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Outro duro golpe para a indústria - 27/02/2015
Nota do presidente da Abinee, Humberto Barbato

“Após a publicação de Medida Provisória elevando a alíquota da desoneração da folha, a indústria recebe outro duro golpe com o anúncio feito pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy reduzindo, de 3% para 1%, o percentual de ressarcimento tributário dos créditos de PIS e Cofins de parte do valor exportado em produtos manufaturados, instituído pelo Reintegra. Mais uma vez, reforçamos que entendemos a necessidade de promoção de medidas para o reequilíbrio das contas públicas, mas o setor industrial não pode ser uma das principais vítimas dessas medidas, ainda mais em momento em que sua competitividade está abalada.

Segundo dados da Abinee, no mês de janeiro de 2015, as exportações de produtos eletroeletrônicos somaram US$ 383,9 milhões, registrando o menor montante mensal exportado de bens do setor dos últimos 11 anos. O resultado de janeiro de 2015 foi 22,3% abaixo do ocorrido em janeiro de 2014 (US$ 494,2 milhões). Com exceção da área de Telecomunicações, apresentaram recuo as exportações de produtos de todas as demais áreas.

Estes resultados evidenciam que precisamos urgentemente de uma política que estimule as exportações, sob pena de ficarmos alijados do mercado internacional.

Recentemente, a Abinee, em conjunto com a AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) e outras entidades empresariais, encaminhou correspondência à Presidente Dilma Rousseff, solicitando a conversão do Reintegra - Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para Empresas Exportadoras - em política permanente de apoio às exportações brasileiras, por prazo indeterminado e em percentual não inferior a 3%, pelo menos até quando o resíduo tributário cumulativo nas diversas cadeias produtivas exportadoras não estiver devidamente eliminado através de uma abrangente reforma do sistema tributário brasileiro.”

Aumento da alíquota da desoneração da folha afeta competitividade, diz Abinee - 27/02/2015

Para o presidente da Abinee, Humberto Barbato, a proposta de aumento das alíquotas da desoneração da folha de pagamentos, publicado hoje no Diário Oficial da União, na Medida Provisória 669, poderá afetar a competitividade do setor industrial. Segundo a MP, os produtos que tinham alíquota de 1% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta passarão para 2,5%, enquanto os que tinham alíquota de 2% passarão para 4,5%.

A alteração, que ainda será submetida ao Congresso Nacional, está prevista para entrar em vigor a partir de 1º de junho deste ano.

Barbato destaca que, atualmente, a desoneração da folha contempla cerca de 50% dos produtos do setor eletroeletrônico. “O benefício é utilizado, em média, por 90% do setor elétrico e 10% do setor eletrônico”, diz.

Ele afirma que, neste momento de promoção de medidas para o reequilíbrio das contas públicas, o governo não pode perder de vista a baixa competitividade da indústria em função do ambiente macroeconômico, mantendo, assim, os atuais mecanismos de estímulo. “Ao agir de forma diferente, estará abrindo mais espaço para o contínuo processo de desindustrialização, ceifando um dos elos da economia que, no médio prazo, poderia contribuir para a recuperação do desenvolvimento do país”, afirma o presidente da Abinee.

Em janeiro, exportações do setor registram menor montante em 11 anos- 27/02/2015

Segundo dados da Abinee, no mês de janeiro de 2015, as exportações de produtos eletroeletrônicos somaram US$ 383,9 milhões, registrando o menor montante mensal exportado de bens do setor dos últimos 11 anos. O resultado de janeiro de 2015 foi 22,3% abaixo do ocorrido em janeiro de 2014 (US$ 494,2 milhões). Com exceção da área de Telecomunicações, apresentaram recuo as exportações de produtos de todas as demais áreas.

Em entrevista a Folha de S. Paulo, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, destaca que este resultado é reflexo dos meses anteriores. “Apesar de o dólar ter atingido agora um novo patamar, o favorecimento desse nível só acontecerá no médio prazo. As mercadorias embarcadas em janeiro são de negócios realizados em agosto e setembro. Além disso, o mundo ainda não está com um bom nível de atividade para se vender de forma expressiva lá fora”, diz Barbato.

Para ele, as fabricantes brasileiras de eletroeletrônicos só teriam mais competitividade com um dólar acima de R$ 3.

Segundo o presidente da Abinee, ainda é preciso estudar quais as dificuldades que os empresários estão enfrentando para comercializar com outros países, mas ressalta que a manutenção do Reintegra - programa que concede benefícios fiscais aos exportadores– é essencial para o setor.

