram muito suas
aplicações no setor", salienta. Segundo Lacerda, há hoje US$ 250 bilhões
aplicados em petróleo no mercado futuro. "Em 2000, havia US$ 15 bilhões
aplicados". Julio Gomes de Almeida, consultor econômico do Instituto de Estudos para o
Desenvolvimento Industrial (Iedi), comentou que a pressão inflacionária sobre os custos
de produção está, de fato, alojada nos preços por atacado da indústria, mas ainda
não chegou ao preço final porque eventuais reajustes acabam negociados e também
minimizados pelo real valorizado. "Ninguém quer repassar o preço na fronteira com o
consumidor, então o custo mais elevado da produção é negociado entre todos os agentes
da cadeia em troca de um ganho maior de produtividade, e ainda há fôlego para rebaixar
custos graças ao reflexo dos investimentos em alta por causa do câmbio." Almeida
ainda lançou um alerta: "Quando as empresas não conseguirem mais absorver esses
custos, o perigo estará deflagrado".
Aço dispara e afeta setores-chave da economia - Valor
Econômico, Raquel Landim e Sergio Lamucci - 4/7/2008
A alta dos preços do aço pressiona os custos de setores importantes da economia, como as
montadoras de automóveis e as indústrias de autopeças, bens de capital e de
eletroeletrônicos. O setor automotivo encontra algum espaço para repassar o aumento de
insumos para as cotações, enquanto os dois últimos enfrentam mais dificuldades. Para
combater os custos em alta, as empresas têm usado estratégias para aumentar a
produtividade e, quando possível, elevam as importações, como fazem as companhias de
autopeças e eletroeletrônicos. O aço está em alta forte porque dois insumos importantes tiveram aumentos muito
significativos neste ano, como diz o presidente da distribuidora de aços planos Rio
Negro, Carlos Loureiro. Ele lembra que o minério de ferro teve aumento na casa de 70% e o
carvão, de 200%. Já houve duas rodadas de elevações e haverá uma terceira em agosto,
afirma Loureiro. "Dependendo do tipo do produto, o aumento total fica entre 40% e
50%." De acordo com Paulo Butori, presidente do Sindicato da Indústria de Componentes para
Veículos Automotores (Sindipeças), até agora os fabricantes de autopeças só
conseguiram elevar uma vez os preços que cobram das montadoras. Ele conta que as
negociações no setor estão intensas e demoradas. "As montadoras ficam 60 a 90 dias
analisando uma planilha de custo." Segundo Butori, o setor iniciou um processo para
zerar a alíquota de importação de aço junto ao Departamento de Comércio Exterior
(Decex), do Ministério do Desenvolvimento. "Mas o processo é longo e
burocrático." Butori diz que as fabricantes estão aumentando a importação para aproveitar a
valorização do câmbio e compensar as pressões de custo. No primeiro semestre do ano, a
balança comercial de autopeças teve déficit de US$ 750 milhões em relação a igual
período em 2007. Houve superávit de US$ 2 bilhões em 2006 e déficit de US$ 100
milhões em 2007. Os preços de automóveis também têm sofrido algum aumento. "É impossível
trabalhar com esse nível de inflação e não fazer reajustes", diz Rogelio Golfarb,
diretor de assuntos corporativos da Ford. Ele não revela o percentual de aumento efetuado
pela empresa, garantindo apenas que ficou abaixo da inflação. Segundo o executivo,
apesar da forte demanda, é complicado implementar reajustes significativos, por conta da
concorrência. No primeiro semestre do ano, as vendas de veículos cresceram 30% em
relação ao igual período do ano anterior. "A briga entre as montadoras por
market-share é muito intensa." De acordo com Golfarb, os custos de uma série de insumos subiram, caso do aço e do
plástico. Os gastos com logística também aumentaram, pois os combustíveis ficaram mais
caros. "O frete está subindo e já faz algum tempo que o custo da energia mudou de
patamar." Para amenizar o impacto, a Ford investiu em produtividade e novas
tecnologias. Ao implantar a linha de produção do novo Ka, a montadora reduziu em 26% o
número de horas de trabalho por veículo. A empresa também desenvolveu uma mescla de
fibra de coco com plástico que, em breve, será utilizada em um modelo de automóvel
produzido na fábrica de Camaçari, na Bahia. Os fabricantes de bens de capital também sofrem bastante com o aumento do aço, segundo o
presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq),
Luiz Aubert Neto. O problema, segundo ele, é que as empresas não conseguem repassar esse
aumento de custos, por causa da forte concorrência interna e externa. Ainda que o
faturamento das empresas da Abimaq tenha crescido 28% de janeiro a maio, na comparação
com o mesmo período do ano passado, Aubert afirma que a rentabilidade caiu de 8% no ano
passado para a casa de 4% neste ano. Aubert diz que é difícil para as empresas do setor conseguirem melhores condições de
pagamento e prazo com os fornecedores. "Dos 1.500 filiados à Abimaq, 75% são
pequenas empresas, com baixo poder de barganha." Uma das estratégias utilizadas é
modernizar máquinas e equipamentos. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica
(Abinee), Humberto Barbato, está complicado promover reajustes de preços
em segmentos competitivos, como computadores, ou com performance de vendas mais fracas,
caso de TVs e aparelhos de som. Para compensar o aumento de custo, as empresas elevaram o
percentual de conteúdo importado e fizeram investimentos para reduzir custos. "Na
minha empresa, 70% dos componentes hoje são importados. Só não importo mais por
dificuldades com o prazos de entrega."
