DRI Clipping Semanal nº 23 - 15 a 19/06/15

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Tabaré defendió la aperturacomercial de su país y comparóal Mercosur con una jaula
Fue durante una reunión con empresarios estadounidenses. El presidente Vázquez aseguró que Uruguay presenta "reglas de juego claras y estables"
por EL OBSERVADOR/RIPE
Durante una reunión que mantuvo ayer por la mañana con empresarios estadounidenses de la Americas Society/Council of America, el presidente uruguayo, Tabaré Vázquez, defendió la apertura comercial de Uruguay y fue otra vez crítico con el Mercosur, bloque al que comparó con una jaula. Ante los inversionistas, también señaló que Uruguay presenta "reglas de juego claras y estables para todos".
"La diversificación de posibilidades de inserción internacional para un pequeño país como el nuestro no es un capricho, es algo tan necesario como el aire que respiramos habitualmente. Una pequeña acotación. Somos Mercosur por identidad y convicción, pero no concebimos al Mercosur como una jaula sino como una plataforma de lanzamiento", dijo Vázquez ante los empresarios.
Sin nombrar al acuerdo global sobre servicios (conocido como TISA por sus siglas en inglés), el mandatario destacó la relevancia de la expansión comercial en el área servicios. "Queremos seguir avanzando en materia de exportación de servicios globales y tecnologías de la información", dijo. Tanto el ministro de Economía, Danilo Astori, como el canciller, Rodolfo Nin Novoa, se expresaron a favor del tratado a estudio. (Cronista – 19/06/2015)

Senadores exigen que Brasil denuncie a Venezuela en el Mercosur y la Unasur
Brasilia, 19 jun (EFE).- Los senadores brasileños que intentaron ayer visitar a opositores venezolanos presos y que fueron rodeados por partidarios del Gobierno de Caracas que protestaban por su presencia en Venezuela, reclamaron hoy que el Ejecutivo de Brasil denuncie la "falta de libertades" en Venezuela ante el Mercosur y la Unasur.
La mayoría de los miembros de la misión pertenecen al Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB) y a otros de la oposición a la presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, aunque también estaba el senador Ricardo Ferraço, del oficialista Partido del Movimiento Democrático (PMDB) del vicepresidente brasileño, Michel Temer.
"Vamos a exigir una posición dura del Gobierno brasileño y, si no la hubiera, desde el punto de vista político y parlamentario vamos a impulsar la respuesta necesaria en defensa de la democracia", dijo a los periodistas el senador y excandidato presidencial Aécio Neves, al llegar a Brasilia procedente de Caracas.
El opositor Neves encabezó la misión parlamentaria que viajó ayer jueves a la capital venezolana, pero no pudo ir mucho más allá del aeropuerto de Maiquetía, situado a unos 30 kilómetros de Caracas.
Los senadores aseguran que la camioneta que les trasladaba fue bloqueada por simpatizantes del Gobierno del presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, que rodearon el vehículo y llegaron a golpear los cristales con modos amenazadores, lo que mostraron en vídeos que publicaron en la internet.
"Fuimos recibidos por la intolerancia de un régimen que no admite posiciones contrarias", dijo Neves en Brasilia, y apuntó que, "si había alguna duda de que hay una escalada autoritaria en ese país, esa duda ya no existe".
El senador Aloysio Nunes, quien también formó parte de la misión que viajó a Caracas y preside la Comisión de Relaciones Exteriores de la Cámara Alta, dijo que exigirá al Gobierno brasileño que la "agresión" sufrida por los parlamentarios se denuncie al Mercosur y la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur).
Los incidentes ocurridos en los alrededores del aeropuerto de Maiquetía motivaron una fuerte reacción del Gobierno brasileño, que, en una nota oficial divulgada anoche, considera "inaceptables los actos hostiles contra parlamentarios brasileños".
En el comunicado, el Gobierno de Rousseff asegura que la misión parlamentaria tenía apoyo oficial, hasta el punto de que se trasladó a Venezuela en un avión de la Fuerza Aérea Brasileña y fue asistida de forma permanente por la Embajada del país en Caracas.
La nota añade que, "a la luz de las tradicionales relaciones de amistad entre los dos países, el Gobierno brasileño solicitará al Gobierno venezolano, por los canales diplomáticos, un esclarecimiento debido de lo ocurrido". (Ultima Hora – 19/06/2015)

Do problema à solução
Pedro Luiz Passos
Uma política de comércio exterior altiva começa com a revisão corajosa das regras do Mercosul Se o governo pretende, de fato, revitalizar a política de comércio exterior, como sugerem os sinais de abertura a outros mercados emitidos nos últimos meses, não há como evitar uma tarefa tão imprescindível quanto complexa: a revisão das diretrizes que regem o Mercosul.
Criado há 24 anos, o bloco regional não só se afastou de seu maior objetivo, que era o estabelecimento de uma zona de livre-comércio, como se transformou, nos últimos anos, em camisa de força para a inserção dos países-membros na economia global, devido à cláusula de que todas as decisões sejam por consenso.
Aassimetria dos momentos econômicosentre os cinco sócios do Mercosul, sobretudo Argentina, impede que se abram as portas aos acordos entre países ou regiões, na sequência do travamento do multilateralismo no âmbito da Organização Mundial do Comércio.
Trata-se deummovimento que está redesenhando as regras e os fluxos do comércio no mundosem que dele participemos de maneira firme e construtiva. Esse alheamento já nos cobra um alto custo.
As negociações em curso não mais têm como foco a redução de tarifas. Nas economias avançadas e entre os grandes emergentes, as alíquotas de importação se encontram em patamares mínimos. As barreiras comerciais em causa nos acordos são de outra ordem.
O que se põe sobre amesa de discussão são temas que dificultam ou oneram a expansão do comércio, como regras fitossanitárias, normas técnicas, processos alfandegários e cipoal tributário. Também ganham espaço outros itens importantes, como investimentos, tecnologia, relações trabalhistas e ambiente.
A simplificação e eliminação de barreiras não tarifárias é uma linha que acertadamente o Ministério do Desenvolvimento vem perseguindo como prioridade. A facilitação nos procedimentos de importação e exportação abre caminho para que haja maior integração entre as cadeias globais de produção, que se tornou o arranjo preferencial de organização industrial dos conglomerados multinacionais.
Hoje, mais de 50% da corrente comercial no mundo acontece entre as subsidiárias desses grupos instaladas em vários países. Para o Brasil estar nesse jogo, tais empresas precisam dispor de plenas condições de definir modelos operacionais adaptados à sua estrutura produtiva. É assim que um país também se credencia ao acesso às tecnologias que fluem ao longo das cadeias globais.
Remover os impasses que paralisam o Mercosul, portanto, é etapa prévia obrigatória para uma estratégia comercial contemporânea, sem que se tenha necessariamente de renegá-lo. Basta reformá-lo.
Além de sua importância geopolítica, o Mercosul ainda pode representar um mercado significativo para as mercadorias brasileiras. Nos cinco primeiros meses do ano, as trocas com o bloco representaram pouco mais de 9% do comércio total do Brasil. Mas essa fatia, em seu melhor momento, no fim dos anos 1990, superou os 15%.
O que se propõe é a adequação das regras em vigor para permitir a cada membro buscar o que mais lhe convém, deixando aos demais a possibilidade de adesão posterior conforme os seus interesses.
É tarefa, como dissemos, complexa, embora necessária, como a presidente Dilma Rousseff o demonstra, ao buscar desemperrar o acordo que se arrasta háuma décadacom a Europa e acenarcom algo mais que notas protocolares com EUA, México e China. Esse é o "novo multilateralismo" que se impõe --se não um acordo com todos, ao menos com países e regiões relevantes ao Brasil. (Folha de SP – 19/06/2015)

Plano de exportações fortalecerá acordos bilaterais de comércio, diz secretário
O Plano Nacional de Exportações (PNE), que será anunciado em breve pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, deverá fortalecer acordos comerciais bilaterais do Brasil com outros países, sem prejuízo do que é previsto no âmbito do Mercosul. A informação foi divulgada hoje (18), pelo secretário de Comércio e Serviços do do ministério, Marcelo Maia.
"Os pilares [do PNE], no aspecto macro, são a simplificação nas transações, retomada de negociações bilaterais com uma série de países e o fortalecimento de mercados alvos, no sentido de segmentos econômicos com os quais a gente quer focar o setor de exportações de serviços", disse Maia, durante o lançamento da edição 2015 do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), previsto para os dias 19 e 20 de agosto, no Rio.
O secretário frisou que serão intensificadas as relações comerciais com uma série de países. "Já iniciamos esse trabalho. A primeira visita que o ministro [Armando Monteiro Neto] fez para o exterior, logo depois de tomar posse, foi para os Estados Unidos. Estamos retomando as relações com os Estados Unidos. A gente teve uma visita importante agora, no México, onde incrementamos uma pauta bastante importante de acordos comerciais. E estivemos no Chile na semana passada."
Maia ressaltou, porém, que essas ações bilaterais não significam que haverá enfraquecimento econômico do Mercosul. "Continua o Mercosul da mesma forma, e agora a gente está retomando algumas relações que entendemos serem importantes para nossa pauta de exportações. É uma nova diretriz. Obviamente, os acordos do bloco continuam mantidos. Mas nós vamos procurar dinamizar essas demais relações. Não são extra Mercosul, porque estão dentro do escopo do acordo. Continuamos com o Mercosul, só procurando ampliar essa pauta de relações."
O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, comemorou a decisão do país de estreitar relações comerciais com mercados de forte potencial comprador, como os Estados Unidos. Ele disse que o setor exportador aguarda com expectativa positiva o lançamento do PNE.
"A expectativa é boa. Temos esperanças que esse plano possa ser, no futuro, um embrião de uma política de comércio exterior. Ele tem uma coisa muito importante. De uns anos para cá, a palavra Estados Unidos era proibida. Nunca entrou em nenhum plano. Nesse, agora, os Estados Unidos são a estrela. E basicamente o foco são eles. O Brasil agora passou a focar os Estados Unidos. Não abandonou a África e América do Sul, que eram os dois mercados prioritários, mas passa a dar foco ao maior mercado importador do mundo", destacou o presidente da AEB. (Agência Brasil – 18/06/2015)

Vázquez dijo que el Mercosur no puede ser una jaula
Durante una reunión que mantuvo en la mañana de este jueves con empresarios de la Americas Society/Council of America, el presidente, Tabaré Vázquez, defendió la apertura comercial de Uruguay y fue otra vez crítico con el Mercosur, bloque al que comparó con una jaula. Ante los inversionistas, también señaló que Uruguay presenta "reglas de juego claras y estables para todos".
"La diversificación de posibilidades de inserción internacional para un pequeño país como el nuestro no es un capricho, es algo tan necesario como el aire que respiramos habitualmente. Una pequeña acotación, somos Mercosur por identidad y convicción, pero no concebimos al Mercosur como una jaula sino como una plataforma de lanzamiento", dijo Vázquez ante los empresarios.
Sin nombrar al acuerdo global sobre servicios (conocido como TISA por sus siglas en inglés), el mandatario destacó la relevancia de la expansión comercial en el área servicios. "Queremos seguir avanzando en materia de exportación de servicios globales y tecnologías de la información", dijo. Tanto el ministro de Economía, Danilo Astori, como el canciller, Rodolfo Nin Novoa, se expresaron a favor del tratado a estudio. (El Observador – 18/06/2015)

Mercosur/EU hope 'for positive news in third quarter' despite members' domestic problems
The European Union also has difficulties in completing a draft proposal of goods and services to exchange with Mercosur in the search for a long delayed trade agreement between the two blocks, revealed Uruguayan vice-president Raul Sendic during a report to the Senate on his recent 10/11 June trip to Brussels for the Celac/EU summit. However in “the third quarter of the year there should be positive news”.
Sendic revealed that not only Argentina has 'difficulties' for a Mercosur/EU accord: the same can be said of several European countries
A most positive side of the meeting was that German Chancellor Angela Merkel insisted on the need to formalize as soon as possible an EU/Mercosur agreement
Sendic admitted that if the exchange of proposals effectively advances, ”the signing of the agreement will only take place during the following year (2016).
“Let me tell you that there are not only difficulties such as those with Argentina, since there are European countries that face difficulties regarding farm policies and they see Mercosur as a very efficient competitor in agriculture terms”, said Sendic who was part of the Uruguayan delegation together with foreign minister Rodolfo Nin Novoa.
The Uruguayan delegation together with their Brazilian counterparts had as their main objective of the Mercosur/EU meeting, on the sidelines of the Celac/EU summit, to agree on a date for the exchange of proposals with Europe for the encompassing trade agreement.
“We agreed, both blocks, to advance simultaneously agreeing on the exchange of 'offensive and defensive lists' of 4.000 goods”, from the four Mercosur members, Argentina, Brazil, Paraguay and Uruguay and the 28 countries from EU.
Sendic said even when Argentina did not object to a free trade agreement of Mercosur with the EU, “they did request more time for the exchange of proposals with the list of goods and services which will be subject to lower tariffs”.
However “we did agree that in the course of the third quarter both sides would present their proposals 'sufficiently encompassing' so that we can move into the chapter of progressive elimination of tariffs on an agreed list of goods and services”, pointed out Sendic.
“The commitment from both sides is to present a greater opening to what we have been showing or advancing so far. But overall we have an optimistic position regarding the content of the proposal lists”.
The Uruguayan vice-president said the foreign ministry is now involved in processing the joint effort promised by Mercosur with the remaining three members. Nevertheless Sendic admitted that if the exchange of proposals effectively advances, ”the signing of the agreement will only take place during the following year (2016).
“I think the most positive side of the meeting in Brussels was the fact that German Chancellor Angela Merkel insisted on the need to formalize as soon as possible an EU/Mercosur agreement, and if necessary a 'two speeds' approach was acceptable”, underlined Sendic.
The Uruguayan official also pointed out to the bilateral cooperation understanding reached between EU and Uruguay to promote scientific research, drugs policy, migration, security and joining efforts in combating poverty.
Finally Sendic revealed to Senators that visiting leaders had a 'semi confidential' meeting with their European counterparts where the issues that most concern EU were addressed and they included: standing threat from terrorism; Russia's stance regarding Ukraine and its impact on the EU and finally the massive migration into the continent which had divided EU members hits harder Mediterranean countries. (MercoPress Uruguay – 18/06/2015)

Industriales piden a Brasil enfatizar en comercio como presidente de Mercosur
El director de Desarrollo Industrial de la Confederación Nacional de la Industria dijo que el Mercosur tiene pendiente varios asuntos comerciales que cada vez aplaza más, como acuerdos de servicios y compras gubernamentales y la eliminación de barreras no arancelarias que aún persisten, principalmente las impuestas por parte de Argentina.
Los industriales brasileños pidieron que el Mercosur le dé más prioridad a los asuntos económicos y a los acuerdos comerciales que a los políticos y sociales a partir de hoy, cuando Brasil asume la presidencia rotativa del bloque comercial.
"El Mercosur tiene que darle prioridad a la agenda económica bajo la presidencia brasileña" del grupo, aseguró la Confederación Nacional de la Industria (CNI) en un comunicado divulgado pocas horas antes de la cumbre que tendrán los presidentes de los países del Mercosur este miércoles en la localidad argentina de Paraná y en la que Argentina le transmitirá el mando del bloque a Brasil.
La patronal de los industriales brasileños aseguró que el grupo integrado por Argentina, Brasil, Paraguay, Uruguay y Venezuela le ha dado más importancia en los últimos años a los asuntos políticos y sociales y ha aplazado importantes decisiones que interesan a los empresarios de la región y que pueden aumentar el comercio.
La confederación recordó que en su última cumbre en Venezuela, el Mercosur aprobó un comunicado conjunto con 47 párrafos que se referían a diferentes asuntos como derechos de menores migrantes y homenajes a los fallecidos Hugo Chávez y Néstor Kirchner, sin ningún avance en el área comercial.
"Las decisiones y discusiones del bloque excluyeron asuntos económicos importantes para la ampliación de los negocios al interior del Mercosur y, principalmente, para el acceso a nuevos mercados", asegura la CNI.
Los industriales brasileños consideran que, bajo la presidencia brasileña a partir de este miércoles, el Mercosur tiene que darle más prioridad a acuerdos comerciales con otros bloques y países e impulsar las paralizadas negociaciones con la Unión Europea (UE).
"Retomar la agenda de acuerdos comerciales y explorar asociaciones con la Alianza del Pacífico, la Unión Europea, Estados Unidos, Canadá, Sudáfrica, India y Japón son una prioridad y una estrategia fundamental para el Mercosur", afirmó el director de Desarrollo Industrial de la CNI, Carlos Abijaodi, citado en la nota.
El dirigente alegó que las empresas brasileñas necesitan de más oportunidades de negocios con otros países, algo cada vez más difícil dado que, en su opinión, el Mercosur dejó de lado su agenda de libre comercio.
Dijo que el Mercosur tiene pendiente varios asuntos comerciales que cada vez aplaza más, como acuerdos de servicios y compras gubernamentales y la eliminación de barreras no arancelarias que aún persisten, principalmente las impuestas por parte de Argentina.
"El Mercosur es importante para la industria de Brasil, pero sus socios necesitan pensar en estrategias de política comercial e inserción internacional y, al mismo tiempo, corregir los equívocos que impiden la consolidación del bloque", agregó Abijaodi.
En la cumbre de hoy en Argentina está prevista la participación de la jefa de Estado del país anfitrión, Cristina Fernández, así como de los presidentes de Brasil, Dilma Rousseff; Bolivia, Evo Morales; Paraguay, Horacio Cartes; Uruguay, José Mujica, y Venezuela, Nicolás Maduro. (Estrategia Chile – 17/06/2015)

Afirman que sector industrial es esencial para Mercosur
Dicen que Venezuela tiene una posición de bajo perfil ante la negociación comercial con EU
Miguel Sánchez.- A pesar de lograr la inserción plena al Mercosur (Mercado Común del Sur) el 31 de julio de 2012, debido a una serie de eventos que conectaron al calificado golpe de Estado institucional que depuso al expresidente paraguayo Fernando Lugo, “Venezuela no ha alcanzado desarrollar una oferta exportable hacia el bloque por los problemas productivos de origen nacional, y esto nos hace vulnerable”, destacó el exministro Gustavo Márquez.
Esta condición delicada ha mutado hacia una situación deficitaria en términos comerciales, “ya que dependemos de las importaciones del sector agroalimentario, y no ofrecemos productos de alto valor agregado, además del poco desarrollo de una auténtica capacidad tecnológica”, relató el otrora embajador de Venezuela en tierras neogranadinas.
Este primer dilema abre las compuertas de cómo Venezuela debe insertarse efectivamente al mecanismo regional. Por ello, el economista Víctor Álvarez, sostiene que la dificultad debe ser abordada a través de tres requerimientos fundamentales. “Se debe definir una verdadera tasa de cambio que exprese la verdadera productividad de la agricultura y la industria, activar y modernizar el aparato industrial, así como repotenciar la infraestructura y los servicios de apoyo al sector productivo”.
El primer mandato de Álvarez trastoca la política cambiaria asumida en esta administración, “donde se debe abandonar el régimen de intercambio múltiples, como Cencoex y Sicad, lo cual promueve una importación ventajosa hacia los países de origen, y castigan la competitividad cambiaria de la oferta exportable venezolana”, afirmó.
El segundo edicto del investigador refiere a la posibilidad de modernización del aparato industrial venezolano “para aumentar el uso de la capacidad instalada ociosa que se encuentra en el país y apoyar un verdadero proceso de innovación tecnológica a través de una reforma a la Ley Orgánica de Ciencia y Tecnología”, subrayó.
El último componente de la tríada se traduce en el fortalecimiento de puertos y aeropuertos, así como de accesibilidad de los servicios básicos como agua, electricidad y gas dentro de los parques industriales. “Al cumplir estas condiciones, Venezuela estaría preparada para insertarse exitosamente en el mecanismo de integración, a fin de cambiar la lógica importadora hacia la colocación de productos altamente competitivos”, argumentó.
Para evitar el deterioro de los precios de las materias primas en el mercado internacional, “debemos desarrollar la industria transformadora, no desde la perspectiva de la adecuación de recursos naturales, sino por medio de las ventajas competitivas en la generación de innovación y conocimiento”, finalizó Álvarez.
Libre comercio vs Complementariedad
Los origenes del Mercosur se remonta a 1991 con el Tratado de Asunción, esto bajo una óptica económica y comercial, “pero que derribó las tensiones políticas existentes entre Brasil y Argentina para aquel entonces”, resaltó Márquez.
De igual forma, el especialista denota que la integración no “es de tipo clásico como fue concebida en la Comunidad Andina de Naciones(CAN), porque el esquema es bajo la moda del trato diferencial y no de libre comercio, esto debido a las asimetrías de las economías y por la adopción del arancel externo común para todos los integrantes”. Al mismo tiempo refirió que la asunción plena del país al bloque, tomando en cuenta los cambios geopolíticos, “fue un total acierto”.
Sin embargo, el profesor de la Escuela de Estudios Internacionales de la Universidad Central de Venezuela (UCV), Félix Arellano, destacó que “Venezuela entró al bloque por una coyuntura dada en Paraguay, además ni la política cambiaria ni productiva le ha permitido tener una inserción correcta, y mucho menos adoptar el arancel externo común”.
Por su parte, en el reinicio de la negociación del acuerdo comercial con la Unión Europea, “las posiciones son divergentes. El presidente Tabaré Vásquez ha llamado a revisar la estructura del Mercosur, específicamente en la rígidez de la Unión Aduanera, en cambio Brasil quiere asumir el compromiso de la negociación. Argentina se opone rotundamente a esto, y Venezuela se encuentra en una posición de bajo perfil”, exhortó Arellano.
Asimismo, el sociólogo Franklin González, plantea que los principios de la política exterior venezolana, como la cooperación, complementariedad y solidaridad, son diferentes al libre comercio, “por ello la valoración de la relación es mucho más que comercial, es política y social”. (El Mundo Venezuela – 17/06/2015)

Cuba e a União Europeia avançam em negociação sobre acordo comercial
Havana - Cuba e a União Europeia (UE) avançaram na negociação sobre um acordo comercial durante a quarta rodada de conversas, finalizada na terça-feira em Bruxelas, comunicaram hoje fontes diplomáticas.
O Ministério cubano de Relações Exteriores destacou em sua página no Site os resultados significativos atingidos no relativo à cooperação entre ambas partes durante os encontros dos dois últimos dias.
Assim mesmo, assinalou que as delegações expressaram suas posições e aspirações durante um intercâmbio sobre o capítulo de diálogo político.
As partes, encabeçadas pelo vice-ministro de Relações Exteriores de Cuba, Abelardo Moreno, e o diretor executivo para as Américas do Serviço Europeu de Ação Exterior, Christian Leffler, lembraram reunir-se novamente em setembro próximo em Havana.
Os representantes do país caribenho e o bloco comunitário corroboraram a vontade de continuar avançando neste processo com o propósito de concluir as negociações o quanto antes possível, assinala Cubaminrex.
Cuba e a UE celebraram a primeira rodada de conversas em abril de 2014, a segunda em agosto desse mesmo ano e a terceira agora em março de 2015. (Prensa Latina – 17/06/2015)

La Unión Europea y Cuba siguen sin concretar acuerdos
Cuarta ronda de negociaciones
La cuarta ronda de negociaciones entre la Unión Europea y Cuba, que tuvo lugar ayer por la noche con la finalidad de lograr acuerdos bilaterales, concluyó sin resultados concretos. Según fuentes comunitarias, los diálogos sobre cooperación y economía se encuentran en fases avanzadas y el diálogo político aún tiene que progresar. (Aquieuropa – 17/06/2015)

El cambio de paradigma en el Mercosur y la reacción argentina
Columnistas
Marcelo Elizondo, Director General de la consultora DNI
El cambio de paradigma en el Mercosur y la reacción argentina
El 11 de junio pasado se efectuó en Bruselas la reunión de autoridades de nivel Ministerial del Mercosur y la Unión Europea tendiente a decidir avances para un acuerdo de libre comercio entre ambos bloques.
En las últimas semanas, Brasil y Uruguay han manifestado públicamente su fuerte vocación por impulsar esas negociaciones. Detrás de ello se encuentra la más trascendente transformación que podría sufrir el Mercosur: de ser un bloque regional que primordialmente prevé condiciones de negocios ‘hacia adentro’, pasaría a estar incorporándose al movimiento de negociaciones económicas internacionales entre bloques que está ocurriendo en el mundo y que incluye a países que en su conjunto representan 2/3 del producto bruto global.
La Argentina no ha mantenido la misma vocación integradora ‘hacia afuera’ de sus socios y que también han llevado adelante ya los vecinos integrantes de la Alianza del Pacífico. La decisión de Brasil y Uruguay (acompañada por Paraguay) significa la atenuación o desaparición de la divergencia que ha existido en los últimos años en nuestra región entre países mas dinámicos en la integración económica internacional (Chile, Perú, Colombia) y países mas reacios a las negociaciones internacionales (Brasil supo estar ente ellos). Esto deja a nuestro país ante una disyuntiva: o acompaña a la ya enorme mayoría de la región o queda aislada en una posición de cerrazón que ya abandonaron sus vecinos. Pero Argentina parece poner condiciones a este proceso.
Dice el científico Thomas Kuhn que paradigma es el modelo que una generación toma como telón de fondo de su conocimiento, y que los paradigmas empiezan a debilitarse cuando no pueden dar cuenta de algún nuevo descubrimiento al que primero se lo trata de minimizar como si fuese solo una excepción, hasta que las excepciones empiezan a multiplicarse.
Lo que los socios de Argentina han advertido es que el Mercosur retrocede en sus negocios internacionales. En 2014 las exportaciones del bloque cayeron 9,6%, continuando una tendencia decreciente exhibida también 2013 (descenso de 1%) y en 2012 (retroceso de 2,2%).
Ahora bien: las exportaciones mundiales (según la Organización Mundial de Comercio) crecieron 2,8% en 2014. Y se prevé que este año crecerán 3,3%. Sin embargo, las exportaciones argentinas decrecieron 11% el año pasado, y este año están cayendo 15%. La mala performance del Mercosur y de Argentina en particular no puede atribuirse solamente a razones exógenas.
Las exportaciones totales de nuestro continente pasaron en un decenio de u$s 584.114 millones (en 2005) a u$s 1.109.255 millones (2014), con un crecimiento destacado; de 89,9%. Pero -especialmente en el último sexenio- Argentina no acompañó esa tendencia, porque mientras en 2008 exportó por una cifra que representó un 7,95% del total del continente, luego fue perdiendo relevancia relativa en el total y cayó en incidencia porcentual hasta llegar el año pasado a una participación de apenas 6,48% del total del subcontinente.
En nuestro país faltan dólares, pero si las exportaciones argentinas hubiesen crecido desde 2005 hasta 2014 (último decenio) al mismo ritmo que las latinoamericanas, el año pasado Argentina hubiese exportado u$s 76.628 millones (u$s 4.693 millones más que los que exportó). Y si hubiesen crecido desde el inicio de la década (2010) hasta 2014 al mismo ritmo que el de toda Latinoamérica y el Caribe (las exportaciones argentinas crecieron 5% mientras las latinoamericanas 24,11%) Argentina hubiese exportado -en 2014-u$s 16.515 millones más que los que exportó (con la misma lógica, desde 2010 hasta 2014 hubiesen ingresado en Argentina u$s 26.067 millones comerciales más que los conseguidos por exportaciones)
Lo que padece nuestro sector externo es una desvinculación de procesos de integración internacionales. La América Andina ya participa de ellos y Brasil y el resto del Mercosur ahora pretenden imitarlos. Argentina debe decidir.
De lo que se trata, ahora, pues, no es de discusión de ideologías sino de búsqueda de resultados. (Cronista – 17/06/2015)

