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Lastreada pela demanda que terá que atender por conta das novas descobertas do pré-sal, a Transpetro prepara duas novas licitações do Programa de Modernização e Expansão da Frota, o Promef 3 e o Promef 4.
A idéia é duplicar a frota da empresa, que hoje é de 54 petroleiros, para garantir a produção da 'holding' na nova fronteira petrolífera.
As encomendas são necessárias porque grande parte do óleo que será produzido no cluster de Santos será escoado por petroleiros, por conta das grandes distâncias da costa. A Petrobras já anunciou a contratação de 10 FPSOs para o pré-sal, que juntos terão capacidade para produzir 1,2 milhão barris/dia de óleo.
Os estudos para as novas licitações devem ser concluídos junto com os trabalhos da Comissão Interministerial do Pré-sal, que deve apresentar sugestões sobre o novo modelo regulatório do país ao presidente Lula no início do próximo mês.
A demanda de navios petroleiros também deve ser incluída na revisão do Planejamento Estratégico da Petrobras, que deve ser divulgado também no próximo mês. O segmento de Abastecimento da petroleira vem investindo anualmente um montante da ordem de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões. No início da década esse montante ficava em torno de US$ 200 milhões.
Lançado em 2005, o Promef encomendou na primeira fase 26 navios. Em julho, a subsidiária da Petrobras lançou o Promef 2, que deve encomendar novos 22 petroleiros. A propostas para a segunda etapa serão recebidas pela empresa em 8 de outubro.
A primeira etapa do Promef vai demandar US$ 2,4 bilhões. Foram encomendados 10 navios do tipo Suezmax ao estaleiro Atlântico Sul (PE), cinco Aframax e quatro Panamax ao consórcio Rio Naval, quatro navios de produtos ao Estaleiro Mauá (RJ) e três gaseiros ao Estaleiro Itajaí (SC).
O contrato com o Mauá, no valor de US$ 277 milhões, foi assinado ontem pela Transpetro. A empresa deve concluir até o final do mês as negociações para colocar as obras do lote vencido pelo Rio Naval, que após a saída do estaleiro Sermetal do consórcio, não possui dique para construir as embarcações. A expectativa é que os estaleiros Eisa e Mauá, ambos do grupo Synergy, fiquem com as obras dos quatro Panamax e o Estaleiro Atlântico Sul arremate os outros cinco Aframax.
A segunda etapa do programa já nasceu com a encomenda direta ao estaleiro Itajaí do gaseiro Metaltanque VI por US$ 44 milhões. A licitação da subsidiária da Petrobras está dividida em duas partes. A primeira contempla a contratação de 19 petroleiros, sendo quatro Suezmax com posicionamento dinâmico, três Aframax com posicionamento dinâmico, três navios para produtos claros com capacidade para 45 mil t, cinco navios do tipo de 30 mil t (três para derivados claros e dois para derivados escuros), dois gaseiros semi-refrigerados com capacidade para 12.000 m³ e dois gaseiros pressurizados com capacidade para 4.000 m³. A segunda parte da concorrência prevê a contratação de três navios para transporte de bunker. (Energia Hoje - Óleo e Gás, 19/09/2008)
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