Estudo da Abinee integrará documento da CNI na Rio + 20

10/04/2012

Entre os dias 20 e 22 de junho, no Rio de Janeiro, chefes de Estado e representantes de diversos países estarão reunidos para debater os rumos do desenvolvimento sustentável, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento - Rio+20.

O evento marca o 20º aniversário da ECO 92, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED), realizada no Rio de Janeiro em 1992, e o 10º aniversário da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (WSSD), promovida em Johanesburgo em 2002.

Como forma de apresentar as propostas da indústria brasileira durante a Conferência, a CNI, em parceria com a Fundação Dom Cabral, está preparando um documento único com o nome "Setor industrial e a Rio+20", contendo diagnósticos e principais proposições de 12 setores industriais, que visa informar ao governo sobre a evolução dos dados oriundos das indústrias nesses últimos 20 anos, e mostrar as tendências e expectativas para os próximos anos, em relação à sustentabilidade do planeta, sobretudo, a redução da pobreza mundial. O trabalho consolidado será apresentado no dia 14 de junho, no Rio de Janeiro, uma semana antes da Rio+20, no evento Encontro da Indústria com a Sustentabilidade.

No caso do setor eletroeletrônico, a Abinee elaborou o relatório intitulado "Impulsionando a economia verde e a sustentabilidade", apresentando experiências do setor na área de sustentabilidade.

Segundo o estudo, a Abinee e as indústrias do setor eletroeletrônico entendem que o novo momento é uma oportunidade para a promoção em novas bases da competitividade da indústria e de empresas de todas as demais esferas econômicas. As empresas do setor fazem da sustentabilidade uma missão e um objetivo estratégico, e percebem que este novo momento abre, também, uma seara promissora para novos negócios.

A indústria elétrica e eletrônica instalada no país tem a expectativa de que a Conferência Rio+20 represente, neste contexto, um salto de qualidade no caminho da sustentabilidade e da economia verde.

"Talvez o maior desafio da indústria eletroeletrônica e, por extensão, de todos os que se debruçam sobre o tema, é sensibilizar corações e mentes quanto à incrível oportunidade que a natureza dá, mais uma vez, ao homem de aprender com ela, de mudar posturas, de criar e garantir empregos saudáveis, de respeitar os limites intransponíveis do planeta Terra - o único, até agora, que pode ser habitado pelo homem", diz um trecho do trabalho.

Além de seguir os conceitos e práticas sustentáveis no planejamento e na gestão de seus processos produtivos e administrativos, a indústria eletroeletrônica é indutora da sustentabilidade em, praticamente, todos os setores da indústria de manufatura e de processos e, também, em áreas como transportes, automação predial e comercial. O relatório destaca que, com produtos e soluções tecnológicas inovadoras, o setor eletroeletrônico contribui decisivamente para aumentar a eficiência energética, a produtividade, a flexibilidade e os níveis de sustentabilidade de indústrias e empresas de quase todos os segmentos. "Esta é a principal contribuição que o setor pode dar na construção de uma nova era para a humanidade, em que o homem e o planeta convivam em equilíbrio", destaca o estudo elaborado pela Abinee.

Por outro lado, o documento aponta que há, sem dúvida, desafios específicos de vulto, envolvendo especialmente a logística reversa, para recolher e dar a destinação ambientalmente correta a produtos como computadores, celulares, eletrodomésticos em geral, que já tenham esgotado sua vida útil.

Este é um desafio cuja superação vai exigir a atuação conjunta de governos, indústrias, atacadistas, varejistas e, finalmente, do próprio consumidor. Só assim, compartilhando responsabilidades, será possível caminhar para a solução desse passivo potencial.

Outro desafio relevante envolve a importação ilegal de produtos eletroeletrônicos. Muitos deles não atendem à legislação interna, que deve ser obedecida rigorosamente pelas indústrias aqui instaladas e pelos produtos aqui fabricados.

Além de representar clara concorrência desleal, esta importação irregular cria um passivo ambiental expressivo, sem que nenhum órgão público ou privado se responsabilize por ele. Criam-se, assim, os chamados 'produtos órfãos', dos quais ninguém quer cuidar.

Segundo documento da Abinee, estes desafios apontam para a importância de estruturas de governança que envolvam os principais atores - governos, empresas e sociedade. A dimensão de governança é entendida como eixo da sustentabilidade nos planos institucional, político, econômico e social. "Para criar um mundo sustentável é preciso engajar a todos nesse movimento. Não é possível fazer isso isoladamente, com a ação de alguns poucos", salienta o trabalho.

Neste sentido, continua o estudo, é preciso definir e encontrar formas aprimoradas de participação dos principais agentes, de modo a que as leis e regras ambientais tenham aceitação e eficácia e que a sustentabilidade seja, de fato, o princípio essencial da nova era.

O documento da Abinee conclui que a indústria eletroeletrônica está preparada para participar e contribuir, através de suas entidades representativas, com soluções que levem adiante a sustentabilidade e que apontem, no horizonte próximo, para a economia verde, amigável e sustentável segundo a perspectiva ambiental, econômica e social.


Informações Adicionais

Ademir Brescansin

Gerente de Sustentabilidade

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