DRI Clipping Semanal nº 15 - 22 a 24/04/15

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Brasil e Coréia terão acordo para inovação
BRASIL
Relações externas Parceria prevê investimento de US$ 5 milhões da Samsung no país nos próximos cinco anos
Fernando Exman
Avisita aoBrasil dapresidentedaCoréia do Sul, Park Geun-hye, que ocorre entre hoje e sábado, dará um impulso à cooperação bilateral na área de inovação: os dois governos, a Samsung e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) assinarão um memorando de entendimento para o desenvolvimento de tecnologias e o fomento de novos negócios. Serão iniciados imediatamente os trabalhos para tirar a iniciativa do papel, que prevê um investimento de US$ 5 milhões da Samsung nos próximos cinco anos.
O acordo será assinado durante a visita a Brasília de Park Geunhye, que também participará em São Paulo de encontros com empresários erepresentantes da comunidade coreana. A viagem faz parte de um périplo da presidente da Coréia do Sul por quatro países sul-americanos - Colômbia, Chile e Peru, além do Brasil.
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, destaca o volume de recursos envolvidos, o objetivo da parceria e seu caráter pedagógico, tuna vez que ela pode servir de exemplo para outras empresas instalarem centros de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Segundo ele, o país possui bons institutos de pesquisas, oferece "volumes razoáveis" de recursos públicos para projetos de inovação, mas ainda carece de empresas que se dediquem à tarefa de instalar centros de pesquisa em território nacional. "Esse acordo com a Samsung éuma iniciativa pioneira", afirmou o ministro ao Valor, acrescentando que iniciativas como essa são formas de incluir o Brasil nas cadeias globais de valor com produtos e serviços de qualidade e aumentar a competitividade do país. "É uma conquista importante."
Em 2014, sem contar a renúncia fiscal relacionada a projetos de inovação e pesquisa,o ministério colocou à disposição da área R$ 3,6 bilhões em recursos orçamentários e R$ 1,99 bilhão por meio do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Nessa parceria envolvendo a Samsung, porém, a empresa alocará recursos próprios.
O memorando de intenções prevê a implantação no Brasil do chamado Modelo Coreano de Cultura de Economia Criativa, criado na Coréia do Sul pelo CCEI Daegu (Centro de Economia Criativa e Inovação).
Tal modelo é uma iniciativa do governo sul-coreano para desenvolver a tecnologia e a educação, além de fomentar novos negócios e produtos, por meio de um conjunto de metodologias, tecnologias e práticas.
Com o apoio da Samsung, a Anprotec promoverá treinamentos entre seus 300 associados. Já a Samsung facilitará o contato entre a Anprotec e o CCEI, identificará e recomendará projetos para participarem do programa e serem incorporados ás atividades da companhia no Brasil, inclusive os desenvolvidos por startups.
A Samsung já trabalha nesse formato desenhado pelo CCEI, o qual busca aproveitar vocações regionais no desenvolvimento de soluções e produtos, na Coréia do Sul eem outros países asiáticos. "Esse é um tema que a gente gostaria de reproduzir no Brasil de maneira intensa", afirmou o vice-presidente para a América Latina de marketing e assuntos corporativos da companhia, Mario Laffitte. Segundo ele, alguns dos segmentos a serem privilegiados serão educação, saúde e segurança da informação. "Isso não quer dizer que serão exclusivamente nessas três áreas, mas é um direcionamento inicial" Para Laffitte, não há como estimar quantos projetos poderão ser beneficiados pelo acordo. "Certamente vão aparecer idéias de negócios que não existem hoje", destacou. Hoje, a Samsung conta com cerca de mil funcionários e parceiros envolvidos em pesquisa e desenvolvimento. No ano passado, a empresa investiu no mundo todo US$ 14,6 bilhões em P&D.
Além da assinatura desse acordo na área de tecnologia e inovação, as presidentes Dilma Rousseff e Park Geun-hye discutirão meios de aumentar os investimentos, o comércio e formas de aprofundar a cooperação entre os dois países nas áreas de educação, cultura e energia. Os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil e do Comércio, Indústria e Energia da Coréia assinarão, por exemplo, memorandos de entendimento para o uso de guichês únicos de comércio exterior, redução da burocracia e fomento a micros e pequenas empresas.
O Brasil é o maior parceiro comercial da Coréia do Sul na América Latina, e o país asiático é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil naquele continente - atrás de China e Japão-e o sétimo no mundo.
