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Sondagem Conjuntural do Setor Eletroeletrônico - Março/2015 - 17/04/2015
Os indicadores da Sondagem de Conjuntura da Abinee, referentes ao mês de março de 2015, mostraram que não houve mudança no cenário do setor, que permanece desfavorável desde o ano passado.

Nesta pesquisa verificou-se redução do nível de emprego e aumento de estoques. Também foram observados: percentual elevado de empresas com negócios abaixo das expectativas; pressões nos preços de componentes e matérias-primas; e dificuldades na obtenção de capital de giro.

Nesta sondagem de março, comparada com a pesquisa do mês anterior, cresceram de 28% para 36% as indicações de redução do número de trabalhadores. Enquanto que o percentual de respostas que observaram aumento de empregados diminuiu de 16% para 8%.

Os dados da Pesquisa de Emprego da Abinee vêm registrando queda mensal, desde maio de 2014, até a última pesquisa realizada em fevereiro de 2015. A indústria eletroeletrônica, no final de fevereiro de 2015, totalizou 173,5 mil funcionários, 590 trabalhadores abaixo do apontado no final de dezembro de 2014 (174,1 mil empregados).

Quanto aos estoques, verificou-se aumento, tanto no caso de componentes e matérias-primas, que passaram de 28% para 39% nas últimas duas pesquisas, como no caso de produtos acabados cujas indicações de estoque acima do normal aumentaram de 27% para 41%.

Outro indicador desfavorável foi a manutenção do elevado percentual de empresas que tiveram seus negócios abaixo do esperado, situando-se entre 50% e 60% nos últimos meses.

Por outro lado, observou-se melhoria nos indicadores de vendas/encomendas. Porém, é importante lembrar que março de 2015 teve mais dias úteis do que março do ano passado e, também, do que fevereiro deste ano, devido ao feriado de Carnaval, influenciando estes resultados.

Mercado de computadores: queda de 12% nos dois primeiros meses - 17/04/2015
Os bens de Informática, segundo dados da IDC, agregados pela Abinee, apresentaram retração de 12% nos dois primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2014, com a comercialização de 2,5 milhões de unidades.

Os tablets, que representaram 47% das vendas, recuaram 5%. Já os notebooks caíram 16% e os desktops 23%.

Considerando apenas o mês de fevereiro (em relação a fevereiro/2014), o mercado de computadores reduziu 24%, com queda de 26% no mercado de tablets, de 29% nos desktops e de 16% nos notebooks.

Instabilidade na área de Petróleo e Gás gera apreensão na indústria elétrica e eletrônica -17/04/2015
As atuais dificuldades que afetam a área de Petróleo e Gás têm causado apreensão nas indústrias do setor eletroeletrônico, fornecedoras ou subfornecedoras para este segmento. Diante da instabilidade que impacta a saúde financeira das empresas, da incapacidade de vários dos agentes em honrar seus compromissos contratuais e dos recentes anúncios de recuperação judicial de algumas empreiteiras, a Abinee realizou, na quinta-feira (16), reunião com fabricantes para discutir o assunto e avaliar os efeitos no setor eletroeletrônico.

Hoje, cerca de 120 associadas da entidade fornecem às indústrias de P&G e Naval, abrangendo sistemas de automação; sistemas elétricos; instrumentação e controle; medição fiscal e telecomunicações.

Na oportunidade, o gerente da regional da Abinee Rio de Janeiro/Espírito Santo, Paulo Sérgio Galvão, apresentou um histórico do desenvolvimento do setor até o quadro da atual crise, que teve como consequências a redução dos recursos para o desenvolvimento de tecnologia, dúvidas quanto à viabilidade econômica de investimentos e, principalmente, a inadimplência de empresas de EPC (Engenharia, Planejamento e Construção), agravada pelas investigações da Operação Lava-Jato.

Paulo Sérgio abordou as gestões realizadas pela Abinee em conjunto com outras entidades empresariais junto ao Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Petrobras. Ele destacou que a situação tende a se prolongar até a divulgação do balanço da Petrobras, o que tem sido colocado como uma das principais prioridades pela estatal no momento.

Por sua vez, as empresas presentes apresentaram suas situações, que vão desde produtos prontos para entrega ainda em estoque até produtos entregues e com pagamento a receber.

Conteúdo local

Durante a reunião, Paulo Sérgio Galvão salientou o trabalho desenvolvido pela Abinee e outras entidades, ao longo dos últimos anos, no sentido de maximizar o conteúdo local em toda a cadeia produtiva, melhorar as condições de fornecimento de materiais (CFM), agregando competitividade e sustentabilidade (com acesso a novos mercados) e ampliar o fornecimento para implantação de projetos e para manutenção /operação na indústria de Petróleo e Gás.

Segundo ele, a atual crise não pode afetar a questão de conteúdo local, na qual a Abinee tem atuado de forma efetiva buscando melhores condições de fornecimento para todas as concessionárias de Exploração e Produção (E&P) de Petróleo e Gás. Galvão frisou que, a partir do momento em que Petrobras transferiu o poder de compra para os epcistas, que passaram a comprar, em muitos casos, soluções completas do exterior, criando dificuldades aos fornecedores locais.

Neste sentido, ele vê algumas possibilidades de retomada em meio ao cenário de incertezas, como o estímulo à engenharia básica nacional, iniciativa que tem o apoio de outras entidades nacionais, e a contratação de soluções desenvolvidas no país, possibilitando maior nível de fornecimento das empresas instaladas no Brasil.

Outra questão diz respeito ao CILs - Certificados de Investimentos Locais, os quais mostraram que várias concessionárias não cumpriram suas metas de conteúdo local e foram, por isso, multadas pela ANP. As cifras chegam a R$ 600 milhões de multas já aplicadas, R$ 2 bilhões em análise e R$ 10 bilhões para um futuro próximo. ”É importante discutirmos a destinação destes recursos para o desenvolvimento do setor, conforme previsão legal”, afirmou.

Ao final de sua exposição, Galvão lembrou que, apesar do momento atual, segundo o IBP, até 2020, cerca de R$ 950 bilhões de investimentos e gastos diretos serão aportados na cadeia de bens e serviços de P&G. “Ou seja, não podemos ficar fora deste segmento e temos que manter o diálogo construído nos últimos 15 anos para o estímulo ao conteúdo local”, completou.

MBA Fipe-Abinee Gestão de Negócios - 15/04/2015
A Abinee, sempre atenta às necessidades das empresas do setor eletroeletrônico, especialmente de suas associadas, firmou parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (FIPE/USP), uma das mais renomadas instituições de ensino e pesquisa da América Latina, para oferecer o curso MBA Gestão de Negócios do Setor Eletroeletrônico, com ênfase em Liderança e Inovação.

Com início previsto para dia 29 de maio, o curso na modalidade de pós-graduação lato sensu visa oferecer ao setor industrial mão de obra qualificada, além de contribuir para o desenvolvimento profissional dos colaboradores dessas empresas.

O MBA Gestão de Negócios tem o objetivo de auxiliar na formação deste novo perfil de gestor, procurando aprimorar as competências técnicas e gerenciais dentro do ambiente corporativo com um foco no desenvolvimento da inovação e do empreendedorismo. O desenvolvimento de um MBA em Gestão de Negócios, com habilitação em Liderança e Inovação, justifica-se pelo crescente desafio que as empresas enfrentam no desenvolvimento de seu ambiente organizacional. O contexto competitivo e globalizado faz com que a inovação, a aprendizagem e a colaboração, sejam fatores chaves para o sucesso empresarial.

O curso é voltado aos profissionais de empresas do setor eletroeletrônico, em especial, mas não exclusivamente, àqueles que ocupem cargos de liderança dentro das empresas, tais como, gerentes táticos e estratégicos, gerentes de projetos, coordenadores, supervisores e diretores de empresa que estejam interessados em aprimorar seus conhecimentos nas áreas de gestão, processos, gestão de pessoas, sempre focados no desenvolvimento de inovação.

O MBA é composto por quatro módulos: 1- Formação Básica em Negócios, 2- Formação Gerencial, 3- Gestão Industrial e de Negócios e 4- Gestão Estratégica da Inovação. O quarto módulo será oferecido em caráter opcional para aqueles que desejarem ou tiverem a necessidade de aprofundar os seus conhecimentos na área da pesquisa, desenvolvimento e inovação.

A parceria entre a FIPE e a Abinee foi idealizada para permitir a customizaçãodeste curso, garantindo aos participantes o desenvolvimento das competências consideradas fundamentais pelas empresas do setor.

Ao final de 3 (três) semestres, cumpridas todas as exigências requeridas, o aluno receberá uma Certificação de Pós Graduação Lato Sensu concedida pela FIPE/USP – destacada instituição nas áreas de ensino, projetos, pesquisa e desenvolvimento de indicadores.

A FIPE, em parceria com Université Pierre Mendés France, em Grenoble - França, permitirá que, ao término do curso, o participante possa fazer um dupla especialização com o título de MsC em Engenharia Econômica (Master Ingenièrie Economique et Entreprise), válido para toda a Zona do Euro.

Smartphones chegam a 95% do mercado de celulares - 15/04/2015
Dados da IDC, agregados pela Abinee, apontam que os smartphones atingiram quase a totalidade das vendas de celulares no país, ocupando 95,2% do mercado ao final de fevereiro. Nos dois primeiros meses de 2015, foram comercializadas 8,5 milhões de unidades de smartphones, contra 539 mil aparelhos tradicionais, atingindo um total de 9 milhões de celulares vendidos.

Em termos percentuais, os smartphones apresentaram um incremento de 26% até fevereiro, comparado com os dois primeiros meses de 2014. Já os celulares tradicionais tiveram queda de 84%, puxando a retração do mercado total, que atingiu -11% no período.

Programa de governo digital vai estimular indústria de TICs, diz Virgílio Almeida -10/04/2015
Em reunião realizada na última quarta-feira (8), na Abinee, o Secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Sepin/MCTI), Virgílio Almeida, afirmou que o governo pretende ampliar programas para o setor de TICs, criando uma agenda digital para o país, com foco no futuro. “Queremos estabelecer objetivos estratégicos que impulsionem a indústria e estimulem a inovação no país”, disse durante o encontro que contou com a presença de representantes de empresas associadas da entidade da área de telecomunicações e informática, além de institutos de pesquisa, associados ao IPD Eletron.

Segundo o secretário, uma destas iniciativas é a implementação do governo digital, utilizando a tecnologia para auferir melhoria de serviços, processos e políticas públicas. O marco inicial se dará no Seminário Internacional Brasil 100% Digital, que acontece nos dias 23 e 24 de abril, em Brasília. Almeida destacou que o evento, que está sendo organizado pela Casa Civil, Tribunal de Contas da União e MCTI, visa colher experiências de países como Canadá, EUA e Austrália, para que o Brasil possa elaborar as diretrizes de seu modelo. “Isto, com certeza, irá gerar uma grande demanda para a área de TICs”, enfatizou.

Outra ação, de curto prazo, é a criação do programa Start Up Hardware, nos moldes do Start Up Brasil, voltado à área de software. Solicitando o apoio da Abinee na elaboração do programa, Virgílio Almeida afirmou que serão contempladas algumas características diferentes, considerando as especificidades das aceleradoras de hardware, que têm em seus processos, por exemplo, a compra de equipamentos, entre outros pontos.

Segundo ele, a iniciativa vem ao encontro de uma tendência que tem ocorrido no mundo inteiro dentro do contexto da internet das coisas, o que tem propiciado o desenvolvimento de dispositivos e novas aplicações. “Esta é uma excelente janela de oportunidades para a área de TICs e para o aparecimento de novas empresas”, afirmou.

Na ocasião, Virgílio Almeida esteve acompanhado do coordenador geral de tecnologia da informação da Sepin/MCTI, Adalberto Barbosa, e da diretora do Departamento de Políticas e Programas Setoriais em Tecnologias da Informação e Comunicação, Luanna Sant Anna Roncaratti, que abordaram a iniciativa da pasta, com vistas a solucionar o passivo da análise dos relatórios de P&D, atrasados desde 2006, a partir da contratação do serviço do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI).

Os representantes do MCTI explicaram os passos para implementação, que visam garantir a normatização, automatização e segurança no processo de análise dos relatórios. Eles responderam, também, as dúvidas das empresas e dos institutos em relação à temporariedade na análise dos projetos antigos quando analisados agora, além da questão da confidencialidade das informações. A expectativa, segundo Adalberto Barbosa, é que os primeiros relatórios, de 2006, comecem a ser devolvidos em meados de junho deste ano.

Durante a reunião, coordenada pelo presidente da Abinee, Humberto Barbato, também foi destacado o atual status do Painel da OMC, criado a partir de demanda da União Europeia questionando políticas industriais adotadas pelo Brasil. O diplomata Rubens Barbosa - que está assessorando a Abinee neste assunto – falou sobre as etapas do processo em Genebra e destacou a necessidade de que as empresas do setor eletroeletrônico, por meio da Abinee, forneçam o máximo de informações ao governo e ao Itamaraty para a elaboração da defesa do país.

Ainda no evento, representantes da IDC apresentaram números e uma análise sobre o Mercado de TIC no Brasil.

Senado aprova convalidação de incentivos fiscais concedidos pelos Estados - 10/04/2015
O Plenário do Senado aprovou na terça-feira (7), o PLS 130/2014, da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que convalida os incentivos fiscais - relacionados ao ICMS - que os estados oferecem a empresas para que elas se instalem em seus territórios, concedidos à revelia do CONFAZ. Do ponto de vista jurídico, o PLS propõe resolver o problema da insegurança jurídica que, hoje, paira sobre os benefícios fiscais.

A proposta consiste em autorizar o CONFAZ a perdoar o ICMS devido pela concessão irregular de incentivos fiscais, ficando igualmente autorizada a reinstituição dos mesmos incentivos.

O Convênio poderá ser aprovado e ratificado com o voto favorável de, no mínimo:

I – dois terços das unidades federadas; e

II – um terço das unidades federadas integrantes de cada uma das cinco regiões do País.

Esse Convênio CONFAZ terá, no mínimo, as seguintes condicionantes, a serem observadas pelos Estados, sob pena de a convalidação não produzir efeitos:

I – publicar, nos seus respectivos Diários Oficiais, relação contendo a identificação de todos os atos normativos relativos a isenções, incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais;

II – efetuar o registro e o depósito, junto à Secretaria Executiva do Confaz, da documentação comprobatória correspondente aos atos concessivos das isenções, incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais.

O Convênio também autorizará a prorrogação da fruição dos benefícios, não podendo, contudo, ultrapassar:

I – 31 de dezembro do décimo quinto ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto àqueles destinados ao fomento das atividades agropecuária e industrial, inclusive agroindustrial, e ao investimento em infraestrutura rodoviária, aquaviária, ferroviária, portuária, aeroportuária e de transporte urbano;

II – 31 de dezembro do oitavo ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das atividades portuária e aeroportuária vinculadas ao comércio internacional, incluída a operação subsequente à da importação, praticada pelo contribuinte importador;

III – 31 de dezembro do quinto ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das atividades comerciais, desde que o beneficiário seja o real remetente da mercadoria;

IV – 31 de dezembro do terceiro ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto às operações e prestações interestaduais com produtos agropecuários e extrativos vegetais in natura;

V – 31 de dezembro do primeiro ano posterior à produção de efeitos do respectivo convênio, quanto aos demais.

