Perspectivas 2016: Regionais Abinee

17/12/2015

Regional Minas Gerais

Alexandre Magno Freitas, diretor

Acabou! 2015 acabou! Esse é um grito que vários de nossos associados e amigos esperam ansiosamente para soltar. Lá se vai um ano dos mais difíceis para o setor elétrico e eletrônico. Mas, infelizmente, ainda não acabou. Vem aí 2016, que promete não ser fácil também. É hora de desanimar? Definitivamente, não! É hora de lutar e usar o que o industrial brasileiro sempre demonstrou ter: criatividade e determinação.

Em 2015, a Abinee-MG procurou apresentar perspectivas que ajudassem a criar meios para diminuição de custos, aumento de competitividade e consequentemente crescimento de vendas. Demonstrou soluções administrativas e quais empresas do setor em Minas estão crescendo, buscando firmar-se no mercado em nichos que a demanda continua alta.

Uso de mão-de-obra prisional, análises de mercado para exportação, como anda a Avaliação da Conformidade, a NBR IEC 61.439, P, D & I, além da ISO 50001, foram temas abordados em nossos Cafés Temáticos que ajudaram a buscar caminhos firmes para nossas empresas. Em 2016 vamos trabalhar mais ainda. Estaremos atentos a todas as demandas do segmento.

Regional Rio Grande do Sul

Régis Haubert, diretor

As previsões de um ano difícil foram maximizadas diante do imbróglio político-econômico vigente em 2015. Neste momento de turbulência, o empresariado centra-se na árdua missão da manutenção da competitividade e da rentabilidade, corroídas pelos aumentos dos custos e pela retração do mercado.

A regional Abinee no Rio Grande do Sul tem centrado esforços no sentido de promover ações para as empresas associadas na busca de um horizonte mais favorável no curto e médio prazos. Entre as ações, destaco o convênio Abinee-Apex para internacionalização das empresas, no qual, 19 das 36 participantes são gaúchas; o APL Automação e Controle, gerido pela Abinee, que além de oferecer cursos gratuitos e convênios também levou empresas a exporem seus produtos em importantes feiras do setor; as reuniões com a Secretaria da Fazenda para atualização do ICMS; a parceria com o Sebrae para cursos de desenvolvimento das MPEs; o cluster da saúde, auxiliando no catálogo de fornecedores; e o Parque Canoas de Inovação, onde cinco empresas associadas poderão ser beneficiadas.

É sabido que 2016 ainda será um ano complicado, abrindo-se alguma expectativa de melhoria no segundo semestre. E como nossa orientação às empresas tem sido a de continuar reestruturando custos e de buscar novas oportunidades de mercado, registro que estamos batalhando em conjunto.

Regional Nordeste

Angelo Leite, diretor

O ano de 2015 foi muito difícil, não apenas para o nosso setor, mas para todo o País. Até outubro, a Abinee identificou, que o saldo negativo entre o total de admissões e de desligamentos atingiu quase 33 mil vagas de emprego nas indústrias elétricas e eletrônicas e o déficit da balança comercial do setor atingiu US$ 20 bilhões, 20% abaixo do registrado no igual período do ano.

Com base nesses números, e considerando as perspectivas negativas para 2016 já apontadas pelo próprio governo, acho que o setor vai continuar tendo perdas. Provavelmente, o governo vai reduzir investimentos, o PIB vai cair, haverá corte nos incentivos, investimentos reduzidos e juros altos. Acredito que essa será a realidade no Nordeste e no restante do país e que a situação só voltará a se estabilizar a partir de 2017. O importante é lembrar que momentos de crise nos impulsionam a inovar e buscar forças para atravessar, da melhor forma possível, essa fase difícil, agravada pela perda de credibilidade dos nossos políticos, diante de tantos escândalos de corrupção.

Regional Paraná/Santa Catarina

Álvaro Dias Júnior, diretor

O ano de 2015 foi difícil para a indústria em geral e, particularmente, para a eletroeletrônica, que sofreu com as incertezas econômicas e políticas de nosso país. O Brasil não cresceu e os empresários sentiram-se pisando em um terreno instável. As indústrias do setor eletroeletrônico no Paraná viram-se obrigadas a trabalhar com estruturas enxutas e a apostar em treinamentos e criatividade. Algumas puderam investir no mercado externo, outras usaram ensinamentos tradicionais para esperar a tormenta passar, pouparam recursos e trabalharam com seu fluxo de caixa.

O que esperar de 2016? Quase uma reprise de 2015. Portanto, tal qual em um combate, a guarda deve se manter alta! O grande desafio do próximo ano continuará sendo o de produzir, de forma cada vez mais eficaz, gastando menos, para ter um produto competitivo no mercado. A receita que serviu para 2015 servirá para 2016: é preciso união de nosso setor, pois somente juntos é que a nossa representatividade vai prevalecer.

O associativismo pode trazer a solução para muitos dos nossos problemas e, aqui no Paraná e em Santa Catarina, a Abinee continuará investindo na aproximação do setor, no relacionamento com o associado e na integração com outros segmentos de nossa sociedade. Queremos ouvir as dificuldades e, juntos, buscar soluções, negócios, oportunidades e novos horizontes.

Regional Rio de Janeiro/ Espírito Santo

Paulo Sérgio Galvão, gerente

O primeiro semestre de 2016 ainda será de dificuldades decorrentes da crise em curso mas espera-se que, partir do segundo semestre, os setores mais afetados, líderes em nosso estado, de P&G e Naval, iniciem sua recuperação, podendo ainda trazer benefícios à cadeia produtiva de fornecedores.

Apesar do atingimento de outros extratos, entende-se que nas áreas de segurança e de esportes, pode-se prever a manutenção de oportunidades consideráveis, especialmente em consequência das Olimpíadas e dos fortes investimentos da capital em novos conceitos de mobilidade urbana. No interior há indícios de melhorias e investimentos também na área de segurança pública de cidades de porte médio, sedes de municípios. O polo de TI, de Paulo de Frontin, está gerando as primeiras empresas, que poderão ser convidadas à participação na entidade.

Para o Espírito Santo há a previsão de visitas à sua Federação das Indústrias, com possibilidade de identificação de novas empresas associáveis, conforme indicações de seu diretor representante junto ao Conselho da ONIP. E a participação nos conselhos deliberativo da ONIP e de administração, do IBQN, nos fóruns junto à ANP, à Petrobras e em outros de articulação das 22 entidades representantes de toda a cadeia de P&G e Naval, permitirá gerar um fluxo de informações adequado à identificação de oportunidades para as associadas.

 
 
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