Novo pacote afetará nível de atividade da indústria em 2015

20/01/2015

Segundo o presidente da Abinee, Humberto Barbato, o pacote de medidas anunciado pelo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na segunda-feira (19), embora faça parte do esforço que a nova equipe econômica vem empreendendo para reequilibrar as contas públicas e recuperar a confiança dos empresários na condução da economia, tornará ainda mais difícil o desempenho do setor industrial em 2015. “As medidas são drásticas. Será um grande desafio para o setor manufatureiro, com provável redução do nível de atividade, ao menos no curto prazo”, afirma.

Barbato ressalta que a elevação da alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no crédito para pessoa física, que passou de 1,5% para 3%, pode enfraquecer ainda mais a demanda que já vem desacelerando desde o ano passado.

Por sua vez, o aumento da Cide e PIS/Cofins sobre combustíveis trará um considerável encarecimento do transporte, reduzindo a capacidade de competir da indústria nacional. “Entendemos que a Cide precisaria subir em algum momento, mas a competitividade vai ficar bastante prejudicada, até porque já temos encarecimento da tarifa de energia elétrica”, diz.

O presidente da Abinee vê com reservas o aumento de PIS/Cofins para importações, de 9,25% para 11,75%. “Nosso setor tem dependência grande de componentes importados. Se o aumento se estender para partes e peças, nosso produto ficará mais caro”, salienta.

Em 2014, as importações atingiram US$ 41,9 bilhões e as exportações ficaram em US$ 6,6 bilhões, gerando um déficit comercial da ordem de mais de US$ 35 bilhões. Segundo o presidente da Abinee, Humberto Barbato, as medidas anunciadas pelo governo terão impactos diferentes nos diversos segmentos do setor eletroeletrônico. Os produtos que vão ao consumidor não serão afetados. Já, os segmentos de automação industrial e equipamentos industriais, estes, sim, serão mais impactados.

 
 
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