Os Estados ainda poderão:

I – estender a concessão das isenções, incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais, para outros contribuintes estabelecidos em seu território, sob as mesmas condições e nos prazos limites de fruição;

II – aderir às isenções, incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais concedidos ou prorrogados por outra unidade federada da mesma região.

O PLS aprovado prevê, também, que os Estados não poderão anular o direito ao crédito do ICMS oriundo dos benefícios convalidados.

Abinee integra missão empresarial à Angola e Moçambique - 08/04/2015
A Abinee acompanhou, entre os dias 30 de março e 3 de abril, a Missão Empresarial à Angola e Moçambique, organizada pelo governo brasileiro, com o objetivo de retomar as relações com o continente e abrir portas para as exportações brasileiras.

A comitiva, chefiada pelo Diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Itamaraty, Ministro Rodrigo de Azeredo, contou com a presença de diversos setores como farmacêutico, construção civil, máquinas e equipamentos, educação, entre outros.

Para a Abinee, a participação, por meio do seu Departamento de Relações Internacionais, foi de extrema importância diante das inúmeras oportunidades existentes nos dois países africanos a serem exploradas pelo setor eletroeletrônico, principalmente, na área de geração e transmissão de energia.

Na cidade de Maputo, capital de Moçambique, a comitiva empresarial participou de reuniões com o Ministro das Relações Exteriores (MRE), Mauro Vieira, e o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (MDIC), Armando Monteiro. Na ocasião, foi realizado o Encontro sobre Estratégias para o Setor Industrial em Moçambique, com a participação do vice-ministro para Indústria do Ministério da Indústria e Comércio de Moçambique, Omar Mitha; o diretor Nacional de Indústria do Ministério da Indústria e Comercio, Mateus Matusse; e o diretor Nacional de Estudos e Análise Política do Ministério da Economia e Finanças, Vasco Nhabinde.

Ainda na capital moçambicana, foi realizada reunião do Grupo de Trabalho Bilateral para Promoção de Investimentos com a participação de toda comitiva empresarial e autoridades moçambicanas, além de uma apresentação do Standard Bank, considerado um dos maiores bancos do continente africano.

Completando a extensa agenda de eventos em Moçambique, a missão brasileira manteve encontros com o diretor nacional de Energia Elétrica do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, Pascoal Bacela, e com o presidente da Eletricidade de Moçambique (EDM), Gildo Sibumbe.

Em Angola, na capital Luanda, foi realizada reunião de instalação do Grupo de Trabalho Bilateral de Promoção de Investimentos nos Setores da Indústria, da Agricultura, da Energia e dos Serviços. A comitiva empresarial brasileira manteve encontros com a secretária de Estado de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores de Angola, Maria Angela Teixeira de Alva Bragança e com o presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino.

Especificamente sobre a principal área de interesse da Abinee, foi realizado encontro com o secretário de Estado do Ministério da Energia, Joaquim Ventura, evento que contou com a participação de representantes de empresas angolanas do setor de energia.

Acordos de Cooperação e Facilitação de Investimentos
Na ocasião, os ministros Armando Monteiro, do MDIC, e Mauro Vieira, do MRE, assinaram dois Acordos de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI), com Moçambique e Angola. Os acordos têm como objetivo alavancar a internacionalização das empresas brasileiras ao oferecer maior segurança para o investidor nos países signatários, respeitando o espaço regulatório dos países receptores de investimentos, e tendo como base de sustentação a governança institucional, agendas temáticas para cooperação e facilitação dos investimentos e mecanismos para mitigação de riscos e prevenção de controvérsias.

Entre os principais elementos dos acordos está a criação de um comitê conjunto, com representantes governamentais dos dois países, para monitorar a implementação do acordo, o compartilhamento de oportunidades de investimentos e, sobretudo, a atuação conjunta para a prevenção de controvérsias e solução amigável de eventuais disputas. Também haverá a criação de mecanismo de prevenção de controvérsias e a definição de agendas de cooperação e facilitação de investimentos.

O governo brasileiro espera que as assinaturas dos ACFIs, com Moçambique e Angola, possam impulsionar a negociação deste mesmo modelo de acordo com outros países africanos.

Ex-presidente da Abinee Nelson Peixoto Freire lança livro de memórias - 08/04/2015
No dia 13 de abril, às 18h, no Espaço de Eventos do prédio da Fiesp (Av. Paulista, 1313 - 16º andar), será realizado o lançamento da biografia do ex-presidente da Abinee, Nelson Peixoto Freire. Sob o título The Fighter, o livro narra os desafios enfrentados por ele para construir desde o início uma indústria no Brasil.

O sucesso alcançado dentro do setor eletroeletrônico permitiu-lhe ascender à condição de presidente eleito da Abinee por dois mandatos sucessivos, de 1992 a 98, momento de grandes transformações econômicas no país.

Trazendo pesquisas e entrevistas com dezenas de empresários, a obra, que sai pela Primavera Editorial, é de autoria do jornalista Helvio Falleiros.

Café da manhã em Minas Gerais vai debater Logística Reversa - 08/04/2015
No próximo dia 15 de abril, às 8h30, a Regional Abinee Minas Gerais, vai realizar café da manhã que abordará um dos temas mais discutidos no momento em nosso setor: a Logística Reversa. Na oportunidade, o gerente do departamento de sustentabilidade da Abinee, Ademir Brescansin, fará palestra sobre o assunto na qual explicará as responsabilidades dos fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores de equipamentos eletroeletrônicos frente à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Dentre outros tópicos, o debate abordará, principalmente, como as empresas terão de atuar para coletar os materiais descartados, levantando desafios, dificuldades e avanços para a assinatura do acordo setorial, que regulamentará o tema em âmbito nacional. O evento será realizado na FIEMG, Av. do Contorno, 4520, 10º andar, sala Luiz de Paula, Belo Horizonte (MG).

Rio Grande do Sul: Setor eletroeletrônico gaúcho cresce 4,86% em 2014 - 08/04/2015
A regional Rio Grande do Sul da Abinee divulgou os resultados da pesquisa de desempenho setorial em 2014 durante reunião-almoço realizada nesta terça-feira (7), no Ritter Hotel, em Porto Alegre. Segundo a pesquisa, o setor eletroeletrônico gaúcho encerrou o ano de 2014 com crescimento de 4,86% em relação a 2013, com faturamento de R$ 8,5 bilhões, contrastando com o restante do setor nacional, que teve queda de 1,9% no mesmo período. Em comparação com o faturamento do setor em nível nacional – que alcançou a cifra de R$ 153 bilhões –, a indústria gaúcha teve participação de 5,58%. As exportações somaram mais de R$ 618 milhões, apresentando um crescimento de 6,19% em relação a 2013, contrastando com o restante do setor nacional, que ficou 9% abaixo do total exportado em 2013. O estudo contemplou 229 empresas de dez segmentos. A maioria delas (66%) está localizada no eixo Porto Alegre – Novo Hamburgo e as demais divididas entre Caxias do Sul (18%), Serra (5%), Pelotas (2%), Santa Maria (1%), Passo Fundo (1%) e outras regiões (7%).

Abinee recebe presidente da IEC - 07/04/2015
A Abinee recebeu na segunda-feira (6) a visita do presidente da IEC - International Electrotechnical Commission -, Kenji Nomura. Na ocasião, foram debatidas as ações do órgão internacional na elaboração de normas internacionais e a necessidade de uma participação mais efetiva das empresas instaladas no Brasil neste processo.

Dando as boas-vindas a Nomura, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, ressaltou a importância das normas internacionais e em particular das normas da IEC, por sua utilização como fator de competitividade para a indústria. Ele salientou, entretanto, que é preciso levar em consideração a realidade nacional na implementação de normas.

Barbato lembrou que diversos países têm seus organismos nacionais de normalização, no caso do Brasil, a ABNT, onde sociedade, setores industriais, academia e consumidores, representados no Comitê Brasileiro - CB 3 de Eletricidade, Eletrônica e Iluminação, reúnem-se para discutir as normas do setor que melhor atendam aos interesses do País. “Ao longo do tempo, a Abinee tem recomendado para que a ABNT procure utilizar como base as normas da IEC, levando em conta nossa realidade nacional, os costumes e a infraestrutura disponível, de maneira a atender as diferentes classes sociais e em particular as classes com menor poder aquisitivo”, disse.

Segundo o presidente da Abinee, o Brasil por ser um dos maiores mercados mundiais, não pode ser um mero tradutor de normas. “Por este motivo, incentivamos às diferentes indústrias a participarem do processo de elaboração de normas nos diferentes comitês da IEC, sem, entretanto esquecer nossa realidade nacional e da necessidade de fabricar produtos seguros, com qualidade e preços competitivos para atender à nossa população”.

Da mesma forma, Humberto Barbato afirmou que é muito importante que os produtos estejam alinhados com as normas internacionais e, também, dependendo dos casos, que as normas publicadas pela ABNT, sejam utilizadas como base para as normas dos países alvo dos nossos produtos. “Neste sentido, devemos participar mais ativamente dos diferentes fóruns de normalização: internacionais, regionais e sub-regionais”.

O presidente da IEC, Kenji Nomura, afirmou que as normas internacionais servem para uniformizar os padrões e requisitos dos produtos e como balizadoras do comércio internacional. Ele ressaltou que diante do avanço tecnológico e maior convergência de funcionalidades, a IEC tem atuando com uma abordagem voltada a sistemas, encarada como uma ferramenta integrada composta por diferentes dispositivos e aplicações.

Neste contexto, ele citou o exemplo das smart cities com as novas demandas que surgem, além da segurança, que segue como prioridade, mas, também, a eficiência energética e formas como otimizar recursos. “A segurança eletrotécnica não pode ser resumida e localizada, mas, sim, pensada como um todo”, disse.

Nomura também destacou a necessidade de participação das empresas e seus executivos nas discussões sobre a elaboração da norma. “A IEC é a casa das indústrias de todos os países”, completou.

Maior participação
Durante a reunião, o Gerente Regional da IEC para América Latina (IEC-LARC), Amaury Santos, afirmou que os países da região estão aumentando sua consciência em relação a utilização de normas únicas e de padrão internacional. Ele ressaltou que o Brasil tem uma presença importante nos comitês da IEC e tem voz dentro do organismo. Entretanto, Santos afirmou que o país deve aprofundar sua participação, tendo influência mais ativa na elaboração das normas.

A mesma opinião foi partilhada pelo diretor geral do Cobei e conselheiro da ABNT, João Carro, que salientou que participar das normas internacionais é assegurar presença no mercado global. “É preciso que o Brasil tenha maior participação sobre as normas internacionais”.

Sobre a preocupação colocada pelo presidente da Abinee em relação à necessidade das normas internacionais atenderem a realidade nacional, o superintendente do Cobei, José Sebastião Viel, afirmou que as normas IEC permitem que sejam considerados desvios, de acordo com as diferenças nacionais. Neste sentido, Viel reforçou que a participação das empresas brasileiras na IEC é essencial para que o país tenha poder de negociação e influência para que a possibilidade de desvios seja considerada quando necessário.

Enfatizando que o Brasil tem soberania para elaborar a normas adequadas a sua realidade, o diretor do departamento de Tecnologia da Abinee e presidente do Comitê Nacional da IEC, Fabián Yaksic, afirmou que o país deve trabalhar na IEC para que as normas contemplem especificidades brasileiras, tendo como base a norma ABNT, que, em alguns produtos atendem 80% do órgão internacional.

Terceirização: Primordial para a competitividade na economia moderna - 02/04/2015
Artigo do presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato

Há muito tempo temos debatido a necessidade de modernização da retrógrada legislação trabalhista, atualizando-a para os novos tempos. Além de conferir a ela uma maior flexibilização nas negociações coletivas e reduzir o custo salarial, aproximando-o do salário líquido do trabalhador, é essencial permitir a existência de vários regimes de trabalho e não apenas um. Neste sentido, a aprovação da terceirização se apresenta como uma questão fundamental para o incremento da competitividade do país. Embora seja um regime adotado no mundo todo, inclusive por alguns setores no Brasil, a terceirização continua emperrada no Congresso Nacional, onde tramita há cerca de 17 anos. A única regulamentação existente é do Tribunal Superior do Trabalho, que editou, há mais de 10 anos, a Súmula 331, estabelecendo a restrição à terceirização das atividades denominadas “fim”, permitindo apenas a terceirização das atividades denominadas “meio”. No entanto, com o dinamismo da economia e das áreas de atuação das empresas, estes conceitos são insuficientes e causam uma enorme insegurança jurídica. O principal entrave para a aprovação de uma legislação específica para a terceirização é a suposta preocupação quanto à garantia de direitos trabalhistas. Entretanto, é preciso que fique claro que a terceirização não implica em precarização das condições de trabalho. Pelo contrário, este regime traz inúmeras vantagens para toda a sociedade, permitindo a redução do custo da mão de obra, a geração de mais emprego e o aumento do salário líquido do trabalhador. Hoje, com a evolução tecnológica, a definição do trabalho terceirizado é parte integrante e primordial da economia moderna. A falta de uma regulamentação no Brasil, nos deixa mais uma vez em uma posição de atraso em relação às demais nações.

Produção do setor eletroeletrônico recua 17% nos dois primeiros meses do ano - 02/04/2015
Segundo dados do IBGE, agregados pela Abinee, a produção física do setor eletroeletrônico acumulada no ano, até fevereiro de 2015, apresentou retração de -17,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, resultado das variações negativas dos produtos eletrônicos (-29,1%) e dos elétricos (-5,3%).

No acumulado dos últimos doze meses, constata-se que a produção do setor eletroeletrônico manteve a trajetória de queda, com retração de -9,6%, até fevereiro de 2015, na comparação com idêntico período imediatamente anterior. Este foi o menor percentual dos últimos doze meses.

Em fevereiro de 2015, a produção física do setor eletroeletrônico foi 21,5% menor do que a verificada em fevereiro de 2014. O resultado é fruto da queda de 33,7% dos produtos eletrônicos e 7,3% dos produtos elétricos. Deve-se considerar que o número de dias úteis foi menor em fevereiro de 2015 do que em fevereiro de 2014. Considerando os dias úteis, na média diária, a produção do setor caiu 13%, com retração de 26% para os produtos eletrônicos e aumento de 3% para os elétricos.

Indústrias do setor eletroeletrônico fecham 400 vagas em fevereiro - 02/04/2015
Dados da Abinee apontam que, no mês de fevereiro de 2015, as indústrias do setor eletroeletrônico fecharam 400 vagas.

Segundo o levantamento da entidade, o desempenho segue uma tendência iniciada em maio do ano passado, quando o setor passou a registrar sucessivas quedas no nível de contratações.