Lei de Informática: Indústria cobra MCT e Sepin - Convergência
Digital - 3/7/2008
Em reunião realizada nesta quarta-feira, 02/07, em Brasília, no Ministério da Ciência
e Tecnologia (MCT), o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica
Eletrônica, Humberto Barbato, acompanhado de diretores e coordenadores da
entidade, e, também, de parlamentares da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara
dos Deputados, discutiu os problemas que as empresas vêm enfrentando em razão da demora
de 12 a 15 meses para concessão dos benefícios da Lei de Informática (Portarias
Interministeriais) e em razão do não pronunciamento do MCT sobre relatórios de
prestação de contas de P&D, pendentes há cinco anos ou mais. O Presidente da Abinee destacou que estes fatos vêm trazendo uma enorme
insegurança para as empresas não só nos seus negócios e projetos, mas também no campo
jurídico, uma vez que, naqueles casos que estejam próximos de completar cinco anos da
prestação de contas, a empresa se vê sob a ameaça de sofrer autuação fiscal sob o
pretexto de impedir a ocorrência da prescrição do imposto, no caso o IPI. "Essa grave dificuldade no gerenciamento dos incentivos fiscais da política de
informática tem gerado um ônus para as empresas provocando uma diluição desses
benefícios levando muitas delas a reavaliar a relação custo-beneficio", disse
Barbato. O Ministro Sérgio Resende, presente à reunião, passou a coordenação para o Secretario
Executivo, Luiz Antonio Elias, que conduziu o encontro em conjunto com o Secretário de
Política de Informática, Augusto Gadelha. Ao final, Elias se comprometeu a fazer uma
avaliação sobre os problemas apontados e solicitou que nova reunião com a Abinee
e Comissão de Ciência e Tecnologia fosse agendada para o próximo mês de agosto. *Com informações da Assessoria da Abinee
Lula lança programa do laptop barato para 3,4
milhões de professores - Convergência Digital - 3/7/2008
O presidente Lula lança nesta sexta-feira (04/07) o programa "Computador Portátil
para Professores" que visa baratear o custo de aquisição de computadores portáteis
para cerca de 3,4 milhões de professores das redes pública e particular, sendo 2,7
milhões do Ensino Básico e cerca de 700 mil do Ensino Técnico e Superior. O projeto é resultado de uma parceria que vinha sendo debatida entre os setores privado
(indústria de computadores e bancos) e público, por intermédio da Presidência da
República e os ministérios da Educação, Ciência e Tecnologia e das Comunicações,
através dos Correios. Até há alguns meses, o custo estimado do laptop -nas discussões entre o governo e a
indústria - ficaria em torno de R$ 1 mil, com o custo do frete incluso. Para facilitar as
despesas dos fabricantes e chegar a esse preço, a distribuição dos equipamentos deverá
feita pelos Correios e bancos privados e públicos deverão abrir linhas de crédito aos
profissionais com taxas de juros especiais. Há uma expectativa de que nesta sexta-feira pelo menos um banco privado seja anunciado
como "parcerio" no projeto, uma vez que a instituição detém hoje o controle
do "banco postal" dos Correios: O Bradesco. Já no setor público, Caixa
Econômica Federal e Banco do Brasil podem participar do programa, da mesma forma como já
fazem no "Computador para Todos". De acordo com dados que o portal Convergência Digital teve sobre o programa, o governo
espera obter os seguintes resultados: 1 - Contribuir para o aperfeiçoamento da capacidade de produção e formação
pedagógica dos professores por meio da interação com a tecnologia de informação e
comunicação, elevando a qualidade do ensino público brasileiro. 2 - Aproximar os professores das novas tecnologias. 3 - Contribuir efetivamente para o desenvolvimento da indústria nacional e a evolução
do mercado do segmento de equipamentos de informática, com ampliação das oportunidades
de emprego e renda. Solução de informática As poucas informações disponíveis do governo sobre o laptop, dão conta de que a
configuração escolhida para a máquina a sr vendida para os professores, terá mais
recursos do que o equipamento que se pretende comprar para os alunos das escolas
públicas. No documento, apenas é citado que a solução de informática será
"composta de equipamento e softwares compatíveis com o exercício profissional dos
educadores, produzida no país e de configuração definida em portaria do Ministério da
Ciência e Tecnologia". Além disso serão concedidas "facilidades", entre elas, preço reduzido,
empréstimo e entrega dos equipamentos. A proposta é que haja uma interação com outros
projetos de inclusão digital do governo federal, como: Um Computador por Aluno e Banda
Larga nas Escolas. Todos esses programas lançados no Governo Lula visam universalizar o
uso de computadores e a conexão nas escolas públicas à Internet, até o fim de 2010. A solenidade de lançamento do programa será nesta sexta-feira às 10hs no Salão Leste
do Palácio do Planalto e deverá contar com a presença do presidente Lula, além dos
ministros da Educação, Comunicações, Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, além
de representanrte dos Correios e da indústria de informática. Dentre eles, destaca-se o
presidente da Abinee, Humberto Barbato, que já se encontra em Brasília.
Telecom mantém ritmo das vendas, diz Abinee - TI
Inside - 3/7/2008
O mercado de telecomunicações continua aquecido em função dos investimentos em três
segmentos: infra-estrutura para a implantação da tecnologia 3G, equipamentos e software
para a portabilidade numérica e infra-estrutura de banda larga e de acesso à internet. Neste último caso, os negócios foram beneficiados pelas medidas do governo para a
inclusão digital, que também permanecem estimulando as vendas de bens de Informática. As informações são do relatório da Abinee do mês de junho, mostrando que as
vendas da indústria eletroeletrônica continuaram com o mesmo ritmo de crescimento
ocorrido no mês anterior. De acordo com o relatório permaneceram com os negócios em expansão as áreas de
Automação Industrial, Equipamentos Industriais, Telecomunicações, Informática,
Material Elétrico de Instalação e GTD (Geração, Transmissão e Distribuição de
Energia Elétrica). Destacando-se, neste último caso, os segmentos de Geração e de
Transmissão.