La UE también tiene escollos para elevar su oferta al Mercosur
El vicepresidente de la República, Raúl Sendic, declaró ayer en una rueda de prensa en el Parlamento que no solo el Mercosur tiene dificultades para cerrar una oferta conjunta para alcanzar un acuerdo de libre comercio con la Unión Europea (UE). "Quiero expresar que no solo hay dificultades por el lado de Argentina, hay países (europeos) que tienen dificultades por sus políticas agrícolas que ven al Mercosur como un competidor para sus producciones", explicó el jerarca a los medios en un balance de su reciente visita a Bruselas el pasado 10 y 11 de junio donde se abordó ese tema.
El vicepresidente formó parte de la delegación oficial de Uruguay junto al canciller Rodolfo Nin Novoa, que tenía como uno de sus objetivos fijar una fecha para el intercambio de ofertas para cerrar un TLC con la UE este año.
Sendic comentó que se acordó "avanzar al unísono en ambos países fijando el intercambio de las "planillas ofensivas y defensivas" –que abarcan casi 4.000 productos– de los cuatro países del Mercosur (Brasil, Argentina, Paraguay y Uruguay) y la UE.
El vicepresidente de la República destacó que si bien Argentina no ofreció resistencia para cerrar un TLC con la UE, solicitó más tiempo para el intercambio. Así, los bloques acordaron que para el tercer trimestre cada una de las partes presente una oferta que sea lo suficientemente abarcativa para ingresar en una fase de desgravamiento arancelario progresivo de una amplia gama de bienes y servicios.
"El compromiso es presentar una apertura mayor a lo que se ha mostrado hasta el momento. Tenemos una posición optimista sobre el contenido de esas listas", afirmó Sendic.
Agregó que ahora un equipo de la cancillería uruguaya se encargará de procesar la oferta conjunta que se comprometió a elevar el Mercosur con sus restantes tres socios.
De todas formas, admitió que en caso de proceder al intercambio de las ofertas, la firma del TLC quedaría para el próximo año.
Agenda europea complicada
En la cumbre de Bruselas, Sendic informó que hubo una reunión "reservada" con los jefes de Estados de Europa donde se abordaron los temas que hoy "ocupan la agenda" del viejo continente. En primer lugar, indicó que hay "preocupación" de los países por la "amenaza permanente del terrorismo". Además, la posición de Rusia con Ucrania sigue "generando dificultades" para la política común que la UE pretende implementar en la región. "El tercer elemento es la emigración que genera problemas en la interna de la Unión Europea, ya que afecta en mayor medida a los países sobre el Mediterráneo", dijo Sendic. (El Observador – 17/06/2015)

Impasse ameaça acordos comerciais dos EUA
INTERNACIONAL
Assis Moreira
A derrota inicial sofrida pelo presidente Barack Obama no Congresso dos EUA, na sexta-feira, amplia as incertezas bem além da negociação da Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), que Washington vê como ummodelo dos acordos comerciais do futuro.
Durante o voto sobre o Trade Promotion Authority (TPA, o chamado fast-track), para acelerar a adoção de acordos comerciais, a proposta foi aprovada por 219 votos contra 211. No entanto, o documento não pode ser enviado à Casa Branca para a assinatura de Obama. É que, por razões complexas de procedimento legislativo, a votação do TPA era em paralelo e dependia do voto de uma proposta sobre ajuda a trabalhadores afetados pela concorrência externa.
Democratas, incluindo aliados históricos de Obama, rejeitaram esse projeto, numa manobra deliberada para derrubar o TPA. Para eles, a ajuda não compensa o que consideram acordos comerciais ruins e custosos para os trabalhadores americanos.
A rigor, o que o TPA faz é dar ao parceiro comercial, com o qual os EUA negociam, a garantia de que o Congresso americano não fará exigências adicionais, uma vez concluído o acordo. Agora, haverá outras manobras em Washington. Se Obama não reverter a derrota que sofreu, ele não só perderá credibilidade, como isso deixará a política comercial americanano tapete eWashington sem estratégia clara para os parceiros.
Ontem, por 236 a189 votos, a Câmara dos Deputados estendeu até 30 de julho o prazo para realizar a segunda votação sobre o TPA, dando mais tempo para que Obama tente reconquistar o apoio dos democratas rebeldes.
O "fast track" pedido por Obama tinha como prioridade imediata a conclusão futura do acordo do Pacífico, incluindo o Japão, num bloco de 12 países que fazem quase 40% da economia global.
Mas o TPA cobre também as negociações EUA-União Europeia sobre a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento, que vai bem além da negociação clássica de tarifas, além das negociações sobre bens ambientais e sobre serviços. E, menos prioritária, a Rodada Doha, na Organização Mundial do Comércio (OMC).
A rodada global de Doha já é negociada há muito tempo sem TPA. Esse mecanismo é mais importante para os outros acordos bilaterais ou regionais, com cláusulas muito mais amplas. O acesso ao mercado (redução de tarifas) é mais ambicioso, e inclui disciplinas polêmicas que vão de política de investimentos, harmonização regulatória, estabelecimento de padrões em áreas como trabalho e proteção intelectual.
Na OMC, as negociações não entram em nenhuma dessas áreas. Emesmo em acessoamercadoo graude abertura é muito mais modesto do que nos bilaterais.
O que sempre foi dito na cena comercial, em Genebra, é que o TPA nas mãos da Casa Branca ajudava a rodada global. Mas, se não sair, não vai atrapalhar tanto, porque muitos parceiros já não contavam com isso.
O argumento é o de que, se o Congresso dos EUA voltar atrás no que for negociado na OMC, a dinâmica é bem diferente. Se parlamentares americanos quiserem modificar um futuro acordo multilateral, isso pode levar outros 160 Parlamentos a também fazerem outras exigências, na prática destruindo o que fora negociado.
Aexpectativa agora é sobre como Barack Obama vai tentar reverter sua derrota. Isso passa por várias alternativas, desde negociação de conciliação ou nova votação no Congresso. (Valor Econômico – 17/06/2015)

A falta de acordos comerciais do Brasil não é culpa do Mercosul
A competitividade da agricultura dos países da região é uma ameaça, pois em todo o mundo é o setor agrícola o mais protegido por tarifas altíssimas e barreiras sanitárias
Welber Barral
Negociações comerciais internacionais não são um processo com ritmo cadenciado. Há longos períodos de morbidez, chacoalhados por pressões ocasionais. A chacoalhada da semana passada foi a pressão brasileira e uruguaia, durante a Cúpula Mercosul-União Europeia, com o objetivo de avançar para uma área de livre comércio. A longuíssima negociação entre os dois blocos empacou há quase dois anos, no momento da determinação da data para uma troca de ofertas. A novidade na Cúpula foi a Argentina, malgrado suas dificuldades eleitorais, assegurar que acompanharia o Mercosul. Como consequência, a Europa ficou na obrigação de enfrentar seus fantasmas protecionistas e assumir a culpa, a partir de agora, por maiores atrasos na negociação.
A dança de posições nessa Cúpula exemplifica, a contrário, a frase muitas vezes repetida, sobretudo em salões paulistanos, de que o Brasil não tem mais acordos de livre comércio por culpa do Mercosul. A leitura, que se tornou convencional, é que, agindo autonomamente, o Brasil já poderia ter uma rede de acordos internacionais que favoreceriam seu acesso a mercados estrangeiros, sem as amarras em relação a seus sócios regionais. Essa leitura convencional chegou a ser repetida na última campanha eleitoral, em que se mencionou a volta do Mercosul a uma área de livre comércio, liberando seus Estados membros para negociações individualizadas.
O recente convescote em Bruxelas demonstra que esse entendimento convencional é simplório. Não que o Mercosul não tenha outras culpas. Há uma evidente falta de coordenação macroeconômica, resultado das falhas institucionais do presidencialismo centralizador que caracteriza os países que o compõem. Há falta de vontade política para avançar em instituições regionais. A integração industrial na região está atrasada em razão de medidas unilaterais e protecionistas. A oscilação nas políticas econômicas nacionais torna a integração regional lenta e seus resultados frustrantes.
Mas essas falhas não implicam que o Brasil estaria melhor, necessariamente, negociando solitariamente acordos extrarregionais de livre comércio. Em primeiro lugar, porque o ímpeto brasileiro de negociar demanda coordenação com a complexa indústria brasileira. Em outras palavras, os grandes opositores em negociações passadas foram setores pouco competitivos da indústria nacional, e não de parceiros do Mercosul.
Em segundo lugar, porque, mesmo quando o Brasil pôde atuar sozinho, isso não redundou em acordos substantivos. O melhor exemplo é o do México, com quem o Brasil entabulou individualmente longas negociações durante o Governo Lula, sem chegar à assinatura de um acordo (em razão da oposição do Senado mexicano).
Em terceiro, porque, nos acordos de segunda geração (que não são de tarifas, mas de investimentos, bitributação, serviços, sanitários, etc.), o Brasil não depende dos sócios do Mercosul. Mesmo assim, está incrivelmente atrasado, e só há dois meses voltou a assinar acordos relevantes com países africanos.
Em quarto, e provavelmente o mais importante: o grande empecilho para o Mercosul firmar acordos de livre comércio não é a eventual antipatia entre suas presidentas e, sim, a competitividade de sua agricultura. Em todo o mundo, é o setor agrícola o mais protegido por tarifas altíssimas e barreiras sanitárias. Apesar da reduzida densidade de agricultores nos países desenvolvidos, são em geral os mais politicamente articulados. No setor agrícola, nunca tão poucos atrapalharam as negociações de tantos. E os países do Mercosul são extremamente competitivos nesse ramo, constituindo uma ameaça visível para os rincões subsidiados em todo o mundo. Em qualquer negociação de acordo comercial, o Mercosul terá de mirar concessões parciais, e ser realista em suas demandas de abertura de mercados no setor agrícola.
Por todos esses argumentos, é ilusório culpar o Mercosul pelo estancamento das negociações comerciais do Brasil. É ao mesmo tempo irrealista acreditar que o Brasil, livre do Mercosul, poderia alcançar mais rapidamente acordos de livre comércio. O temor em relação a nossa agricultura e a resistência de setores industriais continuarão a existir. Evidentemente, a coordenação no Mercosul exige tempo e sensibilidade com as demandas de nossos vizinhos, mas há soluções técnicas que atendem a demandas particulares (a exemplo de uma lista separada para a Argentina, no Acordo Mercosul-Israel). O grande problema não é na região, é combinar com o outro lado: convencer os protecionistas europeus de que seus consumidores estarão melhor atendidos quando nossas excelentes carnes e frutas puderem entrar livremente em seus mercados. (El Pais – 16/06/2015)

Uruguay cree que los países de la UE ven al Mercosur como un competidor ante un posible acuerdo
El vicepresidente de Uruguay, Raúl Sendic, ante los medios de comunicación para dar a conocer los resultados de la cumbre entre la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC) y la Unión Europea, que tuvo lugar el 10 y 11 de junio en Bruselas
Montevideo, 16 jun (EFE).- El vicepresidente de Uruguay, Raúl Sendic, afirmó hoy en Montevideo sobre el acuerdo comercial que se negocia entre el Mercosur y la UE, que algunos países europeos tienen "dificultades" en la preparación de las listas de diferentes productos a intercambiar al ver en Mercosur un "posible competidor".
Sendic habló a la prensa de la participación uruguaya en la cumbre que la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) y la Unión Europea (UE) celebraron en Bruselas la pasada semana y en la que el bloque europeo y Mercosur se comprometieron a intercambiar sus primeras ofertas de acceso a mercados para el último trimestre de 2015.
"El compromiso es presentar una lista lo más amplia posible y Europa va a presentar también una apertura mayor que la que se ha manejado hasta este momento de acuerdo con los compromisos que establecieron en las reuniones", expresó el vicepresidente uruguayo, desde el Parlamento.
Añadió que la decisión "tanto de Brasil, Uruguay y Paraguay" como la expresada en el pleno de la reunión de Jefes de Estado por la canciller alemana, Ángela Merkel, apunta a la voluntad de avanzar cuanto antes en la formalización del acuerdo.
"Esta decisión permitió que Argentina se avenga a establecer un plazo para el intercambio de las planillas ofensivas y defensivas", dijo Sendic en referencia a la lista de productos a intercambiar.
También defendió el interés de los países de defender sus economías y sus producciones como de avanzar hacia el intercambio comercial con determinados productos.
Señaló que "no solamente hay dificultades por parte de Argentina en la preparación de las listas sino que también algunos países europeos tienen dificultades por sus políticas proteccionistas en algunos productos fundamentalmente agrícolas, que ven en el Mercosur un posible competidor para muchas de sus producciones".
"Tenemos una posición optimista sobre el contenido de esas listas que nos van a permitir llegar con una oferta más variada al mercado europeo, de llegar a avanzar en este acuerdo, como espero que lo hagamos a partir de este año", dijo Sendic, que estableció en 4.000 los productos que abarcarán las planillas entre las dos regiones.
Para intentar destrabar las bloqueadas y largas negociaciones entre la UE y Mercosur, la comisaria europea de Comercio, Cecilia Malmström, se reunió la pasada semana en Bruselas con los ministros de Brasil, Argentina, Paraguay, Uruguay y Venezuela, aunque este último país aún no participa en las negociaciones con la UE.
La comisaria recordó en ese momento que el comercio entre los dos bloques ascendió a 104.000 millones de euros (unos 116.895 millones de dólares) el pasado año, aunque recalcó que "las importaciones europeas desde Mercosur están cayendo".
El canciller brasileño, Mauro Vieira, preguntado por si Brasil y Uruguay especialmente intentarían seguir adelante en la negociación con la UE si Argentina no está preparada para el intercambio de ofertas, dijo: "Declaramos con una sola voz que los cuatro países estarán presentes, la oferta es de los cuatro en conjunto".
"La realidad es que se acordó avanzar al unísono (...) En realidad Argentina no era que no estuviera de acuerdo en que en algún momento había que presentar las listas, sino que estaba pidiendo más tiempo para poder prepararlas", agregó hoy el vicepresidente uruguayo.
Si dicho intercambio de listas resulta exitoso, Sendic opinó que se está "en condiciones de avanzar en el próximo año en la formalización del acuerdo".
"Europa está mirando a América Latina como un continente que ha venido creciendo, reduciendo los índices de pobreza, reduciendo la brecha social importante que en algún momento tuvo y que requiere cooperaciones de otra naturaleza", señaló el también presidente de la Asamblea General de Uruguay.
Asimismo, adelantó que la próxima Cumbre entre la UE y la CELAC será en "alguno de los países" de Suramérica en 2017. (Ultima Hora – 16/06/2015)

Expertos descartan un acuerdo comercial Mercosur - UE en 2015
La estrategia propuesta por Uruguay de avanzar a dos velocidades quedó relegada. Los analistas no creen que la promesa de acordar el TLC a fin de año se concrete
Entre los conceptos más escuchados por expertos en comercio internacional sobre la promesa de iniciar un intercambio de ofertas para cerrar un TLC entre el Mercosur y la Unión Europea (UE) antes de fin de año están "escepticismo", "más de lo mismo", "un paso atrás" o "esta película ya la vimos otras veces".
La dosis de optimismo y empuje que el gobierno de Tabaré Vázquez dio desde su asunción para que el bloque regional saliera de su estancamiento y avanzara en su inserción internacional con la firma de un tratado con la UE que hace 20 años está sobre la mesa y la firme predisposición de Brasil de acompañar esa alternativa, no parecen ser suficientes para alcanzar ese objetivo en el corto plazo.
Si bien las declaraciones que distintos jerarcas de ambos bloques expresaron en el mar co de la cumbre Cumbre de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) con líderes de la UE transmitieron confianza en avanzar, para los expertos será prácticamente imposible de cumplir.
A juicio del economista y profesor de comercio internacional de la Udelar, Marcel Vaillant, la única posibilidad de avanzar en el corto plazo era que Europa aceptara "bilateralizar" un acuerdo por país con los miembros del Mercosur que tienen mayor interés en cerrar un TLC (Brasil, Uruguay y eventualmente Paraguay). "Sin embargo, ahora vuelven a los cuatro países (incluido Argentina) para que el Mercosur haga una oferta conjunta a la UE. Eso es más de lo mismo. Hoy Europa no tiene los recursos políticos necesarios para cerrar un TLC en 2015", aseguró.
En una línea similar, el director del departamento de Negocios Internacionales e Integración de la facultad de Ciencias Empresariales de la Ucudal, Ignacio Bartesaghi, dijo que "estaba convencido" de que Argentina no iba a aceptar "quedar por fuera" de un acuerdo con la UE porque pagaría un "costo muy alto". Asimismo, agregó que Brasil entendió que "relegar" al segundo país del Mercosur "tampoco era negocio" para posicionar su imagen de liderazgo en la región.
A su juicio, las declaraciones del embajador en Bruselas de Uruguay, Walter Cancela, previo a la cumbre de la Celac donde aseguraba que la oferta del Mercosur incluía a Argentina y que no estaba en la mesa una negociación a dos velocidades "fue lo que finalmente terminó ocurriendo".
Las declaracionesd de Cancela molestaron a Vázquez y a su canciller Rodolfo Nin, porque entendían iban a contrapelo de la estrategia que Uruguay. "Soy optimista de que vamos a ir todos juntos. Argentina tuvo una posición que en nada difirió de la nuestra, no hizo ningún planteo en otro sentido", señaló Nin Novoa. (Cronista – 16/06/2015)

La ortodoxia económica en Brasil pone en riesgo al Mercosur
Mariano De Miguel
Mientras la conducción económica brasileña quedó en manos neoliberales, surgen problemas a enfrentar, entre ellos, la revaluación del dólar y una demanda menor a la necesaria para fortalecer al mercado regional.
El estallido de la crisis económica internacional en 2009 alteró por tiempo prolongado las condiciones que hasta entonces había regido en materia de crecimiento económico y de la dinámica de los precios internacionales. En efecto, luego de la recuperación del 2010 el mundo ingresó en una etapa de crecimiento bajo, retrató Tiempo Argentino.
Sumado a esa situación y desde mediados de 2014, el dólar comenzó a revaluarse en términos nominales y reales frente a las principales monedas nacionales, mientras que los precios de exportación de los países de la región iniciaron en el año 2011 una tendencia a la caída. Así, una menor demanda y la revaluación del dólar son los dos nuevos ingredientes del contexto global con los que nuestras economías deben confrontar. La desaceleración en el crecimiento mundial se traduce en una menor demanda de estos bienes, mientras que la revaluación del dólar frente a otras monedas impacta negativamente en la cotización en dólares de dichos productos.
En este escenario, las respuestas económicas del gobierno de Dilma Rousseff son preocupantes. Su equipo económico avanza en un plan económico de tinte claramente ortodoxo. Sin ir más lejos, planea recortar el presupuesto público en U$S 8.400 millones con el objetivo de elevar el superávit fiscal primario al 1,2% del PBI.
Asimismo, para alcanzar la meta propuesta se han elevado algunos impuestos indirectos como los gravámenes sobre los combustibles, las operaciones financieras y sobre la parte de las importaciones que son destinadas al financiamiento de la seguridad social (COFINS) y los proyectos de integración social (PIS). Paralelamente, el Banco Nacional de Desarrollo redujo el subsidio a las tasas de financiamiento del sector privado.
Estas no son buenas noticias para la Región, en general, y para la economía argentina, en particular, porque expresan una decisión estratégica del líder suramericano que atenta contra un proceso de integración mutuamente beneficioso para todas las partes.
Si la situación actual se proyecta hacia el futuro y se simulan los posibles impactos, resulta un escenario complejo para la Argentina durante los próximos años en su comercio con Brasil. La causa principal de esta conclusión son las expectativas de bajo crecimiento de nuestro gigante vecino.
De continuar esta política contractiva perseguida por Brasil, la Argentina no tiene demasiadas alternativas posibles. O bien, aplicar medidas que restrinjan la demanda agregada y por lo tanto el crecimiento; o, aumentar considerablemente las restricciones a las importaciones desde Brasil con el objetivo de evitar una considerable sangría de divisas.
En ausencia de concertación regional para afrontar las dificultades del nuevo escenario global, serán inevitables las tensiones políticas y comerciales dentro del bloque. (InfoNews Argentina – 16/06/2015)

Desmistificando a negociação dos acordos de comércio
OPINIÃO
O Brasil é tido como um mercado ambicionado, mas pouco atraente para acordos. Por Regis Arslanian O governo brasileiro vem insistindo na necessidade de estabelecer acordos comerciais, não apenas com a União Européia, mas também com os EUA, o México, além de outros mercados vitais para nossas exportações.
A iniciativa do governo é das mais auspiciosas. Precisamos urgentemente negociar acordos com grandes mercados, de forma a desafogar a indústria nacional e criar oportunidades para reduzir a defasagem de nossa competitividade na economia mundial.
É chegada, porém, a hora de encararmos nossos interesses - e nossas possibilidades - nas negociações comerciais, de forma realista e pragmática. Em meio aos quase 400 acordos comerciais já estabelecidos no mundo, somos hoje taxados como um mercado ambicionado, mas pouco atraente para estabelecer acordos de livre comércio. É preciso saber o que queremos de nossos parceiros, mas é também necessário avaliar seus interesses. É chegada a hora de mirarmos para nós mesmos no Brasil em vez de buscar subterfúgios para o imobilismo em que nos encontramos. Precisamos desmistificar os culpados externos e dar às negociações comerciais a dimensão real que podem desempenhar em benefício de nossos interesses.
Em primeiro lugar, devemos reconhecer que nossos principais parceiros só terão hoje interesse em negociar conosco acordos abrangentes e ambiciosos, que não só incluam liberalização tarifária, mas também normas e modelos regulatórios. Será necessário mostrar disposição negociadora para, à luz de nossos objetivos nacionais, rever, e por que não, aperfeiçoar e modernizar nosso arcabouço jurídicoem matéria de serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual etc.
Precisamos saber usar, estrategicamente, os acordos de comércio com os principais "players" da economia mundial para buscar com eles uma convergência de normas e de padrões regulatórios que nos abram oportunidades para construir parcerias produtivas que integrem o Brasil aos mercados de produção de vanguarda.
A relação custo-benefício que orienta hoje as negociações para os grandes acordos de comércio contempla necessariamente demandas e ofertas em regras. Nada mais natural, se o objetivo é buscar sinergias para estabelecer negócios, em um ambiente regulatório propício e previsível. Isso significa que as concessões que esperamos obter de nossos parceiros mais importantes somente serão oferecidas a nós na medida em que estejamos preparados a mostrar flexibilidade em normas.
Em segundo lugar, tampouco devemos seguir condicionando "a priori" toda negociação comercial a um tratamento central para agricultura. A verdade é que, com a persistente crise financeira europeia e a tênue retomada do crescimento econômico americano, não podemos pretender pautar os acordos comerciais unicamente a partir de concessões agrícolas. Aliás, foi muito por essa razão que não conseguimos estabelecer um acordo com a União Europeia. Depois de quinze anos de tratativas, a UE tem usado de todos os pretextos para se furtar a definir datas para uma troca de ofertas com o Mercosul.
Não se trata de suprimir dos processos negociadores a liberalização comercial dos produtos agrícolas.
Trata-se de adotar uma atitude construtiva, que contemple a possibilidade, sim, de obter concessões agrícolas, mas como resultado - e não como condição – de uma barganha justa e equilibrada no quadro negociador.
Hoje, considerando o quadro global de competitividade das exportações, ninguém questiona que o desempenho de nossos produtos agrícolas é muito superior e mais promissor do que o dos manufaturados.
Frente à deterioração de nosso comércio exterior, não é razoável continuar menosprezando a possibilidade de negociar acordos comerciais, perpetuando uma postura principista de que uma negociação comercial só será válida se estiver sustentada sobre a liberalização agrícola.
Em terceiro lugar, devemos desmistificar de vez as chamadas "amarras" do Mercosul, como se fossem elas as responsáveis pela nossa incapacidade em negociar acordos de comércio. O Mercosul será sempre a vontade de seus sócios. Como união aduaneira, a estrutura normativa do Mercosul não impede que possamos estabelecer acordos abrangentes de comércio.
Se temos de superar ' dentro do bloco resistências protecionistas, certamente não é o' caso de fugir delas para não ter de enfrentá-las. Graças à Firmeza do Brasil, a oferta de bens do Mercosul para a União Europeia foi, no ano passado, efetuada praticamente à revelia da Argentina. Mas foi feita. A dimensão e o peso do Brasil não dão lugar a que tenhamos que nivelar por baixo nossos interesses no Mercosul. E nossos vizinhos, queiramos ou não, têm uma importância estratégica para o Brasil.
A negociação conjunta do bloco deve ser mantida.
Mas háespaço para uma negociação queatendaos interesses e as sensibilidadesdecadaumdos sócios. No caso de normas, por exemplo, nossas ofertas sempre terão que ser diferenciadas, mesmo porque sequer temos, dentro do Mercosul, modelos regulatórios uniformes.
Com relação a tarifas, o Mercosul já tem acordos de comércio estruturados em listas de produtos submetidos a calendários desiguais de desgravação tarifária.
Tais flexibilidades são, é bem verdade, imperfeições, que seriam adicionais às muitas já existentes no Mercosul.
Mas, em meio; à situação critica de nossa indústria e de nossa competitividade no mundo,é, sem dúvida, melhor acomodar um Mercosul imperfeito do que se engajar em um, desgastante e longo processo político e jurídico com nossos vizinhos para desconstruir o Bloco.
Por fim, e no caso da União Europeia, que é a final nossa perspectiva negociadora mais palpável, cabe recordar que o mandato negociador que a Comissão Europeia tardou anos para obter de" seus membros refere-se a uma" negociação exclusivamente com o Mercosul e não para uma negociação bilateral.
A economia produtiva mundial alcançou uma dinâmica que requer de nós uma postura mais arrojada e ambiciosa. Ainda estamos em tempo de almejar patamares de vanguarda para nossa economia, em termos de desenvolvimento industrial e tecnológico. Os acordos de comércio, modernos são instrumentais para isso. Bastaria encará-los de frente, sem receios e pruridos." Aqui está, hoje, nossa encruzilhada negociadora.
Regis Arslanian, embaixador, foi chefe negociador do Brasil e é sócio da GO Associados.
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A economia produtiva mundial alcançou uma dinâmica que requer do país uma postura mais arrojada e ambiciosa (Valor Econômico – 16/05/2015)

