Em audiência pública, Abinee debate energia solar

02/09/2016

O assessor da Área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica da Abinee, Roberto Barbieri, participou no dia 30 de audiência pública sobre o aproveitamento da energia solar no Brasil das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Minas e Energia.

Segundo Barbieri, apesar do Brasil ter uma das maiores reservas de minério de silício do mundo – material para produzir os módulos fotovoltaicos -, ainda assim as placas são feitas em sua maioria com produtos importados. “Temos o material, mas a indústria nacional não está participando desses fornecimentos. Exportamos o silício metalúrgico a US$ 2,5 o quilo, e quando trazemos uma célula fotovoltaica com esse silício, importamos a US$ 44 o quilo. Está aí uma grande agregação de valor que o Brasil está deixando de fazer porque não temos um pedaço da cadeia produtiva, que demanda investimento e uma política estratégica”, comentou Barbieri.

De acordo com o representante da Abinee, o Brasil possui em Minas Gerais empresas metalúrgicas que atuam nessa área e estão dispostas a atender a cadeia produtiva fotovoltaica. “Mas elas precisam de um incentivo, uma política firme para termos a cadeia fotovoltaica toda. A vontade é política, e se queremos ter a presença solar na nossa matriz de forma significativa, temos que ter controle sobre essa produção de energia”, ressaltou.

A audiência pública reuniu representantes dos setores acadêmico, produtivo e governo.


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Roberto Barbieri

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