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A ABINEE promoveu, nesta quarta-feira (4), em São Paulo, o Workshop Logística Reversa para Aparelhos e Equipamentos Eletroeletrônicos, com a presença de especialistas no tema, entidades e representantes de empresas. O objetivo do evento foi debater o compartilhamento de responsabilidades no Pós-Consumo dos produtos e a destinação final dos seus resíduos, evitando impactos negativos para o meio ambiente. Na ocasião, a ABINEE anunciou sua adesão no Conselho de Logística Reversa do Brasil (CLRB), que tem por missão desenvolver negócios, práticas e conhecimentos em Logística Reversa, visando a competitividade de seus associados.
No início dos trabalhos, o presidente da ABINEE, Humberto Barbato, destacou a necessidade de debate sobre o compartilhamento de responsabilidades no Pós-Consumo dos produtos e a destinação final dos seus resíduos, evitando impactos negativos para o meio ambiente. "A Logística Reversa é um tema importante pois completa o ciclo das responsabilidades das empresas, dos consumidores e dos governos com o meio ambiente", disse.
Humberto Barbato destacou que, neste contexto, o Conselho de Logística Reversa do Brasil, que ganhou a adesão da ABINEE, tem papel importante na disseminação das práticas da Logística Reversa, orientando as empresas sobre os aspectos do retorno dos produtos de forma correta e sustentável ao mercado ou ao descarte final.
A Logística Reversa trata do retorno dos produtos ao ciclo produtivo, por meio dos canais de distribuição reversa, agregando-lhes valor econômico, ambiental e social, atendendo às legislações vigentes e antecipando-se às que ainda estão por vir, como é o caso da Política Nacional de Resíduos Sólidos, em debate no Congresso, e que inclui um capitulo específico para o tema.
Para o diretor do Conselho de Logística Reversa do Brasil, professor Paulo Roberto Leite, a Logística Reversa traz ganhos financeiros à empresa, fidelização de clientes, melhoria da imagem, responsabilidade empresarial e adequação às legislações que exigem retornos de setores empresariais.
A representação da ABINEE no Conselho estará a cargo do diretor da área de Responsabilidade Socioambiental da ABINEE (novo nome da área de meio ambiente da entidade), André Saraiva, que acompanhará de perto as discussões sobre Logística Reversa. Segundo ele, o atual cenário cria novas variáveis nas agendas das empresas.
Durante o evento, foram apresentados 'cases' dos Correios, Estre Ambiental e Termotécnica, empresas que já estão envolvidas nos processos de logística reversa.
Incentivos à reciclagem de resíduos
Em suas apresentações, o analista de meio ambiente da CNI, Wanderley Baptista, e o diretor do Cempre - Compromisso Empresarial para Reciclagem -, André Vilhena, abordaram a possibilidade de criação de incentivos fiscais para as empresas que desenvolvem a logística reversa. Para o representante da CNI, a Política Nacional de Resíduos Sólidos responsabilizará as empresas sobre os resíduos pós-consumo, mas não oferece mecanismos que incentivem a reciclagem. Segundo ele, os incentivos fiscais, tributários e creditícios são necessários para incentivar toda a cadeia de reciclagem de resíduos.
Na mesma linha, André Vilhena comentou que o Cempre está desenvolvendo um estudo sobre a questão tributária para a promoção da logística reversa no setor eletroeletrônico. "Temos exemplos no setor que a desoneração trouxe benefícios não só para as empresas, mas também para o governo em forma de arrecadação", disse.
De acordo com o vice-presidente e diretor da área de informática da ABINEE, Hugo Valério, a proposta de compensação para quem tem uma posição socioambiental deve ser levada adiante. "Com o nível de consumo atual, a reutilização de recursos para atender este ritmo pode trazer mais competitividade às empresas", disse.
Encerrando o evento André Saraiva, diretor da ABINEE, afirmou que a entidade buscará dentro do Conselho um equilíbrio entre os diversos setores industriais para sejam levadas ao governo propostas neste sentido.
Clique aqui para ver as apresentações do diretor do Conselho de Logística Reversa do Brasil, professor Paulo Roberto Leite; do analista de meio ambiente da CNI, Wanderley Baptista; e o diretor do Cempre - Compromisso Empresarial para Reciclagem -, André Vilhena.
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