Economista da CNI analisa spread bancário

07/10/2016

Com uma das maiores taxas de juros do mundo e elevados spreads bancários, o Brasil apresenta sérios entraves para o financiamento do setor produtivo. Para falar sobre este tema, a Abinee recebeu nesta quinta-feira (6) o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, que apresentou um estudo sobre Spread bancário e seu reflexo na indústria.

O economista destacou os motivos para que o spread bancário no País esteja atualmente em 23,1 p.p, ante 6,3 p.p da média mundial. Em seu diagnóstico, além da própria taxa de juros e das condições macroeconômicas, ele elencou o alto custo de inadimplência [que representa um quarto do spread], custo administrativo dos bancos e impostos diretos. Também influi na composição do spread a concentração bancária, além do tamanho do Estado e sua necessidade de se financiar. “Sobra poucos recursos para o setor privado, por isso, a oferta é menor”.

Como propostas para amenizar esse problema, Castelo Branco salientou a diminuição das exigências burocráticas, a implementação de medidas de redução da cunha fiscal dos spreads bancários e a redução do IOF nas operações de crédito. Sobre a questão da inadimplência, o representante da CNI defendeu a criação de fundo público de aval, com garantia parcial do crédito concedido, condicionado ao estabelecimento de teto para a taxa de juros e a comprovação por parte do banco de que houve análise criteriosa do risco do tomador. “Não existem soluções mágicas, mas opções para solucionar o crédito que é muito concentrado”, afirmou.

Veja a apresentação de Flávio Castelo Branco

 
 
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