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O real valorizado continua fazendo suas vitimas no setor eletroeletrônico, é o que o mostra a balança comercial de aparelhos celulares. Em 2007, as exportações destes produtos atingiram US$ 2 bilhões e as importações somaram US$ 375 milhões, gerando um superávit de US$ 1,7 bilhão. Já em 2011, as exportações caíram 73%, atingindo US$ 558 milhões, enquanto as importações cresceram 168%, chegando aos US$ 987 milhões.
Com este desempenho das vendas externas, os telefones celulares deixaram a liderança das exportações de produtos eletroeletrônicos, ocupada por vários anos, para ficar na 5ª posição. Ao mesmo tempo, os celulares foram o 7º produto mais importado.
Preocupada com o aumento das importações, principalmente, vindas da China, a ABINEE solicitou recentemente ao governo que analise os custos dos celulares importados da China (por cerca de US$ 12) comparativamente aos custos dos produtos fabricados no Brasil (cerca de US$ 38).
Para o presidente da ABINEE, Humberto Barbato, esse baixo custo é, provavelmente, sustentado pelos subsídios que o governo chinês concede às suas empresas exportadoras, gerando uma concorrência desleal com os produtos fabricados no Brasil. “Precisamos encontrar ferramentas que garantam a isonomia competitiva dos produtos, reduzindo, inclusive, os altos custos de produção local”, diz Barbato.
Evolução da balança comercial de aparelhos Celulares

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