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Economia real não deve ficar à mercê do capital especulativo, diz Barbato

Segundo o presidente da ABINEE, Humberto Barbato, o mesmo capital especulativo que ajudou a depreciar o dólar, prejudicando a competitividade das empresas, faz com que a moeda americana dispare neste momento de crise. Para ele, em função da forte variação da taxa de câmbio nas últimas semanas, as empresas estão com dificuldades para definir preços de venda para o mercado interno, e não sabem que taxa de câmbio utilizar nas exportações.

O presidente da ABINEE destaca que o momento é de cautela e o setor produtivo não deve tomar ações precipitadas para não gerar um efeito bumerangue. “Não podemos permitir que a economia real fique à mercê do capital especulativo”, enfatizou Barbato.

Ele afirma que durante anos, a indústria solicitou ao Banco Central a taxação deste capital, e não foi atendida. “Hoje este capital quer ir embora e promove a elevação desastrosa do dólar. Por isso, é importante, neste momento, continuarmos nossa luta por um câmbio equilibrado, sem sobressaltos. O câmbio desajustado é uma das piores coisas que pode acontecer na economia”, diz Barbato.

Para ele, passada a turbulência, o ideal seria que o dólar se estabilizasse no patamar entre R$2,10 e R$2,20. “Isso se o bom senso do Banco Central permitir”, comenta.

Segundo Barbato, somado ao problema cambial, o país vive neste momento um encurtamento do crédito que, quando chegar ao consumidor, poderá prejudicar o desempenho do setor eletroeletrônico. “Estávamos esperando um final de ano muito bom, mas esta indefinição poderá provocar uma revisão para baixo no faturamento das indústrias do setor”, completa.


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