Com o resultado, o setor encerrou o mês de fevereiro com um total de 173.520 empregados diretos, 0,34% inferior ao número registrado no final de 2014 (174.110).

Irineu Govêa é eleito presidente do Conselho de Administração da Abinee e do Sinaees-SP -31/03/2015
Em eleições realizadas nos dias 30 e 31 de março, as indústrias associadas à Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e ao Sinaees-SP (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos Eletrônicos e Similares do Estado de São Paulo) elegeram as Diretorias Plenas e os Conselhos Fiscais das entidades, para o mandato relativo ao quadriênio 2015-2018.

As chapas únicas para as duas entidades são encabeçadas por Irineu Govêa, executivo do Grupo Itautec, que passa a ocupar a Presidência dos Conselhos de Administração.

Formado em Ciências Econômicas e Ciências Contábeis pela PUC - Pontífícia Universidade Católica de São Paulo - e especialização em Administração Industrial pela Escola Politécnica da USP/Fundação Vanzolini, Irineu Govêa iniciou sua carreira no Grupo Itaúsa, em 1980, onde vem exercendo diversos cargos nas Áreas Financeira e Industrial. Atua como representante das empresas Duratex S/A, Elekeiroz S/A, Itautec S/A e Oki Brasil em órgãos federais, estaduais e municipais.

Humberto Barbato permanecerá ocupando o cargo de Presidente Executivo da Abinee e do Sinaees-SP.

Abinee apoia implantação do IPv6 - 30/03/2015
A Anatel anunciou no último dia 20 de março um passo importante para implantação do protocolo de comunicação de Internet, IPv6, para atender a crescente demanda de dispositivos conectados à rede.

A Abinee, como representante dos fabricantes da área de TIC, tem acompanhado o assunto e está trabalhando para que os usuários dos dispositivos tenham a melhor experiência.

Inicialmente, segundo cronograma da Anatel, a partir de 1º de julho de 2015, as prestadoras de telecomunicações deverão estar preparadas para disponibilizar endereços no novo protocolo aos usuários de dispositivos que dispõem da tecnologia 4G. Para as interconexões, interligações e usuários coorporativos, o novo protocolo já está disponível por parte das prestadoras em seus principais pontos de troca de tráfego.

O IP (Internet Protocol) é o principal protocolo de comunicação da internet, sendo responsável por endereçar e encaminhar as informações que trafegam pela rede, identificando cada dispositivo conectado a ela. Com o esgotamento da disponibilidade de endereços possíveis de serem alocados pela atual versão 4 (IPv4), a versão 6 desse protocolo (IPv6) foi criada para atender ao crescimento de equipamentos e dispositivos conectados à rede mundial de computadores.

Assim, torna-se necessária a implementação da nova versão do protocolo (IPv6) não só nas redes das prestadoras de telecomunicações, mas também pelos provedores de conteúdos, de serviços e de aplicações, como servidores de hospedagem, portais de conteúdo, websites, provedores de e-mail, comércio eletrônico, serviços bancários e de governo.

Avanços em desafios para implementação da logística reversa -27/03/2015
Quatro pontos considerados como desafios para a implementação do acordo setorial para logística reversa de produtos eletroeletrônicos foram encaminhados nas últimas semanas, a partir de gestões entre entidades empresariais, como a Abinee, e Ministério do Meio Ambiente (MMA). O tema foi abordado na pauta do Painel sobre Sustentabilidade, realizado nesta sexta-feira (27), último dia do AbineeTec.

As questões que agora estão sendo trabalhadas dentro do MMA tratam do acordo setorial com caráter vinculante, da periculosidade dos resíduos, do transporte fronteiriço e da titularidade do bem eletrônico. Ainda carece de providência, o tópico que diz respeito à definição de contribuição pecuniária, ou seja, uma taxa visível embutida no valor do produto (“ecovalor”). “Por fazer parte da agenda fiscal, este único tema restante está no Ministério da Fazenda, que já foi comunicado da demanda, mas, até o momento, não nos chamou para conversar. Não vamos descansar enquanto não atingirmos este objetivo”, disse o diretor da área de sustentabilidade da Abinee, André Saraiva, que foi o moderador do Painel.

Segundo ele, o setor eletroeletrônico tem trabalhado para o endereçamento de todos os entraves ao processo como forma de garantir que os acordos sejam estabelecidos de forma clara, ética, transparente e, principalmente, com isonomia.

Neste sentido, o diretor do Departamento de Consumo Sustentável da Secretaria De Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ariel Pares, que, na ocasião, representou o secretário Ney Maranhão, destacou que a logística reversa não pode ser fator de assimetria de concorrência, mas, sim, uma alavanca e estímulo para a economia verde.

Durante o evento, foi realizado um painel jurídico sobre os acordos setoriais. Fabrício Soler, da Felsberg Advogados, falou sobre as negociações dos pontos de desafio para a assinatura dos acordos. “Apesar de ainda não ter sido publicada nenhuma decisão, a internalização dos assuntos já é um avanço. Estamos conseguindo avançar nas agendas, especialmente, no MMA. A expectativa é de firmar o acordo ainda este ano, mas não sem antes superar estas condicionantes”. Soler destacou que a Abinee tem representado o setor eletroeletrônico nos aspectos jurídicos, tributário e institucional neste assunto para que o acordo chegue em sua hora e à contento.

Trazendo o exemplo do acordo de lâmpadas, Lina Pimentel Garcia, da Mattos Filho Advogados, afirmou que este case traz paradigmas para que o acordo do setor eletroeletrônico seja melhor e abarque pontos que não foram considerados.

Um destes diz respeito aos importadores, cujo controle é mais difícil, pois há empresas que não possuem instalação física. Dessa forma, o controle deve se dar no momento da importação, com uma análise prévia do Ibama ou Inmetro, verificando para que o produtos estejam aderentes ao acordo estabelecido. Outra questão diz respeito ao compromisso do governo em utilizar as compras públicas, constando no acordo setorial, visando estimular as empresas que atendem o acordo. “A ausência desta condição foi uma das principais falhas no caso de lâmpadas”, enfatizou a advogada.

Compras públicas como estímulo à logística reversa - 27/03/2015
Um ambiente no qual as compras publicas sirvam como estímulo à logística reversa foi enfatizado durante o Painel sobre Sustentabilidade do AbineeTec, realizado nesta sexta-feira (27). “O governo ao imputar a necessidade de ser ecoeficiente, também deve dar o primeiro exemplo e agir de tal forma”, disse o diretor do Departamento de Consumo Sustentável da Secretaria De Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ariel Pares.

Neste contexto, ele afirma que o Estado deve agir como fator de estímulo para que o setor produtivo, a partir das compras públicas sustentáveis, que considerariam nos editais o alinhamento ao acordo de logística reversa. Pares acrescentou que somente a figura das compras públicas não é suficiente. “Ao lado disso, é preciso desenvolver ações complementares, como mecanismos de estímulo fiscal, de forma a acelerar o processo. Este ano, por conta dos ajustes, está mais difícil, mas este tema está no horizonte do governo”, ressaltou.

Segundo o representante do governo federal, a logística reversa é uma revolução que altera o padrão de produção, introduzindo novos parâmetros de inovação, voltados a processos e produtos verde, com menos consumo de energia e materiais. “A logística reversa é um dos elementos da política industrial e competitividade e está entre os mais altos níveis de prioridade nas ações de governo”, afirmou.

Apresentando as ações do governo paulista, a secretária estadual do Meio Ambiente, Patrícia Iglecias Lemos, destacou os programas de Resíduos Sólidos, que utilizam metodologia de Termos de Compromisso, como o caso do assinado para a área de pilhas e baterias. Segundo ela, estes programas já estão iniciando uma segunda fase de implementação, que visa vencer alguns desafios como ações com fabricantes de outros Estados e importadores, ampliação da participação do comércio, regulamentação dos planos de gerenciamento, além da fiscalização e aplicações de sanções pelo descumprimento.

Como abordado pelo diretor da secretaria do MMA, Patrícia também salientou a necessidade da revisão de políticas tributárias e afirmou que a pasta de meio ambiente já está trabalhando junto à Secretaria da Fazenda para encontrar saídas. “Os produtos com menos materiais e que atendam a logística reversa devem receber estímulos para estas ações”, observou. Ela complementou que as empresas devem ser estimuladas a mudar seus processos produtivos, priorizando a redução na geração de resíduos e não só atuar na ponta, na reciclagem. Patrícia adiantou, ainda, que a Secretaria de Meio Ambiente do Estado publicará uma nova Resolução substituindo a Resolução SMA Nº 38, com regras mais específicas para o aditamento dos termos de compromisso.

Especialista fala sobre exigências ambientais do setor bancário - 27/03/2015
No contexto da transição de um cenário de economia verde, a sustentabilidade se espalha pelas mais diversas áreas. Para falar sobre as exigências ambientais do setor bancário na renovação e concessão de financiamentos às empresas, o AbineeTec recebeu as especialista do Banco Itaú BBA, Juliana Maioral.

Em sua exposição, ela abordou a atuação do banco que já tem o foco da sustentabilidade em sua atuação. Juliana apresentou a Resolução 4327/14 do Banco Central, que cria padrões mínimos de exigências socioambientais às instituições financeiras. Iniciativas que eram localizadas em alguns bancos, agora é uma demanda do setor financeiro como um todo.

Ela explicou que, segundo a Resolução, a aplicação não é proscritiva, ou seja, cada instituição define o escopo e conteúdo de sua política.

Na oportunidade, a especialista esclareceu que o foco é principalmente não é em casos de renovação de uma conta garantida ou capital de giro, mas em casos que ofereçam maior risco, como a instalação de uma planta.

AbineeTec debate indústria do futuro e redes inteligentes -27/03/2015
Na quinta-feira (26), durante penúltimo dia do AbineeTEC 2015, a indústria do futuro e as redes inteligentes foram destaque. O evento recebeu especialistas internacionais da IEC (International Electrotechnical Commission), que debateram sobre Smart Manufacturing, Internet das Coisas e Redes Inteligentes. O evento teve como mediador José Antônio Scodiero, Diretor da ARM South America.

O Coordenador do Grupo Estratégico 8 da IEC, Ludwig Winkel, apresentou sobre Smart Manufacturing - Industry 4.0 e Internet das Coisas (IoT). Segundo ele, existem requisitos gerais para automação industrial que fazem a diferença para outros domínios de aplicação. São eles: tempo real, segurança funcional, redundância, Eficiência Energética e Substituição rápida de dispositivo. “Os principais objetivos da indústria quando se utiliza deste tipo de processo é ter lucro, ter eficiência, reduzir tempo de colocação no mercado e reduzir a flexibilidade”, disse. Segundo ele, este conceito pode ser aplicado na internet das coisas, que requer uma semântica para a interconexão dos dispositivos. Neste contexto ele afirmou que grande parte das normas internacionais está baseada na automação industrial.

O Secretário dos Grupos de Redes e Cidades Inteligentes da IEC, Peter Lanctot, falou sobre a Abordagem de Sistema da IEC em Cidades e Redes Inteligentes. De acordo com ele, atualmente existe a necessidade da criação de sistemas que falem entre si, sendo a abordagem de sistemas importante devido às complexidade das tecnologias e um novo nível de colaboração. Sobre as Smart Cities, Peter declarou que “acreditamos que uma cidade inteligente é eficiente, habitável e sustentável”. Ele mostrou que se uma cidade melhora a eficiência de suas infraestruturas, e, com isso, será capaz de melhorar os serviços públicos por ela prestados, o que irá torná-la um lugar melhor, melhorar a sua atratividade, ajudar a criar postos de trabalho, aumentar a sua competitividade e assim tornar-se inteligente.

O Coordenador do Grupo Estratégico 8 da IEC, Alexander McMillan, apresentou as Iniciativas do governo dos EUA e dos consórcios e os trabalhos do Grupo Estratégico de Smart Manufacturing da IEC. Segundo ele, a manufatura inteligente é uma das poucas oportunidades para qualquer nação que gera novas oportunidades, novos empregos e um mundo novo. O grande desafio é ter dados precisos para serem entregues no momento certo. Não estamos inventando a roda, é mais simples do que muita gente imagina. È utilizar as tecnologias existentes e as que surgirem para fazer as coisas de forma mais rápida e mais inteligente”, ressaltou.

Para falar sobre redes inteligentes e a estratégia do Brasil para acelerar a implantação nas cidades, esteve presente o Especialista em Projetos da ABDI, Carlos Frees. Segundo ele, a criação de projetos sistêmicos deve privilegiar inicialmente o desenvolvimento de soluções integradas em energia, água, gás, saneamento, mobilidade com tecnologias de informação e comunicação, bem como a integração de áreas nas quais as cidades carecem de soluções sociais onde a indústria tem condições de criar a aplicar soluções tecnológicas inovadoras.

Segundo ele, com o desenvolvimento das cidades, a iluminação pública passa a ser um novo gargalo. “No Brasil, existem mais de 15 milhões de pontos de iluminação pública, desta forma, surge a demanda das prefeituras por projetos que viabilizem investimentos”, enfatizou. Carlos Frees apresentou, também, o Programa Brasileiro para Desenvolvimento da Indústria Fornecedora de TIC para Redes Elétricas Inteligentes Cidades Inteligentes, que tem como objetivo desenvolver a indústria nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação para Cidades Inteligentes, alavancada pelo mercado interno e com competitividade internacional.

Innovation Day: Institutos de Pesquisa apresentam oportunidades de negócios -

26/03/2015
Durante o Innovation Day, os Institutos de Pesquisa, associados do IPD Eletron, apresentaram seus trabalhos desenvolvidos, suas áreas de competência e oportunidades de parceria com a indústria. Antes do evento, foi realizada a primeira reunião dos institutos associados do IPDe, com a participação do presidente da Abinee, Humberto Barbato. Na ocasião, ele ressaltou a importância da interação entre os ICTs e a indústria para a realização de parcerias no sentido de promover inovação tecnológica como forma de estimular a competitividade das empresas do setor eletroeletrônico, em especial as empresas de pequeno e médio porte, que não possuem estruturas para este fim.

Estiveram presentes no evento, o gerente de P&D do CITS - Centro Internacional de Tecnologia de Software, Felipe Grando Sória; o CEO do CESAR - Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, Sérgio Vanderlei Cavalcante; o Diretor de P&D do FIT - Flextronics Instituto de Tecnologia, Luiz Fernando Guerra; o presidente executivo da FITec - Fundação para Inovações Tecnológicas, José Luis de Souza; o executivo de Desenvolvimento de Negócios do Instituto Eldorado, Paulo Ivo; o diretor do IPEAS - Instituto de Pesquisa e Estudos Avançados Sorocabano, Paulo Roberto F. Carvalho; o Presidente do ITS - Instituto de Tecnologia de Software -, Descartes de Souza Teixeira, o Diretor Presidente do Softex Recife, José Claudio de Oliveira, e o coordenador técnico do Itt FUSE da Unisinos, Edilar Predabon.