Já as importações de produtos eletroeletrônicos somaram US$ 3,4 bilhões, 13,2% abaixo das atingidas em janeiro de 2014 (US$ 3,9 bilhões). Segundo levantamento da Abinee, desde abril de 2014, as importações vêm apresentando, em todos os meses, resultados inferiores aos registrados em igual período do ano anterior, devido ao esfriamento do mercado interno.

Com este desempenho, o déficit da balança comercial de produtos eletroeletrônicos atingiu US$ 2,97 bilhões, 12% abaixo do registrado em janeiro de 2014 (US$ 3,37 bilhões).

Barbato participa de café da manhã em Minas Gerais - 27/02/2015

O presidente da Abinee, Humberto Barbato, participa no dia 04 de março, quarta-feira, às 9h,em Belo Horizonte, de café da manhã organizado pela regional Abinee Minas Gerais. Na oportunidade, serão apresentados pacote de mídia e as novas ferramentas de comunicação da regional. O evento contará, também, com palestra do gerente de atendimento da GPA, Genilson Zeferino, com o tema "Pequenas empresas grandes parcerias", abordando a contratação de presidiários durante o cumprimento de sua pena. O evento será realizado na FIEMG, Av. do Contorno, 4456, Sala 9, 5º andar, Belo Horizonte (MG).

3º Fórum Nacional de Detecção, Prevenção e Combate a Incêndio - 27/02/2015

Dentro das atividades da ISC Brasil, a Abinee, por meio do Grupo de Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio (GSDAI), realiza no dia 10 de março, a partir das 14h, o 3º Fórum Nacional de Detecção, Prevenção e Combate a Incêndio.

O tema desta edição será a responsabilidade civil e criminal de todos os envolvido nos projetos, execuções e manutenções das instalações de detecção, prevenção e combate a incêndio.

O evento reunirá especialistas e representantes de empresas dos segmentos de segurança eletrônica patrimonial e pública, bem como segurança contra incêndio.

Nas edições anteriores do Fórum foram discutidas questões ligadas à tragédia em Santa Maria, em 2013, e a certificação Inmetro para produtos para detecção e alarme de incêndio, em 2014.

Confira a programação preliminar do Fórum:
- Apresentação Abinee

- CBSG Advogados - Tiago Franco da Silva Gomes

- XL Group Seguradora - Andrés Cespedes

- Ministério Público - representante a ser definido

- Debate com perguntas da plateia.

Sondagem Abinee: Negócios do setor continuam retraídos - 25/02/2015
Sondagem de Conjuntura realizada pela Abinee no mês de janeiro de 2015 apontou que indicadores que os negócios do setor eletroeletrônico continuam retraídos. Segundo o levantamento, 37% das empresas consultadas apontaram que seus negócios diminuíram, enquanto 24% indicaram estabilidade. Apesar disso, os indicadores foram melhores do que os verificados na pesquisa de dezembro de 2014, uma vez que aumentaram de 34%, na pesquisa de dezembro/14, para 39%, na sondagem de janeiro/15, as indicações de crescimento comparadas aos iguais períodos do ano anterior.

Consulta pública sobre cádmio e chumbo em relógios de pulso - 25/02/2015
Está aberta, até o dia 28 de março, Consulta Pública do Inmetro para receber sugestões à proposta de texto de Portaria Definitiva que estabelece limites para a concentração máxima de cádmio e chumbo em bijuterias e joias. Entre os artigos de joalheria e de bijuteria, metálicos, inclusos na proposta de texto estão os relógios de pulso e outros adornos para os pulsos. O tema desperta interesse do setor eletroeletrônico, uma vez que os relógios inteligentes são uma das tendências da área de TIC.

Crise hídrica preocupa indústrias do setor eletroeletrônico - 19/02/2015
Pesquisa realizada pela Abinee com as indústrias do setor eletroeletrônico instaladas no Sudeste do país identificou que 60% das empresas estão sofrendo com a crise de abastecimento de água em suas regiões, principalmente no Estado de São Paulo.

Deste total, 86% dos entrevistados afirmaram que a crise não está afetando a sua atividade produtiva no momento. Para os 14% que foram afetados, ocorreu redução média de 30% da produção.

O levantamento aponta que, mesmo entre as empresas que não tiveram sua atividade produtiva afetada, existe uma grande preocupação quanto às dimensões que essa crise poderá atingir, não só na produção, mas, também, no dia a dia das áreas administrativas.