Brasil quer triplicar exportação para China - Jornal
do Comércio, Porto Alegre - 3/7/2008
O governo aposta nos alimentos para atingir sua meta de triplicar as exportações para a
China até 2010. É o que mostra a Agenda China, lançada nesta quinta-feira pelo
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) na sede da
Confederação Nacional da Indústria (CNI). O desafio, porém, não será fácil. Presente à cerimônia, o secretário de Relações
Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Célio Porto, revelou que
não consegue sequer agendar reuniões com o governo chinês para tentar suspender as
restrições à entrada de carne suína brasileira naquele país. Empresários presentes
ao evento elogiaram a Agenda, mas se queixaram do câmbio. O governo selecionou 147 produtos de 28 setores com maiores chances de aumentar as vendas
no curto prazo. Entre eles, carne suína e de aves, complexo soja, peixes e crustáceos,
massas alimentícias, petróleo, máquinas e motores, produtos minerais, químicos e
farmacêuticos, além de produtos cosméticos e de limpeza. Célio Porto afirmou que o agronegócio é a grande oportunidade de o Brasil reduzir o
déficit comercial com a China. "Há uma escassez de alimentos no mundo. E isso deve
ser visto como uma oportunidade para o Brasil aumentar a sua produção não só para
abastecer o mercado interno, mas para aumentar as exportações", afirmou. Para Porto, é preciso diversificar as vendas do agronegócio para a China. O complexo
soja corresponde por dois terços das vendas agropecuárias do Brasil para o mercado
chinês. O Ministério da Agricultura colocará um adido na embaixada brasileira em Pequim
com a missão de discutir o fim das barreiras chinesas a produtos agropecuários
brasileiros. "Mas não podemos nos iludir: os americanos, que são nosso principal
concorrente na venda de produtos agropecuários para a China, têm na sua embaixada 32
profissionais tratando de agricultura", ressaltou. O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, disse que a Agenda China deve ser fundamental
para que o País alcance a meta estabelecida pelo governo de ampliar as exportações
brasileiras ao nível de 1,25% das exportações mundiais, até 2010. Também ajudará,
segundo ele, a elevar os investimentos para o equivalente a 21% do PIB até 2010. Além de vender mais para a China, a Agenda tem como objetivo atrair investimentos. Entre
os setores com potencial de receber capital chinês estão: siderúrgico, logístico,
complexo agrícola e biocombustíveis. Uma missão do governo brasileiro estará em Pequim
na próxima semana para apresentar às empresas chinesas os projetos de investimentos em
portos, rodovias e ferrovias previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee),
Humberto Barbato, elogiou a iniciativa do governo, mas reclamou da falta de ações
concretas do governo que possam reverter a tendência de valorização do real frente ao
dólar. Camex reduz imposto para 332 produtos Para diminuir o custo dos investimentos, a Câmara de Comércio Exterior (Camex)
reduziu nesta quinta-feira o imposto de importação para máquinas e equipamentos que
serão utilizados em projetos que somam US$ 4,1 bilhões. As alíquotas para 332 produtos
(bens de capital, de telecomunicações e de informática) caíram para 2%. A Camex também aprovou os critérios de divisão da cota de 342,5 mil toneladas de peito
de frango e de peru que podem ser exportadas para a União Européia (UE) sem pagamento de
imposto de importação. Ficou definido que 90% do total da cota serão divididos entre as
empresas que já exportam, com base nas vendas dos últimos três anos. Outra decisão foi a redução da sobretaxa de 11,7% para 2,9% para as importações
brasileiras da China de glifosato, matéria-prima usada na fabricação de fertilizantes
agrícolas. A Camex também decidiu manter em 9% a alíquota de exportação do couro em
estágio wet blue, a primeira fase do processamento. A decisão atende ao pleito das
entidades do setor como a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados
(Abicalçados) e a Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (Aicsul),
que criticam a exportação do produto com preço baixo. A Câmara também ampliou a cota de importação de pneus remoldados do Paraguai e do
Uruguai. A cota do Paraguai para este ano foi aumentada de 120 mil unidades para 168 mil.
Para o Uruguai, a cota foi ampliada de 130 mil para 164 mil pneus usados.
Abinee reclama da demora de concessão dos benefícios
da Lei de Informática - Tiinside - 3/7/2008
Em reunião realizada nesta quarta-feira (2/7), em Brasília, no MCT - Ministério da
Ciência e Tecnologia, o presidente da ABINEE, Humberto Barbato, discutiu os
problemas que as empresas vêm enfrentando em razão da demora de 12 a 15 meses para
concessão dos benefícios da Lei de Informática (portarias interministeriais) e em
razão do não pronunciamento do MCT sobre relatórios de prestação de contas de
Pesquisa e Desenvolvimento - P&D, pendentes há cinco anos ou mais. O problema ocorreu porque diversas empresas, cujos nomes não foram revelados pela Sepin,
foram beneficiadas com isenções fiscais e não fizeram os devidos investimentos nos
projetos de pesquisas universitárias, conforme previa a Lei. O presidente da Abinee destacou que “estes fatos vêm trazendo uma enorme
insegurança para as empresas não só nos seus negócios e projetos, mas também no campo
jurídico, uma vez que, naqueles casos que estejam próximos de completar cinco anos da
prestação de contas, a empresa se vê sob a ameaça de sofrer autuação fiscal sob o
pretexto de impedir a ocorrência da prescrição do imposto, no caso o IPI”. “Essa grave dificuldade no gerenciamento dos incentivos fiscais da política de
informática tem gerado um ônus para as empresas provocando uma diluição desses
benefícios levando muitas delas a reavaliar a relação custo-benefício”,
disse Barbato. O ministro Sérgio Resende, presente à reunião, passou a coordenação para o
secretário-executivo, Luiz Antonio Elias, que conduziu o encontro em conjunto com o
secretário de Política de Informática, Augusto Gadelha. Ao final, Elias se comprometeu
a fazer uma avaliação sobre os problemas apontados e solicitou que nova reunião com a Abinee
e Comissão de Ciência e Tecnologia fosse agendada para o próximo mês de agosto. Os representantes da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, Julio
Semeghini, Bilac Pinto, Gustavo Fruet e Sérgio Nechar comentaram sobre o esforço dos
parlamentares na aprovação da Lei de Informática, que estabelece uma política
industrial para o setor de Tecnologia da Informação. Os deputados informaram que a
comissão está acompanhando o desempenho desta política e manifestaram preocupação em
relação às informações recebidas do setor eletroeletrônico.