La UE espera “intercambio sustantivo” con Cuba sobre comercio e inversión
Bruselas, Bélgica | AFP | por Patricio ARANA
La Unión Europea (UE) espera “un intercambio sustantivo” sobre temas comerciales y de inversión en su cuarta ronda de negociaciones con Cuba que se lleva a cabo este lunes y martes, y espera una “concreta y constructiva” discusión sobre “cómo incorporar” los derechos humanos al acuerdo marco que están negociando.
El encuentro de este lunes y martes se lleva a cabo luego de la visita de la jefa de la diplomacia europea, Federica Mogherini, a La Habana en marzo para “acelerar” la normalización de las relaciones con la isla, y la del canciller cubano, Bruno Rodríguez, a Bruselas en abril, en donde se anunció el establecimiento de un diálogo sobre los derechos humanos “paralelo” al acuerdo negociado.
La cita de este lunes y martes será la ocasión, por primera vez, para “un intercambio sustantivo sobre comercio e inversión”, indicó una fuente europea destacando que a la delegación cubana del ministerio de Relaciones Exteriores se unió una del ministerio de Comercio y la Inversión Extranjera.
La UE transmitió a la parte cubana en el otoño un borrador de texto sobre el capítulo comercial del Acuerdo de Diálogo Político y Cooperación cuya negociación iniciaron en abril de 2014 y espera ahora una reacción, señalaron las fuentes precisando sin embargo que no se trata de un “acuerdo comercial”.
“No es un acuerdo comercial con trato preferencial. Cuba no lo pidió ni nosotros lo ofrecimos”, precisó.
La fuente repitió que esperan concluir las negociaciones este año. “Técnicamente es posible. Es nuestra ambición hacerlo posible”, agregó.
Con respecto a la espinosa cuestión de los derechos humanos, los derechos fundamentales y las libertades fundamentales, la UE espera una “muy concreta y constructiva” discusión. El objetivo es analizar “cómo incorporar estos temas al acuerdo marco” que están negociando, señaló la fuente.
“No es una lista de tareas” en este tema, “no se pide una lista de cosas a respetar” sino que “se pone la base para nuestra relación futura”, agregó.
Para tratar estos temas por separado sin que frenen la negociación del acuerdo en su conjunto, la UE y Cuba decidieron crear un mecanismo de “diálogo estructurado” sobre derechos humanos.
El representante especial de la UE para los Derechos Humanos, Stavros Lambrinidis, liderará la delegación europea en este tema. El primer encuentro está previsto para fin de mes y su objetivo es “identificar temas para avanzar en el espíritu del acuerdo”.
“Tenemos diferentes puntos de vista sobre lo que representa una sociedad democrática aceptable. Esperamos para el futuro una discusión concreta y dinámica” sobre ello, añadió.
Esta es la segunda ronda de negociación formal desde que La Habana y Washington sorprendieron al mundo con el deshielo de sus relaciones el 17 de diciembre.
La UE decidió en 2012 normalizar sus relaciones con Cuba con la meta de dejar atrás la “Posición Común” europea de 1996, que el bloque europeo asumió a propuestas del entonces gobierno conservador español de José María Aznar, que condiciona la cooperación a avances en materia de derechos humanos y libertades individuales en la isla.
Cuba es el único país de América Latina que carece de un acuerdo de diálogo político con la UE, que en 2003 suspendió la cooperación con la isla tras el encarcelamiento de 75 disidentes cubanos (ya liberados). (La Nación Paraguay – 15/06/2015)

Brasil e Chile promovem diálogo em Santiago para debater questões do comércio e investimentos
Brasília – Representantes dos governos brasileiro e chileno participam, hoje (15), em Santiago do Chile, de reunião bilateral de comércio e investimento entre os dois países. Liderada pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, a delegação brasileira também será integrada por representantes de cinco setores: automotivo, têxtil, alimento, máquinas e equipamentos e alumínio.
Para Ivan Ramalho, a realização de reuniões de diálogo bilateral é relevante para a retomada do crescimento do comércio exterior brasileiro. “O fórum bilateral é muito importante. Nesses encontros nós conseguimos identificar entraves, resolver problemas pontuais e promover o comércio”, explica. Ramalho também ressalta que a participação do setor privado nas reuniões bilaterais é fundamental. “A discussão entre privados é muito efetiva. Conseguimos avançar muito quando as partes interessadas acompanham as reuniões”.
No encontro, as delegações de Brasil e Chile debaterão a relação comercial, os avanços já alcançados desde o último encontro, além de temas como a cooperação em produtos farmacêuticos, equivalência de documentos, biodisponibilidade, além de rótulos de produtos cosméticos e pesqueiros.
Do lado chileno, existe a solicitação de revisão da proibição de exportação de suco de uva em embalagens com mais de cinco litros para o mercado brasileiro. Os chilenos também querem conhecer a experiência brasileira e estabelecer cooperação sobre clusters produtivos e transferência de tecnologia e pedem apoio do Brasil à incorporação do novo acordo aduaneiro como novo protocolo adicional ao Acordo de Complementação Econômica (ACE-35). (MDIC – 15/06/2015)

Gobierno simulará escenarios de su futura inserción internacional
Por Gonzalo Charquero
OPP hará proyección sobre TISA, TLC con Europa y Alianza del Pacífico
El gobierno simulará mediante un conjunto de informes técnicos los posibles escenarios de inserción internacional y su conveniencia en función de la cartera de ofertas de alianzas comerciales que el presidente Tabaré Vázquez tiene por delante. La dirección de Planificación de la Oficina de Planeamiento y Presupuesto (OPP) proyectará un análisis de negocios para el mediano plazo como si el Estado uruguayo accediera a alguno de los acuerdos que aparecen en el horizonte, para presentarlos como insumos a la discusión sobre el futuro de la política exterior.
Según informó el jueves 11 durante una conferencia en la Universidad Católica del Uruguay el director de Planificación, Sebastián Torres, los técnicos de la OPP proyectarán la balanza comercial del país sobre distintos escenarios como ser el ingreso a la Alianza del Pacífico, al acuerdo global sobre servicios (conocido como TISA por sus siglas en inglés), la firma de un Tratado de Libre Comercio con la Unión Europea, la priorización del Mercosur o el aumento del vínculo con China.
El exdirector nacional de Industria remarcó que se tratará de informes técnicos sobre los eventuales escenarios comerciales que buscarán ser un insumo para las decisiones políticas que deberá tomar Vázquez.
"Uno de los análisis que queremos hacer es ver cuál es la posición de Uruguay en función de sus intereses comerciales en cada uno de esos escenarios. Desde la Dirección de Planificación no vamos a definir una política, vamos a generar insumos estratégicos. A modo de ejemplo, cuál va a ser la trayectoria comercial en un escenario donde Uruguay se vincula cada vez más con China, en un escenario donde se vincula cada vez más con el Mercosur, en un escenario donde se vincula cada vez más con la Unión Europea", dijo en un pasaje de su oratoria.
Antes también había mencionado como dos posibles escenarios a analizar el ingreso a la Alianza del Pacífico o al TISA, este último motivo críticas al gobierno por parte del PIT-CNT y algunos sectores de izquierda. Otro de los acuerdos que aparecen en el horizonte, pero que no fue mencionado, es el Transpacífico. Estados Unidos está interesado en la participación de Uruguay.
"Queremos hacer un análisis de negocios sobre los distintos escenarios y presentarlo para que se debata", dijo Torres al público, compuesto en su mayoría por estudiantes y profesores.
En la conferencia también participaron el director de la OPP, Álvaro García, y el encargado del proyectado Sistema Nacional de Competitividad, Álvaro Ons.
El largo plazo
La Dirección de Planeación es una nueva dependencia en la órbita de OPP que tendrá como tarea generar insumos técnicos sobre distintos escenarios sociales y económicos. Torres dijo que su oficina no tendrá más de 15 personas.
García, en tanto, destacó la creación de la dirección de Planeación como una dependencia que sirva para proyectar escenario de futuro. "Si no generamos una visión de largo plazo vamos a tener dificultades", dijo.
En su intervención Torres destacó que "Uruguay está llamado a ser un país de servicios", y remarcó el peso que tendrán en el corto plazo las economías emergentes como Brasil, China, Rusia, India y Sudáfrica. "Hay grandes chances de que nos tengamos que sentar a la mesa de forma bilateral con cada uno de ellos", dijo. En ese sentido señaló que China se proyecta por años como el principal socio comercial de Uruguay. (El Observador – 15/06/2015)

As confusas defesas de acordos comerciais
OPINIÃO
Acordos nem criam postos de trabalho nem são mutuamente benéficos.
Por Dani Rodrik
Com as negociações mundiais de comércio num impasse há anos, os acordos regionais estão de volta com força redobrada. Os EUA estão no centro de dois mega-acordos que poderão moldar o caminho futuro do comércio mundial.
A Parceria Trans-Pacífico (TPP, em inglês) está mais avançada e envolve 11 países, além dos EUA, que coletivamente produzem até 40% da produção mundial; mas a China, crucialmente, não está entre eles. A Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, em inglês) com a União Européia tem um alcance ainda mais ambicioso, prometendo unir duas regiões gigantes que, juntas, respondem por metade do comércio mundial.
Os acordos comerciais há muito tempo deixaram de ser território de especialistas e tecnocratas. Portanto, não é surpreendente que as duas iniciativas tenham gerado discussão pública significativa e intensa. As perspectivas de defensores e opositores são tão polarizadas que é difícil não ficar totalmente confuso sobre as consequências prováveis. Para apreciar o que está em jogo, temos de entender que esses acordos são motivados por uma mistura de objetivos-alguns benignos, outros nem tanto, de uma perspectiva mundial.
No plano econômico, os defensores dos acordos comerciais tendem a falar com os dois lados da boca.
Afirmam que a redução das barreiras comerciais promove a eficiência econômica e a especialização; mas, supostamente, também aumenta as exportações e cria postos de trabalho, aumentando o acesso aos mercados de parceiros comerciais. A primeira delas é o argumento convencional de vantagens comparativas em favor da liberalização do comércio; a segunda é um argumento mercantilista.
Osobjetivos propostos por esses argumentos são mutuamente contraditórios. Do ponto de vista das vantagens comparativas, os ganhos do comércio surgem de importações; as exportações são o queumpaís tem de ceder a fim de arcar com os custos das importações.
Esses ganhos beneficiam todos os países, desde que o comércio se expanda de forma equilibrada.
Os acordos comerciais não criam postos de trabalho; eles simplesmente os redistribuem entre todos os setores.
Na visão de mundo mercantilista, em contraste, as exportações são boas e as importações são más. Países que expandem suas exportações líquidas ganham; todos os outros perdem. Os acordos comerciais podem criar empregos, mas apenas na medida em que destroem empregos em outros países.
Qualquer dos dois argumentos em defesa dos acordos de comércio é, portanto, incompatível com a reivindicação fundamental de seus defensores, de que tais acordos simultaneamente criam postos de trabalho e são mutuamente benéficos. Estranhamente, os defensores do TPP e TTIP apoiam-se simultaneamente em ambos os argumentos.
No front político, os defensores argumentam que o TPP e o TTIP consagrarão boas regras liberais para o comércio mundial. Baixar as barreiras e prover maior transparência à regulamentação são geralmente coisas boas. Mas nesse aspecto também a realidade é muito mais complexa.
Para os EUA, o grande atrativo do TPP é que imporá regras mais rígidas de propriedade intelectual a outros países. Tais regras tendem a produzir um impacto incerto na inovação, embora gere rendas substanciais para detentores de patentes e direitos autorais americanos.
No TTIP, a redução das chamadas barreiras não tarifárias ao comércio entre os EUA e a Europa quase certamente restringirá o espaço para uma ação regulatória doméstica. Mesmo se a harmonização da regulamentação não provocar uma nivelação por baixo, os interesses dos investidores e exportadores projetará uma sombra mais longa do que antes sobre objetivos sociais e ambientais.
Talvez mais preocupantes sejam as disposições previstas nos Ajustes sobre Disputas entre Investidores e Estados (ISDS, em inglês) nos dois acordos. Essas disposições estabelecem um ambiente judicial separado externo ao sistema legal próprio de um país, onde as empresas poderão processar os governos por aparentes violações aos termos dos tratados comerciais.
Os proponentes defendem o ISDS dizendo que ele não terá grandes consequências para países como os EUA, onde háumboa prática de respeito a contratos, e que irá promover investimentos em outros países, como o Vietnã, onde não há. Nesse caso, não fica claro por que as disposições da ISDS são necessárias para o TTIP, que abrange as economias avançadas da América do Norte e Europa. Em todas essas áreas, o TPP e TTIP parecem ter a ver com captura corporativa, e não com liberalismo.
Um dos objetivos mais importantes, e igualmente ambíguo, desses acordos refere-se a um ator que não aparece nos textos: a China. Tanto os EUA como a Europa gostariam que a China praticasseo jogodo comércio segundo as regras americanas e europeias.
Negociar essas regras sem a participação da China pode ser visto como parte de uma estratégia que visa, eventualmente, induzir a China a se integrar em um sistema mundial liberal. Mas essa abordagem também pode ser considerada uma forma de isolar a China e erguer barreiras discriminatórias contra os chineses em mercados lucrativos.
Finalmente, o que irrita particularmente os críticos dos acordos é o segredo em tomo das negociações.
As versões preliminares dos textos não estão abertas ao exame público, e as poucas pessoas de fora com permissão de acesso a eles estão proibidas de divulgar seu conteúdo. O objetivo declarado dessa política é facilitar as negociações. Mas, como colocou a senadora Elizabeth Warren, o efeito é exatamente o contrário: se transparência tornaria mais difícil vender o produto final ao público, isso levanta sérias questões sobre o desejo do queestá sendo negociado.
Faz sentido submeter o texto final deuma votação legislativa para aprovação ou rejeição sem permitir emendas. Mas isso pode ser feito assegurando acesso público aos textos preliminares. O tempo de sigilo já passou, se équesigilo já foi, alguma vez, apropriado.
No fim das contas, há muita incerteza sobre as consequências econômicas epolíticas desses acordoscomerciais - e considerável espaço para preocupação.
Os defensores apenas desacreditam-se, ao ridicularizar os céticos, qualificando-os de protecionistas. Um debate aberto e informado sobre disposições específicas é exatamente o necessário.E isso só será possível se os textos em negociação forem abertos ao exame público. (Tradução de Sérgio Blum)
Dani Rodrik é professor de Ciências Sociais do Instituto de Estudos Avançados, Princeton, Nova Jersey, e autor de "The Globalization Paradox:
Democracy and the Future of the World Economy". Copyright Project Syndicate, 2015. www.project-syndicate.org
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No fim das contas, há muita incerteza sobre as consequências econômicas e políticas desses acordos comerciais. Um debate aberto e informado é necessário. E isso só será possível se os textos em negociação forem apresentados ao exame público (Valor Econômico – 15/06/2015)

Africa sets deadline for free-trade area as regional blocs come together
Financial Times (Reino Unido)
By Andrew England
For years African leaders have been touting the dream of greater continental integration, with a vision of people and goods criss-crossing borders, boosting job creation and driving development.
For all the talk there has been little action, and trade between Africa’s 54 nations has remained stubbornly low. The continent still predominantly relies on the export of raw materials and the import of finished products, primarily from China. Often African nations struggle to find a common voice as politics and regional and national interests stymie co-operation.
But African officials say the dynamics are shifting as heads of state at an African Union summit in Johannesburg today formally launch negotiations for a continental free-trade area. They have set the target of 2017 for the agreement to be implemented.
It is a highly ambitious goal in a hugely diverse continent. But Fatima Haram Acyl, AU commissioner for trade and industry, insists that the initiative is not mere rhetoric. African leaders, she says, realise that improving trade is critical to tackling the continent’s problems of unemployment, poverty andunderdevelopment. She adds that Africa risks “missing the boat” as other regions push ahead with their own trade agreements.
“It is happening now because there’s a huge realisation that even when you talk about the peace and security of this continent, some of these root causes [of instability] are really underdevelopment,” Ms Acyl told the Financial Times. “The more and more we talk about it, we find out our real strength lies in our unity.”
A free-trade agreement would focus on breaking down trade barriers to improve the intracontinental flow of services and goods, while easing the movement of people by simplifying visa processes, she says.
The ultimate aim is to open a market that has a youthful, fast-growing population of about 1bn and a combined gross domestic product of $3tn, according to the AU.
As Ms Acyl points out, this month three regional trade blocs — the Common Market for Eastern and Southern Africa, the East African Community and the Southern African Development Community (Sadc) — signed a tripartite trade agreement that covers 26 states. The AU hailed the move as a stepping stone to even wider integration. (Financial Times – Reino Unido – 15/06/2015)

Tergiversar em alemão
A presidente Dilma Rousseff disse a Deutsche Welle coisas de impressionar. Falou que chegar a um acordo entre Mercosul e União Europeia “depende das duas partes”. De quem mais, não é mesmo? E tergiversou sobre a Venezuela. A fala do ex-presidente Óscar Arias sobre o tema foi límpida. Segundo Arias, a Venezuela não é mais uma democracia e é inexplicável o silêncio dos países da região.
O ganhador do Nobel da Paz foi simples, direto, convincente. Explicou que o que se trata é de um país em que as eleições foram usadas para enfraquecer as instituições democráticas. É mesmo inexplicável o silêncio do Brasil ao que acontece por lá. A Deutsche Welle deu uma oportunidade para a presidente Dilma se explicar e perguntou o seguinte: “O mundo observa com preocupação a situação da Venezuela, o governo alemão e a Comissão de Direitos Humanos da ONU já se manifestaram preocupados. Como a senhora avalia a situação do país vizinho?” Era hora de, afinal, deixar claro de que lado está a diplomacia brasileira depois de tão longo silêncio e tantas oportunidades perdidas. A presidente deu uma resposta estranha. Começou defendendo a democracia, lembrando que tivemos ditaduras na região e, quando respondeu a questão, disse:
— Nós estruturamos toda uma política de apoio e de colocação de determinados marcos na relação com a Venezuela, no sentido de que a oposição e a situação, o governo e a oposição, respeitem os marcos institucionais democráticos legais da Venezuela — disse Dilma.
A oposição tem líderes encarcerados sem acusações convincentes. Eles não puderam ser visitados pelo ex-presidente espanhol Felipe González. Não há acusação clara contra eles. Não foi feito o devido processo legal. E não é, portanto, a oposição que ameaça os “marcos institucionais, democráticos, legais” da Venezuela. Ela tem tentado, dentro do confinado espaço institucional que o chavismo impôs ao país, fazer o seu papel. Não há como tratar os dois lados como se fossem igualmente ameaças à democracia. Um lado prendeu, o outro está preso, e a presidente Dilma sabe muito bem o que isso significa.
A rádio Deutsche Welle insistiu no tema, porque a resposta era insuficiente. Argumentou que a presidente é criticada por não ter uma posição mais firme sobre a perseguição à oposição na Venezuela. Dilma tergiversou. “Muita gente gostaria que virássemos as costas para a Venezuela, como muito tempo foi feito com Cuba.” Comparação indevida. A Venezuela faz parte do Mercosul, que tem como uma das suas cláusulas fundadoras o compromisso com a democracia, portanto, o silêncio sobre o que acontece lá é, como disse o vencedor do prêmio Nobel, “inexplicável”. A presidente continuou respondendo sobre Cuba, a respeito da qual não havia sido perguntada. Falou do apoio do Brasil ao país, do financiamento do Porto de Mariel, da reaproximação entre Havana e Washington. Quando, afinal, voltou à Venezuela afirmou: “Nós não somos golpistas. Nós não somos também de interferências e intervenções em países irmãos”.
Essa frase transforma o Paraguai em primo. Irmão é que não é, porque lá houve interferência. O país ouviu críticas fortes e foi suspenso temporariamente do Mercosul quando o ex-presidente Fernando Lugo sofreu impeachment num processo sumário, apesar de estar previsto pela Constituição do país. Naquele caso, valeu a cláusula democrática do bloco, e o Brasil “virou as costas” para o Paraguai por vários meses. Agora, o mesmo governo acha interferência indevida exigir respeito às liberdades individuais de líderes oposicionistas e à liberdade de imprensa na Venezuela.
A empresa de radiodifusão alemã não se deu por satisfeita e nem deveria, já que a presidente não respondera a questão. Disse que todos esperam que o Brasil, pelo seu poder na região, se posicione de forma mais contundente sobre a repressão. “Eles vão esperar para sempre, não vai ter uma forma mais firme de posicionamento?”
Dilma então respondeu que o Brasil jamais será uma potência “de porrete na mão” e que não seria um “interventor”. Ninguém falara em intervenção, no sentido de uso da força, nem em porrete. O que se quer da presidente é uma condenação à violação flagrante dos princípios democráticos na Venezuela. O silêncio é inexplicável. (O Globo – 14/06/2015)

Diplomacia econômica
Os europeus manifestaram diplomático desinteresse pela sugestão brasileira de marcar já para julho a troca de propostas de abertura de comércio entre Mercosul e União Europeia.
Não se trata de descaso, mas da atitude de quem considera as negociações frias e acha que falta credibilidade e clareza a um bloco que se tem fechado ao restante do mundo – e que mal se entende sobre sua política de comércio exterior.
Caso o Brasil pretenda reaquecer sua diplomacia econômica, terá de conduzir o Mercosul ou deixá-lo para trás, assim como terá de abandonar a política da última dúzia de anos, de desconfiança do comércio mais livre e das relações com os países mais ricos.
O acordo com a União Europeia começou a ser discutido em 1999 e foi esquecido após o fracasso das negociações no primeiro governo Lula. Um plano genérico de abertura lentíssima e gradual foi brevemente reposto na mesa no ano passado, mas os obstáculos de 2014 – entre os quais está a oposição argentina – não foram removidos.
Os europeus, além do empecilho de seu próprio protecionismo e da crise, não estavam prontos para continuar as conversas, que não foram devidamente reanimadas pelo governo brasileiro. Por fim, a atitude recalcitrante da Argentina levou os europeus a recusar a retomada imediata das tratativas.
O Brasil não conseguirá destravar acordos se não tiver clareza sobre seus propósitos. Deveria ter, pois a falta de intercâmbio com o mundo avançado afeta a economia – em particular a indústria. Sem importar mais insumos e tecnologias de melhor qualidade e preço, o país continuará incapaz de aumentar suas exportações.
Recentemente, houve um sopro de vida nessa seara, sensível nos diálogos com o México e nesta tentativa de reaproximação com os europeus. Por ora, todavia, tudo ainda parece improvisado e irrefletido, ações que não derivam de um plano maior, renovado e de longo prazo para o comércio exterior.
O Brasil decerto não pode descartar sem mais um parceiro como a Argentina. Mas passou do tempo de afirmar, com decisão, as condições dessa parceria de quase 30 anos de pacientes concessões.
Mais que isso, o Brasil precisa anunciar às nações amigas, em especial as ricas, a disposição de abrir portos e os interesses de uma economia que, embora cambaleante, está entre as dez mais importantes do mundo.
O país, em suma, não pode mais renunciar à sua maioridade comercial; não pode porque se trata de questão crucial para a retomada do próprio crescimento econômico. (Folha de SP – 13/06/2015)

Acuerdo Mercosur - UE: hay dudas sobre Argentina
El Mercosur y la Unión Europea (UE) se comprometieron a intercambiar las ofertas de productos que ambos bloques podrán intercambiar con desgravación arancelaria. La lista incluye más de 10.000 productos.
Maximiliano Montautti
En Uruguay, hay dudas sobre la postura asumida por Argentina, ya que no saben si su participación en las negociaciones es para sumar hacia un acuerdo o por el contrario trabar el diálogo.
El canciller Rodolfo Nin Novoa informó ayer que en los contactos realizados en Bruselas se llegó al compromiso de que en el último trimestre del año, el Mercosur y la UE logren intercambiar ofertas de bienes y procesos de desgravación arancelaria. A su vez, señaló que la lista de intercambio que se negocia comprende más de 10.000 productos.
"Soy optimista en cuanto al resultado final, los cuatro países estamos en la misma sintonía", dijo Nin al portal de Presidencia y añadió que "nadie espera que esto finalizará en 2015".
El canciller indicó que Uruguay es el país que tiene una oferta de productos "mejor preparada". Está integrada de seis canastas con algunos productos que se desgravarán en forma inmediata y otros a los cuatro, ocho, 10, 12 y 15 años.
"Estamos listos para presentarlas, sin perjuicio que tenemos dos o tres meses para armar nuestros equipos técnicos y preparar la presentación de ofertas", sostuvo Nin. "El promedio general del Mercosur es que el 82% de los productos quedarían pasibles de un acuerdo de comercio", agregó. El mayor interés de Uruguay es lograr el ingreso a Europa de carne vacuna, ovina, aviar, cereales y lácteos.
Luego del encuentro que representantes de ambos bloques mantuvieron el jueves, el ministro de Exteriores de Brasil, Mauro Vieira, señaló que "los dos bloques están decididos a seguir la negociación. Habrá negociaciones técnicas para cumplir todos los pasos necesarios. La oferta tendrá lugar en el último trimestre del año".
Para intentar destrabar las bloqueadas negociaciones en el capítulo comercial del acuerdo de asociación que negocian la UE y el Mercosur, la comisaria Europea de Comercio, Anna Cecilia Malmström se reunió con los ministros de Brasil, Argentina, Paraguay, Uruguay y Venezuela, aunque este último país aún no participa de las negociaciones con la UE.
Luego de varios cabildeos quedó definida la participación de Argentina y por tanto la inclusión de sus productos dentro de la oferta del Mercosur. A fines de mayo, Nin Novoa había expresado que el acuerdo con la UE podría firmarse "a distintas velocidades", ante la renuencia del gobierno de Cristina Fernández de participar en la negociación.
Sin embargo, el 1° de este mes, el canciller en Bélgica, Walter Cancela, desestimó la posibilidad de las dos velocidades y afirmó que el convenio comercial sería entre los cuatro países del Mercosur y la UE.
"El acuerdo es entre los cuatro (socios del Mercosur), no por separado, porque la UE tiene mandato para negociar con el Mercosur no con los gobiernos de Uruguay, Argentina, Brasil o Paraguay", afirmó el embajador. Los dichos molestaron al presidente Tabaré Vázquez y a Nin por entender que no contribuían a las estrategias que el país llevaría a la reunión del jueves. Finalmente, quedó establecida la participación de Argentina en las negociaciones y en la presentación de las ofertas. Pero esa participación genera dudas en los empresarios locales.
Dudas.
El presidente de la Eurocámara de Uruguay y de la Cámara de Comercio e Industria Uruguayo - Alemana, Paul Riezler, señaló a El País que la postura de Argentina en las negociaciones sigue siendo una incógnita.
"Estamos de acuerdo con que Argentina participe si eso acelera los procesos para la firma de un acuerdo. Si la presencia de Argentina lo único que hace es enlentecer las negociaciones, soy partidario de avanzar sin Argentina", afirmó Riezler.
La duda se sostiene en la real voluntad de negociar que tiene Argentina: si es auténtica o por el contrario asumirá una posición de dilatar el proceso de diálogo. Para el intercambio de ofertas se manejan dos lotes de productos, uno por cada bloque. "La propuesta de Brasil, Paraguay y Uruguay estaba bastante cerca de lo que pretendía Europa; el que tenía una objeción enorme y una extensa lista de productos era Argentina", expresó Riezler.
Entonces, la incógnita es si Argentina depuso su postura negativa o participa de la negociación incluyendo una gran lista de productos, que muchos no sean aceptados por la UE y eso vuelva a dilatar las negociaciones. "Ahora, cuando Argentina dijo que quiere participar hay que lograr rápidamente negociar para que la cantidad de productos que estén fuera del acuerdo sea la mínima posible y en el último trimestre presentar una oferta por el lado del Mercosur con la mínima cantidad de excepciones posible", dijo el empresario.
En otros ámbitos también se entiende que ante la proximidad de las elecciones en el país vecino, el gobierno argentino no está en condiciones de avanzar en el acuerdo comercial con el bloque europeo, hecho al que se venía negando en los últimos años. La negociación del Mercosur con la UE ya lleva 20 años y tuvo diferentes etapas de contactos frustrados, fracaso en las negociaciones y diferencias entre los propios países miembros del Mercosur. (con información de EFE)
Convenio de cooperación.
El miércoles Nin Novoa, junto al comisario europeo para Cooperación Internacional y Desarrollo, Neven Mimica, firmaron en la sede del Consejo Europeo un memorándum de entendimiento en materia de cooperación triangular. Uruguay es el primer país con el cual la Unión Europea (UE) firma un memorándum de estas características. El jerarca resaltó que Uruguay pasó de ser receptor a donante de cooperación. "Este memorándum, de alguna manera, es facilitar la aplicación de actividades de cooperación realizadas en forma conjunta entre Unión Europa y Uruguay para que intervenga otro país, porque Uruguay ha perdido su calidad de país receptor de cooperación y paso a ser un país donante", dijo Nin Novoa al portal de Presidencia. (El Pais Uruguay – 13/06/2015)

