Plenária da Abinee discute política industrial e inovação

01/06/2023

A cooperação entre o setor privado e o público para a crescente adoção das novas tecnologias digitais e para o fortalecimento de uma política que estimule a reindustrialização do País. Esta foi a pauta da Reunião da Diretoria Plenária da Abinee, realizada nesta quarta-feira (31), em São Paulo, da qual participaram empresários, parlamentares e representantes do Executivo.

O secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital do MCTI, Henrique Miguel, participante da Plenária, falou da perspectiva da nova gestão e estrutura da Secretaria e das iniciativas para fortalecer programas de estímulo à indústria de semicondutores, como a ampliação do escopo do atual PADIS, que vigora até 2026.

Miguel lembrou da recente reunião que teve com a Abinee, quando recebeu  sugestões para o grupo que estuda a desestatização da empresa de semicondutores Ceitec e sua integração no sistema de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento industrial tanto do País quanto mundial. “Pretendemos inserir a Ceitec tanto no tecido industrial brasileiro como também estabelecer cooperações globais com empresas e outras instituições de modo similar ao que existe no exterior”, destacou.

O coordenador-geral de Inovação Digital, Hamilton Mendes, disse estar confiante com a mobilização no Executivo, Legislativo e empresariado sobre o protagonismo do Brasil para estabelecer uma indústria forte e com presença no mercado externo, retomando o papel histórico de ser o carro-chefe da economia brasileira. “Temos uma base industrial suficientemente valiosa e reconhecida para trabalhar de forma orquestrada e aprimorar o que já construirmos”, afirmou. “Política industrial desacoplada de ciência e tecnologia dificilmente dará resultados com o impacto que precisamos”, completou.

A Abinee defende que o Estado brasileiro cumpra seu papel em estimular a cooperação com a iniciativa privada, fomentando a inovação com uma forte e perene política que privilegie a inovação tecnológica, a gestão focada na criação de valor para a sociedade e o retorno do investimento pelo próprio mercado.

O deputado Marcos Pereira, vice-presidente da Câmara dos Deputados e ex-presidente da Frente Parlamentar Mista para o Desenvolvimento da Indústria Elétrica e Eletrônica, relembrou sua gestão na legislatura passada, com participação ativa no desenvolvimento do setor eletroeletrônico. “Este é sem dúvida um setor fundamental para a economia brasileira e responsável pela criação de milhares de empregos diretos e indiretos, gerando renda para a população brasileira e contribuindo positivamente para o progresso do País”, afirmou, citando como exemplo a Nova Lei de Informática, que estabeleceu um novo modelo de incentivo fiscal para as empresas de tecnologia. Ressaltou também a prorrogação do PADIS. “Essa inovação legislativa possibilitará a atração de investimentos não apenas para o segmento de semicondutores, que passa por um momento delicado em todo mundo, mas também permitirá a vinda de novas empresas para o Brasil, ampliando os horizontes e diversificando a produção.”

O atual presidente da Frente, deputado Vitor Lippi, falou da importância da aprovação da Reforma Tributária. “Temos o 184º pior sistema tributário do mundo, o sistema mais complexo, confuso e mais judicializado, com um custo estimado de burocracia de 10 a 15 vezes superior ao dos outros países, com um custo estimado por ano de R$ 430 bilhões”, disse. “É um verdadeiro manicômio tributário.” A expectativa de Lippi é de que o primeiro texto da Reforma seja aprovado ainda no primeiro semestre.

O presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato, ressaltou a grande colaboração dos parlamentares que, em parceria com a indústria, obtiveram importantes vitórias para o setor. Barbato também manifestou preocupação quanto ao futuro dos investimentos no setor e mais uma vez destacou a importância da interlocução com o Executivo. “Temos essa relação muito próxima e de muitos anos com o MCTI e vamos manter esse diálogo constantemente”, afirmou.

A Reunião Plenária, realizada em formato híbrido (presencial e online) e coordenada pelo presidente do Conselho de Administração da Abinee, contou com a participação ativa de diversos executivos de empresas associadas, que puderam tirar dúvidas e direcionar demandas para os integrantes do MCTI.

 
 
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