Congresso de direito digital discute internet das coisas

19/05/2017

A Internet das Coisas está na pauta do dia. O tema, que apresenta inúmeras oportunidades de negócios, também traz preocupações em relação à segurança e proteção de dados. Para debater esse tema, a Fiesp, em parceria com a Abinee, realizou o III Congresso de Direito Digital, que reuniu representantes da indústria e do governo, além de especialistas na área jurídica, em diversos paineis temáticos.

Na abertura do evento, o presidente executivo da Abinee e vice-presidente da Fiesp, Humberto Barbato, afirmou que a Internet das Coisas é uma realidade que vem gradativamente se impondo, modificando a forma de planejamento, gerenciamento e operação da indústria e da gestão das cidades.

A Abinee conta com uma Comissão de Internet das Coisas, reunindo fabricantes de diversos segmentos do setor eletroeletrônico. Segundo Barbato, um dos objetivos da Comissão é contribuir para a criação de uma política que atenda à velocidade e ao dinamismo que o tema demanda. “As tecnologias que viabilizam a Internet das coisas e a comunicação máquina a máquina evoluem rapidamente e, por isso, eventual regulamentação pode se tornar obsoleta num curto espaço de tempo.”

Barbato destacou que o Estado deve apoiar a harmonização dos regulamentos já existentes e guiados pelo próprio mercado para o ecossistema de IoT, a fim de continuar promovendo a inovação, incentivando investimentos e gerando crescimento para benefício de toda a sociedade.

O diretor titular do Departamento Jurídico da Fiesp e do Ciesp (Dejur), Helcio Honda, frisou a rápida evolução da tecnologia. “A Internet vem invadindo todos os campos e agora também as coisas”, disse. Daí o tema do congresso promovido pela Fiesp e pelo Ciesp – A Internet das Coisas e a Indústria.

O recente ciberataque em escala mundial é mostra, disse Honda, da necessidade de acompanhar com atenção a tecnologia.

Maximiliano Martinhão, secretário de Política de Informática do MCTIC, destacou que IoT vai muito além da questão tecnológica. A criação de padrões para IoT e a segurança estão entre os aspectos centrais do plano, que traz como prioridades áreas de aplicação como cidades inteligentes, agricultura inteligente e manufatura avançada.

Segundo ele, a IoT traz uma série de vantagens para a indústria, em termos por exemplo de flexibilidade das linhas de produção e de personalização de produtos. O tema é prioridade do MCTIC. O MCTIC está criando um “atlas” de IoT no Brasil, revelou. O estudo vai mostrar “quem está fazendo, o que está fazendo e o que está oferecendo”. O resultado ficará disponível no site do ministério.

Visão do setor eletroeletrônico

A Abinee também marcou presença no painel ‘Experiências do mercado relacionadas à utilização de dispositivos IoT conectados”, que contou com a participação do diretor sênior de Relações Governamentais da Qualcomm e diretor da Comissão de Internet da Coisas da entidade, Francisco Soares, e do diretor de Marketing e Relações Institucionais na Ericsson e membro da Comissão, Tiago Machado. Na ocasião, eles apresentaram uma visão de casos práticos já em pleno uso de IoT, no Brasil e no mundo, seus impactos regulatórios, legais e de segurança, de forma que se possa entender os desafios das soluções de IoT já implantadas.

Giuseppe Marrara, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da Cisco do Brasil e vice-diretor da Comissão de IoT da Abinee, integrou o painel “IoT como alavanca de Inovação”, que abordou as razões que fazem com que a IoT permita de forma rápida a integração de tecnologias e o desenvolvimento de ciclos de inovação. Cada vez mais abrangentes e alinhados às necessidades da sociedade, este movimento tem impulsionado novos modelos de negócios para indústria.

O III Congresso de Direito Digital tratou também de aspectos jurídicos e técnicos relacionados ao crescente uso de dispositivos conectados; compliance e segurança; casos de sucesso com dispositivos e soluções IoT e investigação forense. Esses paineis contaram com a presença do fundador CEO da GridVortex Systems, Vice-Presidente CiberSecurity do Instituto Smart City Business America, Jonny Doin; do coordenador-geral do MCTIC/Sepin, Thales Marçal; e do Consultor /Key Account da Intel, Evandro Claudio Rodrigues.


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