Lula lança laptop marombado do professor
- Convergência Digital, Luiz Queiroz - 2/07/2008
Em solenidade nesta sexta-feira (4), às 10h00, no Palácio do Planalto, o presidente Lula
e os ministros, da Educação, Fernando Haddad e das Comunicações, Hélio Costa, lançam
o “Programa Computador Portátil para Professores”. Trata-se de uma máquina que deverá ficar na casa dos R$ 1 mil, porém não será o
“Anorextop”, aquele laptop chulé que ainda deverá ser comprado para
os alunos das escolas públicas. Esse equipamento para os professores é mais robusto, com
mais recursos. Os detalhes ainda não foram totalmente vazados, mas já se sabe que os Correios se
encarregarão de fazer a logística, a distribuição dos equipamentos para baratear o
custo aos fabricantes. Por falar neles, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, estará na
capital federal participando desta solenidade, o que me leva a acreditar que governo e a
indústria chegaram a algum acordo para a fabricação dessas máquinas. Eu já tinha dito que o MEC não topou comprar os “Anorextops” para os
professores. Agora vem esse programa, que deve ter financiamento especial dos bancos do
Brasil e Caixa Econômica Federal. Este Blog aumenta, mas não inventa
Abinee quer definir lista para importação de recondicionados
- Convergência Digital - 2/7/2008
A Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica (Abinee) está
encaminhando à Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) suas contribuições para a
elaboração da Portaria que permite a importação de partes e peças recondicionadas,
exclusivamente, para a reposição ou manutenção de determinados produtos de
informática e telecomunicações. Os bens para os quais poderão ser importadas suas partes e peças serão definidos a
partir de uma lista que a entidade também está enviando ao governo. "É preciso
equilíbrio para se decidir os produtos recondicionados que poderão ser importados e
aqueles que, caso sejam incluídos, afetarão a indústria instalada no país",
afirma o presidente da Abinee, Humberto Barbato. As importações poderão ser realizadas desde que estejam vinculadas a projeto aprovado
pela Secex. À pedido da secretaria, a Abinee participará da elaboração dos
critérios para apresentação e avaliação dos projetos. A Secretaria de Comércio
Exterior do MDIC já realizou, em março deste ano, uma consulta pública para conhecer a
opinião da sociedade civil sobre o tema. A Portaria deve passar ainda por uma segunda
consulta pública e, caso necessário, uma eventual audiência pública.
Petrobras contrata em 30 dias - Brasil Energia
- 2/07/2008
A parceria entre a Petrobras e a venezuelana PDVSA para a implantação da refinaria Abreu
e Lima em Pernambuco ainda não foi firmada, mas, segundo mensagem da Associação
Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) destinada às
empresas integrantes da entidade, dentro de cerca de 30 dias começam a ser enviados pela
petroleira brasileira os convites aos fornecedores interessados em participar da
implantação do empreendimento. A previsão de avaliação e definição de compra, por sua vez, também segundo
estimativas da entidade, deve ocorrer num prazo de 120 dias. "Há uma corrida contra
o tempo por parte da Petrobras, que precisa das novas refinarias para agregar valor ao
petróleo pesado", justifica Paulo Sérgio Galvão, da diretoria Regional da Abinee
para Rio de Janeiro e Espírito Santo. Com base em apresentação sobre o complexo realizada recentemente em São Paulo, a Abinee
informou aos seus associados que foi demonstrada "claramente" pela Petrobras a
intenção de utilizar produção local para as aquisições decorrentes do projeto, desde
que os prazos propostos possam ser cumpridos. A refinaria do Nordeste, como também é
conhecida, deve ficar pronta em 2010 e custará algo em torno de US$ 4 bilhões. Terá
capacidade para processar 200 mil barris por dia e produção de 22 mil m³/dia de diesel.
Indústria já espera ajuste no segundo semestre - Valor
Econômico - 2/7/2008
A indústria manteve um ritmo de crescimento robusto em junho, encerrando o primeiro
semestre em um nível elevado de produção. Para a segunda metade do ano, a expectativa
dominante entre os empresários é de que haverá alguma redução no ritmo de expansão.
