Aumento da alíquota da desoneração da folha afeta competitividade, diz Abinee

27/02/2015

Para o presidente da Abinee, Humberto Barbato, a proposta de aumento das alíquotas da desoneração da folha de pagamentos, publicado hoje no Diário Oficial da União, na Medida Provisória 669, poderá afetar a competitividade do setor industrial. Segundo a MP, os produtos que tinham alíquota de 1% de contribuição previdenciária sobre a receita bruta passarão para 2,5%, enquanto os que tinham alíquota de 2% passarão para 4,5%.

A alteração, que ainda será submetida ao Congresso Nacional, está prevista para entrar em vigor a partir de 1º de junho deste ano.

Barbato destaca que, atualmente, a desoneração da folha contempla cerca de 50% dos produtos do setor eletroeletrônico. “O benefício é utilizado, em média, por 90% do setor elétrico e 10% do setor eletrônico”, diz.

Ele afirma que, neste momento de promoção de medidas para o reequilíbrio das contas públicas, o governo não pode perder de vista a baixa competitividade da indústria em função do ambiente macroeconômico, mantendo, assim, os atuais mecanismos de estímulo. “Ao agir de forma diferente, estará abrindo mais espaço para o contínuo processo de desindustrialização, ceifando um dos elos da economia essenciais para a recuperação do desenvolvimento do país”, afirma o presidente da Abinee.

 
 
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