Seminário de Cooperação Abinee/BNDES: Inovação como prioridade

09/10/2015

Como uma das principais prioridades do BNDES, a inovação responde por 80% das operações desenvolvidas pelo banco. As principais formas de apoio neste sentido foram tema de um painel especial durante o Seminário.

A gerente de Inovação do banco, Luciana Capanema, afirmou que, como demonstração deste caráter prioritário, as linhas referentes à inovação possuem prazos mais longos, taxas mais favoráveis e condições especiais de acesso. Os diversos mecanismos disponíveis - Criatec, Funtec, Prosoft, ProBK, MPME Inovadora e BNDES Soluções Tecnológicas - atendem desde start ups, empresas nascentes até empresas consolidadas.

“Para atingirmos o desenvolvimento sustentado, temos que passar pela rota da inovação e o nosso papel é introduzir esta cultura, como objetivo de gerar valor econômico”, disse Luciana. Ela destacou que a prática inovativa é o caminho para o país ter empregos mais qualificados, capacidade competitiva e sustentabilidade.

Como um setor portador de tecnologia, a indústria elétrica e eletrônica recebe especial atenção do BNDES. Segundo a chefe do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação, Irecê Kauss, o banco tem como foco o desenvolvimento de tecnologia nacional, inovação e o fomento da microeletrônica, tema que o BNDES vem perseguindo há mais de uma década e começa, agora, a colher frutos. “Entendemos que a inteligência da eletrônica está nos chips. Não adianta comprar reference design na China e trazer para cá. É importante que tenhamos o desenvolvimento aqui”, reforçou Irecê.

Ela acrescentou que, ao mesmo tempo, busca-se identificar oportunidades nas novas ondas tecnológicas, como as cidades e redes inteligentes, internet das coisas, interação máquina-máquina. Cada vez mais vemos a integração de inteligência no setor elétrico e a eletrônica embarcando na vida das pessoas. “Temos que aproveitar estas oportunidades”, concluiu.

“Para suportar a demanda dos novos fluxos tecnológicos será preciso um backbone e infraestrutura de rede suficiente”. A afirmação é do diretor de Planejamento da Padtec, apresentada como caso de sucesso da empresa, que atua neste segmento e que utiliza do Finame Componentes para o fornecimento às operadoras e do Exim-Automático para estímulo às exportações.

Bens de Capital

O chefe do Departamento de Bens de Capital do BNDES, Luciano Velasco, destacou que, no final do ano passado, o banco estruturou uma nova área para apoio ao segmento, com prioridade em infraestrutura, logística e energia. Segundo ele, o foco de atuação está nas linhas de financiamento para apoio à capacidade produtiva, capital de giro, inovação, consolidação e internacionalização. “Cem por cento das empresas apoiadas não tinham acesso ao banco e a maioria é de pequeno porte”, disse.

Durante o evento, a Gerente do Departamento de Credenciamento do BNDES, Martha Madeira, falou sobre o Plano de Nacionalização Progressiva para o setor fotovoltaico. Segundo ela, antes da iniciativa existia um ciclo vicioso. “Não havia demanda, fabricantes e fornecedores não tinham estímulo, por consequência, não podiam cumprir limites de nacionalização do Finame”. Por conta disso, o BNDES estabeleceu critério de nacionalização progressivo, da merma forma implementada no setor eólico. Martha afirmou que, em paralelo, a sinalização do governo com a realização de leilões específicos atuou do lado da criação de demanda, propiciando um novo panorama de estímulo ao segmento. “O nosso objetivo é dar um empurrão para esta indústria nascente”, disse.

O diretor do Grupo Setorial de Sistemas Fotovoltaicos da Abinee, Ildo Bet, ressaltou que a geração distribuída representa uma grande oportunidade para o setor eletroeletrônico. Ele afirmou que o número de instalações fotovoltaicas tende a crescer, com expectativa de expansão contínua, partindo de um patamar de 10 mil instalações para cerca de 1 milhão nos próximos anos.

 
 
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