Cristina, el papa y el Mercosur
Francisco recibió en Roma por cuarta vez a la presidenta argentina Cristina Fernández de Kirchner, que le regaló, curiosamente, un libro uruguayo que no se vende en Argentina por trabas comerciales
El pasado domingo 7 de junio, el papa Francisco recibió en Roma por cuarta vez a la presidenta argentina Cristina Fernández de Kirchner. Esta vez no la recibió en la residencia de Santa Marta, dados los excesos protagonizados por la comitiva presidencial, en especial los representantas del sector político ultrakirchnerista de La Cámpora. Francisco no quiso una segunda emboscada de tono político y recibió a la mandataria en los despachos pontificios. Con todo, CFK logró una audiencia más larga que la de Obama y la de Raúl Castro, que no alcanzaron a una hora. Cristina estuvo casi dos. Debe haber sido un fin de semana ajetreado para el papa, que el sábado viajó por el día a Sarajevo. Pero menos ajetreado de lo que podía preverse ya que Nicolás Maduro, el controvertido autócrata venezolano, canceló a último momento su visita al Vaticano por una “oportuna” otitis. Se evitó así de oír de labios del papa Francisco una dura reconvención respecto a la situación política en su país y a las condiciones de los presos políticos y de la vigencia de los derechos humanos en general.
Pero en lo que al Mercosur se refiere, la visita de Cristina al papa es importante por el hecho de que la presidenta argentina le regaló, entre otras cosas, un libro del escritor y filósofo uruguayo Alberto Methol Ferré titulado Los estados continentales y el Mercosur, que es un libro que Francisco deseaba leer y no lo había podido ubicar. Cristina supo de ese deseo y fue en su auxilio. Pero lo curioso es que el libro no se puede comercializar en Argentina debido a las trabas en las importaciones que existen en ese país desde 2011. Martín Fernández Buffoni, director editorial de Casa Editorial Hum y de Estuario Editora, responsable de la edición del libro, en declaraciones a El Observador, lamentó ese hecho, señaló que ese tipo de trabas no deberían existir para la cultura y ya en tono de broma, concluyó: “Yo no sé dónde habrán conseguido ese libro, no creo que lo hayan mandado a buscar a Tristán Narvaja desde Argentina”. Pero si no fue en la feria de Tristán Narvaja, seguro que viene de alguna librería uruguaya o quizá de otro país que no ponga trabas a las importaciones desde Uruguay. Lo pueden haber comprado en Chile, Paraguay, Bolivia o Brasil, por citar países vecinos que no ponen restricciones a las importaciones. A lo más, ponen aranceles pero no prohibiciones lisas y llanas.
Este ejemplo nos habla en forma más que elocuente del lamentable estado en que se encuentra el Mercosur en momentos en que se intenta avanzar en un TLC con la Unión Europea. Ante las trabas y dilaciones de Argentina, Uruguay y Brasil, y luego Paraguay, decidieron avanzar por su cuenta en el TLC con la UE, con el deseo de cerrarlo este año. De Europa vinieron señales mixtas, pero finalmente Angela Merkel dio su sí a un acuerdo de dos velocidades. Una con tres países y otra velocidad con Argentina, cuando este país decidiera si le interesaba el TLC, si estaba dispuesto a firmarlo y si estaba dispuesto a cumplir en primer lugar con la libre circulación de bienes, servicios y personas entre los miembros del Mercosur.
Cuando todo parecía indicar que habría “acuerdo a dos velocidades” la cancillería argentina decidió unirse a los otros países del Mercosur. Pero el tono de las declaraciones de Héctor Timerman nos torna muy escépticos de que se logre tal acuerdo. El inefable canciller argentino dijo que él estaba a favor de firmar el acuerdo “siempre y cuando sea beneficioso para ambas partes y no sacrifique un solo puesto de trabajo en Argentina”. Que un acuerdo debe ser beneficioso para ambas partes para que se firme es algo que está en la tapa del libro. Que en todo acuerdo de comercio será preciso hacer concesiones también.
Si el señor Timerman no está dispuesto a que “se pierda un solo puesto de trabajo en Argentina”, más vale que se cancelen de inmediato las negociaciones porque es algo que nadie en su sano juicio puede garantizar. Es más, seguro que ocurrirá. Con un TLC, habrá puestos de trabajo que se pierdan y otros que se ganen. Y cada país mirará el balance. Pero las palabras de Timerman no hacen más que reafirmar, por si alguien lo olvidó, que Argentina estableció un modelo ultraproteccionista y que no se puede contar con ella ni para el Mercosur ni para el TLC. Ahora, Uruguay y Brasil tendrán que decidir si siguen adelante o si esperan algo que nunca se producirá. Y si el papa quiere libros de Methol Ferré, deberá conseguirlos en Uruguay. En Argentina están vedados por más Mercosur que haya. (El Observador – 14/06/2015)

Troca de ofertas entre Mercosul e União Europeia deve ser concluída até o final do ano, afirma Armando Monteiro
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, afirmou que Mercosul e União Europeia (UE) devem concluir até o final do ano as ofertas de acesso aos seus mercados. “Nós certamente avançamos nas negociações”, disse o ministro, após participar nesta quinta-feira (11), em Bruxelas, de reunião com a comissária Europeia para o Comércio, Cecilia Malmström, e representantes do Mercosul.
Em comunicado conjunto divulgado após o encontro, Mercosul e UE reafirmaram a “importância de aprofundar e ampliar a relação entre os dois blocos e, para esse fim, realizaram uma troca franca e aberta de pontos de vista sobre o estado das negociações para um Acordo de Associação ambicioso, abrangente e equilibrado”.
Mercosul e UE sublinharam a importância de manter a atmosfera construtiva que tem orientado as negociações até agora e trocaram informações gerais sobre suas respectivas ofertas de acesso a mercados, em conformidade com o que havia sido acordado na Cúpula Mercosul-UE, em Madrid, em 17 de maio de 2010. Segundo Armando Monteiro, “o Mercosul está pronto para fazer a troca de ofertas com a UE”.
Além de Armando Monteiro, o Mercosul esteve representado por Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores; Carlos Bianco, secretário de Relações Econômicas Internacionais do Ministério das Relações Exteriores da Argentina; Eladio Loizaga, ministro das Relações Exteriores do Paraguai; Rodolfo Nin Novoa, ministro das Relações Exteriores do Uruguai; e Alexander Yanez, vice-ministro para a América Latina e o Caribe da Venezuela. (MDIC – 12/06/2015)

Evo Morales amenazó con el no ingreso de Bolivia al Mercosur si hay acuerdo comercial con la UE

La resistencia de Bolivia, Argentina y Venezuela frustró el avance concreto de la firma de un acuerdo comercial entre los países del Mercosur y la Unión Europea, aunque si abundaron en promesas a futuro.
Las delegaciones de ambos grupos se reunieron ayer en Bruselas y se comprometieron lograr un ambicioso acuerdo en el último trimestre del año, cuando comenzarán a intercambiar sus primeras ofertas de acceso a mercados.
"Los dos bloques están decididos a seguir la negociación. Habrá reuniones técnicas para cumplir todos los pasos necesarios", dijo el ministro brasileño de Exteriores, Mauro Vieira, tras participar en la reunión ministerial.
"Fue una reunión muy buena y estamos comprometidos a hacer verdaderos progresos", señaló por su parte la comisaria europea de Comercio, Cecilia Malmström.
Días atrás Evo Morales había declarado que Bolivia retiraría su pedido de ingreso al Mercosur si se producía un acuerdo con la Unión Europea (UE). "Preferimos ampliar nuestro mercado regional solos que ser cómplices de una política inhumana que hace daño a las mayorías y beneficia a las minorías", señaló Morales. (Cronista – 12/06/2015)

Produtos e Mercados


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Vázquez: Uruguay cada vez más cerca de EE.UU.
El presidente Tabaré Vázquez mandó ayer una fuerte señal de su voluntad de acercarse a Estados Unidos, e incluso planteó una agenda bien concreta de asuntos bilaterales que quisiera resolver pronto.
Al disertar en el hotel Radisson Victoria Plaza ante el Council of the Americas, una importante organización empresarial estadounidense que se dedica a promover el libre comercio y la democracia en la región, Vázquez fue claro al decir que "deseamos reforzar la institucionalidad y los mecanismos ya existentes en el relacionamiento bilateral Uruguay-Estados Unidos".
El presidente subrayó que Uruguay quiere avanzar en materia de cooperación aduanera como forma de mejorar el comercio bilateral y conseguir preferencias arancelarias para las exportaciones de cuero y madera que hoy representan el 19% de las ventas uruguayas a Estados Unidos.
En un momento en el que la política de inserción internacional, al igual que ocurrió durante su primera administración, genera ya algunos desencuentros en el interior del Frente Amplio, Vázquez, que durante su primer gobierno buscó pero no obtuvo un acuerdo de libre comercio con Estados Unidos, dejó claro que recurrirá a todas las herramientas de que dispone para mejorar la vinculación con ese país. La oposición de su entonces canciller Reinaldo Gargano y de otros dirigentes de izquierda le impidieron a Vázquez cerrar un acuerdo ambicioso de libre comercio con Estados Unidos y debió conformarse con uno de menor alcance, el TIFA.
"Queremos seguir avanzando en materia de exportación de servicios globales y tecnologías de la información; en el marco del TIFA y queremos avanzar en la negociación para un acuerdo en seguridad social que beneficia a ciudadanos de ambos países que han generado derechos jubilatorios en el otro", anunció Vázquez. El acuerdo previsional comenzó a ser negociado en mayo del año pasado por el entonces presidente José Mujica cuando visitó a su colega Barack Obama en Washington.
Otro objetivo delineado por Vázquez es la efectiva instrumentación del acuerdo de cooperación científica y tecnológica firmado en abril de 2008.
La última información del instituto Uruguay XXI indica que entre enero y mayo de 2015 las ventas a Estados Unidos llegaron a US$ 225 millones, lo que supuso un incremento del 38% frente al mismo lapso de 2014. Las exportaciones a Estados Unidos representan el 6,4% del total. El dato es relevante ya que entre enero y mayo las exportaciones totales cayeron 9,9% frente al mismo lapso de 2014, y Estados Unidos, Canadá y Argelia son los únicos mercados relevantes a los que Uruguay logró vender más en este año. Los embarques a China, Brasil, Alemania, México, Israel y Venezuela han retrocedido.
Inversión.
Vázquez, que recientemente dijo que le preocupaba la conducta de algunas empresas extranjeras que llegaron a Uruguay y se fueron relativamente rápido, se cuidó ayer de reivindicar la inversión extranjera a la que está "directamente vinculado el crecimiento económico del Uruguay". Pero el presidente también reiteró otras líneas maestras de su política exterior, e insistió en que Uruguay forma parte del Mercosur "por convicción" pero sostuvo que el bloque no puede ser "una jaula" sino "una plataforma de lanzamiento" porque "ningún país tiene destino en este mundo en soledad". "La diversificación de posibilidades de inserción internacional para un pequeño país como el nuestro no es un capricho, es algo tan necesario como el aire que respiramos", advirtió el presidente.
Vázquez también impulsa fuertemente un acuerdo con la Unión Europea que hace una década que se negocia y respecto a cuya concreción hay incertidumbre. Brasil y Uruguay, que impulsan fuertemente las conversaciones, oscilan entre la posibilidad de "esperar" a Argentina para que todo el bloque negocie en conjunto y la alternativa de que se adopten "dos velocidades". Uruguay y Brasil quieren intercambiar con la Unión Europea propuestas de liberalización comercial antes de que termine el año. La propuesta uruguaya va a abarcar más del 90% del universo arancelario.
Macroeconomía.
Ante un auditorio compuesto en buena medida por empresarios y en un momento de desaceleración económica y alza del desempleo (ayer se difundió que llegó en abril a 8,1%, el nivel más alto desde mayo de 2010), Vázquez hizo una apología de la política macroeconómica. Destacó que esta política se caracteriza por la solvencia técnica, la programación macroeconómica equilibrada, la reducción del endeudamiento, la responsabilidad fiscal, la reorganización del gasto público, el clima favorable a la inversión, el estímulo a la producción con valor agregado, la formalización del empleo y la estabilidad y claridad en las reglas de juego.
El presidente se preocupó de aclarar que "hay crecimiento" y que "desacelerar no es frenar, ni retroceder". Como para asegurar a los empresarios que lo escuchaban de que esto efectivamente es así, Vázquez le dijo que la evolución del Producto Interno Bruto se puede seguir en las páginas web de la Presidencia de la República y del Banco Central del Uruguay.
El canciller Rodolfo Nin Novoa, que acompañó a Vázquez, defendió la participación de Uruguay en las conversaciones del TISA (acuerdo global de servicios) que ha despertado la fuerte resistencia de la central sindical y de buena parte del propio oficialismo. "Nadie puede negarse a discutir lo que en el mundo está pasando y ese es el espíritu de Uruguay", sostuvo el canciller.
Muchas consultas a Vázquez.
El presidente dedicó alrededor de una hora a responder consultas que le hicieron los empresarios. Nin Novoa dijo que fue un intercambio "riquísimo". El canciller dijo que Vázquez hizo hincapié "en los valores, el trabajo y la inserción internacional que son tres elementos que conforman un distintivo para Uruguay". Agregó que "se seguirán profundizando porque son la base que nos caracterizan como comunidad", que se suman a la estabilidad económica y social.
La presidente del Council of the Americas, Susan Segal, dijo que Uruguay es "un país importante" en el que "las reglas son muy claras y existe una fuerza laboral con alto nivel educativo". El Council of the Americas fue fundado por el magnate David Rockefeller en 1965. En la reunión estuvieron empresarios de la tecnología, el consumo, la infraestructura y los bancos de inversión. (El Pais Uruguay – 19/06/2015)

Cresce o risco de um calote da Grécia. E o Brasil com isso?
Ruth Costas Da BBC Brasil em São Paulo
Grécia poderia dar um calote em duas semanas
Com o aprofundamento da crise na Grécia, o Banco Central do país fez um alerta de que Atenas pode acabar tomando um caminho há muito temido tanto pelos gregos como por seus colegas europeus: um calote seguido de uma saída da zona do Euro e da União Europeia.
A cada dia que passa, há menos otimismo sobre a possibilidade de que se possa romper o impasse entre representantes do governo grego e seus credores nas negociações sobre a liberação de uma parcela de 7,2 bilhões de euros do pacote de resgate da União Europeia ao país.
A negociação é uma corrida contra o relógio para a Grécia: se um acordo não for fechado em duas semanas, o país não conseguirá pagar a dívida de 1,6 bilhões de euros com o Fundo Monetário Internacional (FMI) que vence nessa data. Ou seja, terá de dar um calote.
De um lado da trincheira, credores europeus exigem mais reformas econômicas, cortes de gastos e aumentos de impostos para liberar os recursos. Do outro, o governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras, eleito em janeiro com uma plataforma antiausteridade, se recusa a "violar seu mandato".
Nesta quinta-feira, ministros das finanças da zona do Euro falharam mais uma vez em uma tentativa de destravar o diálogo em Luxemburgo.
"O fracasso em obter um acordo marcaria o início de um caminho doloroso que levaria em um primeiro momento a Grécia ao default e, em seguida, a uma saída da zona do Euro e da União Europeia", advertiu o Banco Central grego.
Mas como um cenário como esse poderia repercutir nas economias do resto do mundo - e do Brasil em particular?
Poderíamos ter um "efeito dominó" em que seriam atingidas, em um primeiro momento, a Europa e os países europeus mais vulneráveis e, logo, outras economias que se esforçam para retomar o crescimento?
Há certo consenso entre especialistas ouvidos pela BBC Brasil de que, no caso de um calote grego, o risco de contágio para outros países da região seria menor do que há alguns anos.
"Primeiro porque os bancos europeus já reduziram bastante sua exposição à Grécia. Depois, porque outras economias consideradas vulneráveis do bloco, como Espanha, Portugal e Irlanda, estão caminhando na direção de colocar suas contas em dia e retomar o crescimento", diz o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria.
Para ele, "um calote grego poderia até ter algum um impacto no ritmo de recuperação da Europa, mas não iria reverter esse processo."
O diplomata e ex-ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, compara as reverberações de um possível calote grego com o da moratória argentina de 2001.
Em um primeiro momento houve grande turbulência nos mercados da região. Com o tempo, porém, esse efeito se dissipou. "No fim, foi um desastre principalmente para a Argentina, que nunca mais voltou aos mercados financeiros internacionais", diz ele.
Tanto Wilber Colmerauer, diretor do Emerging Markets Funding, em Londres, João Augusto Neves, analista da Eurasia Group, e Campos Neto, da Tendências, concordam que uma moratória de Atenas poderia ter um impacto em mercados emergentes como o Brasil ao aumentar a aversão ao risco entre investidores.
"No imediato, poderíamos ter uma pressão maior sobre o câmbio, com uma desvalorização do real, por exemplo", diz Campos Neto.
"Mas esse efeito sobre os emergentes seria de curto prazo", completa Colmerauer.
Para o diretor do EM Funding, o Brasil, "por estar em uma situação econômica complicada está na linha de frente dos países que podem sofrer com qualquer marola na economia internacional".
"Mas em função da Grécia não ter nada a ganhar com uma ruptura, não acho que essa deva ser uma preocupação para o país", diz ele.
Jogo de ameaças
Saída da Grécia do euro é 'pouco provável', dizem analistas
A percepção de economistas e especialistas consultados pela BBC parece ser a de que uma eventual saída da Grécia da zona do Euro é pouco provável, porque não interessa nem aos gregos nem a seus colegas europeus.
"Todo mundo perde com um default na Europa", diz Ernesto Lozardo, especialista em economia internacional da FGV.
"A probabilidade de termos um cenário como esse, com contágio para outras economias, é pequena. Mas ainda assim esse é um risco que precisa ser monitorado", concorda Neves, do Eurasia Group.
Ao comentar as declarações da autoridade monetária grega, Ricupero diz que "existe um jogo de ameaças que sempre faz parte de uma negociação como essa".
"Além disso, o que o BC grego colocou em um mesmo pacote seria resultado de um longo processo com diversos cenários possíveis. A Grécia poderia sair do euro mas não da UE, por exemplo ", afirma ele.
O ex-ministro admite, porém, que uma moratória seguida de abandono da moeda europeia pelos gregos poderia ter consequências imprevisíveis para a economia europeia e mundial.
"E o que se teme não é só o efeito econômico direto, mas também os efeitos psicológicos e políticos. Deixar uma união monetária e voltar a ter uma moeda própria seria uma decisão sem precedentes e é difícil saber o que poderia acontecer se ela fosse tomada", diz Ricupero.
Para Ricupero, o problema para o Brasil é que, hoje o país está em uma situação tão crítica "que qualquer coisa que piore o desempenho da economia mundial certamente é ruim para o país".
"Poderíamos ter de pagar juros mais altos no mercado com um aumento da aversão dos investidores a risco. Além disso, a Europa é um grande parceiro comercial do Brasil e as exportações para a região poderiam sofrer."
Para Lozardo, da FGV, o único efeito positivo de uma lenta recuperação europeia para o Brasil é de médio e longo prazo.
"Com um cenário ainda turvo em seus países, os investidores de longo prazo europeus, ou seja, aqueles que investem na economia real, acabam procurando oportunidades em mercados emergentes como o nosso", diz ele.
Já Neves acredita que a grande esperança do Brasil de conseguir no exterior algum impulso para a recuperação de sua economia vem dos Estados Unidos, que está se recuperando em um ritmo mais acelerado que a Europa.
"A presidente Dilma Rousseff poderia aproveitar a visita ao país (no fim do mês) para começar a costurar um acordo que ajudasse a trazer mais investidores ao Brasil", diz ele.
"Como mostra a questão da crise grega, a Europa, no momento, ainda é uma interrogação." (BBC – 19/06/2015)

Líderes da Zona do Euro vão se reunir na segunda-feira para discutir Grécia
Atenas se recusa a implementar mais austeridade e pagamento ao FMI até o fim do mês depende de acordo com credores
Líderes da zona do euro vão se reunir para discutir o impasse das negociações para firmar um acordo que libere recursos à Grécia em troca de reformas econômicas na segunda-feira, às 14h (horário de Brasília), disse uma autoridade da União Europeia.
"Considerando o resultado da reunião de hoje do Eurogrupo é hora de discutir urgentemente a situação da Grécia no nível político mais alto", disse a fonte. (Brasil Econômico – 18/06/2015)

Alemanha e França vão propor integração mais profunda da zona do euro, diz Merkel
BERLIM - A chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta quinta-feira que a França e a Alemanha vão propor na cúpula da União Europeia na semana que vem uma integração mais profunda entre os países da zona do euro, porém sem alterar o tratado existente da UE.
Ela afirmou em discurso no Parlamento que reformas estruturais na UE precisam continuar.
No mês passado a Reuters obteve um documento franco-alemão no qual os dois países acertaram planos para fortalecer a cooperação entre países da zona do euro sem mudanças no tratado --um potencial revés para o primeiro-ministro britânico, David Cameron.
O projeto fortaleceria a zona do euro, da qual a Grã-Bretanha não faz parte, com cúpulas mais regulares de seus líderes, o fortalecimento do fórum do Eurogrupo de ministros das Finanças e o estabelecimento de estruturas específicas da zona do euro dentro do Parlamento Europeu. A proposta não prevê mudanças a tratados da UE.
Cameron quer negociar reformas abrangentes da UE antes de realizar um referendo na Grã-Bretanha até o final de 2017 sobre sua permanência ou não. Por Erik Kirschbaum (Reuters – 18/06/2015)

Ida de Dilma aos EUA inclui Vale do Silício
Cláudia Trevisan, Correspondente / Washington
Viagem, que começa no fim do mês, terá encontro com mercado financeiro, com presidente Obama e visita à sede do Google
A viagem da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos, no fim do mês, começará em Nova York e terminará no Vale do Silício, a meca da inovação mundial. O roteiro da Califórnia prevê uma visita à sede do Google e encontro com CEOs de companhias de tecnologia da informação, biotecnologia e venture capital. A lista dos potenciais participantes inclui Mark Zuckerberg, do Facebook, e Jeff Bezzos, da Amazon, mas até ontem os convites não haviam sido enviados, em razão da indefinição do formato do evento. Com isso, ainda não se sabe quais dos CEOs poderão atender ao convite da presidente. A ida a San Francisco acontecerá dentro de 12 dias. Mesmo se tratando de um país em que muitas das empresas têm investimentos importantes, não há garantias de que todos os CEOs estarão disponíveis para o encontro. A ideia do governo brasileiro é reunir um grupo de 15 a 20 pesos pesados, em uma reunião ou um almoço. Também não está claro quem receberá Dilma na Google -se o presidente e fundador da companhia, Larry Page, ou o CEO, Eric Schmidt. A visita deverá ser acompanhada de executivos do escritório de São Paulo e do centro de Pesquisa & Desenvolvimento da Google em Belo Horizonte. O objetivo é falar de inovação e dos planos da companhia para o Brasil. A escala na Califórnia foi incluída no roteiro da viagem na semana passada. Além do contato com representantes das empresas, a presidente terá reuniões com reitores de algumas das principais universidades da costa Leste americana, como Stanford e Universidade da Califórnia em Berkeley. Os encontros permitirão que a presidente se familiarize com a cultura da inovação que caracteriza o Vale do Silício -um coquetel que une competição e colaboração entre empresas, interação com universidades, capitalistas dispostos a assumir riscos e valorização de ideias que desafiem o status quo. Inovação. O Brasil vê no estímulo à inovação uma potencial área de colaboração com os EUA, líder mundial nessa área. A maior parte dos alunos do Ciência sem Fronteiras estuda em universidades americanas. Há três semanas, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, esteve em Washington para participar de negociações nessa área com representantes do governo Barack Obama. A visita de Dilma aos EUA será o principal símbolo do processo de normalização do relacionamento entre os dois países depois da crise gerada pela revelação de que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) espionou comunicações de Dilma, da Petrobrás e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em protesto, a presidente cancelou a visita de Estado que faria a Washington em outubro de 2013, decisão que congelou grande parte dos contatos de alto nível entre os dois governos e retardou a execução de acordos fechados em 2010. Com atraso de cinco anos, o governo enviou em abril para ratificação do Congresso o Acordo de Cooperação em Defesa assinado durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Antes da visita, deve chegar ao Parlamento outro tratado firmado em 2010, o GSOMIA, que regula a proteção de informações militares sigilosas e abre caminho para cooperação mais estreita entre os dois países nessa área. Os americanos também pressionam o Brasil para enviar ao Congresso o acordo de Céus Abertos, que está em vigor desde 2010, mas perderá a validade em outubro se não for ratificado pelos parlamentares. A presidente dá início à visita no dia 29, em Nova York, onde se encontrará com representantes do mercado financeiro e CEOs de grandes empresas. Em seguida, ela viaja a Washington, onde será recebida por Obama em um jantar na Casa Branca. Na manhã seguinte, ambos terão uma reunião de trabalho. (O Estado de SP – 18/06/2015)