O ajuste virá porque a base de comparação é mais elevada (a produção ficou mais
forte no segundo semestre de 2007) e também pela influência de inflação e juros mais
elevados. Alguns segmentos, porém, ainda apostam num avanço mais forte no segundo
semestre, animados com as boas perspectivas para a agricultura e para o setor de
petróleo, que se beneficiam com os preços das commodities. No setor de aços planos, o primeiro semestre foi bastante forte, segundo o presidente da
distribuidora Rio Negro, Carlos Loureiro. Segundo ele, a distribuição cresceu cerca de
21% de janeiro a junho em relação ao mesmo período de 2007. O ritmo de expansão foi
maior no primeiro trimestre (24%) do que no segundo - estimado em 17,6%. Loureiro explica
que isso se deve à base de comparação mais alta a partir de abril de 2007, quando o
setor passou a crescer com mais força. Segundo ele, as vendas têm sido puxadas pela
indústria automotiva, por bens de capital, com destaque para máquinas agrícolas, e pela
construção civil. Loureiro viu um desempenho ainda forte em junho. Para ele, no segundo
semestre, o ritmo de alta deve ser menor do que no primeiro, em grande parte devido ao
efeito da base de comparação. Loureiro projeta alta de 16% a 17% na distribuição de
aços planos em 2008. O setor automotivo também não tem do que reclamar. Com um aumento de cerca de 30% nas
vendas em relação a igual período do ano anterior, o segmento teve excelente desempenho
no primeiro semestre. Entre as montadoras e as fabricantes de autopeças, a expectativa é
de redução no ritmo de crescimento no segundo semestre, mas a perspectiva ainda é
positiva. Conforme a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores
(Anfavea), a produção de veículos deve subir 15% este ano, atingindo o recorde de 3,4
milhões de unidades. No mercado interno, a estimativa é que as vendas aumentem 24%, para
3,06 milhões de unidades. "O crescimento deve ser um pouco menor no segundo
semestre, mas nós até agradecemos. Estamos trabalhando 24 horas por dia, sete dias por
semana", diz Paulo Butori, presidente do Sindicato Nacional de Componentes para
Veículos Automotores (Sindipeças). Ele explica que o setor está investindo R$ 1,6
bilhão este ano, mas deve demorar alguns meses para aumentar a capacidade. Rogelio Golfarb, diretor de assuntos corporativos da Ford, espera uma diminuição da
velocidade de crescimento no segundo semestre, por conta da base de comparação e dos
efeitos do aumento dos juros. "Mesmo assim, estamos falando de crescimento forte este
ano e não de estabilidade", frisou. Golfarb salienta que as vendas de máquinas
agrícolas e caminhões devem seguir muito aquecidas, por conta do bom desempenho do setor
agrícola, que é favorecido pelos preços das commodities em alta e pelo pacote de safra
do governo. Por conta dessa expectativa, a Ford vai instalar pela primeira vez um novo
turno em sua fábrica de caminhões. A produção subirá de 136 para 145 unidades por dia
e serão contratadas 400 pessoas. O primeiro semestre também foi bom para o setor de bens de capital. Segundo o presidente
da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert
Neto, o faturamento cresceu 28% de janeiro a maio, na comparação com o mesmo período de
2007. No primeiro semestre, ele estima alta de 25%. Aubert espera crescimento de 10% a 12%
no faturamento em 2008. "O faturamento deve crescer acima de dois dígitos por causa
dos pedidos em carteira, mas as vendas já começam a piorar, o que deve impactar
especialmente 2009", diz Aubert. Segundo ele, a partir de maio, as vendas caíram uns
10% a 15% em relação a abril. Ele atribui isso ao cenário de incerteza, com juros mais
altos. De janeiro a maio, o número de empregados cresceu 11%, para 235 mil trabalhadores.
As contratações devem continuar, mas em menor ritmo. No setor de eletroeletrônicos, a expectativa é de arrefecimento do ritmo de expansão
das vendas no segundo semestre, principalmente para utilidades domésticas. "O
consumidor está preocupado com os efeitos da inflação", diz Humberto Barbato,
presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).
A alta dos juros pode prejudicar o desempenho do setor, embora os efeitos sejam menos
preocupantes do que uma eventual redução nos prazos de pagamento. Barbato salientou que
alguns segmentos devem continuar com excelente desempenho, caso de automação industrial
e equipamentos industriais, cujas encomendas respondem à demanda dos setores de petróleo
e mineração. A boa performance da construção civil também seguirá incentivando as
vendas de material elétrico de instalação, como tomadas. A Sherwin Williams, do setor de tintas, é outra empresa que teve um primeiro semestre
positivo. De janeiro a junho, as vendas cresceram quase 9% em relação ao mesmo período
de 2007, segundo o Mark Hyde Pitt, presidente da empresa no Brasil. Ele estima alta de 7%
a 8% em junho. "Nós estamos começando a sentir o mercado um pouco mais receoso por
causa da inflação e dos juros", diz Mark Hyde Pitt. Segundo ele, o mercado de
tintas automotivas e tintas para a indústria vai bem, mas o mercado de tintas de
residenciais começa a mostrar uma cautela maior. No primeiro semestre, a Sherwin Williams
aumentou a força de trabalho em 2% a 3%. Daqui para frente, porém, deve manter estável
o quadro de funcionários. Já a Vilma Alimentos, de Minas Gerais, teve um primeiro semestre com desaceleração no
ritmo de crescimento das vendas. Entre janeiro e junho, o volume comercializado foi 2,3%
superior ao verificado no mesmo período de 2007, ficando abaixo dos 4,6% do primeiro
trimestre. O comprometimento da renda com dívidas e os preços mais elevados dos
alimentos explicam a desaceleração, segundo Cezar Tavares, vice-presidente de marketing.
Para o segundo semestre, a Vilma espera melhora do mercado de alimentos. Além de ser um
período típico de ampliação da demanda, por conta das festas de fim de ano e de mais
dias úteis, Tavares acredita que os consumidores estão ficando mais cautelosos em
contrair dívidas, ampliando a a compra de alimentos.
