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Luciano Coutinho defende diálogo constante para o sucesso da PDP

Em reunião do Conselho Consultivo da ABINEE, realizada na sexta-feira (13), o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada pelo governo, não é uma proposta fechada. "Sabemos que um conjunto de atividades complexas requer diálogo e tratamento constante entre o setor público e setor privado", disse. Coutinho citou que este modelo de interação entre governo e empresas deu certo em outros países. "Este foi um passo importante de mobilização, mas precisamos dar novos passos", enfatizou.

Coutinho salientou que algumas demandas importantes para o setor eletroeletrônico foram atendidas pela nova política, como a extensão para as empresas incentivadas pela lei de informática do benefício da lei de inovação e a instituição do drawback verde e amarelo.

Durante o encontro, o presidente do BNDES fez uma apresentação da PDP, detalhando pontos específicos que impactam diretamente a indústria eletroeletrônica e os desembolsos previstos pelo banco no apoio à proposta.

Segundo ele, apesar da inflação, que está sendo forçada de fora para dentro, a economia brasileira vive um bom momento. "Temos que encontrar formas de impedir a pressão inflacionária, mas sem comprometer o crescimento", afirmou. Coutinho observou que para isso acontecer é necessário ampliar a taxa de investimento, uma das metas mais importantes da nova política, que pretende elevar o índice de 17,6% em 2007 para 21% em 2010. "Existe um crescimento de demanda, mas é importante a confiança dos empresários para o aumento da produção. O sucesso será mostrado se dermos capacidade às empresas para ampliarem seus investimentos", acrescentou.

O presidente da ABINEE, Humberto Barbato, afirmou que com a PDP, a indústria passou a ser prioridade novamente no Brasil. Segundo ele, o atual governo tem se esforçado para manter o diálogo com a sociedade e a indústria. "Criticamos o que temos que criticar e elogiamos quando for para elogiar", disse.

Barbato destacou que a nova política abrange todas as áreas do setor eletroeletrônico e traz metas estipuladas e acompanhamento para que seja feita uma avaliação dos resultados e tomada de medidas corretivas quando necessário. "Devemos aproveitar o momento para retomarmos a importância que a indústria já teve no passado. Sabemos agora que o que não estiver contemplado, temos a abertura para levarmos os pleitos", afirmou.

Na ocasião, a ABINEE entregou ao presidente do BNDES, uma carta pleiteando a possibilidade de cadastramento no FINAME por parte das empresas detentoras de marcas e tecnologias que utilizam serviços de empresas especializadas em manufatura.

Para algumas questões colocadas pelos conselheiros da ABINEE que participaram do encontro, como a definição do conceito de inovação para financiamento, desoneração tributária para componentes, entre outras, Luciano Coutinho se mostrou receptivo e solicitou propostas da entidade para uma avaliação mais aprofundada.


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