Innovation Day: Diretora do IEL/CNI fala sobre agenda da Mobilização Empresarial pela Inovação - 26/03/2015
A diretora de inovação do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-CNI), Gianna Cardoso Sagazio, falou sobre o MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação), movimento de líderes empresariais que visa incorporar a inovação na estratégia das empresas e ampliar a efetividade das políticas de apoio à inovação no país. “Queremos fazer com que as empresas coloquem a inovação em seus planos estratégicos”. Segundo ela, o MEI tem como missão contribuir com o desenvolvimento inovativo em empresas de todos os portes e setores.

Salientando que o Brasil está atrás dos países mais desenvolvidos em relação aos investimentos em inovação, a diretora do IEL enumerou dez propostas de políticas para inovação que são prioridades da agenda MEI 2015, como a modernização do marco legal, a melhoria do sistema de financiamento e projetos estruturantes de PD&I. Ressaltou, também, a necessidade de atração, desenvolvimento e retenção de centros de PD&I e internacionalização de empresas, além do investimento em PD&I para PME de Base Tecnológica.

Innovation Day: Embrapii apresenta primeiros passos da entidade -26/03/2015
Na quarta-feira (25), durante o terceiro dia do AbineeTEC 2015, foi realizado o Innovation Day. Organizado pela Abinee e pelo IPD Eletron, o evento reuniu especialistas, representantes de institutos de pesquisa, para debater as iniciativas de inovação no país, buscando ampliar a criação de um ambiente tecnológico inovador nas empresas do setor eletroeletrônico.

Na ocasião, o presidente da Embrapii, João Fernando de Oliveira, abordou os primeiros passos da entidade criada pelo governo brasileiro, em 2013, para incentivar e fomentar a inovação no setor industrial. A principal missão da Embrapii é apoiar instituições de pesquisa tecnológica, em selecionadas áreas de competência, para que executem projetos de desenvolvimento de pesquisa tecnológica para inovação, em cooperação com empresas do setor industrial.

Oliveira explicou o processo de operação da Embrapii e de credenciamento de ICTs. As UEs são constituídas a partir de competências específicas das instituições de pesquisa científica e tecnológica, públicas ou privadas sem fins lucrativos, com experiência comprovada no desenvolvimento de projetos de inovação para empresas do setor industrial. “Para ser uma unidade Embrapii os institutos devem enviar um plano de ação com prazo de 6 anos, contendo estratégia para captac¸ão e execuc¸ão de projetos de inovac¸ão para o setor industrial na área de competência proposta”, explicou.

Após a aprovação, os Institutos já estarão credenciados como UEs e receberão recursos financeiros para prospectar, avaliar e contratar PD&I com a indústria e terá financiamento para a atividade. “A Embrapii financia até um terço dos custos do projeto e dependendo do risco tecnológico até 90% do valor total”, ressaltou.

O presidente da Embrapii destacou que a entidade atua em um sistema que dá autonomia e responsabilidade. “Inovação é algo que tem que ser realizado de forma ágil e com uma gestão bem feita”, afirmou. Hoje, estão cadastradas 13 unidades Embrapii, num total de projetos em parceria com a iniciativa privada de R$1,4 bilhão.

Um exemplo de unidade Embrapii foi apresentado pelo Superintendente de Negócios da Fundação CERTI, Laércio Aniceto Silva. A instituição foi selecionada para atuar na área de competência Sistemas Inteligentes para Produtos Eletrônicos de Consumo e Produtos Eletromédicos, com a possibilidade de oferecer cerca de R$ 36,6 milhões de subvenção a projetos de inovação. “A CERTI pode oferecer até 33% de subvenção do valor total do projeto. Para o restante, a empresa pode usar ainda recursos incentivados de Lei de Informática e Lei do Bem”, falou.

Startups e seu papel no desenvolvimento tecnológico

Para falar sobre as startups e seu papel no desenvolvimento tecnológico, esteve presente o gerente de P&D da Samsung, Antonio Marcon. Ele apresentou o Programa Samsung Startups, inaugurado no Brasil em 2014, uma iniciativa de inovação aberta com o objetivo de estabelecer cooperação tecnológica entre a Samsung no Brasil e as redes nacionais de inovação, como os parques tecnológicos, incubadoras, aceleradoras, agências de fomento, fundações, associações, investidores, startups e os demais participantes dos ecossistemas de Inovação. “O programa tem com finalidade desenvolver alianças, parcerias estratégicas e relacionamentos de sucesso capazes de criar valor real para os usuários de produtos e serviços Samsung, parceiros diretos e indiretos, e para a sociedade”, disse.

Marcon destacou o Ocean, centro de capacitação tecnológica idealizado pela empresa, com infraestrutura voltada para treinamentos, palestras e atividades práticas abertas a diversos públicos: estudantes, desenvolvedores e interessados em geral. Para este ano, a Samsung tem como diretrizes intensificar e catalogar alguns centros de certificação e certificar incubadoras.

Painel sobre Avaliação da Conformidade aborda ações e propostas de melhorias - 25/03/2015

Na terça-feira (24), durante o segundo dia do Abinee Tec, foi realizado painel sobre a Avaliação da Conformidade. Os convidados fizeram uma análise sobre o tema, bem como os trabalhos em certificação compulsória que estão sendo realizados para acompanhamento de produtos no mercado. Na ocasião, também foram apresentadas sugestões de melhorias tanto no campo da implementação das normas técnicas, quanto no modo de operação das entidades de certificação e fiscalização.

Alfredo Carlos Lobo, diretor de Avaliação de Conformidade do INMETRO, apresentou os critérios para a certificação compulsória e o acompanhamento no mercado. Lobo citou que o Programa Brasileiro de Avaliação da Conformidade (PBAC) já implantou 197 programas, 161 compulsórios e 36 voluntários, sendo 28 programas focados em eficiência energética.

Sobre o acompanhamento no mercado, Alfredo Carlos Lobo informou que é feita fiscalização, verificação da conformidade pelo Inmetro, verificação da conformidade por agentes externos, fiscalização técnica e a realização de inspeção nos Portos em apoio a Receita Federal do Brasil. “No ano de 2014, foram feitas um milhão de fiscalizações”, salientou. Lobo afirmou que o Inmetro está alterando o foco de atuação no acompanhamento de mercado, deslocando-se do varejo para toda a rede de distribuição, chegando até o Porto. “Lá é o melhor lugar para segurar um lote de mercadoria”, declarou o diretor.

Coordenador Geral de Acreditação do INMETRO (CGRE), Marcos Aurelio Lima de Oliveira, apresentou os critérios para acreditação e sanções de organismos de avaliação da conformidade. Ele abordou a norma NIE-CGCRE-141, que estabelece as sanções que devem ser aplicadas aos organismos de avaliação da conformidade acreditados em decorrência da atestação do não cumprimento dos requisitos de acreditação. Entre as sanções que podem ser aplicadas estão, a redução do intervalo entre as avaliações ou reavaliações, a suspensão por tempo determinado e até o cancelamento.

Apresentando a visão da indústria eletroeletrônica na administração dos processos de certificação de produtos do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), o diretor da Área de Material Elétrico da Abinee, Antonio Eduardo de Souza, afirmou que, no ponto de vista da indústria, a adoção de algumas soluções indesejadas têm sido praticadas no mercado e, por isso, são necessários ajustes, tanto no campo da implementação das normas técnicas, quanto no modo de operação das entidades de certificação e fiscalização.

Antonio Eduardo enumerou algumas pontos críticos que precisam ser tratados, como a adoção de comissão técnica no modo de operação das certificadoras de produto e intensificação da fiscalização dos produtos compulsórios no mercado. Ele ressaltou, também, que as OCPs deveriam aplicar o que já está previsto nos regulamentos e realizar a coleta de amostras no mercado, para ensaios de acompanhamento. Outro ponto destacado foi a implementação de políticas de treinamento dos regulamentos técnicos para auditores, laboratoristas e fiscais. O diretor da Abinee afirmou, ainda, que é preciso que seja feita uma revisão dos regulamentos técnicos compulsórios para torná-los mais eficazes, como exigir, na alfândega brasileira, o certificado de conformidade do produto compulsório no desembaraço de produtos importados e incluir a fiscalização nos canais de distribuição de produtos.

Durante o evento, a ABRAC (Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade) foi apresentada pelo seu vice-presidente Marcos Roque. A entidade tem como objetivo atuar ativamente em defesa dos interesses dos Organismos de Certificação de Produtos, Sistemas e Pessoas e de Laboratórios de Ensaio e Calibração de forma imparcial e independente.

O Diretor de Laboratórios e Infraestrutura de Redes do CPqD, Paulo Curado, falou sobre os critérios homogêneos dos ensaios realizados em laboratórios no Brasil e no Exterior. Segundo ele, há vantagens na padronização das políticas de certificação, como acompanhar o movimento mundial de quebra de Barreiras Técnicas, diminuir pressão por parte dos fabricantes internacionais, reduzir custos para fabricantes internacionais. Por outro lado, existem desvantagens como a incompatibilidade de Requisitos técnicos exigidos em cada país, resultando mudanças em ensaios ou grandes discussões de revisões de requisitos, além das diferenças de condições criarão dificuldades para os laboratórios instalados no Brasil.

Eficiência energética é a forma mais econômica para atender demanda futura de energia - 25/03/2015
O desafio do setor elétrico e energético é expandir o sistema e garantir a sua disponibilidade, neste sentido, a forma mais econômica de atender a demanda futura é com eficiência e conservação de energia. A afirmação é do Secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, que participou do painel sobre Eficiência Energética, realizado na terça-feira (24), no segundo dia do AbineeTec 2015. “Ao usar a energia com mais racionalidade, deixamos de construir usinas e linhas de transmissão”, afirmou.

Segundo ele, eficiência energética é fundamental, pois reduz o Custo Brasil, abrindo, inclusive, espaço para a indústria que tem passado por dificuldades. “O setor industrial não pode passar por esta situação, sendo cada vez mais importador. Temos que ter condições de produzir e gerar empregos no país”, ressaltou.

Em sua exposição, Altino Ventura Filho destacou que, segundo as metas de eficiência do Plano Nacional de Energia 2030, é esperada com as ações uma economia de energia de 106 TWh/ano em 2030, o que equivale à geração de uma Itaipú e o que representará 10% do consumo. Destacando os resultados dos diversos programas de eficiência energética existentes no Brasil, o secretário ponderou que, apesar de avanços, o Brasil ainda não investe o suficiente nesta área.

Ele apontou a necessidade de iniciativas de eficiência energética, que depende também da adesão do consumidor. Neste sentido, adiantou que o Ministério de Minas e Energia está estudando a criação de um Programa de geração distribuída a partir da fonte solar. “O Brasil tem que caminhar neste sentido”.

Altino Ventura Filho salientou que há questões pendentes em relação à parte tributária, como a incidência do ICMS. “Há um processo de diálogo dentro do Ministério da Fazenda, no âmbito do Confaz, na busca de consenso entre os Estado da Federação para que o tributo não incida sobre a parcela consumida pelo usuário final, evitando a bitributação”, completou.

Na ocasião, o gerente de tecnologia e política industrial da Abinee, Fabián Yaksic, moderador do painel, destacou a importância dos programas de eficiência energética, já realizados e a serem realizados, junto ao Ministério de Minas e Energia, Inmetro e Eletrobras. Ele afirmou que a Abinee tem procurado manter o diálogo com todos os órgãos responsáveis para contribuir com as iniciativas propostas.

AbineeTEC 2015 debate o aperfeiçoamento do setor elétrico -24/03/2015
Revisão do atual modelo pós MP 579/2012, maior incentivo à eficiência energética, diversificação da matriz aproveitando o potencial das diferentes fontes, e, principalmente, assumir que o país passa por um momento crítico no abastecimento de energia elétrica. Estes foram os principais pontos em comum abordados pelos especialistas que participaram do workshop sobre o Aperfeiçoamento do Setor Elétrico Brasileiro, realizado na segunda-feira (23), primeiro dia do AbineeTec 2015.

Mediador do evento, o diretor da área de GTD da Abinee, Newton Duarte, afirmou que o modelo do setor elétrico implementado a partir de 2004, que tem como base a modicidade tarifária, segurança do atendimento e universalização, trouxe avanços como a criação do Programa Luz para Todos, o que motivou um grande desenvolvimento no setor. “Entretanto, após a MP 579, o governo, numa tentativa sem sucesso de diminuir o preço da energia, trouxe uma série de dificuldades para todos os atores do setor, o que culminou num grave endividamento das distribuidoras”, disse. Ele acrescentou que, concomitante a isto, a situação climática adicionou um novo componente, ocasionando o aumento das tarifas.

Traçando uma revisão histórica sobre o setor elétrico, o professor José Goldemberg, da USP, destacou o modelo criado a partir de 2004, que trouxe a modicidade tarifária e a compra de energia a partir de leilões. “É um procedimento curioso, que prioriza o menor custo e com todas as fontes concorrendo entre si, o que não estimulou a diversificação da matriz. Não dá para ir à feira e comprar um quilo de frutas”. Segundo ele, após constantes demandas dos atores, o governo começou a fazer leilões dedicados por fonte. Ao mesmo tempo, Goldemberg afirmou que os reservatórios foram mal geridos.

O presidente da Siemens, Paulo Stark, afirmou que é um absurdo que em um momento em que o país passa por uma série de ajustes na economia, ainda tem que enfrentar o fantasma da falta de eletricidade. “Se inaugurarmos um cenário de recuperação a partir de 2016, podemos ter a atividade refreada por conta disso”, observou. Segundo ele, para superar este quadro, há inúmeros caminhos e alternativas de curto, médio e longo prazo. Neste sentido, ele avalia como indispensável a diversificação de fontes, a utilização da eficiência energética como fonte de energia, além do estímulo da gestão seletiva de carga, gestão integrada em condomínios, e geração distribuída.

Segundo Rafael Lazzaretti, gerente de Inovação da CPFL Energia, o setor elétrico hoje possui uma base definida construída nos últimos 10 anos, mas que, olhando para o futuro, carece de melhorias e aperfeiçoamento, tornando-o mais robusto. Ele separou estas ações em medidas de curto prazo e longo prazo. No primeiro caso, destacou os problemas mais emergenciais como a liquidez dos agentes e o descasamento de caixa, que levou as distribuidoras a um patamar de endividamento elevado. Numa ótica mais estrutural e de longa maturação, Lazzaretti apontou a necessidade de aprimoramento da matriz e o incentivo da eficiência energética. Olhando para o futuro, o representante da CPFL ressaltou, ainda, que o surgimento das cidades inteligentes demandará cada vez mais energia. “Assim, precisamos criar os incentivos corretos que garantam os investimentos futuros”,

Em sua participação, presidente da Thymos Energia, João Carlos Mello, salientou que, ao fazer uma reflexão do momento, é preciso admitir que o país passa por um crise no setor elétrico. “Não é negativismo, pois estamos vivendo isso há dois anos. Agora, ou reduzimos a carga ou rezamos para São Pedro”, enfatizou. Segundo ele, os motivos para o setor chegar a esta situação foram falta de gestão e planejamento. Mello destacou que é preciso a revisão da composição da matriz, considerando o equilíbrio entre segurança e modicidade tarifária. Ao mesmo tempo, é preciso incentivar soluções “minimalistas” como a geração distribuída em detrimento a grandes projetos, que têm sofrido atrasos recorrente. O presidente da Thymos também salientou a necessidade de se rever o modelo setorial pós MP579, que representou um desastre para todos os atores do segmento.