Abinee envia sugestões para criação de portaria sobre bens
usados - TI Inside - 1º/7/2008
A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Eletro e Eletrônica)
encaminhou à Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior (MDIC) suas contribuições para a elaboração da
portaria que permite a importação de partes e peças recondicionadas, exclusivamente,
para a reposição ou manutenção de determinados produtos de informática e
telecomunicações. Os bens para os quais poderão ser importadas suas partes e peças serão definidos a
partir de uma lista que a entidade também está enviando ao governo. "É
preciso equilíbrio para se decidir os produtos recondicionados que poderão ser
importados e aqueles que, caso sejam incluídos, afetarão a indústria instalada no
país", afirma o presidente da Abinee, Humberto Barbato. As importações poderão ser realizadas desde que estejam vinculadas a projeto aprovado
pela Secex. A pedido da secretaria, a Abinee participará da elaboração dos
critérios para apresentação e avaliação dos projetos. A Secex já realizou, em março
deste ano, uma consulta pública para conhecer a opinião da sociedade civil sobre o tema.
A portaria deve passar ainda por uma segunda consulta pública e, caso necessário, uma
eventual audiência pública.
Emprego em alta na indústria - Convergência Digital, Luiz Queiroz - 1º/7/2008
Saiu no Boletim da Abinee hoje: Levantamento da Abinee aponta que as indústrias do setor
eletroeletrônico abriram 660 vagas no mês de maio, elevando para 161.670 o total de
trabalhadores no setor. No acumulado do ano, foram criados 5.580 postos, o que representa
crescimento de 3,57% em relação a dezembro de 2007. O levantamento constatou que as
áreas que mais contrataram em maio foram as de equipamentos industriais e informática. A
Abinee mantém a previsão de encerrar 2008 empregando cerca de 164 mil
trabalhadores. *Comentário meu: Desde que o governo não atrapalhe, este cenário é factível.
Arroz, cebola, sabão e notebook - Jornal da Tarde, Rodrigo
Gallo - 1º/7/2008
O segmento de informática tem crescido cada vez mais nos supermercados, impulsionado
sobretudo pelo aumento do poder de compra dos consumidores e, hoje, sai mais barato
comprar um notebook do que uma geladeira. O Carrefour, por exemplo, oferece um computador
portátil por R$ 999, enquanto um refrigerador simples da Consul de 329 litros custa R$
1.099. Se a idéia for comprar um micro de mesa, o Extra tem um modelo bastante completo
da Semp Toshiba por R$ 1.099. Há possibilidade de efetuar as compras em até 12 vezes. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica
(Abinee), o mercado de informática vendeu 2,510 milhões de computadores no
primeiro trimestre deste ano, ante 1,997 milhão no mesmo período de 2007. Isso
representa um aumento de 25,6%. Não há dados oficiais, mas acredita-se que os
supermercados foram responsáveis por boa parte desses números. No fim, quem ganha com isso são os consumidores, pois, com a concorrência entre as
empresas, há uma tendência natural de queda de preços. Sendo assim, computadores de uso
pessoal e os portáteis estão ficando cada vez mais em conta no mercado. A rede Carrefour oferece aos clientes um notebook da Asus, modelo Eee PC. A grande
vantagem do produto é o preço: o micro, que pesa apenas 900 gramas e tem um monitor de
sete polegadas, custa R$ 999 e pode ser pago em 12 vezes sem juros. Atualmente, é um dos
mais baratos do mercado. No Extra, os modelos de computador portátil custam um pouco mais caro, mas possuem mais
recursos. Um deles é o Celeron 550, equipado com gravador de DVD e webcam, que custa R$
1.499. 'Tem uma configuração muito boa e um baixo custo', explicou o gerente de compras
de eletros do Grupo Pão de Açúcar - que controla a rede - , Avelino Nogueira. Essa combinação de baixo custo e qualidade é o que chama a atenção do consultor de
negócios Walter Rubiatti, 45 anos. 'Já tenho um computador e, agora, preciso de um
notebook. Os preços estão melhorando bastante em relação ao ano passado', disse
enquanto analisava os modelos oferecidos no Extra da Freguesia do Ó. O técnico em
eletrônica Ivaldair Melo da Cruz, 35 anos, também busca equipamentos por preços mais em
conta. 'Prefiro um notebook porque tem mais mobilidade. Dá para comprar porque os preços
estão mais baixos e há facilidade de pagamento.' No geral, quem vai ao mercado percebe que é possível gastar menos de R$ 2 mil e levar um
bom computador. Veja Opções Extra Notebook Celeron: R$ 1.499 Configuração: 1GB Ram, 120 GB de disco rígido,webcam e gravador de CD e DVD Desktop S. Toshiba: R$ 1.099 Configuração: 1GB Ram, 160 GB de disco rígido, monitor 17polegadas e gravador de CD e
DVD Carrefour Notebook Asus: R$ 999 Configuração: memória de 512 DDRII (expansível até 1GB ), 4GB de disco rígido, tela
de 7 polegadas e webcam .
IBS e Abinee apresentam proposta de mudança da Legislação
Antidumping - Agência JB - 30/6/2008
O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) e a Associação Brasileira da Indústria
Elétrica e Eletrônica (Abinee) apresentam, nesta segunda-feira, proposta que
sugere a alteração da Legislação Antidumping brasileira, durante reunião com a
secretária executiva da Camex, Lytha Battiston Spíndola, na Associação de Comércio
Exterior do Brasil (AEB), no Rio de Janeiro, a partir das 15h30. No encontro, serão
colocadas em pauta diversas propostas para o comércio exterior brasileiro, entre elas, a
elaborada pela Guedes & Pinheiro Consultoria Internacional, escritório especializado
no tema. O objetivo do projeto é o aperfeiçoamento do sistema de defesa comercial brasileiro,
dando ênfase à aplicação de direitos provisórios, inclusão do conceito de evasão e
fixação de prazo de determinação preliminar, impondo ou não o direito provisório.
