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ABINEE vê como um desafio programa notebook para professor

O Programa Computador Portátil para Professor, lançado nesta sexta-feira, 4, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, foi recebido pela indústria eletroeletrônica como um desafio. Segundo o presidente da ABINEE, Humberto Barbato, que esteve presente no lançamento, a iniciativa é boa e foi discutida com o setor, para se buscar a melhor forma de viabilização.

A medida permite que professores das escolas públicas e privadas comprem nas agências dos Correios e nos bancos credenciados um notebook por até R$ 1.000,00 à vista. Os educadores também podem financiar o valor em até dois anos. “É um programa com objetivo desafiador para a indústria, pois estabelece um valor máximo de R$ 1.000,00 por unidade”, enfatizou Barbato.

O governo acredita que aproximadamente 3,4 milhões de educadores possam se beneficiar do programa. O presidente da ABINEE destacou que esse número pode se multiplicar pelo fato do notebook ser hoje um objeto de desejo. De acordo com estimativas da entidade, o mercado de notebooks crescerá 98% neste ano, chegando a 3.790.000 unidades.

A cerimônia de lançamento contou com a presença da Ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, dos ministros Hélio Costa, das Comunicações, Fernando Haddad, da Educação e do assessor especial da Presidência da República, César Alvarez, que fez uma apresentação sobre o programa. Ele destacou a importância de entendimento entre governo, indústria, bancos e os Correios, que serão responsáveis pela captação dos pedidos e entrega dos computadores no endereço indicado pelo professor.

Alvarez ressaltou, também, a participação da ABINEE nas discussões sobre o projeto. O assessor adiantou, ainda, que o governo federal irá buscar entendimentos com as secretárias de fazenda dos estados para a isenção de ICMS dos produtos como forma de barateá-lo ainda mais.

Hélio Costa salientou a participação dos Correios para o funcionamento do programa que, segundo ele, é parte integrante das metas do governo de inclusão digital. Para Fernando Haddad, a iniciativa permite que os professores se mantenham atualizados e terá impacto na metodologia de ensino e planejamento educacional.

O início das vendas dos computadores ocorrerá a partir de setembro, começando pelas capitais. Cada professor pode comprar apenas um computador e o controle pelo CPF será feito pelos Correios. Para efetuar a compra, o professor deverá ir a uma agência dos Correios ou aos bancos credenciados com documentos pessoais e os que provam sua condição profissional.

O computador deve ter no mínimo 512MB de memória, um disco rígido de 40Gb, tela plana de LCD, acesso à redes sem fio de Internet e software livre com mais de 27 aplicativos, além de programas específicos para a área educacional, entre outras características técnicas.


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