Das indústrias pesquisadas, 54% têm planos de contingência, porém, as medidas encontradas não resolvem o problema caso a crise de abastecimento de água se prolongue. As empresas informam que estas ações serão suficientes apenas por pouco tempo, implicando em considerável aumento de custos para as empresas.

Dentre essas medidas, foram citadas: utilização de poço artesiano; caixa d'agua; compra de água de caminhões pipa; utilização de água de reuso; sistema de coleta e armazenamento de águas pluviais para atendimento de banheiros; substituição das torneiras comuns por automáticas; entre outras.

Além disso, as indústrias pesquisadas estão fazendo trabalhos de conscientização dos funcionários visando à economia de água.

Sobre a questão da energia elétrica, 69% das entrevistadas não estão preparadas para enfrentar uma crise de abastecimento caso os níveis de reservatórios de água continuem baixando.

Aquelas que estão preparadas (31%), citaram, principalmente, a compra de geradores a diesel ou a gasolina como alternativa.

Entidades pedem a Dilma Rousseff regulamentação que torne o Reintegra permanente - 13/02/2015
Além de prazo indeterminado, Reintegra deve contemplar percentual não inferior a 3%

Em conjunto com a AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) e outras entidades empresariais, a ABINEE encaminhou, nesta sexta-feira, 13, correspondência à Presidente Dilma Rousseff, solicitando gestões junto aos Ministérios da Fazenda, Desenvolvimento, Planejamento e Casa Civil, para a conversão do Reintegra - Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para Empresas Exportadoras - em política permanente de apoio às exportações brasileiras, por prazo indeterminado e em percentual não inferior a 3%, pelo menos até quando o resíduo tributário cumulativo nas diversas cadeias produtivas exportadoras não estiver devidamente eliminado através de uma abrangente reforma do sistema tributário brasileiro.

Na carta, as entidades apontam a necessidade de publicação de um novo Decreto para compatibilizar o Decreto nº 8.304, de 12 de Setembro de 2014, com a Lei nº 13.043, de 13 de Novembro de 2014, sancionada posteriormente ao citado Decreto, com inúmeras emendas legislativas ao texto original da MPV nº 651/2014.

Para os signatários, a incerteza sobre a edição de um novo Decreto regulamentador não contribui para gerar os resultados de promoção das exportações de produtos manufaturados em ambiente conjuntural de muita apreensão.

As entidades sustentam, portanto, que o REINTEGRA deve ser entendido não como um benefício esporádico às exportações, mas sim como o permanente ressarcimento necessário do resíduo tributário nas cadeias produtivas exportadoras, beneficiando diretamente milhares de empresas exportadoras brasileiras, prática esta não apenas reconhecida e permitida pela OMC – Organização Mundial do Comércio -, mas executada pelos principais países concorrentes do Brasil no mercado internacional, em busca da indispensável isonomia competitiva.

Setor eletroeletrônico fecha 3.750 vagas em 2014 - 13/02/2015
Dados da Abinee apontam que, em 2014, as indústrias do setor eletroeletrônico fecharam 3.750 vagas. Segundo o levantamento da entidade, a partir do mês de maio do ano passado, o setor passou a registrar sucessivas quedas no nível de contratações. Em dezembro, as indústrias demitiram 660 trabalhadores.

Com o resultado, o setor encerrou 2014 com um total de 174.110 empregados diretos, 2,11% inferior ao número registrado no final de 2013 (177.860).

Produção industrial do setor recua além do esperado em 2014 - 04/02/2015
Dados do IBGE, agregados pela Abinee, apontam que a produção física do setor eletroeletrônico encerrou 2014 com queda de 4,9% em relação a 2013. Só no mês de dezembro a retração atingiu 13,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado negativo para o ano superou as expectativas iniciais da Abinee, que já previa queda, porém de 2%.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, apontou o ambiente econômico de insegurança, com os consumidores receosos, a alta da taxa de juros e a crise do setor elétrico como os principais responsáveis pelo fraco desempenho. "Não imaginávamos que poderíamos ter um resultado tão negativo", afirmou ao jornal. Ele acrescentou que, no início de 2014, a entidade previa crescimento. “Só em agosto revisamos as projeções, mas, mesmo assim, para um empate com 2013".

Analisando separadamente os segmentos representados pela Abinee, verifica-se que a produção de bens da área eletrônica encerrou 2014 com retração de 2,4%, registrando, apenas no mês dezembro, uma queda de 22,3% em relação ao mesmo período de 2003.