Durante o evento, o diretor da Abinee, Newton Duarte, endereçou diversas perguntas para os participantes do workshop. O objetivo da Abinee com o evento foi buscar propostas que permitam o reequilíbrio estrutural e dos atores do segmento, bem como o aperfeiçoamento do arcabouço jurídico, buscando, inclusive, outras formas para a adequada expansão do setor elétrico.

Abertura do AbineeTec 2015 destaca oportunidades e desafios do setor -24/03/2015
A Abinee realizou na segunda-feira (23), em São Paulo, a abertura do Abinee Tec 2015, em paralelo à FIEE, também inaugurada nesta data. Com a presença de especialistas, membros dos poderes executivo, representantes de indústrias, de universidades e de institutos de pesquisa, o tradicional evento, que acontece no âmbito da 28ª FIEE, trará, até sexta-feira, 27, um panorama sobre o setor eletroeletrônico, com os olhos voltados para o futuro. Na cerimônia, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, destacou o atual cenário de dificuldades por que passa a indústria, exacerbado pelas medidas de ajuste macroeconômico adotadas pelo governo.

Segundo ele, ao onerar ainda mais o setor industrial, como está sendo proposto nas alterações da desoneração da folha de pagamentos e do Reintegra, o governo está abrindo espaço para o contínuo processo de desindustrialização, ceifando um dos elos essenciais para a recuperação do desenvolvimento do país. “É bom lembrar a máxima de que, ao se ministrar um remédio, há que se tomar cuidado com a dose, pois, se demasiada, ela pode matar o doente”, disse.

Presente na cerimônia de abertura, o Secretário do Desenvolvimento da Produção do MDIC, Carlos Gadelha, destacou que, para além da questão conjuntural, é preciso atacar os problemas estruturais que afetam a competitividade. Gadelha, que na ocasião representou o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro Netto, afirmou que esta deve ser a base de uma nova política, que não pode se limitar a ações fragmentadas. Neste sentido, ele destacou a necessidade da realização de um amplo diálogo para encontrar soluções conjuntas que preparem o país para um novo momento que priorize a inovação e a competitividade. Gadelha ressaltou, ainda, que os temas que estão na pauta do AbineeTec como o aperfeiçoamento do setor elétrico brasileiro, eficiência energética, inovação, redes Inteligentes e sustentabilidade representam uma excelente fonte de oportunidades.

No mesmo sentido, o Secretário de Estado de Energia de São Paulo, João Carlos Meirelles, salientou a necessidade de se fazer uma reflexão sobre as fontes de energia, principalmente, na região Sudeste diante da crise hídrica que afeta a região. “É indispensável, neste momento, fazemos esforços conjugados para criarmos soluções que gerem oportunidades para máquinas equipamentos elétricos e eletrônicos”. Neste rol de oportunidades, Meirelles elencou o potencial de geração de energia a partir do bagaço da cana de açúcar, da fonte solar, além do gás de lixo. Ele afirmou, também, que o governo está incentivando uma iniciativa privada na construção de um gasoduto para transportar o gás do pré-sal até São Paulo, conhecido como Rota 4. “É um conjunto de potencial de geração de energia, seja distribuída ou na base”, completou.

Representando o ministro do MCTI, Aldo Rebelo, o Secretário de Política de Informática da pasta, Virgílio Almeida, destacou que, este momento de ajustes, também pode representar um momento de oportunidades. Segundo ele, o setor eletroeletrônico, por seu efeito transversal em toda economia, é elemento chave para superar esta situação.

Sondagem Abinee: 62% das empresas apontam retração dos negócios em fevereiro - 20/03/2015
Segundo dados da Sondagem realizada pela Abinee, referente ao mês de fevereiro de 2015, 62% das empresas pesquisadas indicaram retração nas vendas/encomendas, em comparação com fevereiro de 2014. Na comparação com o mês imediatamente anterior, 45% observaram retração. Outro indicador desfavorável foi o ritmo de negócios em relação às expectativas. Na sondagem de fevereiro, 59% das empresas apontaram que seus negócios ficaram “abaixo do esperado”, enquanto que as respostas que mostraram resultados “conforme o esperado” foi de apenas 30%.

AbineeTec 2015: Autoridades começam a confirmar presença - 17/03/2015
Já confirmaram presença para abertura do AbineeTec 2015, no dia 23 de março, os deputados Eli Corrêa Filho, Paulo Abi-Ackel e Jorge Tadeu Mudalen; o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade; o Secretário de Política de Informática do MCTI, Virgílio Almeida; Secretário de Inovação do MDIC, Marcos Vinícius de Souza; o Secretário do Desenvolvimento da Produção do MDIC, Carlos Gadelha; o Secretário de Estado de Energia de São Paulo, João Carlos Meirelles; e a Diretora da ABDI, Maria Luísa Leal.

O tradicional evento, que acontece no âmbito da 28ª FIEE, trará um panorama sobre o setor eletroeletrônico, com os olhos voltados para o futuro. O AbineeTec 2015 destacará, como temas principais, o Aperfeiçoamento do Setor Elétrico Brasileiro, Eficiência Energética, Inovação, Redes Inteligentes e Sustentabilidade.

AbineeTEC 2015: Um debate sobre o futuro do setor eletroeletrônico - 13/03/2015
Com a presença de especialistas, membros dos poderes executivo e legislativo, representantes de indústrias, de universidades e de institutos de pesquisa, será realizado de 23 a 27 de março, no Anhembi, em São Paulo, o AbineeTEC 2015.

O tradicional evento, que acontece no âmbito da 28ª FIEE, trará um panorama sobre o setor eletroeletrônico, com os olhos voltados para o futuro.

Preocupado com os reflexos da crise hídrica no setor de geração de energia elétrica, bem como com as necessárias otimizações do atual modelo pós MP 579/2012, o AbineeTEC 2015 debaterá, no primeiro dia, o Aperfeiçoamento do Setor Elétrico Brasileiro, objetivando buscar propostas que permitam o reequilíbrio estrutural e dos atores do segmento, bem como o aperfeiçoamento do arcabouço jurídico, buscando, inclusive, outras formas para a adequada expansão do setor elétrico.

Entre os debatedores estarão o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim; o professor José Goldemberg, da USP; o presidente da ABRADEE, Nelson Leite; o presidente e CEO da Siemens, Paulo Stark; o diretor da CPFL Energia, Paulo Ricardo Bombassaro; e o presidente da Thymos Energia, João Carlos Mello.

“O evento buscará proposições construtivas para a adequada reavaliação do modelo do setor, levando em consideração as atuais potencialidades de expansão da matriz elétrica brasileira, bem como o adequado ambiente jurídico, garantindo, assim, os investimentos privado e públicos no futuro”, diz o diretor da Abinee, Newton Duarte, mediador do painel.

O segundo dia (24) será dedicado à Eficiência Energética e Avaliação da Conformidade e contará com a presença do Secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, que destacará as perspectivas do Brasil para a economia de energia com maior eficiência e, também, sobre a matriz energética e a possibilidade de maior oferta de energia elétrica.

Na sequência, representantes do Inmetro, da ABRAC (Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade) e da Abinee abordarão o tema Avaliação da Conformidade, analisando os impactos, bem como os trabalhos em certificação compulsória que estão sendo realizados para acompanhamento de produtos no mercado. Os participantes também analisarão os impactos da certificação CB Scheme, da IEC. Na oportunidade, as OCPs (Organizações de Certificação de Produtos) e Laboratórios vão apresentar os custos e prazos comparados com os praticados no exterior - em particular na Argentina - bem como o rigor dos trabalhos.

O dia 25, quarta-feira, será dedicado ao debate dasiniciativas sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação no país, buscando ampliar a criação de um ambiente tecnológico inovador nas empresas do setor eletroeletrônico.

Organizado pela Abinee e pelo IPD Eletron, o Innovation Day contará com a presença do presidente da Embrapii, João Fernando de Oliveira, que vai falar sobre os primeiros passos da entidade criada pelo governo brasileiro para incentivar e fomentar a inovação no setor industrial. O painel destacará, também, a apresentação da diretora do IEL-CNI, Gianna Cardoso Sagazio, sobre o aprimoramento das políticas de inovação e gestão da inovação empresarial. O evento trará, ainda, uma discussão sobre o papel das startups no desenvolvimento tecnológico e se encerrará com a apresentação das oportunidades de negócios por Institutos de Ciência e Tecnologia.

No quarto dia (26) do AbineeTEC 2015, as discussões serão sobre as Redes Inteligentes e Indústria do Futuro. O painel visa debater a estratégia do Brasil para acelerar a implantação das cidades inteligentes e perspectivas de pequeno e médio prazo, e como engajar neste processo os governos e as prefeituras municipais. O tema será apresentado por Carlos Frees, líder de projetos de Smart Grid e Smart Cities da ABDI. Na ocasião, representantes internacionais da IEC - International Electrotechnical Comission - apresentarão os trabalhos que o órgão vem realizando sobre manufatura inteligente e internet das coisas. O evento destacará, ainda, as experiências do governo dos EUA em incentivar a indústria do futuro.

No último dia do evento (27), como tem ocorrido nas últimas edições, o tema será a Sustentabilidade, Logística Reversa e Reciclagem no setor eletroeletrônico. Neste dia, para falar sobre este importante tema, o evento receberá o secretário Ney Maranhão, de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, do Ministério do Meio Ambiente. Patrícia Iglecias Lemos, secretária de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, abordará os desafios da Logística Reversa no Estado de São Paulo.

Neste contexto, um painel jurídico debaterá todas as questões que envolvem a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Um dos mais destacados assuntos neste painel serão as exigências ambientais do setor bancário na renovação e concessão de financiamentos às empresas, tema que será apresentado por Juliana Maioral, especialista do Banco Itaú BBA. A programação será concluída com a apresentação de cases de empresas de Logística Reversa e Reciclagem sobre as tecnologias aplicadas.

Fórum Grandes Questões Tributárias da Indústria - 13/03/2015
A Abinee realiza no dia 15 de maio, em São Paulo, o Fórum Grandes Questões Tributárias da Indústria. O objetivo do evento, organizado em parceria com a Foco Fiscal Cursos e Capitação, é debater as alternativas para que as indústrias possam manter empregos e continuar crescendo em um cenário de retração da economia, aumento de tributos e preços públicos e complexidade do sistema tributário brasileiro. O Fórum contará com a presença de diversos especialistas e autoridades, como o Secretário da Receita Federal do Brasil, Jorge Rachid; o advogado Ives Gandra Martins; e o ex-Secretário da Receita Federal do Brasil, Everardo Maciel.

Com espaços abertos para a interação com o público, os painelistas procurarão responder questões de interesse da Indústria, discutindo como as empresas devem planejar as suas operações de modo a evitar riscos de penalidades e minimizar o impacto da tributação sobre os seus negócios.

Fórum de Detecção, Prevenção e Combate a Incêndio discute responsabilidade civil e criminal -11/03/15
Dentro das atividades da ISC Brasil, a Abinee, por meio do Grupo de Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio (GSDAI), realizou no dia 10 de março, o 3º Fórum Nacional de Detecção, Prevenção e Combate a Incêndio. O tema desta edição foi a responsabilidade civil e criminal de todos os envolvido nos projetos, execuções e manutenções das instalações de detecção, prevenção e combate a incêndio.

Na ocasião, o advogado Tiago Franco da Silva Gomes, da CBSG Advogados, traçou um panorama sobre as caracterizações das responsabilidades, civil e criminal, contidas no Código Civil e Penal. Ele também destacou a configuração de crime de incêndio no Código Penal, que prevê pena de três a seis anos e multa. Se culposo o incêndio, a pena de detenção é de 6 meses a 2 anos. “No caso do crime resultar em lesão corporal ou até mesmo morte a pena será aumentada de acordo com o artigo 258 do Código Penal”, observou.

O advogado ressaltou, ainda, que as esferas criminal e cível não se misturam, mas a decisão da primeira, normalmente mais ágil, reflete na segunda, fazendo coisa julgada. “Ou seja, após a responsabilização criminal, é possível precificar o dano causado”.

Para ilustrar o tema do evento, Silva Gomes citou o caso do incêndio do Edifício Andorinhas, um dos mais graves incêndios da história do país, ocorrido em fevereiro de 1986, no centro do Rio de Janeiro, que deixou 21 pessoas mortas e cerca de 50 ficaram feridas. A causa provável do incêndio foi uma sobrecarga elétrica na sala de uma das locatárias do edifício, no nono andar de um edifício de doze andares. Diversos processos foram ajuizados tanto na esfera cível, quanto na esfera criminal.

Na esfera cível, segundo Silva Gomes, três agentes foram responsabilizados: o Condomínio (e, portanto, indiretamente, todos os condôminos do edifício), a Locatária da sala onde o fogo teria começado e o Estado do Rio de Janeiro. À época, excluiu-se a possibilidade de denunciação da lide à empresa que fez as instalações elétricas.

Entretanto, muitos dos processos ainda se arrastam no judiciário. “Os autores ainda buscam o recebimento de indenizações, mas diversas indenizações já foram pagas, algumas superando dezenas de milhões de reais”, citou.

Ele afirmou que muita coisa mudou e evoluiu desde então, mas o caso dá elementos práticos em relação à responsabilização. “As vítimas procuram responsabilizar do projetista ao executor, por isso, a importância de fazer o projeto seguindo todos os parâmetros técnicos, normas, deixando tudo registrado e documentado. Mesmo em casos de clientes que querem fazer concessões e não seguir padrões por conta de valores, é melhor dizer não, perder o negócio, pois a consequência pode sair cara”, disse.

Após sua apresentação, Silva Gomes respondeu as questões do público. Ao ser perguntado sobre a importância da certificação dos produtos, ele ressaltou que é extremamente útil, pois separa o joio do trigo. “Promove a melhoria técnica da indústria e contribui na identificação da responsabilidade posterior”, acrescentou. Sobre a ausência de legislação específica relativa a proteção contra incêndio nos Estados e Municípios, que torna mais difícil a busca por reparação via indenização e a penalização criminal dos responsáveis, o advogado ressaltou a necessidade da sociedade mostrar aos legislativos a importância de regulação neste tema.

eSocial: Resolução aprova versão 2.0 do Manual de Orientação - 11/03/2015
Foi publicada a Resolução nº 1/2015, do Comitê Gestor do eSocial, que dispõe sobre o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). A resolução ainda não define prazos ou cronograma para implantação do eSocial, mas regulamenta, isto sim, os prazos para transmissão de determinadas informações ao Ambiente Nacional, quando, evidentemente, tiver sido implantado o eSocial. Além disso, aprova a versão 2.0 do Manual de Orientação do eSocial, disponível no sítio eletrônico do eSocial na Internet, no endereço www.esocial.gov.br. Os prazos ou cronograma de implantação do eSocial serão definidos em Resolução a ser editada pelo Comitê Gestor do eSocial, o que será oportunamente informado aos associados.

