Em reunião na Abinee, Paulo Skaf fala de campanha contra aumento de impostos

21/09/2015

Em Reunião Plenária da Abinee, realizada na quinta-feira (17), o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, falou sobre a campanha "Não vou pagar o Pato" contra aumento de impostos que a entidade lançou nesta segunda-feira (21), contando com a participação de representantes de associações empresariais, federações e sindicatos de diversas categorias, e que teve a presença do presidente da Abinee, Humberto Barbato, e do Conselho de Administração da Abinee, Irineu Govêa. "Vamos sair com uma campanha forte contra o aumento de qualquer imposto, pois a sociedade que produz no país não aguenta mais", falou Skaf na ocasião.

Segundo ele, ao pressionar para impedir a criação de novos tributos, o governo será obrigado a buscar formas de cortar despesas. “É momento de termos sinergia total. Quanto mais unidos, mais força teremos para enfrentar esta situação”, conclamou.

Durante a reunião, o presidente da Fiesp criticou o recente pacote de medidas do governo, contendo mais aumentos de tributos, como a volta da CPMF. “Este imposto a sociedade brasileira já havia enterrado em 2007”, disse, lembrando da Campanha àquela época que culminou na derrota do governo Lula no Congresso. Sobre a proposta de retenção de parte das verbas do Sistema S, Skaf afirmou que ‘lutará com unhas e dentes’ para evitar a alteração. “Vamos fazer de tudo para que estas medidas sejam rejeitadas logo de cara, assim que chegue no Congresso”, enfatizou.

O presidente da Fiesp observou, ainda, que o Brasil vive um momento de ruptura. “Não dá para continuar fazendo mais do mesmo”. Segundo ele, é necessário encerrar o ciclo de Estado paternalista e grande, que o Brasil não suporta mais. “Temos que diminuir o tamanho do Estado, que mais trabalha para atrapalhar, e custa caro”, concluiu.

Coordenando a Reunião Plenária, o presidente do Conselho de Administração da Abinee, Irineu Govêa, destacou que, nas últimas semanas, as entidades estão tendo um trabalho intenso em Brasília por conta das sucessivas medidas adotadas pelo governo, que prejudicam a atividade das empresas.

O presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato, que também esteve ao lado do presidente da Fiesp nas discussões da desoneração da folha, em Brasília, afirmou que é preciso uma grande unidade na defesa dos interesses da indústria. “Temos que ser fortes pois não podemos aceitar mais aumentos de impostos”.

Destacando a questão da MP 690, que retira a isenção de PIS/Cofins para celulares, computadores, tablets entre outros, Barbato comentou que a Abinee tem feito gestões junto a parlamentares para reverter a medida no Congresso. “Apresentamos diversas emendas, principalmente em relação ao artigo 9º da MP, que trata do Pis/Cofins. Agora, sustentaremos a nossa argumentação numa tentativa de sensibilizar definitivamente os parlamentares”, afirmou.

Atuação da Abinee em Brasília

Na ocasião, também foi abordada, pelo gerente do escritório de relações governamentais da Abinee em Brasília, Daniel Antunes, a atuação da entidade no Congresso Nacional, bem como os principais temas que estão sendo tratados. Ele destacou a importância do Radar Legislativo, ferramenta na área reservada do Site Abinee - exclusiva para associadas -, na qual as empresas do setor eletroeletrônico podem fazer comentários sobre as principais matérias em tramitação no Congresso, contribuindo para o posicionamento da Abinee em relação aos temas que afetam a indústria.

 

 
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