Por sua vez, o segmento elétrico recuou 7,2%. Segundo Barbato, a redução média das tarifas das contas de luz, adotada em 2013, prejudicou a situação financeira das concessionárias, que cortaram seus investimentos. "Esperamos que, com os novos valores da energia, as distribuidoras e geradoras voltem a fazer aportes, o que aumentaria a demanda por produtos elétricos".

Para este ano, Barbato disse à FSP que espera que as empresas mantenham o nível de produção de 2014. "Não é das melhores expectativas, mas o ritmo da economia está baixo e ainda enfrenta a alta da carga tributária", completou.

Com mercado interno retraído, déficit da balança do setor cai 5% em 2014 - 04/02/2015
Dados consolidados da Abinee apontam que, no ano de 2014, o déficit da balança comercial dos produtos elétricos e eletrônicos atingiu US$ 34,6 bilhões, 5% abaixo do registrado em 2013 (US$ 36,4 bilhões). A partir do mês de junho de 2014, o déficit da balança do setor, no acumulado do ano, mostrou resultados abaixo dos apontados nos mesmos períodos de 2013. Este comportamento não acontecia desde 2009, período em que o país estava sofrendo os efeitos da crise econômica mundial. A redução do saldo negativo da balança do setor foi consequência da queda das importações nos últimos nove meses de 2014 comparadas com iguais períodos de 2013, resultado da retração do mercado interno, observada no decorrer de 2014.

Barbato participa, na segunda-feira, de reunião com Ministro Armando Monteiro - 30/01/2015
O presidente da Abinee, Humberto Barbato, participa, na segunda-feira (2), de reunião com o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, que será realizada na Fiesp, em São Paulo.

Este será o primeiro encontro do novo ministro com empresários. Na ocasião do anúncio do nome de Armando Monteiro para a pasta, Humberto Barbato destacou seu profundo conhecimento das dificuldades que a indústria instalada no país enfrenta e as causas que têm levado o país para um quadro crítico de desindustrialização. “Ele está sintonizado com a agenda de competitividade da indústria”, disse o presidente da Abinee.

Abinee TEC 2015: Aperfeiçoamento do Setor Elétrico Brasileiro - 27/01/2015
De 23 a 27 de março, a Abinee realiza no Hotel Holliday Inn Anhembi, fórum em paralelo à 28ª FIEE. A abertura ocorrerá no dia 23, às 14h30, e terá a presença de representantes das indústrias do setor, membros dos poderes executivo e legislativo, além de convidados de universidades e institutos de pesquisa. O tema principal do evento será Aperfeiçoamento do Setor Elétrico Brasileiro.

Na terça-feira (24), é a vez de Eficiência Energética e Avaliação da Conformidade, com a participação de representantes da Eletrobrás e Inmetro. O dia 25, quarta-feira, está reservado para as discussões sobre inovação, com a realização do Innovation Day, pelo IPD Eletron que contará com importantes palestras como a apresentação dos resultados do programa Inova Empresas, por representantes do MCTI, FINEP e BNDES. Outro tema será As Startups e seu Papel na Inovação.

Na quinta-feira (26), será dedicado ao debate sobre Redes Inteligentes, além dos temas sobre a indústria do futuro (smart manufacturing, internet das coisas, computação em nuvem e big data).

O Abinee TEC se encerrará na sexta-feira (27) com o seminário sobre Sustentabilidade, com a apresentação do status do programa brasileiro para Logística Reversa e dos acordos setoriais, além de cases de empresas recicladoras e de logística.

O Brasil dois anos depois da tragédia de Santa Maria - 26/01/2015
Passados dois anos do incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), que deixou 242 vítimas - o segundo com maior número de mortos no Brasil, depois do Gran Circo Americano, em 1961, que deixou 503 mortos, em Niterói (RJ) -, as discussões sobre prevenção e detecção de incêndios no Brasil ainda não evoluíram de forma a criar um ambiente mais seguro no país, apesar de algumas iniciativas neste sentido.

No âmbito legislativo, a Câmara dos Deputados aprovou, em abril de 2014, o projeto de Lei (Nº 2020/2007), que atualiza as regras de prevenção e combate a incêndios em casas noturnas e similares no Brasil. Entretanto, o texto seguiu para o Senado, onde, desde então, aguarda ser aprovado antes da sanção da presidente Dilma Rousseff.

As novas regras foram elaboradas por uma comissão externa criada pela Câmara, coordenada pelo deputado federal Paulo Pimenta e que ouviu bombeiros, prefeitos, policiais, especialistas em segurança e empresários de todo o país.