O comércio bilateral é historicamente deficitário para o Brasil. Segundo o Itamaraty, no entanto, a Coréia do Sul é a maior parceira do Brasil na Asia no programa Ciência Sem Fronteiras. Desde 2012, recebeu 525 estudantes em suas universidades e centros de pesquisa. (Valor Econômico – 24/04/2015)

Espanha acena com opção 'pragmática' para união
UE-Mercosul
BRASIL
Assis Moreira
De Madri
O governo espanhol já menciona abertamente uma opção "pragmática" para a negociação entre União Européia e Mercosul, o que significaria buscar acordo diretamente com o Brasil e outros países do bloco do Cone Sul.
Ao participar de encontro de empresários ao lado do vice-presidente Michel Temer, o ministro de Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, sinalizou, de maneira diplomática, dúvidas sobre o acordo birregional. Disse que a opção, no caso de fiasco da negociação bilateral, seguirá o que ocorreu com a Comunidade Andina.
"Naquele caso, a EU optou por acordos com o Peru e a Colômbia, já feitos", disse. "Se Mercosul-UE não der, e o panorama do Mercosul é de maior heterogeneidade, vamos provavelmente para um enfoque mais pragmático." Para o ministro, isso "seria muito importante para a Espanha e para o Brasil também".
A Espanha é o segundo maior investidor estrangeiro no Brasil, com estoque de US$ 90 bilhões. "O Brasil para nós é prioridade máxima", disse.
Margallo avalia que a União Européia está na direção de fechar acordo de comércio e investimentos com os EUA. Ao mesmo tempo, diz que a UE tem que reafirmar suas posições na América Latina.
"Os EUA, que por alguns anos se esqueceram da América Latina por outros assuntos, renovaram sua agenda na região".
O ministro lembrou que na Cúpula do Panamá, há duas semanas, a aproximação que Barack Obama fez com Cuba demonstra que os EUA voltam a contemplar a América Latina como cenário prioritário de política externa. E, nesse cenário, diz, a Europa não quer perder posições na região e precisa desenvolver uma agenda "mais importante e mais firme."
Para o ministro, a expectativa é que um acordo UE-EUA possa provocar o desbloqueio das negociações UE- Mercosul. "Se fazemos o acordo com os EUA, com o Mercosul e com o norte da África será perfeito", afirmou, para logo em seguida mostrar ceticismo no caso do Mercosul.
Margallo nota que no cenário energético "as coisas vão se mover depressa". Acha que o que está acontecendo na fronteira com a Rússia aconselha a Europa a reduzir a dependência energéticaem relação à Rússia.
E as fontes alternativas incluem desde o norte da África até o Brasil. "O Brasil oferece enormes perspectivas também degás para a União Européia", disse.
Temer limitou-se a repetir a posição do governo da presidente Dilma Rousseff, de que existem discussões sobre ofertas entre os dois blocos."Acho que podemos chegar a bom termo entre Mercosul e UE", disse o vice-presidente. (Valor Econômico – 24/04/2015)

Interesses russos e chineses não são os do Mercosul
ANÁLISE: Ariel Slipak
A aproximação argentina da Rússia acompanha um alinhamento internacional com a China, executado em fevereiro. O governo Kirchner vê esses países como impulsores de uma nova ordem multipolar, a seu juízo mais justa com as nações da periferia. Há uma tentativa de se opor à década de 90, quando o país se aproximou dos EUA, com Carlos Menem. Os dois gigantes asiáticos, entretanto, não têm comparação. A China é o segundo destino das exportações e a segunda origem das importações argentinas. A Rússia é um sócio periférico em comparação com a China ou com o Brasil.
O inconveniente dessa aproximação é que Rússia e China buscam investir em áreas de energia e infraestrutura sem nenhuma discussão prévia regional sobre as necessidade do Cone Sul para uma maior integração, não só comercial como da população. Seus investimentos erguem um perfil de infraestrutura que facilitará a circulação Atlântico-Pacífico, não necessariamente a mais prioritária para a integração do Mercosul.
China e Rússia buscam financiamento que siga facilitando a extração de produtos primários para seus países. O governo argentino aceita porque o ingresso de divisas freia simultaneamente as pressões por desvalorização da moeda e ainda mostra um suposto dinamismo no fim da presidência de Cristina. Por uma necessidade política de curto prazo - ela governa até 11 de dezembro - são definidos temas tão sensíveis no médio e no longo prazos, sem uma planificação com parceiros na região.
