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Queda da Selic: ABINEE e outras seis entidades manifestam apoio

Em manifesto publicado nesta segunda-feira (5), no Jornal Valor Econômico, a ABINEE e as entidades ABIFA, ABIMAQ, Movimento Brasil Eficiente, SIMEFRE, SINAFER e SINDRATAR apresentaram seu apoio à decisão do Banco Central, em reduzir a taxa básica de juros em meio ponto percentual.

No manifesto, as entidades contestam setores da economia que criticaram a queda da Selic. "A taxa SELIC extremante alta e suas consequências são o maior câncer que temos no Brasil e defender a manutenção ou elevação da SELIC só interessa àqueles que se beneficiam do ganho fácil, em detrimento do Brasil que produz", destaca o texto.

Leia abaixo a íntegra do manifesto:

Menos juros, mais investimentos e empregos

Na última quarta-feira o COPOM - Comitê de Política Monetária do Banco Central, anunciou a redução da taxa básica de juros (SELIC) em meio ponto percentual. A decisão teve grande repercussão, algumas desfavoráveis. Analista ligados ao setor financeiro dizem que a medida denota enfraquecimento do Banco Central ou que a decisão é temerária e que o governo está abrindo mão do controle da meta de inflação. Por outro lado, o setor produtivo reconhece que a medida será favorável ao investimento e à competitividade das empresas, além de representar uma expressiva redução de gastos por parte do governo para a rolagem da dívida pública.

Mas, uma reflexão se faz necessária! A quem pode interessar a não redução da taxa SELIC? É importante ressaltar que a queda da taxa em meio ponto representará para o governo uma economia da ordem de 7 bilhões ao ano. A título de ilustração, a cada ponto percentual que se reduz na taxa SELIC é possível economizar cerca de 15 bilhões ao ano, o que equivale ao orçamento anual do programa Bolsa Família. Também não é possível admitir a tese de que a redução da taxa SELIC pode ser uma ameaça ao controle da inflação, pois não há escassez de qualquer tipo de produto e nem pressão para a elevação de preços.

O cenário internacional aponta para uma grave crise econômica mundial, com profunda recessão econômica e, portanto, afastando qualquer possibilidade de inflação, no Brasil e no mundo.

Nos últimos dezesseis anos ( 8 do governo FHC, 8 do governo Lula) o Brasil já gastou cerca de R$ 2 trilhões (valor históricos e sem correção) somente com o pagamento de juros da dívida pública. Trata-se da maior transferência de renda da história do capitalismo mundial para um único setor da economia, o financeiro. Essa política econômica que a sociedade pouco consegue perceber está fazendo o Brasil sangrar, está nos tirando a possibilidade de construir uma país verdadeiramente desenvolvido, que cuida do seu povo, que gera renda e distribui riquezas.

A taxa SELIC extremante alta e suas conseqüências são o maior câncer que temos no Brasil e defender a manutenção ou elevação da SELIC só interessa àqueles que se beneficiam do ganho fácil, em detrimento do Brasil que produz.

Entidades que assinam o manifesto:

ABIFA (Associação Brasileira de Fundição)

ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquina e Equipamentos)

ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica)

Movimento Brasil Eficiente

SIMEFRE (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários)

SINAFER ( Sindicato da Indústria de Artefatos de Ferro, Metais e Ferramentas em Geral no Estado de São Paulo )

SINDRATAR (Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo).


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