"Para exigir da sociedade, governo tem que fazer a sua parte", diz Mendonça Filho

06/11/2015

O Deputado Mendonça Filho, líder do DEM na Câmara dos Deputados, afirmou na quinta-feira (6), durante sua participação na Reunião da Diretoria Plenária da Abinee, que o Congresso não permitirá aumento de impostos sem contrapartidas do governo.

Segundo ele, a agenda econômica apresentada pelo Ministro Joaquim Levy só tem o lado do aumento de receita. “O governo quer aumentar a carga tributária, mas não tem disposição para reduzir a máquina pública perdulária e ineficiente”, enfatizou. Mendonça Filho destacou que boa parte da carga tributária, equivalente a 36% do PIB em média, é destinada a sustentar esta máquina pública. “Para exigir da sociedade, o governo tem que fazer a sua parte”.

O Deputado foi categórico ao afirmar que o aumento da CPMF não passará no Congresso. Disse também que a apreciação da alteração da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 4/2015, que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2023, dependerá da sinalização do governo em relação à destinação dos recursos.

Ele afirmou que o atual momento político é difícil e complexo e que, logo depois da reforma ministerial com vistas a garantir a governabilidade, o executivo não conseguiu quórum para votação de medidas de seu interesse no Congresso. “O governo vem sendo boicotado por sua própria base política, pois a oposição detém apenas 20% das cadeiras e tem força pequena”. Ao mesmo tempo, Mendonça Filho defendeu que o governo indique caminhos alternativos estruturais para superar a atual conjuntura, que, segundo ele, “é a mais crítica da história recente do Brasil, fruto de uma política irresponsável do ponto de vista fiscal”.

Durante a reunião, o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato, ao lado do presidente do Conselho de Administração, Irineu Govêa, salientou a atuação do Deputado [autor do projeto de prorrogação da Lei de Informática no ano passado], e a importância da interlocução da entidade com o Congresso, em um momento em que o quadro político exerce grande influência no ambiente econômico. “A conjuntura política forma a agenda para superarmos a crise econômica”, ressaltou. Barbato afirmou ainda que os impasses gerados pelas medidas propostas pelo governo dificultam o plano de investimentos das empresas para 2016.

 
 
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