* É investigador das relações comerciais entre Ásia e América Latina, professor de economia da Universidade de Buenos Aires (O Estado de SP – 24/04/2015)

Brasil e Coreia avançam em ações para a facilitação do comércio bilateral
Brasília – Os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil (MDIC) e do Comércio, Indústria e Energia da Coreia (MOTIE, na sigla em inglês) assinam, às 11h de amanhã (24), dois memorandos de entendimento com foco na facilitação do comércio e na promoção de investimento e cooperação entre pequenas e médias empresas. Ivan Ramalho, ministro interino da pasta brasileira, assina os documentos com o titular coreano, Yoon Sang-jick, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, com a presença das presidentas Dilma Rousseff e Park Geun-hye.
Um dos documentos estabelece esforço conjunto de Brasil e Coreia no incentivo ao uso de guichês únicos de comércio exterior e à promoção do comércio sem papel. Na avaliação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, a automatização de processos colabora para a facilitação das exportações e o aumento do volume exportado pelo setor privado, criando ambiente amigável para o comércio exterior. Em abril de 2014, a Secex lançou o Portal Único de Comércio Exterior do Brasil, ferramenta que segue em linha com a política de single window, já utilizada por muitos países. O Portal unifica processos para a realização de operações de exportação e importação em uma única plataforma. O memorando prevê ainda que técnicos dos dois países promoverão o compartilhamento de conhecimento, no que diz respeito à infraestrutura nacional coreana de comércio sem papel (Sistema “uTradeHUB”) e brasileira do Portal Único.
Micro e pequenas empresas
O fomento às micro e pequenas empresas também está previsto na agenda bilateral. Duas pastas do Brasil e duas da Coreia vão assinar um memorando de entendimento com o objetivo de incentivar o desenvolvimento e a promoção de empresas de micro e pequeno portes dos setores de comércio, serviço e indústria. Além do MDIC e MOTIE, participam da assinatura deste documento a Secretaria Especial de Micro e Pequenas Empresas e a entidade coreana que administra micro e pequenas empresas (The Small and Medium Business Administration of the Republic of Korea). (MDIC – 23/04/2015)

Brasil e Peru discutem formas de ampliar comércio bilateral
(Rio de Janeiro - 23 de abril) - Autoridades e técnicos brasileiros e peruanos reuniram-se ontem, no Rio de Janeiro, para discutir formas de facilitar e intensificar o comércio bilateral de bens e serviços, assim como o fluxo de investimentos entre os dois países.
A delegação brasileira foi chefiada pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho. Na abertura da reunião, o secretário disse que o encontro marca a retomada da agenda bilateral de monitoramento de comércio com vários países, que deve ser intensificada este ano.
"Estamos construindo o plano nacional de exportações e a retomada da agenda de bilaterais é fundamental para identificarmos oportunidades que possibilitem o aumento das vendas externas brasileiras", analisa o secretário.
Para Edgar Vásquez, vice-ministro de Comércio Exterior do Peru e chefe da delegação peruana, a reunião reitera o compromisso de aprofundar de maneira ambiciosa a relação com o Brasil.
Durante a reunião, as delegações dos dois países discutiram temas relacionados a investimentos, serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, medidas sanitárias e fitossanitárias e questões que dizem respeito a regulamentações técnicas para acesso aos dois mercados.
Um dos principais temas foi a apresentação do modelo brasileiro de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI), que tem como objetivo melhorar o ambiente jurídico e fomentar investimentos recíprocos.
Os principais pilares do acordo, aprovados pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) em 2013, são a melhoria da governança institucional, o estabelecimento de agendas temáticas para cooperação e facilitação dos investimentos e a implantação de mecanismos para mitigação de riscos e prevenção de controvérsias.
"O Peru figura entre os países prioritários para negociações futuras do ACFI", disse o secretário de Comércio Exterior do MDIC.
O Acordo propõe ainda o estabelecimento de pontos focais em cada país, além da criação de um comitê conjunto intergovernamental. O ponto focal tem o papel de atuar como um facilitador na relação técnica entre investidores e o governo do país receptor. O primeiro ACFI foi celebrado entre Brasil e Moçambique, em março deste ano, pelo ministro Armando Monteiro. Em abril, o Brasil também firmou um ACFI com Angola.
