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O faturamento do setor deve atingir R$ 125 bilhões no próximo ano, registrando crescimento de 11% na comparação com 2009. A perspectiva é do presidente da entidade, Humberto Barbato, que, acompanhado dos diretores, Newton Duarte (GTD), Paulo Castelo Branco (Telecom), Hugo Valério (Informática), Nelson Ninin (Automação), Antonio Correa de Lacerda (Economia) e Aluizio Byrro (Estudo ABINEE 2020), apresentou os dados da indústria eletroeletrônica em 2009 e as perspectivas para o próximo ano. “A nossa expectativa é muito boa, fazendo com que a gente, praticamente, empate com o ano de 2008”, afirmou.
Segundo ele, as áreas de infraestrutura de telecomunicações, automação, Geração,Transmissão e Distribuição de Energia e equipamentos industriais devem se destacar pelo volume de investimentos que se avizinham nestes segmentos, com a implementação do Plano Nacional de Banda Larga, projetos do Pré-Sal e as obras para Copa do Mundo e Olímpiadas.
De acordo com os números apresentados, o faturamento do setor em 2009 atingiu R$ 112,2 bilhões, o que representa queda de 9% na comparação com 2008. A retração ocorreu devido aos reflexos da crise econômica internacional sobre a economia brasileira e, consequentemente, sobre o setor eletroeletrônico em todos os seus segmentos. Somente as áreas de Informática e de Material Elétrico de Instalação ficaram no mesmo nível de 2008.
Ao avaliar o ano, Barbato afirmou que no início, na fase mais aguda da crise, as empresas mais afetadas foram as das áreas de bens de consumo enquanto as fabricantes de bens de capital mantinham o ritmo devido à carteira de encomendas obtidas anteriormente. “A partir do 2º trimestre, isto se inverteu e os setores ligados ao consumo se recuperaram, a partir das medidas anti-crise adotadas pelo governo, enquanto que os segmentos de bens de capital registraram queda, por falta de encomendas”, disse.
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