MCTIC sinaliza avanço em projeto de smart cities no País

26/07/2019

Depois que o Secretário Nacional de Telecomunicações do MCTIC, Vitor Menezes, anunciou o Programa Brasileiro para Cidades Inteligentes Sustentáveis do Governo Federal na última terça-feira (23), o diretor do Departamento de Inclusão Digital do Ministério, Wilson Wellisch, apresentou nesta quinta-feira (25) a experiência do Poder Público na área de smart cities. A apresentação do projeto Cidades Digitais foi realizada durante painel na Ilha do Conhecimento de Eficiência Energética, que integra a programação do Abinee TEC 2019 no ambiente da FIEE Smart Future.

Wellisch destacou alguns resultados do Cidades Digitais, criado em 2012, como a participação de 144 municípios brasileiros, sendo 21 somente em 2019. Também mostrou exemplos de aplicações, como no caso da iluminação pública inteligente, em que é possível alcançar ganhos de até 38% de eficiência, além de o mesmo poste de luz poder ter outras funcionalidades, como ser base para câmeras inteligentes que detectam suspeitos. Entre as principais soluções inteligentes abordadas por Wellisch estão identificação facial, câmeras de segurança inteligente, monitoramento de lavouras, gestão escolar, prontuário eletrônico e mobilidade urbana.

“Criamos um modelo de cidades inteligentes voltada para qualidade de vida das pessoas”, enfatizou.

Por fim, Wellisch comentou sobre o Programa Brasileiro para Cidades Inteligentes Sustentáveis, nova política que substitui o programa Cidades Digitais, que prevê também a criação da Câmara de Cidades Inteligentes, envolvendo governos, academia, indústria, setor privado e entidades representativas para debater as melhores formas de atender as cidades com soluções de conexão ou provimento de aplicações inteligentes. “A partir de então, abriremos para os municípios manifestarem interesse e realizar licitações para contratar empresas para implantação de soluções inteligentes”.

Edge computing e EcoStruxure

O painel contou ainda com a participação do diretor de Data Analytics da Fundação Certi, José Lacerda, que apresentou as vantagens do edge computing, ou computação de borda, para o desenvolvimento das cidades inteligentes. Segundo Lacerda, a tecnologia permite aliviar o tráfego de dados enviados para a nuvem, possibilitando também o machine learning nos próprios sensores coletores de dados.

“O edge computing não é uma nova tecnologia, mas reforça a tendência de se utilizar computação na nuvem com computação na borda para melhorar os sistemas das smart cities”, comentou.

Representando o setor privado, Fábio Leite, gerente da Schneider Electric, apresentou a solução EcoStruxure, uma plataforma que une as principais tecnologias da transformação digital (analytics, internet das coisas e inteligência artificial). “É uma forma de se organizar e operacionalizar toda a tecnologia”, comentou. A solução se aplica a todos os segmentos que envolvem uma cidade inteligente, como indústrias, redes de distribuição, máquinas, hospitais, prédios etc.

“Nós conseguimos deixar as redes mais inteligentes, atuando desde o carregador de carro elétrico, passando pelo gerenciamento de ferrovias até tornar aeroportos e a distribuição de água mais eficientes”, concluiu.

 
 
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