Barbato fala com Ministro Levy sobre desoneração da folha

17/06/2015

O presidente da Abinee, Humberto Barbato, a convite do Deputado Bilac Pinto (PR-MG), participou na manhã desta quarta-feira (17) de reunião da bancada federal do partido com o Ministro da Fazenda Joaquim Levy. Na oportunidade, Barbato manifestou a preocupação pelo fim da desoneração no setor eletroeletrônico. O presidente da Abinee mostrou que mexer na alíquota, num momento em que a atividade da indústria está em baixa, será profundamente danoso para as empresas.

Barbato acrescentou que as mudanças na desoneração da folha e no Reintegra atingirão a formação de preços de exportação, diminuindo ainda mais a competitividade no mercado externo, uma das poucas saídas neste momento de crise.

O presidente da Abinee tentou mostrar, ainda, que houve uma lógica na escolha dos produtos desonerados, que levou em conta a participação da mão de obra no custo de produção, bem como perda de competitividade em relação aos importados, que a cada dia ocupavam parcela considerável do mercado.

Justificando a necessidade de alteração da alíquota, o Ministro disse que quando foi concedida a desoneração, o país vivia um período com o câmbio muito abaixo dos 3 Reais, o que foi contestado. O presidente da Abinee disse ao Ministro que o governo está totalmente equivocado se pensa que com a alteração conseguirá aumentar sua arrecadação, pois a aprovação do PL 863/2015, causará mais dificuldades para a indústria e o consequente aumento das demissões.

Audiência com o relator do PL 863/2015

Ontem (16), em novo encontro com o Deputado Federal Leonardo Picciani, relator do PL 863/2015, o presidente da Abinee, acompanhado do presidente do Conselho de Administração da entidade, Irineu Govêa, e do Deputado Federal Bilac Pinto, reiterou a preocupação do setor eletroeletrônico com a aprovação do projeto.

“Se o Congresso votar a Lei conforme apresentada, onerando a folha de pagamentos, muito provavelmente ocorrerão mais demissões no setor, cuja indústria convive com um baixo nível de atividade, em função do atual momento econômico do país”, disse Barbato ao relator.

Ele acrescentou, ainda, que nos últimos 12 meses, até abril, as empresas do setor eletroeletrônico já haviam fechado mais de 8 mil postos de trabalho, o que pode se agravar com a aprovação do PL.

 

 
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