Governo lança programa que equipa professores com computadores
- Valor Econômico, Paulo de Tarso Lyra - 30/6/2008
O governo lança, nesta sexta-feira, um programa que permitirá aos professores das redes
de ensino público e privado comprar computadores ao preço máximo de R$ 1 mil, incluindo
o frete e o seguro. É mais um reforço, nesta fase de pré-campanha eleitoral, ao
conjunto dos programas da área social do governo, como outros que contemplaram, por
exemplo, a agricultura familiar e o Bolsa Família. Como ainda serão necessários a
assinatura de convênios entre os fabricantes de computadores, os bancos que financiarão
as vendas e as agências dos Correios, que efetuarão as vendas, e a realização de
testes, o programa só estará a pleno vapor nas capitais em setembro - um mês antes das
eleições municipais. As demais cidades brasileiras deverão receber o benefício em
outubro. O programa "computador portátil para professores" está dentro do pacote de
ações sociais anunciado recentemente pelo governo. Outras duas ações recentes - uma
já anunciada e outra também prevista para essa semana - são o reajuste dos valores do
Bolsa Família e o novo plano safra, ambas ligadas ao combate à inflação dos alimentos.
Juntas, no entanto, as três iniciativas têm poder de gerar discurso e angariar votos
para candidatos aliados do governo federal. Na semana que passou, preocupado com o impacto da inflação de alimentos junto às
camadas mais pobres da população - eleitorado fiel do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva - o governo decidiu reajustar o Bolsa Família em 8%. Ciente de que atacar o
principal programa de distribuição de renda da administração petista afasta votos, a
oposição poupou a medida de críticas, elogiando o reajuste acima dos índices de
inflação dos pagamentos da Bolsa. Na mesma linha, Lula deve anunciar, na quarta-feira, o plano de safra de 2008, que
elevará em 12% os recursos para a produção nacional. Os recursos passarão dos atuais
R$ 58 bilhões para R$ 65 bilhões, metade deles emprestados com juros de 6,75% ao ano
subsidiados pelo Tesouro Nacional. "Isso não é política eleitoral. É política de
governo, um compromisso do presidente Lula de assegurar à população mais carente o
direito de continuar comendo três vezes ao dia", rebateu um assessor político do
presidente que trabalha no Palácio do Planalto. Fontes do governo minimizam o impacto das medidas. "Não há impacto eleitoral em um
anúncio do plano. Só há interferência quando ele se materializar. Emendas
parlamentares aprovadas e liberadas junto ao Executivo Federal têm peso muito maior do
que políticas públicas globais", desconversa um auxiliar do presidente. O programa de venda de computadores portáteis (laptop) para professores vem na esteira de
outras duas ações governamentais: a primeira, de 2005, a Lei 11.196/2005, batizada de
Lei do Bem, que reduziu a zero a alíquota do PIS/Pasep e Cofins incidente sobre a receita
bruta na venda a varejo dos computadores. Em abril desse ano, o governo lançou o programa
banda larga nas escolas, que pretende oferecer a 55 mil escolas em todo país o direito a
conectar-se à internet de forma mais rápida. Agora, o governo quer atingir os 3,4 milhões de professores, permitindo que eles possam
comprar um laptop com HD de 80 gigabytes, memória RAM de 512 megabytes e monitor de 14,1
polegadas, pelo preço máximo de R$ 1 mil. "Sabemos que há uma defasagem
tecnológica entre a nova geração e os professores que lecionam nos colégios. Como o
governo não tem condições de dar um computador para cada professor, idealizamos esse
programa", conta um dos teóricos do projeto, o assessor especial da presidência,
Nelson Fujimoto. O decreto presidencial, dando partida ao projeto, deve ser assinado na sexta-feira, no
Palácio do Planalto. Os produtos só poderão ser adquiridos pelos professores das
carreiras de ensino regular (professores de academia e de cursos de línguas não são
público-alvo) e as vendas, nos casos de compras à vista, serão feitas pelos Correios. Fujimoto explica que a decisão de escolher os Correios foi assegurar a capilaridade do
programa. "Temos 6 mil agências do Correio espalhadas pelo país. Isso representa
pelo menos uma em cada cidade", justificou o assessor especial. Além disso, ao negar
às lojas o direito de participar do processo, o governo assegura o preço final do
produto, já que os consumidores não precisarão se preocupar com a margem de lucros do
comércio varejista. Dados do Ministério da Educação mostram que o salário médio dos docentes brasileiros
fica em torno dos R$ 700, R$ 800. O novo laptop poderá ser adquirido à vista nos
Correios ou financiado em bancos que aderirem ao programa - Caixa Econômica Federal e
Banco do Brasil já confirmaram a participação e bancos como o Bradesco (que mantém a
parceria do Banco Postal com os Correios) também manifestaram interesse. Em casos de
financiamento, os juros ficarão abaixo de 2% e as prestações poderão ser divididas em
24 meses. O processo todo, contudo, é coordenado pelos Correios. O professor vai até a agência,
com documentos pessoais e o comprovante de que é professor (cada CPF de docente dará
direito a comprar apenas um laptop). Se pagar à vista, em um prazo máximo entre 10 e 20
dias (no caso das cidades mais afastadas) receberá o laptop em sua residência. Se optar pelo financiamento, os Correios encaminharão ao banco escolhido - o governo
ainda não tem essa lista fechada - para que seja feita a análise de crédito. Cadastro
aprovado, a encomenda é feita ao fabricante do computador (pelo menos quatro grandes
empresas já demonstraram interesse, mas o governo guarda sigilo por razões
empresariais). Só depois que o computador for entregue ao ECT o fabricante recebe os
recursos "tutelados" pela estatal. Além da questão da capilaridade, Fujimoto destaca outro ganho obtido pela parceria com
os Correios: a logística. O assessor especial lembra que a empresa pública já ganhou
por três vezes seguidas um prêmio por sua capacidade de entregar, dentro do prazo, as
encomendas feitas. "O professor poderá acompanhar, pelo site dos Correios - o mesmo
no qual escolherá o modelo e o preço do laptop que deseja - como está a sua
encomenda", disse o assessor especial. Fujimoto está entusiasmado e acredita que o governo poderá entrar em um filão ainda
inexplorado. Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Eletro-eletrônicos
(Abinee) mostram que, na média nacional, apenas 19% das residências brasileiras
têm internet banda larga. "É um mercado com enormes possibilidades de expansão, a
custo zero para o governo: nossa tarefa é apenas regular o preço e facilitar a parceria
com os bancos e as empresas fabricantes de computadores", ressaltou ele.