Intercâmbio Comercial
Em 2014, o Brasil exportou para o Peru US$ 1,8 bilhão e importou US$ 1,71 bilhão, com superávit de US$ 106 milhões para o Brasil.
No ano passado, 92% da pauta das exportações brasileiras ao Peru foi formada de produtos manufaturados. Os principais produtos brasileiros vendidos para aquele mercado foram máquinas e aparelhos para terraplanagem; polímeros de etileno, propileno e estireno; e chassis com motor e carroceria para automóveis.
Em relação às importações brasileiras do Peru, em 2014, a pauta distribuiu-se em: manufaturados (50%), semimanufaturadas (26%) e básicos (25%). Os principais itens comprados pelo Brasil, no período, foram naftas, catodos de cobre e minérios de cobre.
De janeiro a dezembro do ano passado, 2.875 empresas brasileiras exportaram para o Peru e 761 importaram daquele mercado. (MDIC – 23/04/2015)

Alcances y peligros a considerar en acuerdos de libre comercio
La polémica sobre la firma de tratados internacionales como el acuerdo global de servicios TISA, tiene lógica pues cuando hay un acuerdo con un intercambio en serio entre las partes, entonces la estructura de producción del país se altera.
HORACIO BAFICO Y GUSTAVO MICHELIN
Con los acuerdos comerciales para el intercambio de bienes sucede lo mismo. Son negociaciones que ponen en juego los puestos de trabajo y el capital de algunas empresas.
La contracara es mejores posibilidades e inversión en otros sectores y mayor bienestar en los consumidores. Una balanza que hay que tener presente en la discusión así como la sostenibilidad que se pueda lograr a futuro del flujo comercial logrado.
La sigla TISA se corresponde en inglés al Trade In Services Agreement (Acuerdo para el comercio de servicios) y es la versión moderna de los tratados sobre comercio de bienes tradicionales. En el mundo hoy predomina la producción de servicios por sobre los bienes y gradualmente los acuerdos sobre servicios ganaron espacio.
El objetivo de los acuerdos comerciales es derribar las barreras que impiden que la economía alcance el total de su potencial exportador y al mismo tiempo dotar a la población de un país con mejores niveles de consumo tanto en cantidad como en calidad.
Los acuerdos sobre bienes y servicios en su parte comercial implican la concesión mutua de reducción en las barreras a las exportaciones e importaciones entre países. Es una decisión de política que siempre genera dudas sobre la conveniencia o no para el país y levanta voces en contra y a favor en los sectores que están involucrados en la negociación.
El principal impacto de los acuerdos comerciales es que si la economía anteriormente estaba muy encerrada en sí misma, en cuanto se abra va a sufrir modificaciones en su estructura productiva y con ellos se afectarán algunos puestos de trabajo.
Es la contracara negativa de los efectos positivos en los sectores de exportación favorecidos y principalmente en todos los consumidores locales. Los acuerdos comerciales se deben acompañar de medidas compensatorias para aquellos afectados para lograr un alto grado de aceptación social.
Debido a estos efectos, y en particular teniendo en cuenta los costos en que hay que incurrir para alcanzar los beneficios potenciales, es fundamental tomar nota de la estabilidad y potencialidad de crecimiento de los países socios.
Muchas veces se alcanzan acuerdos basados más en razones de índole político que económico, que en el corto plazo pueden aparecer como muy beneficiosas, pero a mediano plazo no lo son tanto, e incluso pueden generar distorsiones importantes.
Más allá de ciclos negativos o crisis económicas puntuales, hay mercados cuya historia muestra que son más estables, más previsibles.
Los mercados de las economías desarrolladas son muy tentadores, por estas razones y por el elevado poder adquisitivo de sus consumidores. En las últimas décadas irrumpieron con gran fuerza las economías del sudeste asiático, algunas de las cuales, caso Corea del Sur, pasaron a formar parte del selecto grupo de naciones desarrolladas.
Esos son los mercados que no solo muestran la mejor performance en el pasado, sino que también son los que se muestran como más confiables en el futuro inmediato.
Como contrapartida, determinados mercados emergentes, que puntualmente fueron muy dinámicos en los últimos años, atraviesan por serias dificultades en la actualidad.
Tal el caso de nuestros socios del Mercosur. Con el agravante que esas dificultades han sido recurrentes a lo largo de la historia, con impacto negativo sobre nuestra economía.
