Almoço da Abinee reúne políticos e empresários em São Paulo

09/12/2016

Propostas para a retomada do desenvolvimento econômico deram o tom do Almoço Anual da Indústria Elétrica e Eletrônica, no Clube Monte Líbano, em São Paulo, realizado pela Abinee na sexta-feira (9). Reunindo cerca de 550 convidados, o evento teve a participação dos ministros José Serra (das Relações Exteriores), e Ronaldo Nogueira (Relações do Trabalho), além de outros representantes dos executivos federal e estaduais, parlamentares e empresários.

Na abertura, o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato, afirmou que o setor eletroeletrônico navegou mais um ano em águas intranquilas. "Nunca, antes de 2016, ficou tão nítido o quanto a política pode contaminar a economia".

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Em sua opinião, as ações para a recuperação da atividade industrial devem ter a mesma prioridade dada ao ajuste fiscal. "O esforço para tirar a indústria da crise, é o esforço para tirar o Brasil da crise", disse. Leia pronunciamento completo aqui.

Em seu discurso, o presidente do Conselho da Abinee, Irineu Govêa, afirmou que o presidente Michel Temer enfrenta grandes desafios e o principal deles é a necessidade de promover as reformas de forma célere e sem aumento dos impostos, "pois a sociedade brasileira não tem mais fôlego nem condições de absorver novos aumentos".

O ministro José Serra abordou a reformulação institucional da pasta de Relações Exteriores como forma de otimizar o apoio do governo às exportações brasileiras. Ele afirmou que, para alavancar as vendas externas do País, é preciso solucionar o Custo Brasil, que gera desvantagem competitiva de aproximadamente 25% no valor dos produtos brasileiros. "Essa é a maior dificuldade, pois se trata de um problema estrutural, cuja resolução leva tempo", disse.

Sobre o contencioso da OMC que questiona políticas industriais brasileiras, o ministro afirmou que o Brasil vai recorrer da decisão final que condena as práticas do País. A decisão final será publicada em 14 de dezembro.

Ele disse ainda que o governo brasileiro, ao lado da indústria, deve começar a trabalhar imediatamente nos ajustes que devem ser promovidos nas políticas industriais questionadas. "No caso da Lei de Informática, precisamos fazer mudanças de ordem legislativa, por isso, temos que trabalhar juntos e envolver todas as esferas do governo", ressaltou.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que o novo governo tem buscado um amplo debate para um acordo nacional em torno da reforma trabalhista. Ele defendeu o diálogo com centrais sindicais e entidades ligadas ao setor empresarial. "O texto da atualização da reforma trabalhista está em fase quase final de elaboração. Todos os setores têm participado e temos acolhido sugestões", disse. Segundo ele, a atualização está ancorada em três eixos: o dos direitos de quem contrata e é contratado; o eixo da segurança jurídica e o da criação de oportunidades de empregos para todos.

Representando o ministro Gilberto Kassab, da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o secretário de Política de Informática (Sepin/MCTIC), Maximiliano Martinhão, afirmou que a pasta tem buscado atender aos pleitos da Abinee, conseguindo avançar em algumas políticas prioritárias para o setor. Ele citou a proposta de modificação da Lei geral de Telecomunicações, aprovada esta semana, e que será encaminhada a sanção presidencial.

Outro pleito diz respeito às obrigações de P&D da Lei de informática. "Estamos trabalhando de maneira muito próxima com o setor eletroeletrônico". Sobre o Painel da OMC, ele destacou que a Lei de Informática é um marco do País. "Nós não podemos pensar sequer em abdicar desse importante legado", salientou.

O senador José Aníbal, falando em nome dos representantes do legislativo presentes, afirmou que o parlamento tem papel-chave no desenvolvimento do País. "Nesta terça-feira, vamos votar a PEC 55, que será o começo do novo começo".

Representando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o Secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, falou sobre a importância dos programas estaduais de apoio às energias alternativas, como o gás natural. "Isso gera uma série de oportunidades", disse. Ele afirmou também que o momento é o de identificar gargalos da indústria para que o governo possa contribuir com sua resolução.

Homenagem ao presidente da CNI

Durante o almoço, o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, foi homenageado por sua contribuição pela busca do desenvolvimento e competitividade da indústria. Ao entregar a homenagem, Humberto Barbato destacou a incansável defesa de Andrade dos interesses do setor industrial.

"Nossa obsessão é recuperar os empregos que perdemos e melhorar a condição de vida dos cidadãos brasileiros", disse o presidente da CNI.

Também estiveram na mesa principal do evento os deputados Bilac Pinto; Fernando Francischini e Arnaldo Faria de Sá; o secretário de Telecomunicações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, André Müller Borges; o presidente da Anatel, Juarez Quadros; a jurista Janaína Paschoal; o presidente do Sinaees-MG, Ricardo Vinhas; além dos ex-presidentes da Abinee Newton Duarte e Nelson Freire, e do Sinaees-SP, Dorival Biasia.

Veja as fotos do evento:

Almoço Anual da Indústria Elétrica e Eletrônica 2016

 
 
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