Programa de governo digital vai estimular indústria de TICs, diz Virgílio Almeida

10/04/2015

Em reunião realizada na última quarta-feira (8), na Abinee, o Secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Sepin/MCTI), Virgílio Almeida, afirmou que o governo pretende ampliar programas para o setor de TICs, criando uma agenda digital para o país, com foco no futuro. “Queremos estabelecer objetivos estratégicos que impulsionem a indústria e estimulem a inovação no país”, disse durante o encontro que contou com a presença de representantes de empresas associadas da entidade da área de telecomunicações e informática, além de institutos de pesquisa, associados ao IPD Eletron.

Segundo o secretário, uma destas iniciativas é a implementação do governo digital, utilizando a tecnologia para auferir melhoria de serviços, processos e políticas públicas. O marco inicial se dará no Seminário Internacional Brasil 100% Digital, que acontece nos dias 23 e 24 de abril, em Brasília. Almeida destacou que o evento, que está sendo organizado pela Casa Civil, Tribunal de Contas da União e MCTI, visa colher experiências de países como Canadá, EUA e Austrália, para que o Brasil possa elaborar as diretrizes de seu modelo. “Isto, com certeza, irá gerar uma grande demanda para a área de TICs”, enfatizou.

Outra ação, de curto prazo, é a criação do programa Start Up Hardware, nos moldes do Start Up Brasil, voltado à área de software. Solicitando o apoio da Abinee na elaboração do programa, Virgílio Almeida afirmou que serão contempladas algumas características diferentes, considerando as especificidades das aceleradoras de hardware, que têm em seus processos, por exemplo, a compra de equipamentos, entre outros pontos.

Segundo ele, a iniciativa vem ao encontro de uma tendência que tem ocorrido no mundo inteiro dentro do contexto da internet das coisas, o que tem propiciado o desenvolvimento de dispositivos e novas aplicações. “Esta é uma excelente janela de oportunidades para a área de TICs e para o aparecimento de novas empresas”, afirmou.

Na ocasião, Virgílio Almeida esteve acompanhado do coordenador geral de tecnologia da informação da Sepin/MCTI, Adalberto Barbosa, e da diretora do Departamento de Políticas e Programas Setoriais em Tecnologias da Informação e Comunicação, Luanna Sant Anna Roncaratti, que abordaram a iniciativa da pasta, com vistas a solucionar o passivo da análise dos relatórios de P&D, atrasados desde 2006, a partir da contratação do serviço do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI).

Os representantes do MCTI explicaram os passos para implementação, que visam garantir a normatização, automatização e segurança no processo de análise dos relatórios. Eles responderam, também, as dúvidas das empresas e dos institutos em relação à temporariedade na análise dos projetos antigos quando analisados agora, além da questão da confidencialidade das informações. A expectativa, segundo Adalberto Barbosa, é que os primeiros relatórios, de 2006, comecem a ser devolvidos em meados de junho deste ano.

Durante a reunião, coordenada pelo presidente da Abinee, Humberto Barbato, também foi destacado o atual status do Painel da OMC, criado a partir de demanda da União Europeia questionando políticas industriais adotadas pelo Brasil. O diplomata Rubens Barbosa - que está assessorando a Abinee neste assunto – falou sobre as etapas do processo em Genebra e destacou a necessidade de que as empresas do setor eletroeletrônico, por meio da Abinee, forneçam o máximo de informações ao governo e ao Itamaraty para a elaboração da defesa do país.

Ainda no evento, representantes da IDC apresentaram números e uma análise sobre o Mercado de TIC no Brasil.

 
 
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