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Ao promover nova redução de 0,5 ponto percentual na Taxa Selic, o Banco Central dá mostras de que, finalmente, está se alinhando e assumindo compromisso com o desenvolvimento produtivo do país. A avaliação é do presidente da ABINEE, Humberto Barbato.
“O Copom passa a considerar não somente o controle da inflação para definir o nível da taxa de juros, mas, também, a necessidade de dar condições para investimentos produtivos, que promovam o crescimento”, diz.
Ele acrescenta que os impasses no acordo entre os países da zona do Euro e os insípidos sinais do G-20 para uma solução definitiva para a crise europeia são fatores que também explicam a decisão do Copom. “O que está em jogo agora é a preservação de uma taxa mínima de crescimento da nossa economia, em torno de 3% / 3,5%, que garanta expectativas favoráveis para o empresariado quanto ao futuro”.
Para Barbato, o mundo desenvolvido continuará tentando arrastar as demais nações para o fundo do poço. “Cabe sermos inteligentes na adoção de medidas de política econômica para evitarmos pegar carona nesse barco”, conclui.
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