As medidas propostas pela Lei deverão ser observadas pelos estabelecimentos com capacidade igual ou superior a 100 pessoas. Entretanto, locais com ocupação inferior, mas que sejam frequentados, predominantemente, por idosos, crianças ou pessoas com dificuldade de locomoção, e que contenham em seu interior grande quantidade de material de alta inflamabilidade, entre outros, também estão obrigados às determinações da nova legislação. Além disso, a lei estende-se a imóveis públicos ou ocupados pelo Poder Público.

Entre os pontos incluídos estão a exigência do laudo emitido pelo Corpo de Bombeiros (AVCB) para que o Poder Público municipal forneça o alvará de licença e a observância às normas técnicas registradas expedidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou por outra entidade credenciada pelo CONMETRO (Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade). Pelo projeto, a superlotação passa a ser considerada crime, e a proposta prevê que os cursos de graduação em engenharia e arquitetura incluam conteúdo relativo à prevenção e combate a incêndios e desastres em suas disciplinas.

Paralelamente, no Senado, tramita o Projeto de Lei Nº 121/2014, de autoria da senadora Ana Amélia, que tem por objetivo instituir normas gerais sobre segurança contra incêndio e pânico, visando à proteção da vida e à redução de danos ao meio ambiente e ao patrimônio. O texto se aplica às edificações, às atividades e às áreas de risco, urbanas e rurais, localizadas no território nacional, bem como às construções, às reformas, às ampliações ou às mudanças de atividade ou ocupação de imóveis.

Enquanto estas leis não são efetivamente aprovadas, desde a tragédia de Santa Maria, foram registrados outros casos que reforçam a necessidade de providências para a prevenção e detecção de incêndios.

Média de 90 ocorrências por mês
Apesar dos dados sobre este tema serem ainda escassos no país, os números levantados pelo Instituto Sprinkler Brasil oferecem um panorama sobre a dimensão do problema. Em seu monitoramento diário de notícias sobre os chamados “incêndios estruturais”, ou seja, aqueles que ocorreram em diversos tipos de locais construídos, e que poderiam ter sido contornados com o uso de sprinklers (como o caso de instalações industriais e comerciais, depósitos, bibliotecas, escolas, hospitais, hotéis, entre outros), foram identificadas notícias referentes a 1095 incêndios em 2013, uma média de 91 ocorrências noticiadas por mês.

Constam nestes números, por exemplo, um incêndio que atingiu a Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco (AC). O fogo teria começado na parte externa da maternidade onde fica o compressor de oxigênio. Homens do Corpo de Bombeiros conseguiram conter o incêndio antes que ele causasse danos mais graves, porém, ao menos 25 bebês que estavam na maternidade precisaram ser transferidos para outras unidades.

Outro incêndio foi o da loja C&A no shopping Ilha Plaza, na Ilha do Governador (RJ), que precisou ser evacuado e deixou quatro pessoas feridas. As chamas atingiram a parte administrativa da edificação, antes de serem controladas.

Um caso que também chamou a atenção foi o ocorrido em uma loja de caça e pesca em Taquari, no Vale do Taquari (RS). O estabelecimento vendia fogos de artifício, armas e munição, e também consertava motocicletas. Como o município não tem quartel, o Corpo de Bombeiros da cidade vizinha de Montenegro, foi acionado e começou a combater as chamas cerca de 40 minutos depois do início do fogo. Pelo menos 17 pessoas ficaram feridas, entre funcionários e clientes.

Teve repercussão, ainda, o incêndio que atingiu o Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, em novembro de 2013. O fogo teria começado no forro do Auditório Simón Bolívar, que estava vazio. O incêndio demorou cerca de 15 horas para ser contido. Não havia ninguém no local no momento do incidente. Entretanto, ao menos 25 bombeiros deram entrada em hospitais por intoxicação ou queimaduras internas por inalação de fumaça.

Mais recentemente, em dezembro de 2014, um incêndio de grandes proporções em um edifício onde funciona a Faculdade Uniesp, na região central de São Paulo, foi além das perdas materiais e deixou uma vítima fatal. Uma mulher morreu intoxicada pela fumaça. O local não tinha auto de vistoria do Corpo de Bombeiros. Segundo os bombeiros, a brigada do próprio prédio havia contido dois princípios de incêndio no mesmo dia. No momento em que o terceiro incêndio começou apenas funcionários estavam no edifício.

“Estes são exemplos de instalações que estariam enquadradas na PL 2020, e as perdas de vítimas e patrimoniais poderiam ter sido reduzidas se o projeto já estivesse em vigência”, diz o diretor do Grupo Setorial de Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio (GSDAI) da Abinee, César Miranda.