Brasil e Alemanha discutem oportunidades de investimento
O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho, reuniu-se hoje com uma delegação integrada por presidentes de diretorias e conselhos de administração dos bancos de desenvolvimento estado de Baden-Württemberg, na Alemanha.
Na reunião, a delegação recebeu informações sobre o ambiente de negócios e as oportunidades de investimento no Brasil, principalmente no âmbito do Programa de Investimentos em Logística (PIL), do governo federal. Além disso, os representantes dos bancos alemães puderam conhecer as potencialidades da economia e do mercado brasileiros.
Baden-Württemberg é considerada uma das regiões mais competitivas e a mais inovadora da União Europeia nos setores de alta tecnologia e de pesquisa e desenvolvimento. De acordo com o secretário-executivo do MDIC, o Brasil tem sido um dos principais destinos dos investimentos alemães nas últimas décadas. "Acredito que essa reunião vai trazer muitos resultados positivos para o Brasil. Esperamos atrair ainda mais investidores da Alemanha", afirmou Ramalho.
No encontro, estiveram representados 12 bancosde investimento de Baden-Württemberg e cinco empresas coligadas. Segundo o Landesbank Baden-Württemberg (LBBW), o Banco Central do estado, aproximadamente 350 das mais de 800 empresas da Alemanha sediadas na região de São Paulo são de Baden-Württemberg.
Também participaram da reunião técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Caixa Econômica Federal, do Banco do Nordeste e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Renai
A Rede Nacional de Informações sobre o Investimento é uma iniciativa da Secretaria do Desenvolvimento da Produção (SDP) do MDIC que tem como foco fornecer ao potencial investidor estrangeiro informações sobre oportunidades de investimentos no Brasil. Além disso, busca apoiar as estruturas federal e estaduais no desenvolvimento de atividades voltadas à promoção de investimentos produtivos e articular medidas de facilitação dos investimentos no país. Saiba mais em www.mdic.gov.br/renai. (MDIC – 17/06/2015)

Spain, Brazil emphasize good bilateral relationship
EFE
Spanish Foreign Minister Jose Manuel Garcia-Margallo's arrival here Wednesday provided an opportunity for both governments to emphasize the warmth of the bilateral relationship.
Garcia-Margallo on Wednesday began his official visit to Brazil, meeting with Vice President Michel Temer and participating along with his Brazilian counterpart Mauro Vieira in the 2nd Meeting of the Brazil-Spain Ministerial Commission on Political Dialogue. (EFE – 17/06/2015)

Nokia recebe aprovação dos EUA para comprar Alcatel-Lucent
OSLO - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos deu luz verde à transação da Nokia para comprar a francesa Alcatel-Lucent, anunciaram as duas companhias nesta quarta-feira.
"O término antecipado do período de espera antitruste nos EUA nos leva um passo importante mais perto da conclusão da transação pendente", elas acrescentaram em comunicado.
O acordo anunciado em abril continua sujeito à aprovação dos acionistas da Nokia, e deve ser concluído na primeira metade de 2016. Por Nerijus Adomaitis (Reuters – 17/06/2015)

El deshielo EEUU-Cuba avanza, a pesar de las dificultades
La Habana, Cuba | AFP | por Alexandre GROSBOIS.
Seis meses después del histórico anuncio de normalizar las relaciones entre Estados Unidos y Cuba, los dos países han conseguido emprender un real proceso de acercamiento, aunque ciertos puntos de divergencia parecen por ahora difíciles de superar.
Desde el pasado 17 de diciembre se han producido numerosos acontecimientos que parecían inconcebibles. El presidente Barack Obama pidió al Congreso estudiar el levantamiento del embargo impuesto a la isla en 1962 y su gobierno ha oficializado la salida de Cuba de la lista de países que apoyan el terrorismo.
El abril Obama y Raúl Castro se reunieron en la Cumbre de las Américas en Panamá, la primera cita entre los presidentes de ambos países en más de medio siglo, y ahora están en vías de restablecer las relaciones diplomáticas suspendidas hace 54 años.
“En relación con lo que existía el balance es sin duda positivo. Lo más importante es la decisión política de restablecer relaciones”, afirma el académico y exdiplomático cubano Jesús Arboleya.
También menciona un factor favorable y determinante: la aparición en Estados Unidos de “grupos de presión a favor de impulsar el proceso” que, según él, “crean un balance antes no existente en la política norteamericana hacia Cuba”.
Desde el histórico anuncio de diciembre varios sondeos han mostrado que una mayoría de estadounidenses apoya el cambio de política hacia Cuba, lo que refleja un nuevo equilibrio de fuerzas en la opinión pública.
¿Embajadas pronto?
Inicialmente programado por Washington para abril, el restablecimiento de relaciones diplomáticas no ha sido anunciado todavía, a pesar de cuatro reuniones entre altos responsables de ambos países desde enero.
Según diversas fuentes en Washington y La Habana, se trata de una cuestión de semanas, pero una vez que las partes se pongan de acuerdo, deben arreglarse algunos procedimientos en ambas orillas del Estrecho de Florida antes de abrir las embajadas.
Primero, las partes deben informar a Suiza que no desean más su protección diplomática para las secciones de intereses creadas en 1977 en ambos países.
Luego, la Casa Blanca debe notificar al Congreso del cambio de estatuto de su legación. Este último tiene 15 días para estudiarlo, pero no puede oponerse, según un alto responsable del Departamento de Estado, quien indicó que las decisiones diplomáticas dependen del ejecutivo.
“Desafíos inmensos”
Una vez reabiertas las embajadas, Washington y La Habana podrán finalmente lanzarse al vasto campo de la normalización, que se anuncia espinoso en virtud de la complejidad y cantidad de los puntos de desacuerdo acumulados por los viejos enemigos de la Guerra Fría.
“Partiendo de un enfoque ‘maximalista’, el gobierno cubano exige el levantamiento de todas las sanciones económicas, la devolución de la base naval de Guantánamo, la eliminación de la Ley de Ajuste Cubano (que favorece a los migrantes cubanos en Estados Unidos) y el cierre de las estaciones de radio y televisión Martí”, que transmiten hacia la isla, dice el académico Jorge Duany, de la Universidad Internacional de Florida (EEUU).
“Mientras tanto, el gobierno estadounidense ha adoptado una postura ‘minimalista’, buscando ‘empoderar’ a la sociedad civil independiente en Cuba, estimular el crecimiento del sector de trabajadores por cuenta propia y fomentar mayor tolerancia hacia la disidencia y respeto a los derechos humanos”, añade el académico, quien advierte que persisten “demandas mutuas y difíciles de reconciliar”.
“Los desafíos son inmensos. En toda su historia Cuba nunca ha tenido una relación normal con Estados Unidos y dudo que llegue a tenerla en el futuro predecible”, dice Arboleya.
En el tema del embargo, asunto crucial en las relaciones cubano-estadounidenses, el presidente demócrata mostró su buena voluntad al pedírselo al Congreso, pero el término de las discusiones en curso es incierto y el procedimiento legislativo se anuncia largo.
Duany destaca que “también queda pendiente hasta qué punto la administración de Obama podrá implantar las nuevas medidas en el próximo año y medio”, con el Congreso dominado por los republicanos y con el aumento de la temperatura de la campaña presidencial, en la que los candidatos no van a escatimar medios. (La Nación Paraguay – 16/06/2015)

Sem acordo, Europa prepara plano para calote da Grécia
ECONOMIA
Impasse faz Bovespa fechar em queda de 0,4%; dólar sobe a R$ 3,12
Rennan Setti
O risco de calote está a apenas 15 dias. Mas, mesmo assim, a Grécia e seus credores europeus endureceram suas posições, deixando mais distante a retomada das negociações para evitar o default e a possível saída de Atenas da zona do euro. Ontem, enquanto líderes dos dois lados trocavam acusações, fontes da União Europeia (UE) disseram que o bloco já prepara um plano de emergência à espera de uma provável quebra grega. E o temor sobre o futuro da Grécia derrubou os mercados mundo afora. O Ibovespa, índice de referência da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), recuou 0,39%, aos 53.137 pontos.
A turbulência grega também provocou volatilidade no câmbio. Depois de oscilar entre os campos positivo e negativo ao longo do dia, o dólar fechou em alta de 0,28%, cotado a R$ 3,128. Na mínima, a moeda americana foi negociada a R$ 3,096, e na máxima, a R$ 3,139.
Globalmente, porém, o dólar desvalorizou-se contra nove das 16 principais moedas do mundo. Apesar de o fracasso das negociações entre a Grécia e seus credores no domingo ter feito amoeda subir pela manhã, o dólar perdeu força após a divulgação deuma queda inesperada na produção industrial dos Estados Unidos.
Segundo o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), a indústria teve declínio de 0,2% em maio, após alta de 0,1% em abril. Como o dado foi decepcionante, mexeu com as expectativas sobre quando o Fed irá elevar os juros americanos, o que só deve acontecer quando interpretar que a economia está sólida o suficiente para suportar o aperto no crédito.
O índice Dollar Spot, que mede a força do dólar frente a dez divisas, teve leve desvalorização, de 0,09%.
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VIAGEM À RÚSSIA CAUSA IRRITAÇÃO
Em 30 de junho expira o prazo para que Atenas pague EUR 1,6 bilhão ao Fundo Monetário Internacional (FMI), potencialmente deixando o país sem dinheiro e sem poder tomar empréstimos.
- Não vai funcionar a Grécia definir os termos e dizer "todos têm que dançar conforme nossa música" A Grécia precisa voltar à realidade - declarou Volker Kauder, líder do partido da chanceler alemã, Angela Merkel, no Parlamento.
Depois de acusar os credores de "pilhagem" o premier grego, Alexis Tsipras, disse estar pronto para retomar as conversas e que só aguarda um convite.
Mas, em uma decisão que irritou a União Europeia, manteve na agenda uma viagem à Rússia na quinta-feira.
- Só se pode ver uma intenção política na insistência dos credores em novos cortes de aposentadorias após cinco anos de pilhagem sob os resgates - disse Tsipras ao jornal grego "Efimerida ton Syntakton" – Vamos aguardar pacientemente até que as instituições voltem ao realismo. Não temos o direito de enterrar a democracia europeia onde ela nasceu.
Com agências internacionais
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"Não temos o direito de enterrar a democracia europeia onde ela nasceu" Alexis Tsipras
Primeiro-ministro da Grécia (O Globo – 16/06/2015)

Liliana Ayalde: Um novo patamar na relação Brasil-EUA
Após uma histórica Cúpula das Américas no Panamá, em abril, há um otimismo palpável no Ocidente. Pela primeira vez desde 1959, os presidentes de Estados Unidos e Cuba tiveram um diálogo significativo e, pela primeira vez, a cúpula contou com a participação formal de todos os 35 países do hemisfério.
Na ocasião, os líderes encontraram pontos em comum para um futuro compartilhado de oportunidades e desafios. Esse futuro nunca foi tão promissor quanto agora nas relações entre Brasil e EUA. Somos parceiros naturais. Os EUA se beneficiam de uma relação mais forte com o Brasil e o Brasil se beneficia de uma relação mais forte conosco.
Nesse sentido, estamos entusiasmados com a visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos em 30 de junho. Essa visita elevará nossa relação a um novo patamar trazendo benefícios que irão muito além dos nossos países.
Nossos presidentes definirão uma agenda comum para o futuro, que deve incluir cooperação sobre mudanças climáticas; aprofundamento do engajamento comercial; colaboração em ciência, tecnologia e inovação; acordos de defesa e segurança e intercâmbios técnicos e educacionais. A agenda está organizada em torno de três pilares: intercâmbio de pessoas, prosperidade e parcerias.
Intercâmbio de pessoas: A crescente relação entre Brasil e Estados Unidos é definida tanto pelas interações entre nossos povos como por atividades oficiais. Os intercâmbios educacionais, por exemplo, criam, ampliam e intensificam os laços entre brasileiros e americanos.
Os EUA se orgulham de terem recebido 33 mil brasileiros por meio do programa Ciência sem Fronteiras. Para ampliar o intercâmbio em ambas as direções, a iniciativa 100 Mil Unidos pelas Américas, do presidente Obama, incentiva americanos a aprender português e estudar no Brasil. Na visita da presidente Dilma, espero que possamos ter novos acordos que fortaleçam ainda mais nossa relação na área educacional.
Prosperidade: O comércio é um dos principais fatores que promove a prosperidade. Os últimos quatro anos foram marcados pelos mais altos níveis de comércio bilateral da história, ultrapassando US$ 100 bilhões anuais. Em 2014, os EUA foram o maior mercado para a exportação de bens manufaturados brasileiros, resultando em milhares de empregos qualificados e bem melhor remunerados no Brasil.
Os EUA também são a maior fonte de investimento estrangeiro direto no Brasil, com muitas de nossas empresas operando aqui há mais de um século. As empresas brasileiras também estão ampliando investimentos e parcerias nos EUA, fazendo com que a nossa relação econômica seja mutuamente benéfica, aumentando o crescimento econômico, empregos e oportunidades.
Mas queremos ir além. Trabalhando juntos de forma mais estreita, facilitando o comércio, cooperando em regulamentações comerciais, simplificando a realização de negócios, tanto aqui como nos EUA, poderemos alcançar e crescer mais.
Entre quinta (18) e sexta-feira (19), o Fórum de CEOs Estados Unidos-Brasil se reunirá em Brasília. Presidentes de empresas, americanos e brasileiros, formularão recomendações que serão apresentadas a Obama e Dilma antes da reunião em Washington. Nossos governos já estão trabalhando com as empresas participantes do fórum para propor iniciativas em áreas como energia, inovação e infraestrutura.
Parcerias: Brasil e Estados Unidos têm muito em comum e nenhuma divergência incontornável.
O leque de questões que podemos tratar juntos é diverso e sofisticado: mudanças climáticas; operações das forças de paz da ONU; segurança alimentar; pandemias globais; assuntos regionais, como Cuba e Venezuela; Irã, Síria e Coreia do Norte; direitos humanos; desarmamento e não proliferação; fóruns multilaterais, por exemplo, as Nações Unidas; defesa e segurança; e combate e desmantelamento de grupos terroristas, como o Estado Islâmico.
Acredito que quanto mais próximos do Brasil trabalharmos, quanto mais ampla e profunda for a nossa agenda, maior será a possibilidade de divergências. Mas estou confiante de que serão divergências saudáveis entre parceiros estratégicos.
O convite de Obama a Dilma reafirma a importância do Brasil para nós, como povo, economia, parceiro estratégico e líder global. O que o Brasil faz e diz é importante e repercute mundialmente. Essa visita é uma oportunidade para renovar e elevar essa relação vital e profícua. LILIANA AYALDE é embaixadora dos Estados Unidos no Brasil (Folha de SP – 16/06/2015)

Arábia Saudita se abre ao capital estrangeiro e tenta modernizar sua economia
Por Ahmed Al Omran, de Jeddah, da Arábia Saudita
Os homens e mulheres que são funcionários do National Commercial Bank em Jeddah, na Arábia Saudita, acessam a sede da instituição por entradas separadas e usam elevadores diferentes. Mas, uma vez lá dentro, eles trabalham lado a lado nesse que é o maior banco do país.
A prática é apenas mais um sinal de como novas empresas começam a transformar uma das sociedades mais conservadoras do mundo, à medida que os líderes do reino tomam medidas para estimular setores além do petróleo, criar mais empregos e integrar a altamente isolada economia saudita ao sistema global.
Um grande passo nessa direção será dado hoje, quando a Arábia Saudita vai abrir seu mercado acionário — que movimenta US$ 580 bilhões e é o maior do Oriente Médio — diretamente a investidores estrangeiros.
Tanto os executivos do banco quanto as autoridades sauditas veem essa abertura como uma maneira de cautelosamente ajudar a liberar a economia e a política social, com novos investidores estrangeiros elevando os padrões corporativos e ampliando a força de trabalho para incluir mais mulheres.
Alaa al-Mizyen, que tem 25 anos e trabalha na área de banco de investimento do NCB, está na vanguarda dessa mudança. “Investidores tendem a ser sofisticados, eles buscam o melhor”, diz ela, que fala árabe, inglês e francês e ajudou a fundar um grupo ambientalista. “Eles não estão interessados se é mulher ou homem, desde que recebam o que querem.”
A mudança está longe de ser um ponto de consenso num reino que há muito se orgulha de ser o guardião das tradições islâmicas. Mulheres têm poucos direitos no país — nem dirigir elas podem — e respondem por apenas 20% da força de trabalho.
Apesar das iniciativas do governo para criar empregos nos últimos anos, o desemprego continua alto, em 11,7%, segundo dados oficiais. O desemprego representa um desafio sério não apenas à economia, mas também à ordem social e política, num país onde o Estado Islâmico fez incursões para recrutar desempregados e jovens sem recursos.
Depois de terem passado por um colapso da bolsa em 2006, a crise financeira em 2008 e a Primavera Árabe, alguns sauditas creem que está na hora de abrir o mercado acionário. Até hoje, somente cidadãos sauditas ou dos países do Golfo podiam investir.
As mudanças são necessárias e vão exigir “muita vontade política”, diz Abdulaziz Aldukheil, que foi vice-ministro das Finanças nos anos 70.
O rei Salman, que ascendeu ao trono em janeiro depois da morte de seu meio-irmão Abdullah, não tem se esquivado às mudanças. Ele nomeou seu filho de 29 anos líder do Conselho de Assuntos Econômicos e de Desenvolvimento e substituiu membros do seu gabinete por pessoas provenientes do setor privado. Além disso, o governo reestruturou agências encarregadas de formular políticas e está começando a fazer o mesmo com a Aramco, a gigante estatal do petróleo. O país também está cogitando a criação de um fundo soberano para investir suas reservas.
De acordo com as regras do mercado acionário que abre hoje ao capital estrangeiro, somente grandes investidores institucionais, com pelo menos US$ 5 bilhões em ativos sob gestão, poderão operar diretamente no mercado. A exigência visa atrair investidores mais experientes e estáveis para um mercado que permanece dominado por operadores individuais.
O mercado inteiro, entretanto, continua limitado a um pequeno número de ações e o governo controla as maiores companhias, como a gigante petroquímica Sabic e a empresa de telecomunicações Saudi Telecom Co.
Durante décadas, a Arábia Saudita pouco fez para se diversificar além do setor de petróleo. A proporção do orçamento nacional correspondente às receitas com o produto na verdade aumentou: passou de 80,6% em 1960 para 93% em 2014.
Ainda assim, a economia do reino vem crescendo a um ritmo de 4% a 5% ao ano desde 2012, enquanto o resto do mundo, principalmente os mercados desenvolvidos, enfrenta dificuldades. A Arábia Saudita detém cerca de US$ 700 bilhões em reservas internacionais, segundo o Fundo Monetário Internacional. As autoridades sauditas dizem que o país não precisa abrir o mercado acionário para obter recursos.
“Há muitas razões para abrir o mercado e fazê-lo gradualmente, mas liquidez não é uma delas”, diz Mohammed Aljadaan, presidente da Autoridade de Mercado de Capital, o regulador do mercado acionário.
Uma economia mais diversificada poderia ajudar o país a resolver alguns problemas. Um deles é a acelerada queima das reservas diante da tentativa do reino de manter os gastos públicos com programas de desenvolvimento e militares mesmo com a queda nos preços do petróleo. A Arábia Saudita utilizou US$ 47 bilhões das suas reservas estrangeiras entre outubro e maio, segundo dados do banco central. (The Wall Street Journal – 15/06/2015)

Brasil disputa com China luz na África
Governo quer exportar tecnologia para levar eletricidade a mais de 1 bilhão de pessoas
por Danilo Fariello / Eliane Oliveira
BRASÍLIA - “Energia limpa é vida”, diz a campanha lançada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em 2011, com apoio do Banco Mundial. De lá para cá, países têm firmado compromissos para levar energia a 1,1 bilhão de pessoas sem acesso à eletricidade, principalmente na África. E como converter esses compromissos em quilowatts-hora para as pessoas reais?
— Essa é uma resposta de US$ 1 trilhão — afirmou o diretor-geral da campanha da ONU Kandeh Yumkella no último encontro sobre o tema, em maio, na sede da ONU, em Nova York.
Usina de Itaipu: Brasil quer exportar tecnologia para universalização do acesso à eletricidade. Mercado de US$ 400 bi por ano até 2030 - Dado Galdieri/18-10-2012/Bloomberg News
É de olho nessa fortuna que o governo brasileiro se articula para levar sua tecnologia e empresas à universalização do acesso à energia elétrica no mundo. Apesar do momento complicado do mercado nacional, com encolhimento da Eletrobras e a crise das construtoras, o Brasil tem bom histórico em três dos principais focos da campanha: universalização do acesso, uso intenso em energias renováveis e adoção de medidas de eficiência.
Segundo Albert Melo, diretor-geral do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica, ligado à Eletrobras, a experiência com o Luz Para Todos (que já levou energia a 99% da população), a preponderância de hidrelétricas na matriz nacional e a experiência adquirida com o selo Procel de eficiência energética qualificam o Brasil a concorrer nesse mercado, que pode movimentar mais de US$ 400 bilhões por ano até 2030. Esse é o prazo das metas para o desenvolvimento sustentável definidas pela ONU em janeiro. A sétima, das 17, prevê a garantia ao acesso à energia barata, confiável, sustentável e moderna para todos.
— É um mercado muito grande e com motivos nobres, que conta com apoio de entidades multilaterais como alavancadoras, dando oportunidades de negócio ao Brasil. Temos aqui conhecimento e experiência em planejamento e operação para exportarmos — disse Melo.
Segundo a ONU, a África é a região com o potencial para energias renováveis mais abundante e menos explorado. O continente está no foco de países interessados em investir nesse nicho. Empresas chinesas já estão financiando, por exemplo, o Akon Lighting Africa, empreendimento do rapper americano de origem senegalesa Akon que visa a levar eletricidade a 600 milhões de pessoas em áreas rurais do continente. Além de investir na instalação de hidrelétricas e outros projetos visando à exploração de energias renováveis, os chineses já descobriram que esses negócios englobam a venda de máquinas e equipamentos para a região.
— Importamos bens de capital da China quando poderíamos estar comprando do Brasil — disse o executivo de uma empreiteira brasileira que participa de obras na África, que não quis ser identificado.
OPORTUNIDADES NA NIGÉRIA
O Brasil já assinou memorandos de entendimento com Moçambique e Angola para estimular parcerias em comércio e investimentos em diversas atividades. Na área energética, a meta é assinar, no segundo semestre, tratado semelhante com a Nigéria — grande produtor de petróleo, mas sem hidrelétricas e outras energias limpas, apesar do clima e do potencial hídrico. Rodrigo Azeredo, chefe da Divisão do Departamento de Promoção Comercial e de Investimentos do Itamaraty, destaca que é com a Nigéria que o Brasil tem seu maior déficit na balança comercial, em torno de US$ 9 bilhões em 2014.
— Uma maneira de superarmos nosso desequilíbrio na balança é oferecermos parceria. Levarmos empresas que possam fabricar localmente equipamentos para o setor elétrico. Eles têm déficits de energia elétrica que, em sua maior parte, é à base de diesel — afirmou Azeredo.
As empresas brasileiras consideram fundamental o apoio financeiro para disputarem projetos desse tipo. O programa do governo para financiamento às exportações de serviços de engenharia e outros, o Proex, conta com US$ 1,5 bilhão para equalização de taxas de juros, valor considerado insuficiente pelo setor privado. Conforme o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, seria preciso mais US$ 1 bilhão.
Outro desafio a ser superado, segundo fontes do governo, é convencer a opinião pública de que é bom para o país exportar tecnologias desse tipo. O cerco aos financiamentos do BNDES no exterior e as críticas que surgiram quando a Eletrobras anunciou a construção de uma hidrelétrica na Nicarágua acenderam o sinal amarelo em relação às intenções da estatal.
O ex-embaixador Marcos de Azambuja, membro do Conselho Curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais, afirma que o Brasil não pode ficar fora de um programa de universalização de energia, pois está entre os que têm as maiores reservas de urânio do mundo, o que lhe dá aval para a produção de energia nuclear; possui petróleo em abundância, no caso de combustíveis fósseis; e tem experiência crescente em fontes renováveis. (O Globo – 15/06/2015)

Déficit comercial marca relação do México com a União Européia
México - O déficit comercial caracteriza a relação que tem o México com a União Européia (UE) há 15 anos através do acordo de Associação Econômica, Acordo Político e Cooperação, segundo dados divulgados hoje aqui.
As importações de produtos europeus têm duplicado as exportações de bens mexicanos para essa zona praticamente durante todo o século XXI, indicam estatísticas da Secretária da Economia.
No ano passado as compra do México à UE atingiram o número histórico de 44,3 bilhões de dólares.
Tal montante foi superior em 117% ou 2,1 vezes mais com respeito aos 20,292 bilhões de dólares que somaram as mercadorias fabricadas ou produzidas no México e comercializadas à Europa.
Mesmo assim, desde 2010, quando o Tratado de Livre Comércio com a UE entrou em vigor, no ano passado, as exportações deste país ao bloco cresceram 3,5 vezes de 5,742 bilhões de dólares a 20, 292 bilhões, enquanto as importações se multiplicaram cerca de 2,9 vezes.
Mais ou menos 32% dos produtos que o México importou no ano passado da União Européia proveio da Alemanha, 12% da Itália, 10% da Espanha e 8% da França.
Das mercadorias que o México exportou à região 29% foram para a Espanha, 17% para a Alemanha, 11% da Holanda e 9% no Reino Unido. Prensa Latina – 13/06/2015)

