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Para o presidente da ABINEE, Humberto Barbato, o baixo crescimento da economia brasileira em 2011 não é uma surpresa. "Após um começo de ano com previsões exultantes, que assinalavam crescimento do PIB acima de 5%, o ânimo e as estimativas foram se derretendo", diz.
Segundo ele, os dados do PIB mostram que o afrouxamento da política monetária não alcançou os efeitos esperados e tampouco foi suficiente para compensar os efeitos da hipervalorização da taxa de câmbio. "Resta-nos concluir que parte do crescimento esperado, ao deixar de ser gerado internamente, fez sorrir os produtores e trabalhadores de outros países emergentes, principalmente os asiáticos", afirma.
Barbato salienta que o balanço das contas torna evidente o fato de que o setor mais prejudicado nesse contexto foi a indústria. “Enquanto o agronegócio e os serviços cresceram, respectivamente, 3,9% e 2,7% em 2011, a indústria avançou apenas 1,6%. Pior, a indústria de transformação ficou estagnada”, enfatiza.
O presidente da ABINEE ressalta, ainda, que o modesto crescimento do setor industrial foi liderado pelos segmentos da indústria extrativa mineral (3,2%) e da construção civil (3,6%). Ele afirma que, mesmo considerando o efeito da comparação estatística com 2010, é impossível conformar-se com esse resultado, uma vez que outros setores também cresceram em 2010 e mantiveram desempenho positivo em 2011. “Será que sobrou alguém que possa defender que não vivemos um processo de desindustrialização?”, questiona Humberto Barbato.
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