Programa Ciência sem Fronteiras quer ampliar participação de empresas

02/07/2015

Após atingir a sua meta inicial de 101 mil bolsas concedidas, o programa Ciência sem Fronteiras (CsF) está entrando em um novo ciclo querendo ampliar a participação da iniciativa privada. Nesta quinta-feira (2), representantes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPQ -, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Capes -, e do Ministério de Ciência e Tecnologia - MCTI - estiveram na Abinee, em reunião com empresas do setor de TICs para apresentar o programa e as formas de participação. Na ocasião, foi discutida a possibilidade de utilização de parte dos recursos obrigatórios de P&D no âmbito da Lei de Informática para o Ciência sem Fronteiras.

Segundo o Coordenador-Geral de Tecnologia da Informação da Secretaria de Políticas de Informática do MCTI, Adalberto Afonso Barbosa, ao entrar em nova fase, o programa precisa passar por um processo de críticas, aperfeiçoamentos e modelagens. “O governo tem o objetivo de integrar políticas públicas com o CsF, que tem importância tanto do ponto de vista estratégico para o país como para o enfrentamento dos desafios do dia a dia”, disse. Destacando a elasticidade, flexibilidade e abrangência do programa, Barbosa afirmou que há um caminho natural de intercâmbio entre a formação de recursos humanos e a necessidade de capacitação tecnológica contida na Lei de Informática. “Este pode ser um espaço para o fortalecimento das empresas, do programa e do desenvolvimento tecnológico do país”.

O representante do MCTI afirmou que o governo está discutindo a possibilidade de, por meio de regramento adicional no Decreto que regulamenta a Lei, incluir a possibilidade de destinação de recursos para programas como CsF.

Durante a reunião, o Diretor de Cooperação Institucional do CNPq, Geraldo Nunes, e o Coordenador Geral de Acompanhamento e Monitoramento de Resultado do Capes, Adi Balbinot Junior, apresentaram um panorama do programa criado em 2011, destacando as possibilidades e modelos de acordos já existentes com o setor privado.

Nunes afirmou que o programa está criando um novo paradigma no processo de internacionalização do país, tanto enviando estudantes, que depois são repatriados, como trazendo pesquisadores estrangeiros visitantes para trabalhar em projetos. “Antes do programa, o Brasil estava isolado. Agora, segundo o próprio embaixador do Brasil na Coreia do Sul, o Ciências Sem Fronteiras está se tornando um grande instrumento diplomático para o país”, disse. O representante do CNPq destacou, no entanto, a necessidade de maior participação das instituições de ensino no processo de acompanhamento, como forma de estabelecer cooperação e internacionalização efetiva.

Por sua vez, Balbinot Junior salientou o potencial do programa, que envia 25 a 30 mil bolsistas por ano, em atender aos anseios do setor produtivo. “Temos casos de alunos que estagiaram em empresas como Boeing e Nasa, e, ao regressarem, foram absorvidos por empresas no Brasil e estão desenvolvendo projetos no país”.

Respondendo os questionamentos de empresas associadas da Abinee presentes sobre a gestão do CsF, o diretor da Capes afirmou que um dos principais desafios do Programa é o monitoramento e controle da permanência dos alunos no exterior, assim como a inserção destes na universidades, além da absorção desta mão de obra no mercado interno. Ele ressaltou, também, que o impacto do programa será sentido daqui a 5 ou 10 anos. “Os investimentos atuais podem parecer muito hoje, mas poderão ser amplamente recompensados no médio e longo prazo”, completou.

Durante a reunião, empresas do setor falaram sobre suas experiências positivas na utilização do programa. Ao final, representantes do governo e da Abinee concordaram em realizar novas reuniões para tratar do tema, bem como as alterações e adequações necessárias para a utilização dos mecanismos da Lei de Informática.

Veja a apresentação sobre o Programa Ciência Sem Fronteiras

As empresas podem utilizar, no portal do Programa Ciência Sem Fronteiras, a área de estágios e empregos para facilitar a busca de mão de obra qualificada de alunos egressos, inclusive, com a utilização de verba destinada aos investimentos em P&D. Site: http://ee.cienciasemfronteiras.gov.br/


Informações Adicionais

Kelly Caporalli

Assessora de Coordenação

11 2175-0013

 
 
Abinee - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica

Escritório Central: Avenida Paulista, 1313 - 7º andar - 01311-923 - São Paulo - SP
Fone: 11 2175-0000 - Fax: 11 2175-0090