Setor eletroeletrônico fecha 190 vagas em janeiro - 09/03/2015
Dados da Abinee apontam que, no mês de janeiro, as indústrias do setor eletroeletrônico demitiram 190 trabalhadores de seus quadros. Segundo o levantamento da entidade, desde o mês de maio do ano passado, o setor passou a registrar sucessivas quedas no nível de contratações, o que prosseguiu neste início de 2015.

Com o resultado, o setor encerrou o mês de janeiro com um total de 173.920 empregados diretos, o que representa uma queda de 2,62% em relação a janeiro de 2014.

Abinee e Sinaees-SP inovam com votação via internet - 09/03/2015
A Abinee e o Sinaees-SP realizam, nos dias 30 e 31 de março próximos, eleições das Diretorias Plena e dos Conselhos Fiscais das entidades, para o mandato relativo ao quadriênio 2015-2018, conforme Edital de Convocação, publicado em 3 de dezembro de 2014.

Como forma de facilitar o processo e permitir uma maior participação dos associados das entidades, as eleições ocorrerão, pela primeira vez, de forma eletrônica, via internet, mediante acesso ao endereço www.abinee.org.br/eleicao. O período de votação será das 9h00 do dia 30 de março até às 17h00 do dia 31 de março.

Todo o processo de votação eletrônica será conduzido por uma empresa especializada, garantindo o sigilo e confidencialidade dos votos.

As empresas receberão com dois dias úteis de antecedência, através do e-mail do principal executivo cadastrado na Abinee e no Sinaees-SP, a senha para a votação.

Após receber esta comunicação, o responsável em efetuar o voto deverá preencher o campo usuário/login com o CNPJ da empresa e a senha fornecida. Em seguida, abrirá uma tela com as chapas (únicas), tanto da Abinee como do Sinaaes-SP, caso a empresa seja associada às duas entidades, ou apenas a chapa da entidade à qual a empresa está filiada.

Produção do setor eletroeletrônico recua 12,9% em janeiro - 06/03/2015
Dados do IBGE, agregados pela Abinee, apontam que a produção física das indústrias do setor eletroeletrônico registrou, no mês de janeiro de 2015, retração de 12,9% em relação a janeiro de 2014. Apresentaram queda tanto a produção da indústria eletrônica (-22,9%) como da elétrica (-2,5%).

Os resultados do mês de janeiro de 2015 mantêm a tendência de retração de atividade do setor eletroeletrônico.

Considerando os dados acumulados de 12 meses, comparados com o mesmo período imediatamente anterior, verifica-se que a produção física de eletroeletrônicos caiu 6,6% até janeiro de 2015. Com isso, observa-se que a atividade industrial do setor vem com tendência de queda desde março do ano passado.

Brasil deve fazer sacrifício necessário para corrigir economia, diz Martone - 06/03/2015
No ano de 2015, o Brasil conviverá com o custo de uma gestão desastrosa da economia. A afirmação é do economista Celso Luiz Martone, que participou no dia 5 de março, da Reunião Plenária da Abinee. “Precisamos pisar no freio mesmo. A alternativa seria muito pior”.

Segundo o economista, neste segundo mandato de Dilma Rousseff, o único pilar que pode sustentar o governo é a política racional que está sendo implementada, principalmente na área fiscal. “A solidez do ajuste precisa ser sustentada pelo governo, tem que haver suporte político para poder obter resultados nos próximos anos”.

Ele destacou que o país encerrou o último ano com uma situação crítica, resultado de políticas que geraram efeitos terríveis. Dentre estes efeitos, Martone elencou a inflação perto dos 7% e reprimida pelo controle de preços, taxa de câmbio apreciada, desequilíbrio fiscal grave, déficit primário [o primeiro desde 1999], além de déficit total da ordem de 6,1% do PIB. “Este é um quadro fiscal dramático. O déficit em conta corrente de 4,2% seria até fácil de administrar se as condições fossem favoráveis, mas se torna complicado em um quadro de falta de credibilidade interna e externa”, afirmou.

Considerando um cenário sem turbulências políticas e de condução firme das medidas que estão sendo tomadas, Martone reforçou as expectativas de recessão para 2015, com consumo retraído, desemprego em alta, investimentos reprimidos, juros reais elevados e demanda fraca. O economista acrescentou que a situação do Brasil é perfeitamente administrável desde que as ações corretas sejam feitas. “Em 2016, poderemos começar a colher frutos com um pequeno crescimento”, ressaltou.

Neste contexto, Martone apresentou um cenário tentativo com o PIB caindo 1%, em 2015, e crescimento de 1% no próximo ano. A inflação deve atingir 7,5% neste ano e 5,5% em 2016. A Taxa Selic deve atingir 13,5%, em 2015, mas deve reduzir no ano que vem, uma vez que a política fiscal contribuirá para amenizar a pressão inflacionária. Em relação ao superávit primário, a meta do governo é atingir 1,5%, porém, o economista projeta um superávit de 0,5%, o que, em sua avaliação, já pode ser considerado satisfatório. “Não é uma boa trajetória, mas é um sacrifício necessário para consertar a má gestão da economia dos últimos anos”, completou.

Coordenando a Reunião Plenária, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, alertou que as medidas que estão atingindo a indústria, como a desoneração da folha e o Reintegra, podem adiar ainda mais a retomada do crescimento. Ele afirmou que o setor industrial tem a expectativa de que a situação seja ajustada, mas espera um comprometimento efetivo do governo em promover corte dos gastos públicos. “Estamos dispostos a colaborar, mas tem que haver a mesma disposição do outro lado e, hoje, não estamos tendo sinais claros de modificação”, completou.

Parece que o saco de maldades não tem fim - 06/03/2015
Para o presidente da Abinee, Humberto Barbato, a decisão do COPOM de elevar a taxa Selic para 12,75%, somada ao fim da desoneração da folha de pagamentos e do Reintegra, além da explosão das tarifas de energia elétrica e de outros serviços públicos, e aos seculares problemas de infraestrutura, carga tributária, burocracia excessiva e tantos outros, aguçará ainda mais o cenário de recessão da economia brasileira. "Parece que o saco de maldades não tem fim", diz.

Abinee recebe embaixadores Marcos Galvão e Rubens Barbosa - 06/03/2015
Durante Reunião Plenária, realizada na quinta-feira (5), a Abinee recebeu o embaixador Marcos Galvão, representante permanente do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, e o ex-embaixador em Washington e Londres, e atual presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp, Rubens Barbosa. Ambos trataram do Painel da OMC criado a partir de demanda da União Europeia questionando políticas industriais adotadas pelo Brasil.

Os diplomatas Rubens Barbosa - que está assessorando a Abinee neste assunto - e Marcos Galvão ressaltaram que todos os órgãos governamentais de interesse e que participaram da elaboração das políticas estão empenhados na argumentação brasileira. Da mesma forma, salientaram que o apoio do setor privado é fundamental e que será preciso uma maximização de forças em todo o processo.

Na ocasião, os embaixadores destacaram a proatividade da Abinee que tem acompanhado o tema e está engajada para contribuir, no que necessário, com o governo e o Itamaraty.

MBA Fipe-Abinee: Gestão de Negócios, Liderança e Inovação - 06/03/2015
A Abinee lançou, em 5 de março, durante a reunião Plenária, as bases do curso MBA Gestão de Negócios, com ênfase em Liderança e Inovação, que realizará, em São Paulo, em parceria com a FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, previsto para iniciar no dia 29 de maio próximo.

A apresentação do MBA foi feita pelo coordenador de cursos da Fundação, professor Francisco Carlos Santos, que destacou que o curso de Pós-Graduação Lato Sensu, foi customizado para o setor eletroeletrônico. Ele disse que o curso se justifica pela crescente necessidade das empresas em desenvolverem seus ambientes organizacionais, considerando as carências de um mercado cada vez mais competitivo e globalizado, onde a inovação, a aprendizagem e a colaboração são fatores chaves deste novo cenário.

“Desta forma, as empresas procuram a sustentabilidade de seus negócios em um ambiente altamente mutável e dinâmico, sempre buscando vantagens táticas, estratégicas, fiscais, além da vantagem competitiva. Neste sentido, torna-se necessário contar com um novo perfil de liderança que estimule a aprendizagem e a inovação nos gestores mais novos e suas respectivas equipes”, disse o coordenador da FIPE.

Ele reforça que o MBA Gestão de Negócios tem o objetivo de auxiliar na formação deste novo perfil de gestor, procurando aprimorar as competências técnicas e gerenciais dentro do ambiente corporativo com um foco no desenvolvimento da inovação e do empreendedorismo.

O curso é voltado aos profissionais de empresas do setor eletroeletrônico, em especial, mas não exclusivamente, àqueles que ocupem cargos de liderança dentro das empresas, tais como, gerentes táticos e estratégicos, gerentes de projetos, coordenadores, supervisores e diretores de empresa que estejam interessados em aprimorar seus conhecimentos nas áreas de gestão, processos, gestão de pessoas, sempre focados no desenvolvimento de inovação.

“A parceria Fipe-Abinee desenvolveu este curso com foco em sua customização para que os participantes desenvolvam competências consideradas fundamentais ao setor. Desta forma, tem-se o foco na gestão empresarial de toda a cadeia do complexo eletroeletrônico. Os módulos das disciplinas foram pensados com base na realidade do setor e nos desafios na área de inovação e liderança”, destacou.

O curso é composto por quatro módulos:1- Formação Básica em Negócios, 2- Formação Gerencial, 3- Gestão Industrial e de Negócios e 4- Gestão Estratégica da Inovação. O quarto módulo será oferecido em caráter opcional para aqueles que desejarem ou tiverem a necessidade de aprofundar os seus conhecimentos na área da pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Mais detalhes das condições do curso e forma de participação serão divulgadas em breve pelos canais de comunicação da Abinee.

Outro duro golpe para a indústria - 27/02/2015
Nota do presidente da Abinee, Humberto Barbato

“Após a publicação de Medida Provisória elevando a alíquota da desoneração da folha, a indústria recebe outro duro golpe com o anúncio feito pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy reduzindo, de 3% para 1%, o percentual de ressarcimento tributário dos créditos de PIS e Cofins de parte do valor exportado em produtos manufaturados, instituído pelo Reintegra. Mais uma vez, reforçamos que entendemos a necessidade de promoção de medidas para o reequilíbrio das contas públicas, mas o setor industrial não pode ser uma das principais vítimas dessas medidas, ainda mais em momento em que sua competitividade está abalada.

Segundo dados da Abinee, no mês de janeiro de 2015, as exportações de produtos eletroeletrônicos somaram US$ 383,9 milhões, registrando o menor montante mensal exportado de bens do setor dos últimos 11 anos. O resultado de janeiro de 2015 foi 22,3% abaixo do ocorrido em janeiro de 2014 (US$ 494,2 milhões). Com exceção da área de Telecomunicações, apresentaram recuo as exportações de produtos de todas as demais áreas.

Estes resultados evidenciam que precisamos urgentemente de uma política que estimule as exportações, sob pena de ficarmos alijados do mercado internacional.

Recentemente, a Abinee, em conjunto com a AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) e outras entidades empresariais, encaminhou correspondência à Presidente Dilma Rousseff, solicitando a conversão do Reintegra - Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para Empresas Exportadoras - em política permanente de apoio às exportações brasileiras, por prazo indeterminado e em percentual não inferior a 3%, pelo menos até quando o resíduo tributário cumulativo nas diversas cadeias produtivas exportadoras não estiver devidamente eliminado através de uma abrangente reforma do sistema tributário brasileiro.”

Aumento da alíquota da desoneração da folha afeta competitividade, diz Abinee - 27/02/2015

Para o presidente da Abinee, Humberto Barbato, a proposta de aumento das alíquotas da desoneração da folha de pagamentos, publicado hoje no Diário Oficial da União, na Medida Provisória 669, poderá afetar a competitividade do setor industrial. Segundo a MP, os produtos que tinham alíquota de 1% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta passarão para 2,5%, enquanto os que tinham alíquota de 2% passarão para 4,5%.

A alteração, que ainda será submetida ao Congresso Nacional, está prevista para entrar em vigor a partir de 1º de junho deste ano.

Barbato destaca que, atualmente, a desoneração da folha contempla cerca de 50% dos produtos do setor eletroeletrônico. “O benefício é utilizado, em média, por 90% do setor elétrico e 10% do setor eletrônico”, diz.

Ele afirma que, neste momento de promoção de medidas para o reequilíbrio das contas públicas, o governo não pode perder de vista a baixa competitividade da indústria em função do ambiente macroeconômico, mantendo, assim, os atuais mecanismos de estímulo. “Ao agir de forma diferente, estará abrindo mais espaço para o contínuo processo de desindustrialização, ceifando um dos elos da economia que, no médio prazo, poderia contribuir para a recuperação do desenvolvimento do país”, afirma o presidente da Abinee.

Em janeiro, exportações do setor registram menor montante em 11 anos- 27/02/2015

Segundo dados da Abinee, no mês de janeiro de 2015, as exportações de produtos eletroeletrônicos somaram US$ 383,9 milhões, registrando o menor montante mensal exportado de bens do setor dos últimos 11 anos. O resultado de janeiro de 2015 foi 22,3% abaixo do ocorrido em janeiro de 2014 (US$ 494,2 milhões). Com exceção da área de Telecomunicações, apresentaram recuo as exportações de produtos de todas as demais áreas.

Em entrevista a Folha de S. Paulo, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, destaca que este resultado é reflexo dos meses anteriores. “Apesar de o dólar ter atingido agora um novo patamar, o favorecimento desse nível só acontecerá no médio prazo. As mercadorias embarcadas em janeiro são de negócios realizados em agosto e setembro. Além disso, o mundo ainda não está com um bom nível de atividade para se vender de forma expressiva lá fora”, diz Barbato.

Para ele, as fabricantes brasileiras de eletroeletrônicos só teriam mais competitividade com um dólar acima de R$ 3.

Segundo o presidente da Abinee, ainda é preciso estudar quais as dificuldades que os empresários estão enfrentando para comercializar com outros países, mas ressalta que a manutenção do Reintegra - programa que concede benefícios fiscais aos exportadores– é essencial para o setor.

Já as importações de produtos eletroeletrônicos somaram US$ 3,4 bilhões, 13,2% abaixo das atingidas em janeiro de 2014 (US$ 3,9 bilhões). Segundo levantamento da Abinee, desde abril de 2014, as importações vêm apresentando, em todos os meses, resultados inferiores aos registrados em igual período do ano anterior, devido ao esfriamento do mercado interno.

Com este desempenho, o déficit da balança comercial de produtos eletroeletrônicos atingiu US$ 2,97 bilhões, 12% abaixo do registrado em janeiro de 2014 (US$ 3,37 bilhões).

