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Durante reunião plenária da ABINEE, realizada nesta quinta-feira (1), o representante do Departamento de Responsabilidade Socioambiental da entidade, João Carlos Redondo, apresentou a Proposta de modelagem de Logística Reversa para Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos - REEE's -, feita pela ABINEE, em conjunto com a Eletros, no âmbito do GTT – Resíduos eletroeletrônicos, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e que está elaborando os modelos de recolhimento e destinação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Esses modelos serão entregues ao governo para elaboração de um documento único, que deverá estar pronto até o final deste ano.
A proposta da ABINEE e Eletros engloba os segmentos de linha branca (geladeiras, fogões, lava-roupas e aparelhos condicionadores de ar domésticos), verde (desktops, laptops, impressoras e aparelhos celulares), marrom (televisores, DVDs, aparelhos de áudio) e azul (batedeiras, liquidificadores e outros eletroportáteis).
Segundo Redondo, merece destaque a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, que abrange os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, os consumidores e os titulares dos serviços de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos. “Este aspecto, se não for cumprido, inviabiliza todo o processo de logística reversa”, disse.
Por conta disso, ele destacou a importância do consumidor, que tem o papel de dar início a todo este processo. “O nosso segmento tem uma particularidade diferenciada. O brasileiro acredita que há valor agregado no produto e estende a vida útil deste produto, dificultando assim o controle de quando este produto será descartado”, destacou. Redondo salientou que o consumidor tem a faculdade de entregar ou não o produto à destinação final e também de escolher o momento e para quem gostaria de entregá-lo. “Em função desta cultura de repasse/reuso, a vida útil do produto acaba sendo maior do que a projetada pelo fabricante/importador e a responsabilidade das empresas depende de onde e quando o consumidor entrega o produto”, disse.
Outras preocupações das empresas dizem respeito ao impacto do mercado cinza, à supervalorização do resíduo motivadas pelas metas quantitativas e à rastreabilidade dos produtos em função da quantidade colocada no mercado versus quantidade que retornará do consumidor.
Também preocupam as legislações estaduais e municipais que estão aparecendo e necessitam ser atendidas antes das negociações no âmbito federal serem concluídas, como por exemplo, a SMA 38 no Estado de São Paulo, com prazo de implementação para 1º de outubro deste ano.
Coordenando a reunião plenária, o presidente da ABINEE, Humberto Barbato, destacou que a regulamentação da PNRS e, em especial, da logística reversa, cria preocupações para o setor. Salientando a necessidade das empresas participarem das discussões sobre o tema, Barbato afirmou que a atenção premente é com produtos ligados ao consumo, como celulares, PCs e outros, mas que afetará os bens de capital em breve.
Veja a apresentação feita por João Carlos Redondo no Acesso Reservado do site ABINEE na Área de Responsabilidade Socioambiental.
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