Em três meses, indústria eletroeletrônica gaúcha reduz expectativa de queda no faturamento durante a pandemia

13/07/2020

Pelo terceiro mês consecutivo, a Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee) pesquisou os impactos sociais, econômicos e logísticos causados pela pandemia do Covid-19 nas empresas gaúchas do setor eletroeletrônico.

A maioria das empresas entrevistadas (23%) prevê redução de até 20% no faturamento para o mês de julho, índice que chegou a 40% em junho e a 50% em maio. Os empresários também responderam que ainda têm fluxo de caixa para mais 60 dias, indicador que se manteve nas três pesquisas realizadas.

 

Outros dois índices que se mantêm estáveis é em relação a demissões, em que a maior parte das empresas (56% nesta edição da pesquisa) aponta não haver desligado seus colaboradores, e o nível de produção das fábricas, que se encontra de 45% a 60% – índice apontado por 24% das empresas.

Para julho, a principal medida adotada para manutenção dos empregos foi o home office, apontada por 52% das empresas, seguido por "nenhuma alteração na jornada de trabalho", respondido por 27%. A suspensão do contrato de trabalho foi indicado por 12% dos entrevistados.

 

Em relação à logística no transporte nacional e/ou internacional, reduziu de 65% (junho) para 56% o número de empresas que respondeu enfrentar problemas nesse aspecto. Diferentemente, aumentou de 54% para 56% as empresas que enfrentam dificuldades no fornecimento junto a fornecedores nacionais e/ou internacionais. Outro índice que segue em crescimento é em relação às empresas que informaram seguir recolhendo impostos que não tiveram postergação por parte do ente público, passando de 59% para 61%. Também aumento de 50% para 55%  o percentual de empresas que respondeu não estar utilizando financiamento ou empréstimo para capital de giro e pagamento de folha.

"Nossas empresas estão se conduzindo sob denso nevoeiro, gerindo o dia a dia e agora com visibilidade de não mais do que uma semana. Felizmente, o mês de junho deu alguns sinais vitais de melhora da situação dos negócios, com a gradual retomada e aumento do faturamento. Outra boa notícia é que alguns municípios gaúchos sinalizaram a adoção do tratamento precoce do Covid-19, uma importante ação para tratarmos o ecossistema do problema, que inclui saúde, isolamento social, regras sanitárias, manutenção do emprego e renda e dos negócios", avalia o diretor regional da Abinee, Régis Haubert.


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