Ações do setor empresarial
A Abinee, por intermédio do GSDAI, criado em 2005, tem procurado fazer a sua parte para alterar este cenário preocupante, integrando seus trabalhos, que já vinham sendo desenvolvidos, às ações em andamento após a tragédia de Santa Maria. A entidade contribuiu, por exemplo, com o trabalho da Comissão Externa da Câmara dos Deputados, coordenada pelo Deputado Paulo Pimenta.

Segundo César Miranda, o GS da Abinee reúne fabricantes e integradores deste setor e tem por objetivo desenvolver e aprimorar esse mercado, incentivando a atração para o país das mais recentes tecnologias. “Ao mesmo tempo, trabalhamos no sentido de melhorar os padrões de segurança para proprietários e usuários de edificações, diminuindo o risco para empresas seguradoras, protegendo bens e, principalmente, pessoas, mostrando o potencial de crescimento e o aumento da importância da indústria de segurança contra incêndio”, afirma Miranda.

Entre os trabalhos do Grupo está o acompanhamento de consultas públicas referentes a regulamentações dos Corpos de Bombeiros e a interação com outras entidades ligadas ao setor de combate, prevenção e detecção de incêndios. O GSDAI pretende, em breve, criar estatísticas de mercado, como forma de respaldar novas iniciativas, e materiais com informações relevantes e acessíveis destinadas ao público final, uma vez que é essencial educar a população, como forma de proteger vidas humanas criando uma cultura de prevenção e detecção contra incêndios no país.

Neste contexto, o GSDAI tem promovido o debate sobre o assunto, ampliando a conscientização de todos os envolvidos. “No âmbito da ISC Brasil - Feira e Conferência Internacional de Segurança -, temos realizado o Fórum Nacional de Detecção e Combate a Incêndios, que, em 2015, chega à sua terceira edição, tendo como tema a responsabilidade civil e criminal dos autores de projetos, instaladores e mantenedores de sistemas contra incêndio”, salienta o diretor do Grupo.

Outro exemplo foi o Seminário Internacional de Detecção e Combate a Incêndio - Proteção à Vida: atualidade e futuro, realizado em dezembro de 2013. O evento teve o objetivo de reunir todos os atores envolvidos para discutir os desafios e ameaças sobre o tema, ouvir a experiência dos EUA na implementação de programa para a redução de incêndios e mortes decorrentes. Discutiu-se, também, a necessidade de implementação de normas, regulamentos e instruções técnicas direcionadas à segurança contra incêndio no Brasil.

Em outubro de 2014, o Grupo promoveu um seminário específico sobre o processo de certificação de equipamentos para sistema de detecção e alarme de incêndio. O evento contou com a participação do gerente da Divisão de Regulamentação Técnica e Programas de Avaliação da Conformidade do Inmetro, Gustavo Kuster, que apresentou o processo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade.

Normas técnicas e certificações
A questão das normas técnicas e certificações tem sido um dos focos da atuação do GSDAI, que participa das discussões junto aos orgãos competentes.

No âmbito da ABNT, o assunto é discutido no CB-24 - Comitê Brasileiro de Segurança contra Incêndio -, coordenado pelo engenheiro José Carlos Tomina. Neste comitê há uma série de normas publicadas e em elaboração em várias comissões de estudos. A Abinee participa de forma ativa em três delas: Iluminação de Emergência (CE-24:204.01), Proteção contra incêndio em instalações de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CE-24.301.04) e Sistemas de detecção e alarme de incêndio (CE-24:202.03).

“Nesta última comissão, a Abinee contribuiu para a elaboração da ABNT NBR 17240:2010 - Sistemas de detecção e alarme de incêndio - Projeto, instalação, comissionamento e manutenção de sistemas de detecção e alarme de incêndio – Requisitos”, explica César Miranda. Agora, o grupo tem trabalhado para divulgá-la junto ao mercado e aos orgãos competentes.

O GSDAI também tem contribuído na série de normas NBR ISO 7240 – Normas de produtos, dividida em partes específicas para cada equipamento que compõe um sistema de detecção e alarme de incêndio. A norma NBR ISO 7240 é idêntica à norma ISO 7240 - uma vez que o Brasil segue diretrizes de padrão internacional -, considerando as particularidades do país. A comissão de estudos está trabalhando na tradução de suas partes. Até o momento, seis partes foram concluídas e publicadas, três partes já foram a consulta nacional e aguardam publicação, quatro partes foram traduzidas e estão sendo preparadas para consulta, uma está em revisão de tradução na comissão e doze estão na pauta para tradução.

