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Durante todos os anos em que foi diretor, presidente e conselheiro da ABINEE, Benjamin Funari Neto contagiou a todos com seu espírito alegre e despojado. Ao longo da vida, Funari foi capaz de alcançar merecidas conquistas e de disseminar, como ninguém, tantas amizades e admiração, pela sua amabilidade e facilidade de comunicação. Com essas características ele conduziu todas as ações da entidade de forma arrojada, defendendo o setor eletroeletrônico e ampliando, ainda mais, a representatividade e o trânsito da ABINEE junto aos órgãos governamentais.
Três pilares serviram de base para sua gestão à frente da Abinee: orientação para a economia global, profissionalização dos serviços e representação política.
Para fortalecer a entidade quanto a este último item, Funari dinamizou a área de Ação Governamental e fortaleceu as atividades do escritório Regional em Brasília. À época, uma das linhas de atuação da Abinee voltou-se à aprovação da Lei de Informática, o que acabou acontecendo em 1999. Naquele ano, a ABINEE ganhou força ao ser convidada para participar do Conselho Consultivo da Anatel, na pessoa de seu presidente.
Funari deu especial ênfase à luta pela consolidação e desenvolvimento da indústria de componentes no Brasil. Em inúmeras oportunidades enfatizou a condição estratégica desse setor, afirmando repetidamente: “a tecnologia dos produtos está nos componentes e o custo do bem final converge progressivamente para somatória dos custos de seus componentes”.
No que diz respeito às compras governamentais e das operadoras de serviços públicos, a postura de Funari à frente da ABINEE foi decisiva ao defender a preferência ao fabricante instalado no país quando houver equivalência de preço, qualidade e prazo de entrega.
O legado de sua luta está presente até hoje nas ações da ABINEE.
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