OMC


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El Director General Azevêdo dice a los Miembros que es “el momento de tomar decisiones” sobre el programa de trabajo de Doha
El día de hoy (17 de junio), el Director General Roberto Azevêdo convocó una reunión de todos los Miembros de la OMC en Ginebra a fin de informar sobre la situación actual de las negociaciones con respecto al programa de trabajo para hacer avanzar las cuestiones pendientes del Programa de Doha para el Desarrollo. El Director General presentó un informe pormenorizado sobre las consultas que se han mantenido desde la última reunión de todos los Miembros el 1° de junio, con inclusión de la reunión del G7 en Alemania, una reunión ministerial informal en París, reuniones convocadas por el propio Director General sobre cuestiones específicas, y reuniones convocadas por delegaciones a las que había sido invitado. Texto na íntegra no website www.wto.org (OMC -17/06/2015)

Brasil ajuda a derrubar comércio, diz OMC
INTERNACIONAL
Assis Moreira
A forte queda de importações de grandes economias como Brasil, Rússia, União Européia (UE) e Japão entre janeiro a abril prenuncia um comércio mundial mais fraco no começo do ano. Taxas de câmbio e preços decommodities são responsáveispor grande parte da fraqueza. É o que sublinham três entidades internacionais Organização Mundial do Comércio (OMC ), Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) - em relatório submetido ao G-20.
No Brasil, as exportações nos primeiros quatro meses do ano declinaram 18,1 % em relação ao mesmo período de 2014, segundo dados do governo, ilustrando a contração da economia este ano.
Contudo, a OMC mostra também que o Brasil perdeu para a Índia o posto de país que mais abre investigações no mundo contra importações supostamente com preços desleais, entre outubro de 2014 e abril deste ano.
A avaliação geral do relatório é que no último semestre, até maio, as principais economias aplicaram menos medidas restritivas ao comércio internacional.
Produtos siderúrgicos continuam a sofrer a maior parte das investigações antidumping, principalmente os vindos da China.
A OMC cita projeção do CPB, o Escritório de Análise Econômica da Holanda, de que o volume do comércio mundial pode ter contraído 1,5% no primeiro trimestre em ante omesmo período de2014. E estima que a grande flutuação nos preços das matérias-primas e no câmbio tomaram as perspectivas globais mais incertas.
O dólar, principal moeda das trocas internacionais, valorizou 10% na média contra as divisas de seus principais parceiros comerciais em um ano. O euro por sua vez desvalorizou 17%, e o yen japonês, 17%.
Já o cambio entre dólar e yuan chinês quase não foi mudou.
A OMC qualifica de "impressionante" que os emergentes tenham contribuído menos do que desenvolvidos na demanda de importações entre o terceiro trimestre de 2013 e de 2014. Mas, no quatro trimestre, a maior queda veio nas importações de economias desenvolvidas, em parte por causa daconversão do euro em dólar. (Valor Econômico – 16/06/2015)

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Incidente com senadores provoca tensão entre Brasil e Venezuela
O governo brasileiro pedirá esclarecimentos a Caracas pelos "inaceitáveis atos hostis" registrados nesta quinta-feira contra um grupo de senadores que viajou à Venezuela para interceder por políticos opositores detidos, no que provocou um desgaste diplomático entre os dois países.
"O governo brasileiro solicitará ao governo venezuelano, pelos canais diplomáticos, os devidos esclarecimentos sobre o ocorrido", destacou uma nota oficial do Itamaraty, que "lamenta" os incidentes que prejudicaram a visita dos legisladores a Caracas.
O grupo de senadores da oposição, incluindo Aécio Neves (PSDB), foi hostilizado na região de Caracas. A van em que viajavam acabou cercada por manifestantes, que bateram nas janelas do veículo.
A nota do Itamaraty ameniza o tom, ao ressaltar que pedirá tais esclarecimentos "à luz das tradicionais relações de amizade entre os dois países".
"Lamentamos os incidentes que afetaram a visita à Venezuela da Comissão de Relações Exteriores do Senado e que prejudicaram o cumprimento da programação prevista naquele país. São atos hostis inaceitáveis de manifestantes contra parlamentares brasileiros", destacou o Itamaraty.
A nota lembra que os senadores viajaram para Caracas a bordo de um avião da Força Aérea Brasileira e que, por intermédio da embaixada do Brasil em Caracas, solicitou e recebeu garantia de proteção policial para a delegação.
Aécio visitou o país com outros cinco senadores, em uma missão política e, ao mesmo tempo, "humanística". O objetivo era pedir a libertação dos opositores presos Leopoldo López, Antonio Ledezma e Daniel Ceballos.
O avião oficial da FAB pousou no Aeroporto Simón Bolívar - localizado a 40 km da capital - por volta do meio-dia. A partir de então, a delegação tentou seguir para Caracas e chegar à prisão onde López está recluso. Por volta das 17h local (18h30 de Brasília), a comitiva decidiu embarcar na aeronave e voltar ao Brasil.
"O que assistimos em Caracas hoje está acima de qualquer das piores expectativas que tínhamos (...). Fomos simplesmente impedidos de avançar para visitar Leopoldo (López), para encontrarmos os líderes da oposição", disse Aécio antes de regressar ao Brasil.
"Fomos sitiados em uma via pública (...). Nossa van foi atacada por um grupo de simpatizantes do governo" venezuelano, acrescentou.
"Tentamos ir para a penitenciária novamente. Mas o tráfego, mesmo sem a influência dos bloqueios, o tornou impossível", escreveu Aécio no Twitter.
O fluxo de veículos entre o aeroporto e a capital foi interrompido por um protesto e por uma operação de limpeza dos túneis, situados na autoestrada que liga os dois pontos.
A AFP constatou, na tarde desta quinta-feira, a presença de membros da Guarda Nacional bloqueando a via.
No Brasil, o Congresso reagiu.
"Há relatos de cerco à delegação brasileira, hostilidade, intimidação, ofensas e apedrejamentos do veículo onde estão os senadores", destacou uma nota oficial.
"O presidente do Congresso Nacional repudia os acontecimentos narrados e pedirá uma reação altiva do governo brasileiro", acrescentou o comunicado.
Um grupo da oposição também convocou um protesto em frente ao consulado venezuelano em São Paulo.
Líder da ala radical da oposição, López está detido em uma prisão militar nos arredores de Caracas há quase 16 meses. Ele é acusado de incitar à violência em protestos contra o governo que deixaram 43 mortos entre fevereiro de maio de 2014, assim como Ceballos, ex-prefeito de San Cristóbal (Táchira, oeste).
Ceballos está em uma dependência do serviço secreto, e Antonio Ledezma, prefeito de Caracas, acusado de conspiração e detido em 19 de fevereiro deste ano, está em prisão domiciliar, após ser submetido a uma cirurgia.
Em entrevista concedida à emissora americana CNN, a presidente Dilma Rousseff chegou a manifestar seu desejo de que o governo venezuelano liberte os opositores presos. Em nenhum momento, Dilma criticou explicitamente o governo de Nicolás Maduro.
Nos últimos meses, várias personalidades políticas, entre elas o ex-presidente da Colômbia Andrés Pastrana; o do Chile Sebastián Piñera; o da Bolívia Jorge Quiroga; e o da Espanha Felipe González, visitaram o país caribenho. Eles também não tiveram autorização para ver López, o que gerou críticas da comunidade internacional ao governo Maduro. (AFP/Yahoo Notícias – 19/06/2015)

MDIC lança edital para estimular projetos de pesquisa entre empresas brasileiras e francesas
Brasília – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) lançou hoje uma chamada pública para que empresas brasileiras e francesas apresentem projetos conjuntos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).
O edital foi anunciado pelo Secretário de Inovação do MDIC, Marcos Vinicius de Souza, e pelo Vice-Diretor da Direção Geral das Empresas em nome do Ministério da Economia, Indústria e Setor Digital da França, Benjamin Gallezot, durante a abertura da 3ª edição do Grupo de Trabalho Brasil-França em Inovação, realizado no Rio de Janeiro.
A III Reunião do GT Inovação reúne participantes governamentais brasileiros – MDIC, MRE, MCTI, BNDES, Apex-Brasil e ABDI – e franceses – Direção Geral das Empresas (DGE), BPIFrance, BusinessFrance – além de empresas e associações do setor de energia de ambos os países.
O objetivo do programa é incentivar a criação de novas tecnologias a partir de projetos de P&D conjuntos. A proposta de cooperação deve envolver ao menos uma empresa de cada país, as quais deverão desenvolver um novo produto, processo ou serviço de aplicação industrial direcionado à comercialização no mercado doméstico e/ou global.
Para participar do edital, as empresas devem manter um contato prévio, diretamente ou por intermédio do website do programa (www.brasilfranca.mdic.gov.br), para negociar o projeto de P&D e definir como será a divisão das tarefas e dos resultados que forem obtidos com a pesquisa, tanto em termos de propriedade intelectual quanto da produção e comercialização em si.
Os projetos apresentados pelas empresas são avaliados por um Comitê Gestor, coordenado pela Secretaria de Inovação do MDIC e pela contraparte no país parceiro, e conta com especialistas de instituições como BNDES, FINEP, MCTI, MRE, ABDI e APEX. Os projetos aprovados pelos dois lados estarão aptos a receber recursos das agências de fomento dos dois países – no caso do Brasil, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras instituições governamentais de fomento.
Os interessados em participar podem inscrever projetos voltados para os setores de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), Biotecnologia, Saúde, Energia, Petróleo e Gás e Cosméticos.
A cooperação internacional para inovação é uma das prioridades da Secretaria de Inovação e do MDIC, pois é uma ferramenta para atingir vários objetivos como aumentar o investimento do setor privado em inovação, melhorar as políticas públicas de fomento à inovação, entre outros. Além disso, ao participar do programa, as empresas brasileiras têm acesso a novas tecnologias e novos conhecimentos, maior facilidade para acessar novos mercados e até mesmo para exportar para terceiros com o novo produto ou serviço desenvolvido. (MDIC – 18/06/2015)

Ministro Armando Monteiro abre Fórum de Altos Executivos Brasil-EUA
Brasília – O Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro, abriu a 9ª reunião do Fórum de Altos Executivos Brasil-Estados Unidos ("Fórum de CEOs").
Criado em 2007, o Fórum tem o objetivo de facilitar o comércio e investimentos bilaterais, bem como identificar formas de integração competitiva entre as duas economias.
Durante discurso de abertura, Armando Monteiro reafirmou a importância da parceria entre Brasil e Estados Unidos, destacando que não há nação desenvolvida e competitiva que não esteja inserida nas cadeias globais de valor. "Washington foi minha primeira viagem oficial e mostra a prioridade dos EUA para a agenda Brasileira. É importante a retomada do diálogo entre os dois países”, disse.
Monteiro afirmou ainda que espera “que os resultados desse fórum estejam à altura da representatividade dessas duas nações”.
O Fórum é integrado por 12 CEOs e dois representantes governamentais de cada país – os quais apresentam, periodicamente, recomendações aos governos de ambos os países. Além de Monteiro, participa, pelo lado brasileiro, o Ministro-Chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Os integrantes pelo governo norte-americano são Subsecretário de Comércio, Bruce Andrews, e a Vice-Assessora de Segurança Nacional para Assuntos Econômicos da Casa Branca, Caroline Atkinson.
Entre os representantes do setor privado brasileiro, estão Josué Christiano Gomes da Silva (Coteminas) – presidência da seção brasileira; Bernardo Pinto Paiva (Ambev); Luiz Carlos Trabuco Cappi (Bradesco); José Luis Cutrale (Cutrale); Pedro de Godoy Bueno (Dasa); Frederico Curado (Embraer); Maurizio Billi (Eurofarma); Jorge Gerdau Johannpeter (Gerdau); Wesley Mendonça Batista (JBS); Rodrigo Galindo (Kroton Educacional); Aldemir Bendine (Petrobras); e Marco Antônio Silva Stefanini (Stefanini). Pelo lado norte-americano participam Patricia Woertz (Archer Daniels Midland) – presidência da seção americana; Andres Gluski (AES Corporation); Eduardo Leite (BAKER & MCKENZIE); Michael Corbat (Citigroup); Mary T. Barra (General Motors); William M. Brown (Harris Corporation); Mark S. Sutton (International Paper); Kenneth Frazier (Merck); Deepak Chopra (Osy Systems); Stephen Angel (Praxair) e Keith Nosbusch (Rockwell Automation). (MDIC – 18/06/2015)

Itamaraty pedirá explicações à Venezuela sobre caso de senadores
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
O Itamaraty divulgou nota na noite desta quinta-feira (18) em que critica os "inaceitáveis atos hostis" de manifestantes contrários à comitiva de senadores brasileiros em Caracas e afirma que pedirá ao governo venezuelano "os devidos esclarecimentos sobre o ocorrido".
Na tarde desta quinta (18), senadores relataram ter sido impedidos de seguir o roteiro de viagem ao país vizinho após reação de manifestantes no trajeto entre o aeroporto da capital e Caracas.
Deputados da oposição se reuniram na noite de hoje com o chanceler Mauro Vieira para cobrar uma posição do Itamaraty diante do ocorrido.
Os congressistas ainda criticaram a atitude do ministério, afirmando que faltou assistência aos senadores. O Itamaraty, no entanto, negou a omissão.
"O governo brasileiro lamenta os incidentes que afetaram a visita à Venezuela da Comissão Externa do Senado e prejudicaram o cumprimento da programação prevista naquele país. São inaceitáveis atos hostis de manifestantes contra parlamentares brasileiros", afirma a nota.
O texto diz ainda que o embaixador em Caracas, Ruy Pereira, acompanhou os senadores em seu próprio veículo.
"Ambos os veículos ficaram retidos no caminho devido a um grande congestionamento. [...] O incidente foi seguido pelo Itamaraty por intermédio do Embaixador do Brasil, que todo o tempo se manteve em contato telefônico com os Senadores."
Os senadores chegaram a Brasília por volta da meia noite desta quinta.
Logo após desembarcar, eles criticaram a atitude do embaixador brasileiro em Caracas, que não lhes teria dado o apoio suficiente.
Também repetiram as críticas ao governo de Nicolás Maduro.
Segundo Aécio Neves, eles foram vítima da "intolerância de um regime que não respeita a democracia". Os senadores pediram uma demonstração formal de insatisfação com o fato do governo brasileiro.
NOTA À IMPRENSA
"O Governo brasileiro lamenta os incidentes que afetaram a visita à Venezuela da Comissão Externa do Senado e prejudicaram o cumprimento da programação prevista naquele país. São inaceitáveis atos hostis de manifestantes contra parlamentares brasileiros.
O Governo brasileiro cedeu aeronave da FAB para o transporte dos Senadores e prestou apoio à missão precursora do Senado enviada na véspera a Caracas.
Por intermédio da Embaixada do Brasil, o Governo brasileiro solicitou e recebeu do Governo venezuelano a garantia de custódia policial para a delegação durante sua estada no país, o que foi feito.
O Embaixador do Brasil na Venezuela recebeu a Comissão na sua chegada ao aeroporto de Maiquetía, onde os Senadores e demais integrantes da delegação embarcaram em veículo proporcionado pela Embaixada, enquanto o Embaixador seguiu em seu próprio automóvel de retorno à Embaixada.
Ambos os veículos ficaram retidos no caminho devido a um grande congestionamento, segundo informações ocasionado pela transferência a Caracas, no mesmo momento, de cidadão venezuelano extraditado pelo Governo colombiano.
O incidente foi seguido pelo Itamaraty por intermédio do Embaixador do Brasil, que todo o tempo se manteve em contato telefônico com os Senadores, retornou ao aeroporto e os despediu na partida de Caracas.
À luz das tradicionais relações de amizade entre os dois países, o Governo brasileiro solicitará ao Governo venezuelano, pelos canais diplomáticos, os devidos esclarecimentos sobre o ocorrido." (Folha de SP – 18/06/2015)

Câmara aprova moção de repúdio à Venezuela após episódio com senadores
Daiene Cardoso
Partidos normalmente simpáticos ao governo da Venezuela também votaram a favor da proposta, como PSOL, PC do B e PT
Brasília - O plenário da Câmara dos Deputados acaba de aprovar moção de repúdio ao tratamento dado à comitiva de senadores brasileiros em missão oficial à Venezuela. A moção foi aprovada por unanimidade em votação simbólica.
Partidos normalmente simpáticos ao governo da Venezuela também votaram a favor da proposta, como PSOL, PCdoB e PT. Os partidos deixaram claro que se opunham ao episódio que comprometeu a integridade física de parlamentares brasileiros e que a posição desta tarde não tinha viés político contra o governo venezuelano.
Deputados se revezaram na tribuna com críticas ao governo venezuelano e a política externa brasileira. Os parlamentares cobram posicionamento do Itamaraty e questionaram a presença do país vizinho no Mercosul. "Presidente Dilma, chame o embaixador brasileiro. Não deixe que atitudes como essa manchem as relações exteriores do Brasil", disse o deputado Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM).
Neste momento, os partidos estão indicando os nomes que vão se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para se informar sobre a situação dos senadores em Caracas. (O Estado de SP – 18/06/2015)

Resultado da balança 2015 deve ser superávit entre US$ 5 bi e US$ 8 bi, diz ministro
Rachel Gamarski, Mariana Durão
Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, projeção é de um 'superávit expressivo'
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, afirmou nesta quinta-feira que as projeções da Pasta para a balança comercial de 2015 está entre US$ 5 bilhões e US$ 8 bilhões. "A projeção que fazemos é de um superávit expressivo", disse ele, ao chegar para o coquetel de abertura do Fórum Brasil-Estados Unidos.
Na última semana, a balança passou a acusar superávit comercial no acumulado de 2015. O País está com saldo positivo de US$ 349 milhões no ano, após um resultado de US$ 678 milhões positivo na segunda semana de junho.
Ao continuar com o discurso para uma agenda positiva, Monteiro informou que o anúncio do Plano Nacional de Exportação será no próximo dia 24. Ao ser questionado sobre as dificuldades de financiamento do plano, ele afirmou que "questões de financiamento, seguros e garantias são muito importantes para o processo de exportação". O dirigente do MDIC tem defendido com frequência uma agenda positiva para as exportações, o que também ajudará no resultado da balança comercial.
Serviços. Secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcelo Maia defendeu o fortalecimento da exportação de serviços de engenharia pelo Brasil. Os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a obras realizadas por empreiteiras brasileiras no exterior têm sido alvo de polêmica, após o banco divulgar que concedeu US$ 11,9 bilhões em empréstimos nesse modelo.
"Em uma obra no exterior você exporta não apenas serviços, mas também bens. Existe uma competição entre países (por essas obras) e para que o Brasil tenha competitividade internacional é importante que a gente equalize as taxas (de juros dos financiamentos)", disse Maia, ao defender a importância da atuação do banco no segmento. Ele avalia que o setor de engenharia é uma das maiores âncoras para levar cadeias produtivas do País ao exterior. Maia participou do lançamento do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio.
Pelos cálculos do MDIC, a cada R$ 1 de financiamento pelo BNDES são gerados R$ 3 de outros serviços decorrentes. Já a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estima que, cada vez que o País exporta a execução de um projeto de engenharia, 2.800 empresas nacionais são beneficiadas, exportando indiretamente. Segundo José Augusto de Castro, presidente da entidade, a cada US$ 1 bilhão em serviços de engenharia exportados, seriam gerados 192 mil empregos diretos e indiretos.
"Exportar serviços de engenharia é status. Apenas 15 países do mundo fazem isso", diz Castro. (O Estado de SP – 18/06/2015)

Queda nas importações permite superávit na balança comercial
BRASIL
Tainara Machado, Edna Simão e Cristian Klein
De São Paulo, Brasília e Rio Apesar da piora nos termos de troca nos cinco primeiros meses do ano, a forte queda das importações tem contribuído para reduzir o déficit na balança comercial, apontam dados divulgados ontem pela Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex).
Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Armando Monteiro, a balança comercial deve encerrar o ano com saldo entre US$ 5 bilhões e US$ 8 bilhões.
Segundo Monteiro, o Plano Nacional de Exportações, que será lançado no dia 24, vai facilitar exportações ao contar com instrumento de financiamento, seguro e garantias fortalecidos.
Até maio, o saldo negativo acumulado no anocaiu para US$ 2,3 bilhões, principalmente por causa da queda das importações.
Entre janeiro e maio, os preços das exportações brasileiras recuaram 19,7% em relação a igual período do ano passado, com queda ainda mais expressiva entre os produtos básicos (-30,1%). Como os preços de importação caíram menos, os termos de troca brasileiros caíram 10,8% no acumulado até maio, sempre em relação a igual período de 2014. Apenas em maio, a queda foi de 13,6%, segundo a Funcex.
"A maior perda nos preços dos exportados, em relação aos preços dos importados, ocorreu em consequência da concentração da pauta de exportações brasileira em commodities", segundo o boletim da Funcex.
Apesar da queda generalizada de preços, o quantum exportado aumentou 4,8% em maio, com crescimento de 6,6% da quantidade desembarcada de bens semimanufaturados e de 12,6% em básicos. No caso dos manufaturados, ainda houve perda de 3,1% no volume exportado, na comparação com maio de 2014.
Jã a importação despencou diante do ambiente de fraqueza da atividade doméstica. Segundo a Funcex, o quantum vendido no Brasil caiu 21,6% em maio, com retração em 27 dos 30 setores pesquisados. Em bens de capital, a variação negativa foi de 34%, enquanto a importação de bens duráveis caiu 33% no período. No acumulado no ano, a quantidade desembarcada no Brasil caiu 9,9%.
Com aumento de exportações em volume e queda da quantidade importada, a razão de quantum subiu 33,7%, o que compensou a piora nos termos de troca e permitiu saldo de US$ 2,76 bilhões, da balança comercial em maio.
Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), ainda que a expectativa seja de superávit na balança, a queda das importações toma o saldo, em certo sentido, "negativo. Superávit bom é quando tem aumento da exportação", disse.
A AEB estima superávit de US$ 5 bilhões para este ano, projeção que deve ser oficializada em julho e que representa um recuo em relação à previsão feita em dezembro do ano passado pela entidade, que era de US$ 8 bilhões.
O presidente da AEB disse ainda que em 2015 a corrente de comércio, resultado da soma de exportações e importações, vai ficar abaixo dos US$ 400 bilhões, uma queda de US$55 bilhões em relação ao ano passado.
"É o pior número desde 2010. O que gera atividade econômica é a corrente de comércio. O superávit é só a diferença entre de exportação e importação, não gera nada". (Valor Econômico – 19/06/2015)

Governo muda forma de incentivo à exportação
Lisandra Paraguassu, Lu Aiko Otta / BRASÍLIA
Fórmula de pagamentos do Proex Equalização será modificada, o que deve possibilitar o lançamento do Plano Nacional de Exportações no dia 24
O governo pretende mudar a forma de pagamento do Proex Equalização, programa que cobre a diferença entre juros do mercado internacional e o custo das linhas de financiamento no Brasil, para permitir que, mesmo sem um orçamento maior, como reivindicava o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), o governo possa ampliar o suporte financeiro à exportação. Isso deve possibilitar levar adiante o Plano Nacional de Exportações (PNE), um dos itens da agenda positiva da presidente Dilma Rousseff, previsto para ser lançado no próximo dia 24.
Fontes do governo explicaram que, hoje, o pagamento é feito pelo chamado regime de competências. Ou seja, quando uma operação é contratada, todos os recursos para equalização dos juros são bloqueados no orçamento no primeiro ano, mesmo que a operação se estenda ao longo de alguns anos. A partir de agora, a intenção é fazer os pagamentos pelo regime de caixa - o mesmo usado, por exemplo, no programa Minha Casa Minha Vida -, em que os desembolsos são feitos anualmente. O resultado é a possibilidade de cobrir muito mais operações anualmente com os mesmos recursos. A mudança, no entanto, exige garantias de que o orçamento do programa se manterá ao longo dos anos - e isso teria sido o que o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro Neto, teria conseguido arrancar da presidente e da equipe econômica - e garantias jurídicas de que o Proex não sofreria com novas reduções. Fontes do governo garantem que, nesse novo modelo, os valores do orçamento deste ano, em torno de R$ 1,5 bilhão - os mesmos do ano passado -, seriam suficientes, no novo modelo, para cobrir as operações prospectadas até agora para este ano, de aproximadamente R$ 2 bilhões, e ainda haveria uma sobra em caixa. A expectativa do MDIC é que, com a solução para o Proex Equalização e as garantias de manutenção dos pagamentos, aumente a oferta de financiamento privado para as exportações, já que, em muitos casos, a equalização é uma exigência. Disputa. O fortalecimento do Programa é alvo de uma queda de braço entre os ministérios do Desenvolvimento e da Fazenda desde o ano passado e foi a principal razão para os seguidos adiamentos do PNE, que inicialmente estava marcado para ser lançado em fevereiro. Enquanto Monteiro queria aumentar o orçamento do programa, a área econômica vinha argumentando, nos bastidores, que a alta do dólar reduzia a necessidade de apoio financeiro às exportações. Em vez de dobrar os recursos, como pedia o ministro, a Fazenda queria cortar 40% do Proex Equalização e ainda incluir no orçamento deste ano pagamentos devidos de 2014. O corte desidrataria de forma irreversível o plano, que perderia praticamente todas as fontes de financiamento, o que mais interessa aos exportadores, especialmente depois que o Reintegra, programa que devolve parte dos créditos tributários aos exportadores, caiu de 3% para 1% este ano. A disputa chegou ao ponto do ministro se recusar a anunciar o PNE sem uma solução, já que, sem recursos, o plano seria apenas "uma peça de marketing". "Não tem briga, não. Estamos apenas, cada um, desempenhando seu papel dentro do governo. O meu papel é oferecer ao exportador uma condição concreta, dentro do quadro de limitações que a gente tem, de maior apoio possível. E cabe ao ministro da Fazenda, naturalmente, fixar limites compatíveis com as condições do Tesouro", afirmou Monteiro ao Estado. Segundo ele, a linha será fortalecida. A ordem é colocar em dia os pagamentos, sem permitir novos atrasos. Na visão do ministro, não faz sentido anunciar um plano de exportação sem dar a certeza de que os mecanismos funcionarão de forma "previsível e tempestiva". Monteiro afirma que a versão final do programa deverá contemplar também mudanças na área tributária. (O Estado de SP – 18/06/2015)

