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Barbato esclarece à CBN posição da ABINEE sobre celulares da China

O presidente da ABINEE, Humberto Barbato, encaminhou à jornalista Miriam Leitão, ao apresentador da Rádio CBN, Milton Jung, e à diretora de jornalismo da CBN, Mariza Tavares, nota contestando o comentário feito pela colunista na terça-feira (10), na Rádio CBN, em que ela critica a possibilidade de o Governo impor restrições aos aparelhos celulares importados da China.

Na nota, Barbato informou à Miriam Leitão que a ABINEE não está propondo a criação de barreiras à importação legal de aparelhos celulares da China. Esclareceu, também, que a entidade está solicitando ao Governo que analise os custos dos celulares importados da China (por cerca de US$ 12) comparativamente aos custos dos produtos fabricados no Brasil (cerca de US$ 38).

Ainda sobre o custo dos importados, Barbato alertou à colunista sobre o fato de que 80% de um aparelho celular é composto por componentes, que são commodities internacionais, ou seja, os preços praticados são os mesmos aqui e na China, o que torna impossível o custo de US$ 12. Feitas as contas, Barbato destaca que, em condições normais, o preço mais baixo que a China conseguiria é de aproximadamente US$ 27. O presidente da ABINEE salientou que esse baixo custo é, provavelmente, sustentado pelos subsídios que o governo chinês concede às suas empresas exportadoras, gerando uma concorrência desleal com os produtos fabricados no Brasil.

A respeito da crítica feita por Miriam Leitão sobre uma possível volta da reserva de mercado, Barbato afirmou que a ABINEE pede que o Governo aja no sentido de encontrar ferramentas que garantam a isonomia competitiva dos produtos, reduzindo, inclusive, os altos custos de produção local, que ultrapassam os 200% em relação aos similares importados. “Se, no passado, a reserva de mercado gerou uma produção local de bens de baixo avanço tecnológico, hoje, a indústria de celular instalada no país está atualizada tecnologicamente com as principais tendências disponíveis no mercado mundial, ou seja, os lançamentos no Brasil ocorrem no mesmo momento de outros países”, disse Barbato na nota.

Ele lembrou à jornalista que a ABINEE, reconhecidamente, defende, e sempre defendeu, a implantação de uma efetiva política industrial que garanta o desenvolvimento da indústria instalada no país, a oferta de produtos de qualidade e preços compatíveis, e principalmente, a geração de empregos.


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