Abinee trata com Itamaraty sobre oportunidades para setor elétrico na Nigéria

23/01/2013

O presidente da Abinee, Humberto Barbato, manteve reunião no dia 21, em Brasília, com o Ministro Rodrigo de Azeredo, diretor do departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério das Relações Exteriores – Itamaraty. Na pauta do encontro, as oportunidades de negócios no setor elétrico na Nigéria.

Segundo Azeredo, o país nigeriano sempre foi uma prioridade para o departamento, devido ao enorme déficit que o Brasil tem com a Nigéria. Por ser grande importador de petróleo daquele país, há muito interesse do governo brasileiro em aumentar substancialmente suas exportações.

Ciente da existência de dificuldades, Azeredo destacou a necessidade da criação de uma agenda que envolva capacitação, identificação de barreiras, isenção de impostos, entre outros. Ele propôs, também, a realização de nova reunião para discutir uma futura missão exploratória para a Nigéria.

O presidente da Abinee, Humberto Barbato, afirmou que a Nigéria, assim como outros países da África, sempre despertou interesse das empresas brasileiras. “É sabido que é um país que tem muitas oportunidades na geração e transmissão de energia, porém, devido ao câmbio apreciado dos últimos anos, não houve muito empenho das empresas brasileiras em aprofundar as relações com outros países. Agora, com o câmbio melhorando para as exportações, o cenário mudou. O produto brasileiro volta a ser mais competitivo”, disse.

Barbato, que esteve acompanhado da gerente do departamento de Relações Internacionais da Abinee, Fernanda Garavello Gonçalves, concordou que é fundamental uma missão exploratória para que os empresários identifiquem, in loco, os problemas e as oportunidades existentes naquele país. Ele ressaltou, ainda, a possibilidade de se desenvolver um programa como o Luz para Todos na Nigéria. Porém, afirmou ser inviável se não houver participação efetiva de governos, órgãos reguladores, agências de promoção e cooperação, instituições de ensino, bancos de fomento, ao lado da iniciativa privada.

Também presente na reunião, o Superintendente de Operações no Exterior da Eletrobras, Pedro Jatobá, lembrou que, em 2012, na RIO+20, a Eletrobrás assinou um acordo de cooperação para desenvolvimento de geração de energia elétrica na Nigéria. Este acordo consiste basicamente em quatro importantes ações: analisar as oportunidades de construção de usinas hidroelétricas, parceria com o setor privado, parceria com empresas de transmissão de energia e apoio com aproximação de entidades de ensino. Entretanto, essa agenda não prosperou. Atualmente existem apenas duas usinas hidrelétricas antigas, provenientes de parceria entre nigerianos e estrangeiros. Segundo Jatobá, eles gostariam que a Eletrobrás assumisse a revitalização dessas usinas, assim como a parte ambiental.

Durante a reunião, foi abordado o cenário político por que passa a Nigéria. Além da eleição presidencial, que ocorrerá em 14 de fevereiro, foi destacada a presença do grupo extremista Boko Haram que tem espalhado o terror no país. Como ficam concentrados na região nordeste, a principio, não seria um problema, já que a parte mais desenvolvida fica ao sul do país.

Após o resultado das eleições e, assim que o cenário político se estabilizar, o Ministro Rodrigo de Azeredo marcará uma próxima reunião com todos os possíveis parceiros (Abinee, Eletrobras, BNDES, APEX, etc) para aprofundar os debates sobre o projeto.

 
 
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