Plano para energia elétrica trará oportunidades para setor eletroeletrônico

11/08/2015

O presidente da Abinee, Humberto Barbato, afirma que o Plano de Investimento em Energia Elétrica (PIEE), anunciado nesta terça-feira (11) pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, vem em um bom momento e deve trazer oportunidades para as indústrias do setor eletroeletrônico instaladas no Brasil. “Esta sinalização do governo é positiva e os investimentos podem representar verdadeiras alavancas para que o país possa superar o atual momento de dificuldades”, diz.

Ele lembra que, desde 2012, com a edição da Medida Provisória 579, as empresas fornecedoras do setor elétrico têm sofrido com o baixo nível de encomendas. Segundo dados da Abinee, no primeiro semestre de 2015, o faturamento da área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica (GTD) apresentou retração de 12%.

Conforme anunciado, o PIEE prevê investimentos de R$ 116 bilhões em geração e R$ 70 bilhões em transmissão de energia elétrica que serão aplicados em novos projetos que devem ser contratados entre setembro de 2015 e o fim de 2018. Além destes R$186 bilhões, somam-se outros R$ 114 bilhões que já estão sendo aplicados. Do montante em andamento, R$ 92 bilhões são destinados à geração e R$ 22 bilhões à transmissão.

O presidente da Abinee destaca que o Plano também é positivo ao reforçar a opção do Brasil pelas energias renováveis, mas conferindo uma maior diversificação de fontes. Segundo o governo, os novos projetos em hidrelétricas continuam predominando e correspondem a 11 mil MW; as usinas eólicas, de 4.000 a 6.000 MW; enquanto a fonte solar responderá por 2.000 a 3.000 MW. De acordo com o plano, as térmicas a biomassa totalizam 4.000 a 5.000 MW; as térmicas movidas a combustíveis fósseis (óleo, gás natural ou carvão) 3.000 a 5.000 MW; e, por fim, as pequenas centrais hidrelétricas representam 1.000 a 1.500 MW. Estes projetos deverão totalizar entre 25 e 31 mil MW.

Além do pacote de investimentos anunciados, Barbato salienta que o próximo passo a ser dado é conferir um olhar de longo prazo para o setor elétrico, com a revisão do atual modelo, buscando o aperfeiçoamento de regras para garantir que o país desenvolva uma matriz energética mais equilibrada. “É preciso preparar o terreno, conferindo segurança jurídica e estabilidade de regras para aproveitarmos todas as potencialidades que temos por aqui”.

Sobre este aspecto, a Abinee deve apresentar em breve ao ministro Eduardo Braga, um conjunto de medidas e sugestões para o aperfeiçoamento do setor elétrico.

Clique aqui para ver a apresentação do PIEE.

 
 
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