Na parte de certificação de produtos, a Abinee conseguiu junto ao Inmetro a inclusão de cinco produtos no Programa Brasileiro de Avaliação da Conformidade (PBAC). São eles: Detector de fumaça; Detector de Temperatura; Central de Alarme; Acionador Manual; e Avisador Sonoro e Audiovisual. A partir destas inclusões, está sendo feito um levantamento da qualidade e desempenho dos produtos encontrados no mercado para então definir o modelo de certificação a ser adotado.

Apesar de todas estas iniciativas encaminhadas, ou ainda pendentes, o tema do combate, prevenção e detecção de incêndios ainda tem muito a avançar. “Infelizmente a tragédia de Santa Maria foi um marco importante para sensibilizar a sociedade da necessidade de mais cuidados na prevenção contra incêndios. Alguns passos foram dados nestes últimos dois anos nesta direção, mas entendemos que ainda há muito o que fazer. Nós, como Abinee, estamos dedicando esforços para melhorar tais condições, através das diversas iniciativas já mencionadas”, conclui o diretor do GSDAI, César Miranda.

Barbato mantém audiência com novo ministro do MCTI Aldo Rebelo - 23/01/2015
O presidente da Abinee, Humberto Barbato, manteve audiência nesta quinta-feira (22), com o novo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Aldo Rebelo. Na visita de cortesia, Barbato destacou os principais assuntos tratados com a pasta e aqueles que estão em andamento, além de salientar o excelente relacionamento com o MCTI para a discussão e encaminhamento das demandas do setor eletroeletrônico.

Abinee trata com Itamaraty sobre oportunidades para setor elétrico na Nigéria - 23/01/2015
O presidente da Abinee, Humberto Barbato, manteve reunião no dia 21, em Brasília, com o Ministro Rodrigo de Azeredo, diretor do departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério das Relações Exteriores Itamaraty. Na pauta do encontro, as oportunidades de negócios no setor elétrico na Nigéria. O presidente da Abinee, Humberto Barbato, afirmou que a Nigéria, assim como outros países da África, sempre despertou interesse das empresas brasileiras.

Curso de Inovação Unicamp: Desconto para associada Abinee/IPD - 23/01/2015
O Departamento de Política Científica e Tecnológica - DPCT - da UNICAMP promove, em 2015, a 8ª edição do Curso de Especialização em Gestão Estratégica da Inovação Tecnológica, coordenado pelo Prof. Dr. Ruy Quadros. A partir de um acordo estabelecido entre o DPCT da UNICAMP e o IPD Eletron, os associados da entidade e da Abinee terão desconto de 5% no valor do curso. Para isto, a empresa interessada deverá informar, no momento da inscrição, sua condição de "Associado IPD Eletron ou ABINEE".

Banco de Talentos Abinee: Mais de 20 vagas disponíveis em todo o país - 20/01/2015
Estão disponíveis no Banco de Talentos Abinee mais de 20 vagas em diversas vagas em todo o Brasil em diversas áreas para atuar em empresas do setor eletroeletrônico. Estão abertas oportunidades para as funções de Auxiliar Administrativo, Analista Contábil, estagiário na área de engenharia, vendedor técnico, Auxiliar de Recursos Humanos entre outros.

Para se candidatar, basta cadastrar o currículo indicando a mesma função oferecida.

O Banco de Talentos tem o objetivo de promover o encontro entre oferta e demanda de empregos e atende às necessidades das empresas que buscam profissionais em todos os campos de atuação do setor eletroeletrônico. Também é uma excelente oportunidade para profissionais e estudantes que buscam uma colocação no mercado. No Banco de Talentos Abinee, os currículos ficam disponíveis gratuitamente no prazo de 180 dias, com acesso para consulta exclusiva de cerca de 600 empresas associadas à entidade.

Novo pacote afetará nível de atividade da indústria em 2015 - 20/01/2015
Para o presidente da Abinee, Humberto Barbato, o pacote de medidas anunciado pelo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na segunda-feira (19), embora faça parte do esforço que a nova equipe econômica vem empreendendo para reequilibrar as contas públicas e recuperar a confiança dos empresários na condução da economia, tornará ainda mais difícil o desempenho industrial em 2015.

“As medidas são drásticas. Será um grande desafio para o setor manufatureiro, com provável redução do nível de atividade, ao menos no curto prazo”, afirma Humberto Barbato.