Após reclamações, Itamaraty acelera promoção de diplomatas
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
O Itamaraty decidiu aumentar, nos próximos anos, o número de diplomatas em início de carreira que serão promovidos pela pasta.
A iniciativa busca atender reclamação de servidores do ministério insatisfeitos com o congelamento na carreira promovido após ampliação de vagas em concursos na gestão do então presidente Lula.
Entre 2006 e 2010, foram abertas mais de 100 vagas anuais no concurso do Instituto Rio Branco, número acima da média de anos anteriores. Em 2015 há 30 vagas disponíveis.
De acordo com o Itamaraty, até 80 terceiros-secretários (classe inicial da diplomacia) serão promovidos em 2015 e 2016. Em 2014, a promoção foi concedida a 33 servidores.
Também foi acelerado o ritmo de promoção de segundo para primeiro-secretário. Enquanto no ano passado essa progressão havia sido concedida a 31 diplomatas, em 2015 serão beneficiados 40 servidores.
O anúncio ocorre após assinatura de portaria pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a qual define a meta de promoções de servidores até 2018.
Na prática, a medida implica em maior salário para esses diplomatas, lotados no Brasil ou no exterior, e maior expectativa para assumir postos mais elevados.
A chefia de um consulado ou embaixada, por exemplo, é concedida a diplomatas que estejam ao menos na classe de conselheiro. Em Brasília, também há exigência mínima para o cargo de chefe de divisão.
O Itamaraty possui cerca de 1.500 diplomatas ativos. De acordo com dados mais recentes do Ministério do Planejamento, a remuneração inicial, de terceiro-secretário, é de R$ 14.290,72. O salário da categoria seguinte, segundo-secretário, sobe para R$ 15.800,06.
CARTA
No ano passado, os servidores mais jovens chegaram a entregar uma carta ao então chanceler, Luiz Alberto Figueiredo, destacando o problema do represamento de promoções.
Ao todo, 342 diplomatas assinaram o documento, que criticava "distorções" e a "significativa anomalia do fluxo da carreira".
"A manutenção das circunstâncias atuais poderá representar prejuízo não apenas para os integrantes da classe terceiro-secretário, mas também para o ministério como instituição, já que seria privado das contribuições de toda uma geração de profissionais que jamais encontrarão possibilidade de assumir posições de responsabilidade e comando", dizia a carta. (Folha de SP – 17/06/2015)

Faltam acordos e parcerias ao país
ESPECIAL - EXPORTAÇÕES DE SERVIÇOS
Rosangela Capozoli
Para o Valor, de São Paulo
Especialistas ouvidos pelo Valor concordam que para dinamizar o comércio externo é necessário reforçar acordos e parcerias já existentes. Sobretudo, investir em frentes multilaterais, com EUA, União Européia e Japão. Aprender com China e Taiwan – e com os americanos - a preparar equipes de negociação com representantes da indústria e de serviços.
"Há uma grande inabilidade e falta de estratégia por parte do Brasil em negociação de acordos comerciais" diz Roberto Giannetti da Fonseca, presidente da consultoria Brasilis/Kaduna e diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp ). "O Brasil está bastante atrasado na integração econômica internacional e fora das cadeias produtivas globais, porque ficou durante quase 15 anos alijado das grandes negociações internacionais de acordos de livre comércio", diz Giannetti, ex-secretário executivo da Câmara do Comércio Exterior (Camex).
No seu entender, o país precisa de novas estratégias para recuperar esse atraso. "Temos que correr o risco e fazer uma abertura da economia brasileira mais acentuada e ganhar acesso a mercados importantes, desenvolvidos, onde poderemos vender produtos manufaturados de valor agregado", afirma. E prossegue: "É um trade off, ganhamos algumas posições e perdemos outras no mercado interno, mas é uma mudança de paradigma que temos que fazer. É uma opção pela integração econômica global".
Evaldo Alves, professor de economia internacional da Fundação Getulio Vargas (FGV/SP), diz que a ampliação dos acordos não pode esperar. "Vivemos em um mundo multilateral que caminha crescentemente para ser um mundo multilateralizado e com blocos", observa. "É uma tendência mundial nesse momento e será cada vez mais verdadeira nas próximas décadas, os governos fazendo acordos para facilitar o comércio e diminuir os preços dos produtos à medida que, dentro deumbloco, não há tarifa de importação", completa.
O Brasil, nòs últimos anos, observa o professor, vem encolhendo sua participação no comércio internacional e diminuindo parcerias até com blocos tradicionais, como a União Européia. "O sinal amarelo da necessidade de ampliar não só os acordos já existentes, mas também o número deles, tem levado o governo, nessa nova gestão, a mudar o foco e acelerar essas ampliações", diz.
No próximo dia 23, a presidente Dilma Rousseff deve anunciar o Plano Nacional de Exportação que tem por base um comércio mais livre e menos burocratizado.
O Plano se sustenta em vários pilares, como acesso a mercados mediante acordos, facilitação do comércio, financiamento, seguro e garantias, melhora dos regimes tributários especiais e promoção comercial.
O Plano, no entanto, não se refere â participação do empresariado nos acordos e nas negociações, nem às limitações da indústria que reduzem a produtividade e, consequentemente, a competitividade. A China, diz Alves, adotou uma plataforma de produtividade, melhorando e ampliando a produção e ganhando competitividade para só então negociar seus acordos.
"Não adianta querer ter uma inserção grande nos EUA ou União Européia sem melhorarnossa produtividade e nossa extensão, ampliando nossos blocos", afirma.
Segundo o professor, "há décadas o Brasil representa apenas 1,2% do comércio internacional" e a saída desse patamar "não deve se limitar à diplomacia, mas à produtividade e consequente redução das tarifas".
Para Alves, o país chega à mesa de negociação sem saber sequer a estrutura de formação de preço de cada produto. "O Brasil não pode negociar como um pedinte", afirma.
A situação em que o país se encontra não facilita outra postura. "Países em crise séria na economia e, sobretudo, crises agudas de competitividade, têm muita dificuldade de negociar acordos comerciais pela simples razão de que toda negociação comercial é um toma lá, dá cá", diz Rubens Ricupero, diretor da Faculdade de Economia Armando Álvares Penteado (Faap). Também não se pode pensar que os acordos agradam a todos e só produzem benefícios."No curto e médio prazo, podem criar problemas muito sérios para alguns setores e mesmo provocar várias reações bastante vivas", observa Ricupero, ex-ministro da Fazenda.
Para os especialistas, há uma série de lições que o Brasil ainda não fez em matéria de comércio exterior.
"Para negociar uma abertura, a primeira coisa é melhorar os juros, o custo do capital. Eos juros estão indo para 14%", afirma. Outro ponto são os impostos, que encarecem toda a escala de produção. Capacidade de oferta, um setor produtivo forte e condições de competir, na visão de Ricupero, são essenciais.
"Quando se tem as duas coisas se consegue exportar". Segundo Ricupero, China e Taiwan, grandes sucessos do comércio mundial recente, não tinham acordo com ninguém e conquistaram essa posição porque tinham preço baixo e qualidade. (Valor Econômico – 17/06/2015)

Brasil tem maior fatia de crédito em dólar entre emergentes, diz BIS
FINANÇAS
Assis Moreira
De Berna (Suíça)
O Brasil tem a maior fatia de financiamento externo em dólares entre as principais economias emergentes, mas seu endividamento de curto prazo – de até um ano – é bem menor que o da China. Éo que mostra o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), espécie de banco dos bancos centrais, em relatório trimestral, que é publicado em meio ao cenário de expectativa em relação à alta de juros nos EUA.
O banco nota que o dólar perdeu força dentro das dívidas da China e da Rússia, por exemplo. A fatia da moeda americana no total de créditos captados pela China no mercado internacional caiu 15 pontos percentuais, de 54% no fim de 2008 para 39% no fim de 2014. Houve queda na parcela de dólar também nas dívidas de México e Turquia.
No casodo Brasil, arepresentatividade do dólar no financiamento externo continua "muito alta", em 78% - quase quatro pontos percentuais acima do montante de 2008. A fatia de dólar também aumentou na dívida de índia (74%), Taiwan (70%) e Indonésia (68%).
A dívida externa de vários emergentes cresceu rapidamente nos últimos anos, em meio ao cenário de recursos mais baratos no mercado internacional em relação ao doméstico. O BIS calcula que o total de créditos internacionais obtidos por residentes chineses alcançou US$ 1 trilhão em dezembro de 2014, o maior valor entre todos os países. O montante também supera amplamente as dívidas de Brasil (US$ 307 bilhões), índia (US$196 bilhões) e Turquia (US$ 194 bilhões) no mesmo período.
O aumento dos créditos internacionais para a China nos últimos anos ocorreu sobretudo na base de curto prazo. A fatia desses empréstimos dentro do total aumentou de 59% para 78% entre fim de 2008 e dezembro de 2014.
Dos 10 principais países emergentes que mais receberam financiamento externo, somente Taiwan supera a China em compromissos de curto prazo, que representavam 83% do total. O banco nota que os empréstimos dessa gama de vencimentos aumentou em oito dos emergentes pesquisados, com exceção de Indonésia e Rússia. No Brasil, a parte de curto prazo no total dos compromissosexternos alcançou 47,9% em dezembro de 2014 ante 45,4% em 2008.
O BIS tem alertado que a valorização do dólar, aliada à alta dos juros nos EUA, tende a endurecer as condições financeiras internacionais. O dólar continua predominante no mercado internacional, com mais de US$ 9 trilhões de empréstimos ao setor não bancário fora dos EUA. O euro ocupa o segundo lugar, com US$ 2,3 trilhões. (Valor Econômico – 17/06/2015)

Plano de exportação sairá em junho
Segundo ministro do Desenvolvimento, plano nacional de exportação deve ser lançado até final deste mês. Entre as medidas devem estar simplificação de processo aduaneiro.
Brasília - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, disse nesta terça-feira (16) que o governo está analisando um plano nacional de exportação, que deve ser lançado até o fim deste mês. Ao falar para as comissões de Assuntos Econômicos e Ciência e Tecnologia do Senado, ele destacou que, nesse período de crise e de ajustes, é importante o País voltar-se para o comércio exterior.
Entre as medidas que devem fazer do plano está a simplificação do processo aduaneiro. “Hoje levamos 13 dias para fazer e processar uma exportação. É algo que está muito distante dos padrões internacionais, que são de seis a sete dias.” A ideia, segundo o ministro, é fazer um portal único que integre os processos aduaneiros de importação e exportação.
O ministro disse esperar que o plano de exportações mobilize o setor privado. “Nossa corrente de comércio externo representa 20% do PIB [Produto Interno Bruto], quando a média dos países desenvolvidos é quase o dobro. O canal do comércio internacional é obvio neste momento em que o mercado doméstico está retraído. É imperioso que o Brasil se volte ao comércio exterior”, defendeu. (Agência Brasil – 16/06/2015)

Ministro defende financiamentos subsidiados na exportação de serviços
Armando Monteiro destacou presença de empresas brasileiras no mercado de infraestrutura na América Latina
por Eliane Oliveira
BRASÍLIA - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, defendeu nesta terça-feira, ao participar de audiência pública no Senado, o uso de instrumentos como o BNDES e a equalização de taxas de juros pelo Programa de Financiamento às Exportações (Proex), para que o país possa exportar não apenas bens, mas também serviços de engenharia, tais como a polêmica construção de um porto em Cuba.
— Não é verdade que, ao se financiar uma obra em Cuba, deixa-se de financiar algo no Brasil.
Sobre a informação publicada na edição desta terça-feira no GLOBO, de que os trabalhadores estão tendo prejuízos com os financiamentos internacionais, o ministro declarou:
— O FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) permite o investimento e o desenvolvimento de atividades que geram empregos no país e a ativação das cadeias de fornecimento.
De acordo com a reportagem do GLOBO, O BNDES emprestou, desde 2007, US$ 11,9 bilhões para obras de empreiteiras brasileiras no exterior. Por outro lado, como essas operações são financiadas pelo FAT a juros mais baixos, há uma perda anual de R$ 1,1 bilhão em custos financeiros ao fundo. Saem do FAT os recursos para o pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial. No fim, a conta recai sobre o Tesouro Nacional.
O ministro disse que os financiamentos de exportações de serviços no exterior correspondem a menos de 2% do total do orçamento anual do BNDES, estimado em R$ 50 bilhões por ano. Monteiro enfatizou que não se exporta serviço de engenharia sem ter o padrão de financiamento correspondente àquele que os países que concorrem com o Brasil oferecem e, por isso, o financiamento e a garantia dessas operações serão fortalecidos na nova política industrial que será lançada este mês.
Monteiro destacou que o Brasil está presente em 20% do mercado de infraestrutura na América Latina. Até pouco tempo, só as empresas espanholas e americanas tinham isso, observou. Acrescentou que países como Estados Unidos e Espanha, quando participam de concorrências internacionais, oferecem condições de financiamento atrativas. Citou, ainda, um estudo da OCDE que mostra que 25% das exportações mundiais são de serviços.
— Vejo com preocupação esse debate que se instalou e pretende olhar a exportação de serviços de engenharia como sendo dádiva ou prêmio a algumas empresas, que agregam cadeias de fornecimento formadas por um grande número de pequenas e médias empresas. [São firmas] que se associam à empresa ancora para exportar bens. (O Globo – 16/06/2015)

O dilema de Merkel: forçar austeridade ou render-se à Grécia para proteger EU
Por Marcus Walker e Andrea Thomas , de Berlim
À medida que a Grécia caminha para uma colisão com seus credores no fim de junho, a chanceler alemã Angela Merkel terá que tomar uma das decisões mais difíceis de sua carreira: permitir que a Grécia não pague sua dívida ou relaxar as regras europeias para o resgate grego, correndo o risco de provocar uma revolta em casa.
A rejeição da Grécia aos termos exigidos por seus credores para um pacote de ajuda — reiterada pelo primeiro-ministro grego Alexis Tsipras de forma dura ontem — aponta para um provável confronto na conferência da União Europeia em 25 de junho, ou até dias antes, onde ou a líder alemã ou o líder grego terá de mudar radicalmente de postura para manter o programa de socorro da Grécia em curso.
Durante meses, Merkel procurou convencer Tsipras que a Grécia só receberia ajuda financeira da Europa se o país adotasse um programa severo de austeridade e reformas econômicas aprovadas pelos inspetores da UE e do Fundo Monetário Internacional. Mas o governo alemão está cada vez mais resignado à possibilidade de que Tsipras continue rejeitando esses termos até que seja tarde demais.
Sem um recuo drástico de último minuto da Grécia, Merkel deve ser forçada, em breve, a fazer a escolha com a qual Tsipras vem tentando confrontá-la o ano todo: relaxar as reformas exigidas à Grécia ou potencialmente colocar em risco a estabilidade europeia.
“Angela Merkel está presa entre Cila e Caríbdis”, diz Jürgen Falter, proeminente cientista político da Universidade de Mainz, na Alemanha, referindo-se à personificação dos perigos marinhos enfrentados por Ulisses na mitologia grega. “Qualquer coisa que ela fizer pode ser um erro.”
Merkel não faz comentários públicos sobre a Grécia desde sexta-feira, quando ela pediu que as negociações continuassem, dizendo: “Onde existe vontade, existe um caminho”.
A chanceler abomina a ideia de a Grécia entrar em moratória e ter de deixar a zona do euro, dizem autoridades alemãs — e os líderes da Grécia sabem disso. Famosa por sua cautela, a líder alemã acredita que as consequências disso são economicamente imprevisíveis, geopoliticamente prejudiciais e nocivas ao seu próprio legado, dizem pessoas a par de sua forma de pensar. Mas concordar em financiar um governo grego que refuta o remédio econômico de seus credores, que Merkel afirma há anos ser essencial para a Grécia crescer e pagar suas dívidas, enfraqueceria sua credibilidade em casa e na Europa, dizem autoridades alemãs.
Os pontos conflitantes da negociação estão atados aos termos fiscais de uma nova ajuda financeira para Atenas que seria concedida por governos da zona do euro e o FMI. Os credores estão exigindo que a Grécia concorde em cortar benefícios previdenciários e outros gastos públicos em troca da ampliação da ajuda financeira para além de 30 de junho. Avessos à austeridade, o partido Syriza e o país que ele governa querem acabar com tais medidas, acreditando que elas só aprofundaram a depressão econômica da Grécia desde que o programa de socorro começou, em 2010.
As contrapropostas gregas incluem corte nos gastos, aumento de impostos e reformas econômicas mais amplas. Mas os credores, especialmente a Alemanha e o FMI, acreditam que essas medidas não são suficientes para colocar a economia e as finanças da Grécia em uma situação estável no longo prazo.
No início de junho, Merkel arquitetou uma oferta final do FMI e de instituições europeias para a Grécia, apresentando as metas orçamentárias e reformas políticas que Atenas deveria aceitar. Os credores consideram a oferta o mínimo necessário para atingir a meta do resgate: tornar a Grécia capaz de se financiar nos mercados de dívida novamente.
Tsipras reiterou sua rejeição à oferta ontem. “É possível até suspeitar de motivos políticos por trás da insistência das instituições em mais cortes na previdência, apesar de cinco anos de pilhagem através da agenda [do resgate financeiro]”, disse o premiê grego. “Estamos defendendo tanto a dignidade do nosso povo quanto os desejos dos europeus”, disse Tsipras, aludindo à crença do Syriza de que sua campanha antiausteridade é para o bem de toda a Europa.
O discurso elevou a crescente preocupação em Berlim sobre as chances de se chegar a um acordo até a semana que vem. Sem um acordo até o fim de junho, a Grécia provavelmente não pagará sua dívida com o FMI, poderá perder o apoio do banco central para dar liquidez aos bancos e — dependendo do pânico dos poupadores gregos — poderá ter que impor controles de capital e sobre os depósitos. Uma escassez de euros pode levar a Grécia a ter de imprimir promissórias para pagar as pensões e salários e manter seu sistema bancário vivo, o que pode levar rapidamente à adoção de uma moeda nacional.
Mesmo um acordo no fim de junho só abriria o caminho para mais confrontos sobre medidas que a Grécia precisaria implementar para conseguir dinheiro e evitar uma moratória de um grande volume de títulos soberanos que vencem entre 20 de julho e 20 de agosto.
Políticos alemães de todas as facções estão furiosos com o que consideram tentativas irresponsáveis da Grécia de chantagear Merkel. Sigmar Gabriel, vice-chanceler e líder do Partido Social-Democrata, que é de centro-esquerda e faz parte da coalisão conservadora de Merkel, alertou ontem que a Grécia está testando a paciência da Europa até um ponto de ruptura.
“Os teóricos de jogos do governo grego estão atualmente fazendo apostas com o futuro do seu país”, escreveu Gabriel no popular tabloide “Bild”. “Eles estão recusando ofertas de bilhões de ajuda da Europa na esperança de que nós, no fim, deixaremos de exigir qualquer coisa do governo grego em troca [do dinheiro], porque todo mundo está com muito medo de que a Grécia deixe a zona do euro.”
Se o governo liderado pelo Syriza forçar Berlim a ceder à pressão, será um convite para que políticos populistas da direita tentem chantagear a Europa também, escreveu Gabriel.
Volker Kauder, líder parlamentar do conservador Partido Democrata Cristão, de Merkel, tem dito repetidamente que os parlamentares alemães apenas concordariam com mais empréstimos de ajuda para a Grécia se o país aceitasse reformas aprovadas pelo FMI. “O governo grego tem que voltar à realidade”, disse Kauder em entrevista à televisão estatal alemã ontem.
Tsipras, por sua vez, disse que a Grécia esperaria pacientemente até a UE e o FMI “aderirem ao realismo”. (Colaborou Anton Troianovski.) (The Wall Street Journal – 16/06/2015)

Armando Monteiro participa de audiência no Senado para debater ações do MDIC em 2015
Brasília (16 de junho) – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, participou na manhã desta terça-feira de uma audiência conjunta das comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado para discutir as ações do ministério para o ano de 2015, bem como a agenda e prioridades associadas às políticas de ciência, tecnologia, inovação e competitividade.
Durante o discurso de abertura, Monteiro reafirmou que o Brasil passa por um momento de ajuste, mas que não pode ficar preso a seu efeito paralisante. “Temos que debater uma agenda pró competitividade para sair deste processo fortalecidos. No atual cenário, o governo pode oferecer iniciativas que não venham a ferir a lógica do ajuste”, afirmou.
Um dos pontos destacados pelo ministro para estímulos foi o plano de concessões, lançado na semana passada pela presidenta Dilma Rousseff. Outro canal para dinamizar a economia é o plano de apoio à exportação. “Quando a demanda interna cai, é preciso contratar demanda externa. Exportação não é válvula de escape conjuntural. É preciso uma estratégia de longo prazo”, disse.
Monteiro informou que o ministério está fechando os últimos detalhes para lançar ainda este mês o Plano Nacional de Exportações. “Estamos ultimando uma proposta de plano para fomento da exportação. O documento terá alguns pilares específicos e importantes, como uma política comercial mais efetiva de inserção das empresas brasileiras nos fluxos de comércio mundial, e um pilar de financiamento e garantia, itens essenciais para o setor exportador”, acrescentou.
Durante a audiência o debate com os senadores, o ministro destacou também a luta para manter o Reintegra, um mecanismo importante no processo de exportação. “Alguns setores achavam que devíamos abrir mão do reintegra. Eu lutei para que ele fosse preservado, mesmo caindo de 3% para 1%. Há a promessa de voltar para 2% em 2017 e 3% em 2018. É importante destacar que o mundo consagra mecanismos como esse, sendo que na China ele é quatro vezes maior que o nosso".
Outro ponto bastante debatido foi a construção de uma nova política industrial, que deve ser reposicionada com foco na competitividade e na produtividade. “Temos que criar um programa que modernize o parque industrial brasileiro, com foco especial na pequena e média indústria”.
Por fim, os parlamentares presentes questionaram o ministro acerca da posição do ministério quanto ao Mercosul, em especial com a Argentina, e novos acordos comerciais com Estados Unidos e União Europeia. De acordo com o ministro, a relação do Brasil com a Argentina e o Mercosul é um ativo muito valioso. “É como um casamento indissolúvel, mas mesmo em um casamento indissolúvel temos que discutir a relação”, brincou. Monteiro afirmou ainda que vem trabalhando para obter algum grau de liberdade, sem desmontar o bloco, e que hoje já há uma harmonização intrabloco que possibilita a apresentação de propostas a União Europeia. “Tenho a convicção de que depois de 16 anos poderemos fechar o acordo do Mercosul com a União. (MDIC – 16/06/2015)

Armando Monteiro: “país passa por um momento de ajuste e é a hora de investir em exportação”
Da Redação (*)
São Paulo – “Este é o momento para se investir em exportação. Precisamos olhar para o mercado externo”; A afirmação foi feita pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, em palestra realizada nesta segunda-feira (15), no encerramento do Seminário “Uma agenda para dinamizar a exportação de serviços”.
Segundo o ministro, o Brasil passa por um momento de ajuste, com contração do mercado doméstico e mais que nunca é importante buscar mercados no exterior. O evento, realizado em São Paulo, foi promovido pelo jornal Valor Econômico e reuniu representantes das principais empresas exportadoras do setor no Brasil.
O seminário também contou com a participação do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga, do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), do presidente do Sebrae Nacional, Luiz Eduardo Barreto Filho, do Diretor do Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Rodrigo Azevedo, além de representantes do setor privado.
O ministro Armando Monteiro ressaltou que o MDIC, com respaldo da Presidência da República, vem elaborando o Plano Nacional de Exportações, que deve ser lançado no próximo dia 23, com o objetivo de impulsionar as exportações brasileiras. Segundo Monteiro, “o Plano será estruturado em cinco pilares, sendo o principal deles voltado para as exportações de serviços, o que trata de financiamentos, seguros e garantias”.
“A postura mais ativa e pragmática do Brasil no comércio exterior também foi um ponto de destaque na fala do ministro. “A visão do MDIC é fortalecer os instrumentos já existentes de apoio às exportações”, frisou Armando Monteiro, que foi bastante aplaudido quando reforçou a necessidade das ferramentas de financiamento, seguros e garantias para o setor exportador de serviços.
“O MDIC assume um firme compromisso de fortalecer os instrumentos de apoio às exportações”, disse Monteiro. Segundo ele, nao é possível lançar o plano sem melhorar mecanismos como o Proex Equalização e o Proex Financiamento.
Monteiro lembrou também da necessidade de se avançar em acordos não tarifários, a exemplo do que vem sendo feito com os Estados Unidos. “Assinamos acordos que irão garantir a convergência reguladora e harmonização de normas em setores importantes para os dois países”, disse.
De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é crescente a participação do setor de serviços no comércio mundial. Atualmente, o setor já é responsável por cerca de 25% das trocas comerciais. A estimativa é que em 2025 essa participação suba para 75%.
Para Monteiro, o governo vem trabalhando numa agenda positiva, com o lançamento do Plano de Investimentos Logísticos, que vai ampliar a previsibilidade de regras e e tem modelagem adequada para que os projetos sejam atrativos para investidores externos, além do plano Safra, que vai destinar um volume significativo de recursos para esta que será a maior safra produzida pelo Brasil.
Serviços de engenharia
No encerramento de sua fala, Armando Monteiro mencionou a importante participação das empresas de engenharia brasileiras em mercados externos, como o latino americano e o africano. “A presença de empresas âncora garante a internacionalização de pequenas e médias empresas inseridas na cadeia fornecedora, assegurando milhares de empregos”, reforçou.
O ministro ressaltou que quando uma empresa de engenharia brasileira ganha uma concorrência internacional e executa uma obra, isso é exportação de serviços e, por isso, conta com instrumentos públicos de apoio. (*) Com informações do MDIC (Comex do Brasil – 16/06/2015)

Rumo ao futuro
ESPECIAL
DESAFIOS A SEREM VENCIDOS
A globalização e a transformação digital abrem o mercado, mas demandam uma série de mudanças essenciais para o sucesso dos processos na indústria Inteligência, agilidade e flexibilidade são o tripé fundamental para anovaera em quea indústria brasileira se encontra. Um olhar sobre a transformação digital atualmente dá pistas inconfundíveis de que a automação e a digitalização será, cada vez mais, os instrumentos para baixar os custos, aumentar a eficiência e a produtividade, além da maior competitividade no mercado, com produtos e serviços de qualidade superior.
Indústria que se baseia em investimento poderoso em tecnologia de ponta, a indústria 4.0 oferece soluções e benefícios que passam pela agilidade e flexibilização da produção e da customização, com índices muito maiores de faturamento e lucratividade.
No cenário atual, alcançar esse patamar demanda vencer desafios claros na cadeia produtiva das indústrias.
Duramente afetada nos últimos anos, a indústria brasileira enfrentou a redução da atividade da economia internacional, a concorrência estrangeira e os custos da produção no Brasil. Na sequência, os principais desafios da indústria no País.
PRODUTIVIDADE
Aumentar a competitividade é fundamental: otimizar a produção é o que assegura a produtividade na indústria. No futuro, o maioria dos produtos será desenhada e simulada antes no ambiente virtual, para só depois ser fabricada. O sucesso apenas será garantido com a convergência perfeita entre software e hardware.
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
O Brasil tem fontes de energia abundantes distantes dos maiores centros consumidores, o que reforça a necessidade de investimentos em sistemas de transmissão.
É necessário vencer grandes distâncias com mínimas perdas, visando gerir e contribuir com o recurso natural.
A cartilha da Confederação Nacional da Indústria (CNI ),lançada no final de 2014, traz como mote "Eficiciência Energética na Indústria. Entre nessa corrente".
Segundo o documento, a indústria é responsável por cerca de41% do consumo de energia elétrica do País. Exatamente por isso, a necessidade urgente da implantação de "programas, projetos e atividades de conservação e uso eficiente de energia pelos diversos segmentos industriais".
MÃO DE OBRA
Empresas de vanguarda buscam soluções inovadoras e tecnologia deponta para se manterem competitivas.
Contudo, neste processo, ganha cada vez mais importância a necessidade de obter mão de obra qualificada.
Não só no Brasil como também em países como Estados Unidos e Alemanha, a busca por profissionais qualificados é prioridade. A digitalização exige trabalhadores produtivos e especializados: é desafio para o país, mas também grande oportunidade. Em detrimento da robotização, o ser humano permanece indispensável como líder inteligente, pensador e criativo.
TECNOLOGIA
Na indústria, intervalos menores entre o projeto e a chegada dos produtos ao mercado, flexibilização da produção e customização, disponibilidade ampliada de máquinas e equipamentos e facilitação de manutenção aumentam a produtividade. No entanto, isso tudo só é possível com o investimento em tecnologia de primeira linha, capaz de fazer frente à concorrência estrangeira. (O Estado de SP – 16/06/2015)

