AbineeTec debate indústria do futuro e redes inteligentes

27/03/2015

Na quinta-feira (26), durante penúltimo dia do AbineeTEC 2015, a indústria do futuro e as redes inteligentes foram destaque. O evento recebeu especialistas internacionais da IEC (International Electrotechnical Commission), que debateram sobre Smart Manufacturing, Internet das Coisas e Redes Inteligentes. O evento teve como mediador José Antônio Scodiero, Diretor da ARM South America.

O Coordenador do Grupo Estratégico 8 da IEC, Ludwig Winkel, apresentou sobre Smart Manufacturing - Industry 4.0 e Internet das Coisas (IoT). Segundo ele, existem requisitos gerais para automação industrial que fazem a diferença para outros domínios de aplicação. São eles: tempo real, segurança funcional, redundância, Eficiência Energética e Substituição rápida de dispositivo. “Os principais objetivos da indústria quando se utiliza deste tipo de processo é ter lucro, ter eficiência, reduzir tempo de colocação no mercado e reduzir a flexibilidade”, disse. Segundo ele, este conceito pode ser aplicado na internet das coisas, que requer uma semântica para a interconexão dos dispositivos. Neste contexto ele afirmou que grande parte das normas internacionais está baseada na automação industrial.

O Secretário dos Grupos de Redes e Cidades Inteligentes da IEC, Peter Lanctot, falou sobre a Abordagem de Sistema da IEC em Cidades e Redes Inteligentes. De acordo com ele, atualmente existe a necessidade da criação de sistemas que falem entre si, sendo a abordagem de sistemas importante devido às complexidade das tecnologias e um novo nível de colaboração. Sobre as Smart Cities, Peter declarou que “acreditamos que uma cidade inteligente é eficiente, habitável e sustentável”. Ele mostrou que se uma cidade melhora a eficiência de suas infraestruturas, e, com isso, será capaz de melhorar os serviços públicos por ela prestados, o que irá torná-la um lugar melhor, melhorar a sua atratividade, ajudar a criar postos de trabalho, aumentar a sua competitividade e assim tornar-se inteligente.

O Coordenador do Grupo Estratégico 8 da IEC, Alexander McMillan, apresentou as Iniciativas do governo dos EUA e dos consórcios e os trabalhos do Grupo Estratégico de Smart Manufacturing da IEC. Segundo ele, a manufatura inteligente é uma das poucas oportunidades para qualquer nação que gera novas oportunidades, novos empregos e um mundo novo. O grande desafio é ter dados precisos para serem entregues no momento certo. Não estamos inventando a roda, é mais simples do que muita gente imagina. È utilizar as tecnologias existentes e as que surgirem para fazer as coisas de forma mais rápida e mais inteligente”, ressaltou.

Para falar sobre redes inteligentes e a estratégia do Brasil para acelerar a implantação nas cidades, esteve presente o Especialista em Projetos da ABDI, Carlos Frees. Segundo ele, a criação de projetos sistêmicos deve privilegiar inicialmente o desenvolvimento de soluções integradas em energia, água, gás, saneamento, mobilidade com tecnologias de informação e comunicação, bem como a integração de áreas nas quais as cidades carecem de soluções sociais onde a indústria tem condições de criar a aplicar soluções tecnológicas inovadoras.

Segundo ele, com o desenvolvimento das cidades, a iluminação pública passa a ser um novo gargalo. “No Brasil, existem mais de 15 milhões de pontos de iluminação pública, desta forma, surge a demanda das prefeituras por projetos que viabilizem investimentos”, enfatizou. Carlos Frees apresentou, também, o Programa Brasileiro para Desenvolvimento da Indústria Fornecedora de TIC para Redes Elétricas Inteligentes Cidades Inteligentes, que tem como objetivo desenvolver a indústria nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação para Cidades Inteligentes, alavancada pelo mercado interno e com competitividade internacional.

 
 
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