Barbato participa de café da manhã em Minas Gerais - 27/02/2015

O presidente da Abinee, Humberto Barbato, participa no dia 04 de março, quarta-feira, às 9h,em Belo Horizonte, de café da manhã organizado pela regional Abinee Minas Gerais. Na oportunidade, serão apresentados pacote de mídia e as novas ferramentas de comunicação da regional. O evento contará, também, com palestra do gerente de atendimento da GPA, Genilson Zeferino, com o tema "Pequenas empresas grandes parcerias", abordando a contratação de presidiários durante o cumprimento de sua pena. O evento será realizado na FIEMG, Av. do Contorno, 4456, Sala 9, 5º andar, Belo Horizonte (MG).

3º Fórum Nacional de Detecção, Prevenção e Combate a Incêndio - 27/02/2015

Dentro das atividades da ISC Brasil, a Abinee, por meio do Grupo de Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio (GSDAI), realiza no dia 10 de março, a partir das 14h, o 3º Fórum Nacional de Detecção, Prevenção e Combate a Incêndio.

O tema desta edição será a responsabilidade civil e criminal de todos os envolvido nos projetos, execuções e manutenções das instalações de detecção, prevenção e combate a incêndio.

O evento reunirá especialistas e representantes de empresas dos segmentos de segurança eletrônica patrimonial e pública, bem como segurança contra incêndio.

Nas edições anteriores do Fórum foram discutidas questões ligadas à tragédia em Santa Maria, em 2013, e a certificação Inmetro para produtos para detecção e alarme de incêndio, em 2014.

Confira a programação preliminar do Fórum:
- Apresentação Abinee

- CBSG Advogados - Tiago Franco da Silva Gomes

- XL Group Seguradora - Andrés Cespedes

- Ministério Público - representante a ser definido

- Debate com perguntas da plateia.

Sondagem Abinee: Negócios do setor continuam retraídos - 25/02/2015
Sondagem de Conjuntura realizada pela Abinee no mês de janeiro de 2015 apontou que indicadores que os negócios do setor eletroeletrônico continuam retraídos. Segundo o levantamento, 37% das empresas consultadas apontaram que seus negócios diminuíram, enquanto 24% indicaram estabilidade. Apesar disso, os indicadores foram melhores do que os verificados na pesquisa de dezembro de 2014, uma vez que aumentaram de 34%, na pesquisa de dezembro/14, para 39%, na sondagem de janeiro/15, as indicações de crescimento comparadas aos iguais períodos do ano anterior.

Consulta pública sobre cádmio e chumbo em relógios de pulso - 25/02/2015
Está aberta, até o dia 28 de março, Consulta Pública do Inmetro para receber sugestões à proposta de texto de Portaria Definitiva que estabelece limites para a concentração máxima de cádmio e chumbo em bijuterias e joias. Entre os artigos de joalheria e de bijuteria, metálicos, inclusos na proposta de texto estão os relógios de pulso e outros adornos para os pulsos. O tema desperta interesse do setor eletroeletrônico, uma vez que os relógios inteligentes são uma das tendências da área de TIC.

Crise hídrica preocupa indústrias do setor eletroeletrônico - 19/02/2015
Pesquisa realizada pela Abinee com as indústrias do setor eletroeletrônico instaladas no Sudeste do país identificou que 60% das empresas estão sofrendo com a crise de abastecimento de água em suas regiões, principalmente no Estado de São Paulo.

Deste total, 86% dos entrevistados afirmaram que a crise não está afetando a sua atividade produtiva no momento. Para os 14% que foram afetados, ocorreu redução média de 30% da produção.

O levantamento aponta que, mesmo entre as empresas que não tiveram sua atividade produtiva afetada, existe uma grande preocupação quanto às dimensões que essa crise poderá atingir, não só na produção, mas, também, no dia a dia das áreas administrativas.

Das indústrias pesquisadas, 54% têm planos de contingência, porém, as medidas encontradas não resolvem o problema caso a crise de abastecimento de água se prolongue. As empresas informam que estas ações serão suficientes apenas por pouco tempo, implicando em considerável aumento de custos para as empresas.

Dentre essas medidas, foram citadas: utilização de poço artesiano; caixa d'agua; compra de água de caminhões pipa; utilização de água de reuso; sistema de coleta e armazenamento de águas pluviais para atendimento de banheiros; substituição das torneiras comuns por automáticas; entre outras.

Além disso, as indústrias pesquisadas estão fazendo trabalhos de conscientização dos funcionários visando à economia de água.

Sobre a questão da energia elétrica, 69% das entrevistadas não estão preparadas para enfrentar uma crise de abastecimento caso os níveis de reservatórios de água continuem baixando.

Aquelas que estão preparadas (31%), citaram, principalmente, a compra de geradores a diesel ou a gasolina como alternativa.

Entidades pedem a Dilma Rousseff regulamentação que torne o Reintegra permanente - 13/02/2015
Além de prazo indeterminado, Reintegra deve contemplar percentual não inferior a 3%

Em conjunto com a AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) e outras entidades empresariais, a ABINEE encaminhou, nesta sexta-feira, 13, correspondência à Presidente Dilma Rousseff, solicitando gestões junto aos Ministérios da Fazenda, Desenvolvimento, Planejamento e Casa Civil, para a conversão do Reintegra - Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para Empresas Exportadoras - em política permanente de apoio às exportações brasileiras, por prazo indeterminado e em percentual não inferior a 3%, pelo menos até quando o resíduo tributário cumulativo nas diversas cadeias produtivas exportadoras não estiver devidamente eliminado através de uma abrangente reforma do sistema tributário brasileiro.

Na carta, as entidades apontam a necessidade de publicação de um novo Decreto para compatibilizar o Decreto nº 8.304, de 12 de Setembro de 2014, com a Lei nº 13.043, de 13 de Novembro de 2014, sancionada posteriormente ao citado Decreto, com inúmeras emendas legislativas ao texto original da MPV nº 651/2014.

Para os signatários, a incerteza sobre a edição de um novo Decreto regulamentador não contribui para gerar os resultados de promoção das exportações de produtos manufaturados em ambiente conjuntural de muita apreensão.

As entidades sustentam, portanto, que o REINTEGRA deve ser entendido não como um benefício esporádico às exportações, mas sim como o permanente ressarcimento necessário do resíduo tributário nas cadeias produtivas exportadoras, beneficiando diretamente milhares de empresas exportadoras brasileiras, prática esta não apenas reconhecida e permitida pela OMC – Organização Mundial do Comércio -, mas executada pelos principais países concorrentes do Brasil no mercado internacional, em busca da indispensável isonomia competitiva.

Setor eletroeletrônico fecha 3.750 vagas em 2014 - 13/02/2015
Dados da Abinee apontam que, em 2014, as indústrias do setor eletroeletrônico fecharam 3.750 vagas. Segundo o levantamento da entidade, a partir do mês de maio do ano passado, o setor passou a registrar sucessivas quedas no nível de contratações. Em dezembro, as indústrias demitiram 660 trabalhadores.

Com o resultado, o setor encerrou 2014 com um total de 174.110 empregados diretos, 2,11% inferior ao número registrado no final de 2013 (177.860).

Produção industrial do setor recua além do esperado em 2014 - 04/02/2015
Dados do IBGE, agregados pela Abinee, apontam que a produção física do setor eletroeletrônico encerrou 2014 com queda de 4,9% em relação a 2013. Só no mês de dezembro a retração atingiu 13,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado negativo para o ano superou as expectativas iniciais da Abinee, que já previa queda, porém de 2%.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, apontou o ambiente econômico de insegurança, com os consumidores receosos, a alta da taxa de juros e a crise do setor elétrico como os principais responsáveis pelo fraco desempenho. "Não imaginávamos que poderíamos ter um resultado tão negativo", afirmou ao jornal. Ele acrescentou que, no início de 2014, a entidade previa crescimento. “Só em agosto revisamos as projeções, mas, mesmo assim, para um empate com 2013".

Analisando separadamente os segmentos representados pela Abinee, verifica-se que a produção de bens da área eletrônica encerrou 2014 com retração de 2,4%, registrando, apenas no mês dezembro, uma queda de 22,3% em relação ao mesmo período de 2003.

Por sua vez, o segmento elétrico recuou 7,2%. Segundo Barbato, a redução média das tarifas das contas de luz, adotada em 2013, prejudicou a situação financeira das concessionárias, que cortaram seus investimentos. "Esperamos que, com os novos valores da energia, as distribuidoras e geradoras voltem a fazer aportes, o que aumentaria a demanda por produtos elétricos".

Para este ano, Barbato disse à FSP que espera que as empresas mantenham o nível de produção de 2014. "Não é das melhores expectativas, mas o ritmo da economia está baixo e ainda enfrenta a alta da carga tributária", completou.

Com mercado interno retraído, déficit da balança do setor cai 5% em 2014 - 04/02/2015
Dados consolidados da Abinee apontam que, no ano de 2014, o déficit da balança comercial dos produtos elétricos e eletrônicos atingiu US$ 34,6 bilhões, 5% abaixo do registrado em 2013 (US$ 36,4 bilhões). A partir do mês de junho de 2014, o déficit da balança do setor, no acumulado do ano, mostrou resultados abaixo dos apontados nos mesmos períodos de 2013. Este comportamento não acontecia desde 2009, período em que o país estava sofrendo os efeitos da crise econômica mundial. A redução do saldo negativo da balança do setor foi consequência da queda das importações nos últimos nove meses de 2014 comparadas com iguais períodos de 2013, resultado da retração do mercado interno, observada no decorrer de 2014.

Barbato participa, na segunda-feira, de reunião com Ministro Armando Monteiro - 30/01/2015
O presidente da Abinee, Humberto Barbato, participa, na segunda-feira (2), de reunião com o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, que será realizada na Fiesp, em São Paulo.

Este será o primeiro encontro do novo ministro com empresários. Na ocasião do anúncio do nome de Armando Monteiro para a pasta, Humberto Barbato destacou seu profundo conhecimento das dificuldades que a indústria instalada no país enfrenta e as causas que têm levado o país para um quadro crítico de desindustrialização. “Ele está sintonizado com a agenda de competitividade da indústria”, disse o presidente da Abinee.

Abinee TEC 2015: Aperfeiçoamento do Setor Elétrico Brasileiro - 27/01/2015
De 23 a 27 de março, a Abinee realiza no Hotel Holliday Inn Anhembi, fórum em paralelo à 28ª FIEE. A abertura ocorrerá no dia 23, às 14h30, e terá a presença de representantes das indústrias do setor, membros dos poderes executivo e legislativo, além de convidados de universidades e institutos de pesquisa. O tema principal do evento será Aperfeiçoamento do Setor Elétrico Brasileiro.

Na terça-feira (24), é a vez de Eficiência Energética e Avaliação da Conformidade, com a participação de representantes da Eletrobrás e Inmetro. O dia 25, quarta-feira, está reservado para as discussões sobre inovação, com a realização do Innovation Day, pelo IPD Eletron que contará com importantes palestras como a apresentação dos resultados do programa Inova Empresas, por representantes do MCTI, FINEP e BNDES. Outro tema será As Startups e seu Papel na Inovação.

Na quinta-feira (26), será dedicado ao debate sobre Redes Inteligentes, além dos temas sobre a indústria do futuro (smart manufacturing, internet das coisas, computação em nuvem e big data).

O Abinee TEC se encerrará na sexta-feira (27) com o seminário sobre Sustentabilidade, com a apresentação do status do programa brasileiro para Logística Reversa e dos acordos setoriais, além de cases de empresas recicladoras e de logística.

O Brasil dois anos depois da tragédia de Santa Maria - 26/01/2015
Passados dois anos do incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), que deixou 242 vítimas - o segundo com maior número de mortos no Brasil, depois do Gran Circo Americano, em 1961, que deixou 503 mortos, em Niterói (RJ) -, as discussões sobre prevenção e detecção de incêndios no Brasil ainda não evoluíram de forma a criar um ambiente mais seguro no país, apesar de algumas iniciativas neste sentido.

No âmbito legislativo, a Câmara dos Deputados aprovou, em abril de 2014, o projeto de Lei (Nº 2020/2007), que atualiza as regras de prevenção e combate a incêndios em casas noturnas e similares no Brasil. Entretanto, o texto seguiu para o Senado, onde, desde então, aguarda ser aprovado antes da sanção da presidente Dilma Rousseff.

As novas regras foram elaboradas por uma comissão externa criada pela Câmara, coordenada pelo deputado federal Paulo Pimenta e que ouviu bombeiros, prefeitos, policiais, especialistas em segurança e empresários de todo o país.

As medidas propostas pela Lei deverão ser observadas pelos estabelecimentos com capacidade igual ou superior a 100 pessoas. Entretanto, locais com ocupação inferior, mas que sejam frequentados, predominantemente, por idosos, crianças ou pessoas com dificuldade de locomoção, e que contenham em seu interior grande quantidade de material de alta inflamabilidade, entre outros, também estão obrigados às determinações da nova legislação. Além disso, a lei estende-se a imóveis públicos ou ocupados pelo Poder Público.

Entre os pontos incluídos estão a exigência do laudo emitido pelo Corpo de Bombeiros (AVCB) para que o Poder Público municipal forneça o alvará de licença e a observância às normas técnicas registradas expedidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou por outra entidade credenciada pelo CONMETRO (Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade). Pelo projeto, a superlotação passa a ser considerada crime, e a proposta prevê que os cursos de graduação em engenharia e arquitetura incluam conteúdo relativo à prevenção e combate a incêndios e desastres em suas disciplinas.

Paralelamente, no Senado, tramita o Projeto de Lei Nº 121/2014, de autoria da senadora Ana Amélia, que tem por objetivo instituir normas gerais sobre segurança contra incêndio e pânico, visando à proteção da vida e à redução de danos ao meio ambiente e ao patrimônio. O texto se aplica às edificações, às atividades e às áreas de risco, urbanas e rurais, localizadas no território nacional, bem como às construções, às reformas, às ampliações ou às mudanças de atividade ou ocupação de imóveis.

Enquanto estas leis não são efetivamente aprovadas, desde a tragédia de Santa Maria, foram registrados outros casos que reforçam a necessidade de providências para a prevenção e detecção de incêndios.

Média de 90 ocorrências por mês
Apesar dos dados sobre este tema serem ainda escassos no país, os números levantados pelo Instituto Sprinkler Brasil oferecem um panorama sobre a dimensão do problema. Em seu monitoramento diário de notícias sobre os chamados “incêndios estruturais”, ou seja, aqueles que ocorreram em diversos tipos de locais construídos, e que poderiam ter sido contornados com o uso de sprinklers (como o caso de instalações industriais e comerciais, depósitos, bibliotecas, escolas, hospitais, hotéis, entre outros), foram identificadas notícias referentes a 1095 incêndios em 2013, uma média de 91 ocorrências noticiadas por mês.

Constam nestes números, por exemplo, um incêndio que atingiu a Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco (AC). O fogo teria começado na parte externa da maternidade onde fica o compressor de oxigênio. Homens do Corpo de Bombeiros conseguiram conter o incêndio antes que ele causasse danos mais graves, porém, ao menos 25 bebês que estavam na maternidade precisaram ser transferidos para outras unidades.