Sancionada prorrogação da Lei do Bem - 20/01/2015
Foi sancionada nesta terça-feira (20), a Lei Nº 13.097/15 (Conversão da MP 656/14), que, dentre várias mudanças na legislação tributária, prorroga até 2018 a Lei do Bem, que isenta de PIS e Cofins na venda a varejo de produtos de TIC. Para a Abinee, a formalização da prorrogação é de extrema importância para dar previsibilidade e segurança para as empresas em suas decisões de investimentos. A Lei do Bem tem sido uma das principais ferramentas para a promoção da inclusão digital no país.

A isenção de PIS/Cofins nas compras de tablets, computadores e smartphones propiciou, além do acesso da população a estes produtos, o aumento das vendas, gerando, também, incremento na base arrecadatória via outros impostos. A Lei do Bem serviu para reduzir o mercado cinza de equipamentos de informática.

Abinee participa do Comitê Gestor de Produção e Consumo Sustentáveis – 20/01/2015
Em dezembro de 2014, o Ministério do Meio Ambiente publicou a Portaria Nº 437, reinstituindo o Comitê Gestor Nacional de Produção e Consumo Sustentáveis - CGPCS, composto por representantes - titulares e suplentes - dos órgãos, entidades e organizações não-governamentais. A iniciativa considera a necessidade de se estabelecer uma ação conjunta com organizações da sociedade civil, visando à gestão socioambiental.

Novas vagas no Banco de Talentos Abinee - 13/01/2015
Confira as oportunidades disponíveis:

- Mecânico de Manutenção – Guarulhos/São Paulo

- Auxiliar de Recursos Humanos – São Bernardo do Campo/ São Paulo

- Analista de Planejamento – Contagem/ Minas Gerais

- Analista de Logística e Distribuição - Contagem/ Minas Gerais

O Banco de Talentos tem o objetivo de promover o encontro entre oferta e demanda de empregos no setor eletroeletrônico.

Empresas arcarão com os primeiros 30 dias de afastamento médico - 13/01/2015
Foi publicada no DOU, edição de 30/12/2014, a Medida Provisória nº 664/2014, que, entre outras providências, amplia o prazo a que a empresa está obrigada ao pagamento do salário do empregado-segurado que se acidentar ou adoecer. Com a edição da Medida Provisória, o prazo, que era de 15 dias, passou a ser de 30 dias.

A MP altera as Leis nº 8.213, de 24 de julho de 1991, nº 10.876, de 2 junho de 2004, nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e a Lei nº 10.666, de 8 de maio de 2003.

Assim sendo, durante os primeiros 30 dias consecutivos ao do afastamento da atividade por motivo de doença ou de acidente de trabalho ou de qualquer natureza, caberá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral. Essa regra entrará em vigor em 01/03/2015.

O Sinaees-SP e a Abinee estão mobilizados junto à CNI e FIESP com vistas a demonstrar os impactos que a referida ampliação trará ao setor produtivo de bens eletroeletrônicos.

FIEE 2015 - 13/01/2015
Com apoio da Abinee, a Reed Exhibitions Alcantara Machado realiza, de 23 a 27 de março, no Anhembi, a 28ª Feira Internacional da Indústria Elétrica, Energia e Automação. Isso significa que, bienalmente, a feira acompanhou desde meados do século passado toda a evolução do setor eletroeletrônico no Brasil e no mundo, fortalecendo principalmente, a indústria nacional.

Em 2015, a feira terá mais de 700 expositores nacionais e internacionais representando mais de 1.400 marcas, que deverão receber mais de 60 mil compradores qualificados.

ISC Brasil 2015 - 13/01/2015
De 10 a 12 de março de 2015, a Reed Exhibitions Alcantara Machado realiza, com apoio da Abinee, em São Paulo, a 10ª ISC Brasil - Feira e Conferência Internacional de Segurança. Consolidado como o momento mais importante da indústria de segurança da América Latina, o evento apresenta em três dias mais de 300 lançamentos por 150 marcas nacionais e internacionais em segurança eletrônica, segurança da informação, segurança pública, Equipamentos de Proteção Individual , prevenção e combate a incêndio.

A ISC é considerada o principal centro gerador de negócios para o setor. De acordo com dados da SIA (Security Industry Association), o Mercado de Equipamentos de Segurança Eletrônica (ESE) no Brasil tem previsão de crescer 1,8 bilhão até 2016, representando um aumento anual de 17,36%.


Releases Abinee 2014


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José Carlos de Oliveira

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