Abinee discute propostas para apoio às exportações

28/08/2015

A Abinee realizou na quinta-feira (27), reunião com representantes de empresas associadas para discutir propostas para o estímulo ao comércio exterior.

Ao abrir o encontro, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, afirmou que, com a sinalização do governo, a partir do Plano Nacional de Exportações, que traz um conjunto de medidas que objetivam facilitar o acesso ao mercado, cabe à entidade identificar os temas que ocasionam mais dificuldades para a prática exportadora e apresentar propostas concretas com vistas a superar os gargalos. “Temos que aproveitar este novo momento”, afirmou.

Ele lembrou que a política cambial nos últimos anos, com sucessivas intervenções do Banco Central para manter a moeda valorizada, afastou o setor industrial do mercado externo. “Este populismo cambial deu uma falsa sensação de riqueza, enquanto destruiu a indústria”, afirmou. Segundo Barbato, agora, com o atual patamar do câmbio, as empresas podem voltar a olhar para o mercado internacional.
Além de colher propostas das empresas para facilitar o comércio externo, durante a reunião, o presidente da Abinee elencou algumas ações da entidade, já em andamento, também para contribuir com a atividade exportadora das empresas.

Um destes temas é a convergência regulatória das normas brasileiras com as norte-americanas, visando propiciar o acesso de produtos brasileiro àquele mercado. Em um segundo momento, a intenção é que a certificação feita no Brasil seja reconhecida pelos americanos. Barbato destacou que com a visita da presidente Dilma Rousseff aos EUA, a qual pode acompanhar, parece haver uma mudança positiva nas relações entre os dois países.

Outra ação que está sendo delineada diz respeito ao convênio entre Abinee e APEX-Brasil, que deve ser assinado em setembro, com o objetivo de facilitar o acesso das empresas brasileiras aos principais mercados internacionais; prospectar oportunidades de negócios de exportação; e melhorar a percepção internacional sobre as empresas, produtos e serviços brasileiros.

A Abinee também tem participado de missões empresariais organizadas pelo governo, como a realizada em Angola e Moçambique, e tem acompanhado as negociações de acordos comerciais em andamento, com México, Cuba, EFTA - European Free Trade Association - área de livre comércio formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein -, Canadá, Tunísia e União Europeia.

O diretor da área de Relações internacionais da Abinee, o embaixador Rubens Barbosa, afirmou que, nos últimos anos, o Brasil chegou a quadruplicar sua corrente de comércio, muito mais pelas condições do mercado internacional, e puxado pelo boom das commoditties. “Este movimento escondeu as vulnerabilidades do setor industrial, que sofria com a perda de competitividade, devido ao custo Brasil e câmbio valorizado”, enfatizou. Segundo ele, passada a euforia internacional, o país, por conta de inúmeros equívocos em sua política externa – aposta nas negociações fracassadas da Rodada de Doha e a não realização de acordos bilaterais -, caminhou para o isolacionismo.

Barbosa salientou que o governo mudou o discurso sobre o comércio exterior, mas as condições internas que afetam a competitividade das empresas devem ser resolvidas para não se tornarem um empecilho para a efetiva recuperação.

Na ocasião, o embaixador propôs ações para o setor eletroeletrônico, como: maior aproximação com a área de promoção comercial do Itamaraty; cobrança sobre medidas de facilitação de comércio, como a desburocratização de processos; e identificação de mercados médios para acesso de produtos manufaturados brasileiros.

Encerrando a reunião, o presidente da Abinee, Humberto Barbato, afirmou que a entidade deve realizar outros encontros com as empresas associadas para discutir novas propostas e ações de apoio às exportações. “A participação das nossas associadas é de extrema importância para apontarmos os gargalos e identificarmos oportunidades para que possamos levar ao governo”, completou.

 
 
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