Alerta: Comércio ilegal de motores elétricos recondicionados

21/07/2023

ALERTA À SOCIEDADE!

COMÉRCIO ILEGAL DE MOTORES ELÉTRICOS RECONDICIONADOS PREJUDICA A MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA E O BOLSO DO CONSUMIDOR (EMPRESAS, FAMÍLIAS E GOVERNO)

De uma discussão iniciada no ano de 1984 pelo Inmetro junto à sociedade brasileira, surgiu um dos Programas de Conservação de Energia mais respeitados no Mundo. O Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), que tem como objetivo informar ao consumidor a importância da eficiência energética de diversos produtos disponíveis no mercado, estimulando uma compra mais consciente, preservando a matriz energética brasileira, reduzindo assim os altos custos de implantação de sistemas de geração de energia e reduzindo seus impactos ambientais.

A partir da publicação da Lei de Eficiência Energética (Lei n° 10.295) de outubro de 2001, passou a ser responsabilidade do Inmetro o desenvolvimento de programas de avaliação da conformidade compulsórios na área de desempenho energético, tendo um papel fundamental na implantação da lei e na consolidação do Programa Brasileiro de Etiquetagem. Atualmente o PBE é composto por 24 programas de etiquetagem para os mais diversos produtos presentes no dia-a-dia dos brasileiros.

Sendo um dos principais responsáveis pelo consumo de energia no Sistema Elétrico Brasileiro, os motores elétricos não poderiam ficar de fora deste Programa. Desde a publicação da Portaria Interministerial MME/MCT/MDIC n°553 de dezembro de 2005, tornou-se obrigatório que os motores elétricos trifásicos de baixa tensão atendessem aos níveis de eficiência de acordo com a norma ABNT NBR 17094-1.

Seguindo uma tendência mundial, em junho de 2017, foi publicada a Portaria Interministerial n°1, na qual houve o aumento do escopo de potência (de 0,12kW/0,16cv até 370kW/500cv) e trouxe a obrigatoriedade da classe rendimento Premium (IR3), para comercialização de motores elétricos trifásicos novos ou recondicionados no Brasil.

Porém, todo o trabalho desenvolvido pelo programa de etiquetagem para melhorar a eficiência dos motores elétricos e, desta forma, reduzir o consumo de energia elétrica, está sendo totalmente prejudicado devido à multiplicação de empresas dedicadas à comercialização de motores elétricos antigos recondicionados, de baixíssima eficiência e que não atendem a obrigatoriedade da classe IR3.

Vale destacar que é ilegal a comercialização de motores recondicionados que não passam por comprovação do rendimento IR3 por meio de ensaios em laboratórios acreditados pelo Inmetro e não possuem registro ativo no órgão regulador.

Além de ilegal, a comercialização destes motores traz impactos negativos consideráveis para a matriz energética brasileira, e ainda acarreta em perdas financeiras para o usuário que o adquire, uma vez que o custo de aquisição do motor representa apenas 5% do custo total, ao considerar a maior energia consumida por estes equipamentos durante a sua vida útil. Ou seja, o barato sai caro.

Em outras palavras, os motores recondicionados de baixa eficiência não prejudicam apenas aqueles que os compram, eles prejudicam toda a sociedade. Todos pagamos esta conta!

Abra o olho! A compra destes motores elétricos recondicionados não é legal!


Informações Adicionais

Roberto Barbieri

Assessor de Coordenação

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