Abinee endurece críticas à política cambial - Convergência
Digital - 27/6/2008
O presidente da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e
Eletrônica), Humberto Barbato, não se fez de rogado durante a sua
participação na reunião do Conselho Temático Permanente de Integração Internacional
da CNI (Cointer), realizada, nesta quinta-feira, 26/06, em Brasília. Entre outros temas, o Conselho avaliou e discutiu os resultados da segunda pesquisa
Problemas da Empresa Exportadora. Barbato afirmou que os problemas para as empresas
exportarem são os mais diversos. "Quando a empresa produz bens 'comodizados' os problemas são, principalmente, de
infra-estrutura, e quando o produto é manufaturado o problema é o cambio", disse.
Segundo o presidente da Abinee, a irresponsável política cambial tem levado à
perda de participação da indústria brasileira de manufaturados nos mercados
internacionais. O comentário recebeu apoio de todos os presentes à reunião do Conselho e, em
particular, da AEB. "O Conselho aceitou nossa proposta de que a CNI volte à carga no
que tange a Política Cambial, pois não é possível assistirmos calados o que vem
ocorrendo, e a perda de mercados", afirmou. Também durante a reunião foi discutido o Projeto Desburocratização, em fase de
lançamento pela CNI, e ao qual a Abinee se integrará. Outro tema presente na
pauta foi a questão dos remanufaturados. Barbato demonstrou a preocupação do setor
eletroeletrônico em relação ao assunto. Sobre isto, a entidade participará de
seminário na CNI no próximo dia 02 de julho, em Brasília. O Conselho discutiu, ainda, o andamento das Negociações Internacionais, abordando a
atual situação das negociações de Doha, hoje bastante complicadas em função da
posição argentina, segundo Barbato. Sobre o acordo Brasil-México, discutido na reunião, o presidente da Abinee
destacou que, apesar da posição favorável brasileira, as negociações seguem bastante
lentas devido à existência de dois grupos antagônicos no governo mexicano. Por fim, foi abordada a viagem do Presidente Lula à Venezuela para tratar, entre outros
assuntos, da integração da Venezuela ao Mercosul. "A Abinee está de olho no
que a Venezuela oferecerá para entrar no Mercosul, pois, no primeiro momento, não havia
motivo para aceitá-la", completou Humberto Barbato.
Classes C, D e E aquecem as vendas de produtos de tecnologia
- Tribuna do Norte - Natal - 29/6/2008
No ano em que Bill Gates, o pai da Microsoft, decidiu se desplugar
do universo da informática, o setor dá mostras de que a inclusão digital é apenas o
primeiro passo de um longo caminho de investimentos. Queda do dólar, incentivos
tributários - principalmente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo
Federal - e crédito fácil, com pagamentos a juros baixos, superiores a dez parcelas. O
resultado não poderia ser outro: o setor de informática deslanchou em 2007, e explodiu
em 2008. Na capital potiguar, a tendência é refletida. Em um ano, empresas potiguares incrementaram as vendas em 200%, triplicando os lucros. Um
fator preponderante no aquecimento do mercado da informática foi a entrada de quem antes
tinha a renda familiar como um obstáculo para adquirir uma máquina: os consumidores das
classes C, D e E, que engordam as estatísticas da inclusão digital. Uma pesquisa realizada pela M2R Pesquisa de Opinião e Mercado, confirma o fato. Dos 412
natalenses entrevistados, 65% possuem pelo menos um computador em casa, e 56,4% compraram
ao menos um PC doméstico nos últimos dois anos. As classes com redimentos mais baixos,
entre R$ 761 e R$ 1,5 mil, e R$1,5 mil a R$ 2,2 mil, registraram aumento nas compras,
tendo a segunda registrado o maior crescimento no último ano: 88,4% das famílias
adquiriram pelo menos um notebook nos últimos dois anos e 55,1% no último ano. O estudo,
realizado em março, foi encomendado pela indústria de computadores potiguar Plugtech. A dona-de-casa Socorro Melo e seu marido, que trabalha no setor de hotelaria e residem em
Mãe Luíza, comprovam o estudo. De 2006 a 2008, adquiriram quatro máquinas, que
pretendem utilizar em uma lan house no bairro. As pessoas que não possuem nenhum desses equipamentos somam18,2% do total. A presidente
da Plugtech, Rose Barros, é otimista, e acredita que “o setor continuará a
crescer até 2012, embora em ritmo menor. Mas há ainda uma fatia de mercado a ser
explorada, apontados na pesquisa, porque ainda não possuem um computador. E todos os levantamentos conspiram a favor. Um relatório de “Sondagem
Setorial realizada pela Abinee, entre janeiro e maio de 2008, concluiu
que “as medidas do governo para a inclusão digital estimularam as vendas de
bens de Informática e de Telecomunicações, em função de investimentos na
infra-estrutura de banda larga e acesso discado à internet. Outra pesquisa, da
consultoria I |