Outro incêndio foi o da loja C&A no shopping Ilha Plaza, na Ilha do Governador (RJ), que precisou ser evacuado e deixou quatro pessoas feridas. As chamas atingiram a parte administrativa da edificação, antes de serem controladas.

Um caso que também chamou a atenção foi o ocorrido em uma loja de caça e pesca em Taquari, no Vale do Taquari (RS). O estabelecimento vendia fogos de artifício, armas e munição, e também consertava motocicletas. Como o município não tem quartel, o Corpo de Bombeiros da cidade vizinha de Montenegro, foi acionado e começou a combater as chamas cerca de 40 minutos depois do início do fogo. Pelo menos 17 pessoas ficaram feridas, entre funcionários e clientes.

Teve repercussão, ainda, o incêndio que atingiu o Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, em novembro de 2013. O fogo teria começado no forro do Auditório Simón Bolívar, que estava vazio. O incêndio demorou cerca de 15 horas para ser contido. Não havia ninguém no local no momento do incidente. Entretanto, ao menos 25 bombeiros deram entrada em hospitais por intoxicação ou queimaduras internas por inalação de fumaça.

Mais recentemente, em dezembro de 2014, um incêndio de grandes proporções em um edifício onde funciona a Faculdade Uniesp, na região central de São Paulo, foi além das perdas materiais e deixou uma vítima fatal. Uma mulher morreu intoxicada pela fumaça. O local não tinha auto de vistoria do Corpo de Bombeiros. Segundo os bombeiros, a brigada do próprio prédio havia contido dois princípios de incêndio no mesmo dia. No momento em que o terceiro incêndio começou apenas funcionários estavam no edifício.

“Estes são exemplos de instalações que estariam enquadradas na PL 2020, e as perdas de vítimas e patrimoniais poderiam ter sido reduzidas se o projeto já estivesse em vigência”, diz o diretor do Grupo Setorial de Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio (GSDAI) da Abinee, César Miranda.

Ações do setor empresarial
A Abinee, por intermédio do GSDAI, criado em 2005, tem procurado fazer a sua parte para alterar este cenário preocupante, integrando seus trabalhos, que já vinham sendo desenvolvidos, às ações em andamento após a tragédia de Santa Maria. A entidade contribuiu, por exemplo, com o trabalho da Comissão Externa da Câmara dos Deputados, coordenada pelo Deputado Paulo Pimenta.

Segundo César Miranda, o GS da Abinee reúne fabricantes e integradores deste setor e tem por objetivo desenvolver e aprimorar esse mercado, incentivando a atração para o país das mais recentes tecnologias. “Ao mesmo tempo, trabalhamos no sentido de melhorar os padrões de segurança para proprietários e usuários de edificações, diminuindo o risco para empresas seguradoras, protegendo bens e, principalmente, pessoas, mostrando o potencial de crescimento e o aumento da importância da indústria de segurança contra incêndio”, afirma Miranda.

Entre os trabalhos do Grupo está o acompanhamento de consultas públicas referentes a regulamentações dos Corpos de Bombeiros e a interação com outras entidades ligadas ao setor de combate, prevenção e detecção de incêndios. O GSDAI pretende, em breve, criar estatísticas de mercado, como forma de respaldar novas iniciativas, e materiais com informações relevantes e acessíveis destinadas ao público final, uma vez que é essencial educar a população, como forma de proteger vidas humanas criando uma cultura de prevenção e detecção contra incêndios no país.

Neste contexto, o GSDAI tem promovido o debate sobre o assunto, ampliando a conscientização de todos os envolvidos. “No âmbito da ISC Brasil - Feira e Conferência Internacional de Segurança -, temos realizado o Fórum Nacional de Detecção e Combate a Incêndios, que, em 2015, chega à sua terceira edição, tendo como tema a responsabilidade civil e criminal dos autores de projetos, instaladores e mantenedores de sistemas contra incêndio”, salienta o diretor do Grupo.

Outro exemplo foi o Seminário Internacional de Detecção e Combate a Incêndio - Proteção à Vida: atualidade e futuro, realizado em dezembro de 2013. O evento teve o objetivo de reunir todos os atores envolvidos para discutir os desafios e ameaças sobre o tema, ouvir a experiência dos EUA na implementação de programa para a redução de incêndios e mortes decorrentes. Discutiu-se, também, a necessidade de implementação de normas, regulamentos e instruções técnicas direcionadas à segurança contra incêndio no Brasil.

Em outubro de 2014, o Grupo promoveu um seminário específico sobre o processo de certificação de equipamentos para sistema de detecção e alarme de incêndio. O evento contou com a participação do gerente da Divisão de Regulamentação Técnica e Programas de Avaliação da Conformidade do Inmetro, Gustavo Kuster, que apresentou o processo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade.

Normas técnicas e certificações
A questão das normas técnicas e certificações tem sido um dos focos da atuação do GSDAI, que participa das discussões junto aos orgãos competentes.

No âmbito da ABNT, o assunto é discutido no CB-24 - Comitê Brasileiro de Segurança contra Incêndio -, coordenado pelo engenheiro José Carlos Tomina. Neste comitê há uma série de normas publicadas e em elaboração em várias comissões de estudos. A Abinee participa de forma ativa em três delas: Iluminação de Emergência (CE-24:204.01), Proteção contra incêndio em instalações de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CE-24.301.04) e Sistemas de detecção e alarme de incêndio (CE-24:202.03).

“Nesta última comissão, a Abinee contribuiu para a elaboração da ABNT NBR 17240:2010 - Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Projeto, instalação, comissionamento e manutenção de sistemas de detecção e alarme de incêndio – Requisitos”, explica César Miranda. Agora, o grupo tem trabalhado para divulgá-la junto ao mercado e aos orgãos competentes.

O GSDAI também tem contribuído na série de normas NBR ISO 7240 – Normas de produtos, dividida em partes específicas para cada equipamento que compõe um sistema de detecção e alarme de incêndio. A norma NBR ISO 7240 é idêntica à norma ISO 7240 - uma vez que o Brasil segue diretrizes de padrão internacional -, considerando as particularidades do país. A comissão de estudos está trabalhando na tradução de suas partes. Até o momento, seis partes foram concluídas e publicadas, três partes já foram a consulta nacional e aguardam publicação, quatro partes foram traduzidas e estão sendo preparadas para consulta, uma está em revisão de tradução na comissão e doze estão na pauta para tradução.

Na parte de certificação de produtos, a Abinee conseguiu junto ao Inmetro a inclusão de cinco produtos no Programa Brasileiro de Avaliação da Conformidade (PBAC). São eles: Detector de fumaça; Detector de Temperatura; Central de Alarme; Acionador Manual; e Avisador Sonoro e Audiovisual. A partir destas inclusões, está sendo feito um levantamento da qualidade e desempenho dos produtos encontrados no mercado para então definir o modelo de certificação a ser adotado.

Apesar de todas estas iniciativas encaminhadas, ou ainda pendentes, o tema do combate, prevenção e detecção de incêndios ainda tem muito a avançar. “Infelizmente a tragédia de Santa Maria foi um marco importante para sensibilizar a sociedade da necessidade de mais cuidados na prevenção contra incêndios. Alguns passos foram dados nestes últimos dois anos nesta direção, mas entendemos que ainda há muito o que fazer. Nós, como Abinee, estamos dedicando esforços para melhorar tais condições, através das diversas iniciativas já mencionadas”, conclui o diretor do GSDAI, César Miranda.

Barbato mantém audiência com novo ministro do MCTI Aldo Rebelo - 23/01/2015
O presidente da Abinee, Humberto Barbato, manteve audiência nesta quinta-feira (22), com o novo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Aldo Rebelo. Na visita de cortesia, Barbato destacou os principais assuntos tratados com a pasta e aqueles que estão em andamento, além de salientar o excelente relacionamento com o MCTI para a discussão e encaminhamento das demandas do setor eletroeletrônico.

Abinee trata com Itamaraty sobre oportunidades para setor elétrico na Nigéria - 23/01/2015
O presidente da Abinee, Humberto Barbato, manteve reunião no dia 21, em Brasília, com o Ministro Rodrigo de Azeredo, diretor do departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério das Relações Exteriores Itamaraty. Na pauta do encontro, as oportunidades de negócios no setor elétrico na Nigéria. O presidente da Abinee, Humberto Barbato, afirmou que a Nigéria, assim como outros países da África, sempre despertou interesse das empresas brasileiras.

Curso de Inovação Unicamp: Desconto para associada Abinee/IPD - 23/01/2015
O Departamento de Política Científica e Tecnológica - DPCT - da UNICAMP promove, em 2015, a 8ª edição do Curso de Especialização em Gestão Estratégica da Inovação Tecnológica, coordenado pelo Prof. Dr. Ruy Quadros. A partir de um acordo estabelecido entre o DPCT da UNICAMP e o IPD Eletron, os associados da entidade e da Abinee terão desconto de 5% no valor do curso. Para isto, a empresa interessada deverá informar, no momento da inscrição, sua condição de "Associado IPD Eletron ou ABINEE".

Banco de Talentos Abinee: Mais de 20 vagas disponíveis em todo o país - 20/01/2015
Estão disponíveis no Banco de Talentos Abinee mais de 20 vagas em diversas vagas em todo o Brasil em diversas áreas para atuar em empresas do setor eletroeletrônico. Estão abertas oportunidades para as funções de Auxiliar Administrativo, Analista Contábil, estagiário na área de engenharia, vendedor técnico, Auxiliar de Recursos Humanos entre outros.

Para se candidatar, basta cadastrar o currículo indicando a mesma função oferecida.

O Banco de Talentos tem o objetivo de promover o encontro entre oferta e demanda de empregos e atende às necessidades das empresas que buscam profissionais em todos os campos de atuação do setor eletroeletrônico. Também é uma excelente oportunidade para profissionais e estudantes que buscam uma colocação no mercado. No Banco de Talentos Abinee, os currículos ficam disponíveis gratuitamente no prazo de 180 dias, com acesso para consulta exclusiva de cerca de 600 empresas associadas à entidade.

Novo pacote afetará nível de atividade da indústria em 2015 - 20/01/2015
Para o presidente da Abinee, Humberto Barbato, o pacote de medidas anunciado pelo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na segunda-feira (19), embora faça parte do esforço que a nova equipe econômica vem empreendendo para reequilibrar as contas públicas e recuperar a confiança dos empresários na condução da economia, tornará ainda mais difícil o desempenho industrial em 2015.

“As medidas são drásticas. Será um grande desafio para o setor manufatureiro, com provável redução do nível de atividade, ao menos no curto prazo”, afirma Humberto Barbato.

Sancionada prorrogação da Lei do Bem - 20/01/2015
Foi sancionada nesta terça-feira (20), a Lei Nº 13.097/15 (Conversão da MP 656/14), que, dentre várias mudanças na legislação tributária, prorroga até 2018 a Lei do Bem, que isenta de PIS e Cofins na venda a varejo de produtos de TIC. Para a Abinee, a formalização da prorrogação é de extrema importância para dar previsibilidade e segurança para as empresas em suas decisões de investimentos. A Lei do Bem tem sido uma das principais ferramentas para a promoção da inclusão digital no país.

A isenção de PIS/Cofins nas compras de tablets, computadores e smartphones propiciou, além do acesso da população a estes produtos, o aumento das vendas, gerando, também, incremento na base arrecadatória via outros impostos. A Lei do Bem serviu para reduzir o mercado cinza de equipamentos de informática.

Abinee participa do Comitê Gestor de Produção e Consumo Sustentáveis – 20/01/2015
Em dezembro de 2014, o Ministério do Meio Ambiente publicou a Portaria Nº 437, reinstituindo o Comitê Gestor Nacional de Produção e Consumo Sustentáveis - CGPCS, composto por representantes - titulares e suplentes - dos órgãos, entidades e organizações não-governamentais. A iniciativa considera a necessidade de se estabelecer uma ação conjunta com organizações da sociedade civil, visando à gestão socioambiental.

Novas vagas no Banco de Talentos Abinee - 13/01/2015
Confira as oportunidades disponíveis:

- Mecânico de Manutenção – Guarulhos/São Paulo

- Auxiliar de Recursos Humanos – São Bernardo do Campo/ São Paulo

- Analista de Planejamento – Contagem/ Minas Gerais

- Analista de Logística e Distribuição - Contagem/ Minas Gerais

O Banco de Talentos tem o objetivo de promover o encontro entre oferta e demanda de empregos no setor eletroeletrônico.

Empresas arcarão com os primeiros 30 dias de afastamento médico - 13/01/2015
Foi publicada no DOU, edição de 30/12/2014, a Medida Provisória nº 664/2014, que, entre outras providências, amplia o prazo a que a empresa está obrigada ao pagamento do salário do empregado-segurado que se acidentar ou adoecer. Com a edição da Medida Provisória, o prazo, que era de 15 dias, passou a ser de 30 dias.

A MP altera as Leis nº 8.213, de 24 de julho de 1991, nº 10.876, de 2 junho de 2004, nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e a Lei nº 10.666, de 8 de maio de 2003.

Assim sendo, durante os primeiros 30 dias consecutivos ao do afastamento da atividade por motivo de doença ou de acidente de trabalho ou de qualquer natureza, caberá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral. Essa regra entrará em vigor em 01/03/2015.

O Sinaees-SP e a Abinee estão mobilizados junto à CNI e FIESP com vistas a demonstrar os impactos que a referida ampliação trará ao setor produtivo de bens eletroeletrônicos.

FIEE 2015 - 13/01/2015
Com apoio da Abinee, a Reed Exhibitions Alcantara Machado realiza, de 23 a 27 de março, no Anhembi, a 28ª Feira Internacional da Indústria Elétrica, Energia e Automação. Isso significa que, bienalmente, a feira acompanhou desde meados do século passado toda a evolução do setor eletroeletrônico no Brasil e no mundo, fortalecendo principalmente, a indústria nacional.

Em 2015, a feira terá mais de 700 expositores nacionais e internacionais representando mais de 1.400 marcas, que deverão receber mais de 60 mil compradores qualificados.

ISC Brasil 2015 - 13/01/2015
De 10 a 12 de março de 2015, a Reed Exhibitions Alcantara Machado realiza, com apoio da Abinee, em São Paulo, a 10ª ISC Brasil - Feira e Conferência Internacional de Segurança. Consolidado como o momento mais importante da indústria de segurança da América Latina, o evento apresenta em três dias mais de 300 lançamentos por 150 marcas nacionais e internacionais em segurança eletrônica, segurança da informação, segurança pública, Equipamentos de Proteção Individual , prevenção e combate a incêndio.

A ISC é considerada o principal centro gerador de negócios para o setor. De acordo com dados da SIA (Security Industry Association), o Mercado de Equipamentos de Segurança Eletrônica (ESE) no Brasil tem previsão de crescer 1,8 bilhão até 2016, representando um aumento anual de 17,36%.


Releases Abinee 2014


Informações Adicionais

José Carlos de Oliveira

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