Saldo da balança comercial fica positivo pela primeira vez no ano
VICTOR MARTINS
Diferença entre as exportações e importações no acumulado do ano somou US$ 349 milhões
As exportações somaram US$ 4,588 bilhões na segunda semana de junho
Pela primeira vez no ano, o saldo da balança comercial no acumulado de 2015 ficou positivo. Na segunda semana de junho de 2015, a balança comercial registrou superávit de US$ 678 milhões e no ano, houve saldo positivo de US$ 349 milhões.
O resultado na segunda semana de junho deve-se a diferença entre as exportações (US$ 4,588 bilhões) e as importações (US$ 3,910 bilhões). No ano, as exportações somam US$ 83,950 bilhões e as importações, US$ 83,601 bilhões.
Na semana anterior, o saldo já havia sido positivo. O saldo da balança comercial da primeira semana de junho de 2015, com quatro dias úteis, registrou superávit de US$ 1,976 bilhão, resultado de exportações de US$ 4,661 bilhões e de importações de US$ 2,685 bilhões. (O Estado de SP – 15/06/2015)

Balança comercial tem superávit de US$ 678 milhões na segunda semana de junho
Brasília – A segunda semana de junho de 2015, com cinco dias úteis (8 a 14), teve um superávit de US$ 678 milhões, resultado de exportações de US$ 4,588 bilhões e importações de US$ 3,910 bilhões. No acumulado do ano, as vendas externas brasileiras chegam a US$ 83,950 bilhões e as compras, a US$ 83,601 bilhões, com saldo positivo de US$ 349 milhões.
Semana
Na segunda semana de junho, as exportações apresentaram média de US$ 917,6 milhões, resultado 21,3% abaixo da média de US$ 1,165 bilhão, registrada na primeira semana do mês. Isso ocorreu em razão da queda nos embarques de produtos manufaturados (-42,6%, principalmente em razão de plataformas para extração de petróleo, óxidos e hidróxidos de alumínio, automóveis e partes, óleos combustíveis, veículos de carga e motores para veículos) e semimanufaturados (-30,8%, com redução das vendas de açúcar em bruto, celuloses, couros e peles, óleo de soja em bruto e ferro fundido). Já as vendas de produtos básicos cresceram 3,2% devido a petróleo em bruto, minério de ferro, farelo de soja e minério de cobre.
As importações da segunda semana registraram média de US$ 782 milhões, 16,5% a mais em relação à semana anterior, com US$ 671,3 milhões. Houve aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes; equipamentos mecânicos, aparelhos eletrônicos, químicos orgânicos e inorgânicos, plásticos e obras, adubos e fertilizantes e farmacêuticos.
Mês
Nas duas primeiras semanas de junho, com nove dias úteis, as exportações somam US$ 9,249 bilhões e as importações, US$ 6,595 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,654 bilhões. Nas exportações, pela média diária (US$ 1,028 bilhão), houve crescimento de 22,6%, em relação a maio de 2015 (US$ 838 milhões), em função do aumento dos embarques de manufaturados (33,4%), básicos (18,7%) e semimanufaturados (7,9%). Também houve crescimento de 0,4% em relação à média registrada em junho de 2014 (US$ 1,023 bilhão). O principal motivo foi o aumento das vendas de manufaturados como plataforma para extração de petróleo, suco de laranja não congelado, torneiras e válvulas, óxidos e hidróxidos de alumínio, polímeros plásticos, laminados planos, veículos de carga, açúcar refinado e autopeças. Nos semimanufaturados, houve queda de 8,2% (alumínio em bruto, ferro-ligas, óleo de soja em bruto, ferro fundido, açúcar em bruto e semimanufaturados de ferro e aço). Nos básicos, também foi registrada uma retração de 6,2% (minério de ferro, farelo de soja, carne suína e bovina, café em grão e fumo em folhas).
No mês, as importações registraram média diária de US$ 732,8 milhões, o que representa queda de 19,1% em relação ao registrado no mesmo período de 2014 (US$ 906 milhões). A alteração é consequência das quedas nas compras de combustíveis e lubrificantes (-41,5%), veículos automóveis e partes (-17,6%), equipamentos mecânicos (-15,7%), aparelhos eletrônicos (-15,5%) e farmacêuticos (-15,4%). Na comparação com maio de 2015, houve crescimento de 4,6%, em razão do aumento nas importações de veículos automóveis e partes (17,2%), combustíveis e lubrificantes (16,1%), instrumentos de ótica e precisão (10,6%), químicos orgânicos e inorgânicos (9,8%) e adubos e fertilizantes (5,3%). (MDIC – 15/06/2015)

Câmara Árabe promove workshop para treinamento de empresários em certificação online
São Paulo – A Câmara de Comércio Árabe Brasileira promove no próximo dia 25, em São Paulo, uma oficina para empresários sobre o novo sistema de certificação online criado pela entidade. O objetivo é mostrar como funciona a ferramenta e detalhar os benefícios que ela traz aos exportadores.
“É um sistema totalmente eletrônico”, destacou o diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby. Isso quer dizer que, quando totalmente implantado, ele vai acabar com a necessidade de envios de documentos em papel e de utilização de couriers, correios e outros meios de transporte, resultando em economia de tempo e dinheiro.
A Câmara Árabe é a única instituição no Brasil reconhecida pela Liga Árabe para emitir certificado de origem para produtos brasileiros com destino aos países árabes, e também para certificar os documentos de exportação para a região.
Atualmente, o exportador tem que levar documentos físicos na sede da entidade e, após a certificação, os papéis ainda são encaminhados para legalização nas embaixadas árabes em Brasília, antes de serem devolvidos ao interessado. Todo este processo leva em média 15 dias.
Com a ferramenta online, tudo será feito via web, a começar pelo cadastramento dos documentos escaneados na interface do sistema, passando pela certificação na Câmara, pela legalização nas embaixadas, até a entrega do material ao exportador. A previsão é que o tempo de processamento seja reduzido para cinco dias.
“O único requisito é que empresa tenha um scanner”, declarou o gerente de Certificação da Câmara Árabe, Leandro Salgueiro, que é quem vai dar a palestra do dia 25. “Não haverá mais trâmites físicos”, acrescentou.
Além da redução de tempo, Alaby estima uma diminuição de 35% nos custos. Embora os valores cobrados pela certificação em si permaneçam os mesmos, os gastos com o transporte de documentos serão eliminados, o que representa uma economia significativa, principalmente para empresas de fora de São Paulo.
O sistema está pronto e já foi aprovado pela Liga Árabe e pela União Geral das Câmaras de Comércio, Indústria e Agricultura dos Países Árabes, organização à qual a Câmara Árabe Brasileira é filiada.
A implantação, no entanto, será realizada em partes, pois são vários países na lista de destinos e o serviço poderá estar disponível antes para uns e depois para outros. “No começo, os dois sistemas [tradicional e online] vão coexistir”, afirmou Alaby.
A implantação total vai requerer que uma ampla gama de clientes e parceiros da Câmara Árabe tenha domínio do funcionamento do sistema. E é disso que se trata o workshop do dia 25. “A palestra será como um treinamento”, observou Salgueiro. Esta não será, porém, a única iniciativa. Outras ações de divulgação da nova ferramenta serão realizadas nos próximos meses.
A oficina será realizada das 08h30 às 11 horas no Hotel Renaissance. O evento é voltado para associados da Câmara Árabe e para eles a entrada é gratuita. Empresas não associadas que tenham interesse em participar devem entrar em contato com a entidade para mais informações.
Serviço:
Workshop Benefícios da Certificação Digital
Dia 25 de junho, das 08h30 às 11 horas
Local: Hotel Renaissance, Alameda Santos, 2233, São Paulo, SP
Gratuito para associados da Câmara Árabe
Para mais informações sobre o evento e inscrições:

Câmara Árabe, com Edson Mattar Jr.
Tel.: (11) 3147-4115
E-mail: emattar@ccab.org.br
Para dúvidas sobre o sistema de certificação online:
Câmara Árabe, com Leandro Salgueiro
Tel.: (11) 3147-4060
E-mail: leandro_salgueiro@ccab.org.br (ANBA – 15/06/2015)

'Dilma precisa convencer EUA após escândalos'
Em visita a Obama, presidente terá de prometer reformas e transparência para atrair investimentos, diz criador de consultoria de risco Eurasia
RAUL JUSTE LORES ENVIADO ESPECIAL A NOVA YORK
A visita da presidente Dilma Rousseff aos EUA no fim do mês deveria servir para "convencer" o empresariado americano de que o país fará reformas para se tornar "mais transparente e mais receptivo" aos investimentos externos depois de "tantos escândalos".
É o que opina o criador da consultoria de risco Eurasia e professor de política global da New York University, Ian Bremmer, 45.
Para ele, o futuro do Brasil não está "nem no Mercosul, nem nos Brics", e o país ganharia mais se estivesse mais próximo "das nações ocidentais industrializadas". "Não são as estatais chinesas que vão levar transparência e a governança que a sociedade brasileira exige hoje."
Mas ele admite que os EUA não têm "agenda ou estratégia" que reconheça a importância do Brasil, e "Obama só tem um ano e meio no cargo".
Autor do recém-lançado "Superpower" [Superpotência], em que disseca os erros da política externa americana pós-Guerra Fria, ele também faz sugestões a quem suceder a Obama.
Folha - O sr. escreve no seu livro que "EUA e Brasil têm oportunidade, em longo prazo, de se aproximar". Por que estão distantes?
Não há estratégia ou agenda entre os dois países. Em Washington, não há o reconhecimento da importância que o Brasil poderia ter caso o país fosse mais alinhado aos EUA. Poderíamos estender o Nafta [bloco comercial da América do Norte], incluir o país no TPP [bloco comercial dos países do Pacífico] ou ter mais cooperação na arquitetura do sistema internacional, que é negligenciado. Houve esforço para mudar de assunto e ir adiante depois da crise da espionagem, mas foi pouco.
Qual é a sua expectativa da visita da Dilma à Casa Branca?
É baixa. Dilma deveria fazer vários contatos com o setor privado para o empresariado ficar mais interessado no Brasil. Obama só tem um ano e meio de Casa Branca, não vai criar uma nova estratégia para o Brasil. Tem problemas demais na mesa dele, Estado Islâmico, Iraque, China, Rússia e Ucrânia.
Mas Obama deveria tratá-la como fez com o [primeiro-ministro] indiano [Narendra] Modi. Obama o levou ao Memorial Martin Luther King, algo fora da agenda, passou mais tempo com ele, transformou em contato pessoal. Ele precisa mostrar que não está recebendo um chefe de Estado qualquer.
E o que ela precisa fazer em Washington?
Se Dilma conseguir mostrar ao empresariado americano que vai saber aproveitar a crise da Petrobras e fazer reformas para que as estatais sejam mais transparentes, reformas que sejam mais favoráveis para atrair o investimento estrangeiro, ela ganharia bons aliados aqui. Desculpe, mas não são as estatais chinesas que levarão a transparência e a governança moderna que a sociedade brasileira quer ver depois de tanto escândalo. São as multinacionais ocidentais, ela precisa construir pontes.
Em Washington, é comum ouvir diplomatas culpando o Brasil de não querer relações mais próximas com os EUA, de preferir os Brics e de ser antiamericano. O senhor concorda?
A ênfase Sul-Sul fazia sentido para o Brasil há dez anos, durante o boom das commodities. Hoje o Brasil é mais avançado, tem uma classe média maior e com mais exigências por melhores serviços, governança, transparência. O Brasil precisa ter aspirações maiores.
Atualmente, o Brasil é parte do Mercosul, mas esse não é o futuro. O Brasil precisa de muito mais. É o mais avançado dos Brics, o mais ocidental, o que tem mais instituições funcionando. Vocês têm mais a ver com as democracias industrializadas do que com Rússia ou China.
O G8 virou G7 de novo, com a exclusão da Rússia, a China nunca foi convidada, e a reforma do FMI que daria mais espaço aos emergentes empacou. Os países ricos abririam espaço para o Brasil?
As instituições americanas como o FMI e o Banco Mundial estão sendo desafiadas pela China, que está criando seus próprios bancos de crédito. Isso muda a natureza da relação dos EUA com o mundo. Mesmo tradicionais aliados estão contrariando os EUA. Os britânicos aderiram ao banco chinês, os turcos estão comprando armas da China, a Holanda contratou a Huawei para sua internet.
Os EUA devem se centrar cada vez menos no antigo clube e atrair novos sócios. Quem quiser os nossos valores de livre mercado, transparência e democracia deveria participar. É o que explica o desejo pessoal de Obama de se aproximar da Índia. Uma democracia que faz reformas de livre mercado e tem uma diáspora empreendedora. Isso não era possível quando a Índia liderava o grupo dos 77 na ONU, era bastante antiamericana e estatista. Os dois lados mudaram muito após a Guerra Fria.
O sr. já chamou a crise da Petrobras de "crise positiva". Por quê?
Com o dinheiro fácil e os preços das commodities nas alturas, a economia brasileira cresceu muito, e as empresas brasileiras ganharam muito dinheiro. Mas também tiveram corrupção e incompetência de tirar o fôlego. A crise no Brasil pela Petrobras e empreiteiras precisava acontecer pelo menos há cinco anos.
Vocês se beneficiam de ter um poder Judiciário independente, mídia livre, podem começar a arrumar a casa, coisa que Rússia e China não conseguem fazer hoje --nem o México.
É doloroso no curto prazo. Dilma continuará impopular por um bom tempo, porque o crescimento baixo não ajuda, mas são mudanças necessárias.
A relação EUA-América Latina deve crescer?
O restabelecimento diplomático com Cuba, a menor importância dada à guerra, às drogas e o fluxo imigratório menor criam espaço para metas mais ambiciosas para o próximo presidente. Viveremos um mundo mais complicado por um bom tempo, e nosso hemisfério ocidental se destacará por ser uma região estável, calma. Isso pode promover mais interação.
O sr. advoga por uma política externa menos intervencionista e mais independente, mas critica duramente Obama por esquecer seus aliados. Qual foi seu maior erro?
Obama fala como se os EUA fossem indispensáveis e a polícia do mundo, mas age como quem não quer se envolver. Ele diz que o [ditador sírio Bashar] Assad precisa sair, que o Estado Islâmico tem de ser destruído, que Putin precisa se comportar, mas sem um plano para atingir esses objetivos. Nossos aliados estão preocupados porque não sabem de suas convicções. Obama toma medidas pela metade e espera que os outros façam por ele.
O sr. diz que os EUA se tornarão menos engajados no Oriente Médio. O que mudará?
O que mudou é que estamos mais unilaterais. O acordo com o Irã, por exemplo. Israel e Arábia Saudita são contrários, mas vamos fazer, pois o interesse americano é maior.
O mesmo no combate ao Estado Islâmico. Mandamos forças especiais para matar um terrorista ou cortamos o financiamento detectando movimentos bancários, mas fazemos por nossa conta, sem uma aliança. Os EUA têm menos vontade e capacidade de trabalhar com seus aliados.
Por quê?
Temos de reconhecer que o alinhamento de interesses entre EUA e aliados diminuiu. Viramos o maior produtor de petróleo e gás do mundo, então nossos interesses não são mais os mesmos da Arábia Saudita. Israel não quer mais uma solução de dois Estados, nem precisa tanto de mão de obra palestina, então se afastou da posição americana. O cenário é outro. (Folha de SP – 15/06/2015)

Atraso no Proex sabota plano de exportação
Sérgio Leo
Marcado, afinal, para o dia 23 de junho, o lançamento do Plano Nacional de Apoio à Exportação sofreu adiamentos e ainda não teve resolvida a principal divergência na equipe econômica: o que fazer com o apoio do BNDES ao financiamento de produtos de alto valor agregado, com o Proex-Equalização. A paralisação oficiosa do programa preocupa grandes exportadores.
O Proex-Equalização cobre a diferença entre juros do mercado internacional e o custo das linhas de financiamento no Brasil. Desde outubro, o Ministério da Fazenda limitou-se a desembolsar verbas já autorizadas em 2014 e paralisou a burocracia encarregada da liberação dos recursos do orçamento de 2015.
A contenção de despesas na boca do caixa retira previsibilidade para os agentes econômicos e abala um dos pilares fundamentais de qualquer projeto de incentivo ao investimento: a estabilidade de regras. O Tesouro Nacional informou à coluna, na semana passada, que estão em execução normal apenas as operações do Proex aprovadas em 2014. "As discussões sobre o programa para o anode2015 estão sendo conduzidas no âmbito do Plano Nacional de Exportações", disse o Tesouro, em nota.
Nas reuniões internas, o Ministério do Desenvolvimento tentou duplicar dotação de R$ 1,5 bilhão prevista no orçamento para o Proex-Equalização, para atender à demanda. O Tesouro defende reduzir os recursos destinados ao Proex, e incluir no orçamento deste ano pagamentos devidos pelo ano passado. Argumenta que os exportadores foram beneficiados pela recente valorização do dólar, que teria elevado a margem de lucro. Está em discussão, ainda, substituir o Proex por mecanismos de seguro-exportação baseados em recursos privados.
Enquanto isso, empresários do setor aguardam, ansiosos, a definição do Plano de Exportação, na esperança de que sejam mantidas as regras do Proex, o mais antigo programa de apoio aos exportadores em funcionamento. Segundo cálculos de consultores do setor,o aumentodos custos vinculados aodólar eo tarifaço em torno de40% na energia elétrica corroeram os ganhos dos exportadores com a desvalorização de 37% em média do real em relação ao dólar. O ganho efetivo dos exportadores ficou, em média, em 8%.
Pouco para enfrentar a concorrência.
"Nossos grandes competidores são Japão e Alemanha, que também desvalorizaram suas moedas", disse à coluna o presidente da Prensas Schuller, Paulo Tonicelli, líder do mercado nacional de prensas de grande porte, usadas principalmente na moldagem e confecção de partes da carroceria e interior de automóveis.
O represamento do Proex causa "problemas grandes", confirma ele.
Tonicelli conta que exportou em 2014 uma prensa para um cliente no México, com o Proex-Equalização; neste ano, ao fabricar uma nova prensa para exportar em junho, está até agora sem saber se terá o benefício do Proex, ou terá de absorver o custo para honrar o contrato de venda. Outros exportadores contam casos semelhantes, de risco de ver a expectativa de apoio do Proex virar prejuízo.
"Isso me causa problema de credibilidade dentro do próprio grupo, que tem fabricação também em lugares como China e Alemanha; mostra instabilidade grande na operação brasileira", reconhece ele.
A Schuller não é a única subsidiária que, na disputa interna para ser a base de exportações de multinacionais instaladasno Brasil, tem deexplicar à matriz as mudanças abruptas na política de exportação.
"Retirar o Proex de uma hora para outra não fará ninguém parar de exportar de uma horapara outra", diz o presidente da Volvo Bus Latin America, Luis Carlos Pimenta. "Mas perturba no longo prazo e nos coloca uma dificuldade adicional no financiamento, em relação aos competidores."
Até multinacionais de origem brasileira se veem levadas a cogitar exportações a partir de fábricas no exterior.
"A falta de previsibilidade dificulta a decisão sobre fabricar no Brasil", diz André Luis Rodrigues, diretor-superintendente administrativo-financeiro da WEG, a maior fabricante mundial de motores elétricos.
Metade da receita WEG vem do exterior, dividida em 30% de exportações e 20% das subsidiárias lá fora.
"O Proex é importante para todas as empresas de valor agregado no país", defende Rodrigues.
"Assim como não se vende no Brasil sem Finame, lá fora não vendemos sem um bom pacote de financiamento, com condições equiparadas às de nossos concorrentes", explica Suely Agostinho, diretora de assuntos institucionais da Caterpillar, a maior exportadora de máquinas pesadas do país.
Os empresários temem perda de contratos de exportações, que deveriam sustentar a produção e emprego no país neste ano. "Precisamos de estabilidade de regras no momento da negociação de preços e condições de financiamento e no momento da entrega, para saber que pacote oferecer ao cliente", explica a diretora de relações institucionais da AGCO (Massey Fergusson e Valtra), Ana Helena Correa de Andrade.
Fabricante de máquinas agrícolas, a AGCO tem visto crescer a concorrência chinesa nos mercados da América Latina e África, alvos preferenciais dos manufaturados brasileiros.
No caso da Tecsis, maior produtor de pás para geração eólica por encomenda, caso raro em que o aumento da demanda no mercado interno já até fez cair a parcela de exportação - de 75% em 2013 para 40% previstos neste ano -, as incertezas sobre o Proex se somam ao aumento de custo com recentes mudanças no PIS e Cofins. A empresa reavalia seus planos de exportação, em um momento em que deveria estar animada com a recuperação do nível de atividade em seu principal mercado, os EUA.
"Com maior demanda interna, aumentar participação externa só ampliando capacidade", raciocina o diretor-financeiro da Tecsis, Gustavo Barreira. "Sem competitividade no país, empresas só investirão no aumento da produção se for no exterior."
Se o plano do governo é estimular mais empresas a exportar, começou mal, com sinais negativos aos que já exportam.
(Valor Econômico – 15/06/2015)

“O crescimento na América Latina vai do sul ao norte”
Economista do BID diz que na América Latina uns países pisam no freio e outros não
mérica Latina deve ser mais produtiva para crescer, diz FMI
Lluís Pellicer Barcelona
As últimas previsões do FMI reduziram as perspectivas de crescimento para a América Latina. A expansão regional será de apenas 0,9%, principalmente por causa da debilidade do mercado de matérias primas, e três de suas principais economias (Brasil, Argentina e Venezuela) entraram em recessão. No entanto, José Juán Ruiz, economista chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) alertou na 31ª Reunião do Círculo de Economia, realizada recentemente em Sitges (Barcelona), que enquanto alguns países acionam o freio, outros pisam no acelerador.
Pergunta. Há duas velocidades diferentes de crescimento na América Latina?
Resposta. Sempre pensamos nas sete grandes economias, mas há 26 países, com diferentes níveis de desenvolvimento e de exposição aos quatro grandes impactos que condicionam as economias emergentes. O grande pincel não serve para pintar o que acontece em todo o continente. Há dois grandes grupos de países: os que crescem e os que estão em recessão. Venezuela, Argentina e Brasil, que reúnem 51% da economia da região, estão em crise. Os 49% crescem a uma taxa média de 3,4%.
A China é o grande mercado dos países do sul; para o norte é os Estados Unidos”
P. Quais são esses quatro impactos?
R. O primeiro é o lento crescimento da economia mundial, que é assimétrico: os EUA crescem mais e Europa e Japão menos, enquanto a China já não se expande a 10%, mas a 6,5%. Segundo, a queda do preço do petróleo, dos alimentos e dos minerais; terceiro, as expectativas de crescimento de taxas nos Estados Unidos, e quarto, um dólar mais forte.
P. E por que o impacto é desigual?
R. O sul [Chile, Colômbia, Peru, Argentina e Brasil] é formado por países exportadores de commodities (matérias primas), enquanto que o norte é importador de energia e alimentos. Alguns fecham o superciclo das commodities e outros agora veem como isso os ajuda. O crescimento está indo de sul a norte no continente. Por outro lado, a China é o grande mercado dos países do sul, enquanto que para o norte é o Estados Unidos. Uma grande parte do PIB da América Central vem do turismo e das remessas de imigrantes. Se os Estados Unidos voltarem a crescer em taxas elevadas, os que vivem nesse país terão melhores trabalhos e enviarão mais dinheiro. Em El Salvador, por exemplo, as remessas são 18% do PIB.
P. Essa crise será diferente daquelas que esses países sofreram anteriormente?
Os ajustes não podem ser feitos ao custo de reverter os avanços sociais”
R. Há países que criaram instituições e regras para serem mais previsíveis – como Chile, Colômbia, México e Peru –, enquanto que o ciclo de outros é mais volátil, porque suas instituições são mais frágeis ou porque têm menos credibilidade com os mercados. Em uma crise dos anos 80 ou 90, o prêmio de risco saltava 600 pontos. Desta vez, o Brasil, com todos seus problemas de crescimento e inflação, teve um crescimento de nove pontos básicos no seu prêmio de risco no conjunto dos emergentes.
P. Isso tudo é mérito das reformas?
R. Quando aconteceu a desaceleração econômica, o Governo permitiu que o banco central atuasse de forma independente, e o Ministério da Fazenda anunciou um programa de ajuste fiscal para que o superávit primário retorne aos 2% em dois anos. Há capacidade de resposta institucional, e essa é a grande mudança da América Latina em relação ao passado.
P. Necessitarão de ajustes orçamentários drásticos?
Venezuela, Brasil e Argentina estão em crise; o resto cresce a uma taxa média de 3,4%”
R. Não, porque estão em uma melhor posição e o tipo de mudança absorve parte dos ajustes. E embora tenham um grau de impacto, a rapidez de resposta os torna mais digeríveis. A última década, de modernização social, mostrou que não há oposição entre a eficiência e a equidade. O Lula do Bolsa Família, mas também do superávit primário e da conta corrente, é o modelo que a América Latina considera como seu.
P. O crescimento implicou uma redução da desigualdade?
R. Sim. De dez pontos [medidos pelo coeficiente Gini]. A pobreza caiu de 30% para 21% e a população que vive com renda entre quatro e dez dólares diários é de 45%. Gente que não é de classe média, mas também não é pobre. E isso condiciona a forma como serão feitos os ajustes. Serão menos intensos porque os desequilíbrios são menores, as instituições são mais fortes e porque eles não podem ser feitos ao custo de reverter os avanços sociais de uma década. Na América Latina, não há a possibilidade de outra década perdida. (El Pais – 14/06/2015)

 
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