Desde la óptica uruguaya el ideal sería tener un acceso privilegiado a la mayor cantidad posible de mercados, y en particular a aquellos más estables y previsibles.
Desafortunadamente no es el caso, ya que el acuerdo comercial más importante en el que participa el país es el Mercosur.
Ello ubica a Uruguay en una posición muy incómoda, ya que si no tiene el consentimiento del bloque, no puede buscar acuerdos con el resto del mundo. La opción sería abandonarlo e ingresar a otro de los acuerdos que se están llevando a cabo a lo largo y ancho del planeta. Pero esa es una opción muy arriesgada, ya que la realidad también muestra que los mercados pequeños como el uruguayo no son muy atractivos para asociarse.
Los acuerdos más exitosos son aquellos que se han firmado entre bloques. En tal sentido debería ser el Mercosur el que negocie con otros bloques. En otras palabras volver a los orígenes del acuerdo, cuando se acuñó la expresión "regionalismo abierto", entendiendo por tal, una situación en la cual el acuerdo sirve de plataforma a los socios para negociar en bloque con el resto del mundo.
Pero, para que esto sea realmente así es necesario contar con la voluntad de los restantes socios.
Los acuerdos direccionan comercio hacia los socios y con ello aumentan el riesgo de que la economía en dicho mercado no funcione bien o que como sucedió con Argentina se desconozca el acuerdo y se deje de comprar a nuestro país.
Cuando se trata de sectores competitivos se pueden buscar otros mercados. Cuando el flujo comercial resultó artificial lamentablemente los problemas en la economía del socio se contagian a nuestro país. Las situaciones intermedias tienen un poco de cada cosa.
En tal sentido sería un error buscar en potenciales acuerdos con otras regiones soluciones a los problemas que enfrentan los sectores regionales derivadas de los vaivenes de los socios, que en un momento se constituyen en grandes demandantes y al otro desaparecen afectando seriamente actividades que se ven infladas por una demanda coyuntural. (El Pais – 23/03/2015)

Paraguay y Uruguay ya no son “los más pequeños”
Paraguay y Uruguay, con economías en crecimiento, ya no son “los más pequeños” del Mercosur, coincidieron ayer el embajador del citado país, Federico Perazza, y el titular de la CAP, Carlos Jorge Biedermann. El diplomático participó de la reunión de la mesa directiva de la Cámara.
Tras concluir el encuentro, el presidente de la CAP, Carlos Jorge Biedermann, afirmó que ambos países son “muy importantes”, el uno para el otro, en el bloque subregional, donde ambas economías están creciendo positivamente y con inversiones uruguayas crecientes en nuestro país. “Uruguay está desarrollando una experiencia muy importante en cuanto al comercio y, sobre todo, los servicios, del que Paraguay puede aprender muchísimo”, resaltó el dirigente empresarial.
A su turno, el embajador Perazza destacó el hecho de que Paraguay y Uruguay estén creciendo en la región con “guarismos muy positivos”, que representan un escenario muy atractivo para las inversiones, comenzando con las de ambos países.
Sobre el punto, Biedermann enfatizó que con los números que ambos países, socios fundadores del Mercosur están obteniendo actualmente ya no pueden ser considerados “los más pequeños” del bloque. Acotó que, de hecho, Paraguay presenta en la actualidad el “mejor escenario” en la región.
El diplomático uruguayo, por su lado, manifestó que una de las señales más importantes del éxito de la complementación de ambos países es el aumento de las inversiones uruguayas en el Paraguay, destacándose las inmobiliarias, con la adquisición (hasta la fecha) de unas 2.000.000 de hectáreas de tierras en el Chaco paraguayo, para el desarrollo de la ganadería y los agronegocios.
Mercosur
Preguntado sobre si funciona el Mercosur, que debió ser el gran mercado ampliado para los más pequeños del bloque, Perazza contestó: “Uruguay y Paraguay somos socios fundadores del Mercosur, un proceso de integración que tenía objetivos muy fuertes en 1991, cuando se instauró. Hoy abordamos este tema aquí, y ninguno de los dos países está dispuesto a renunciar al Mercosur, teniendo en cuenta, por ejemplo, que el 50% del comercio paraguayo hoy pasa por el bloque”, expresó.
En lo concerniente a su país, manifestó que la base de la inserción internacional del Uruguay es el Mercosur. “Pero también queremos, como socios menores, acceso a terceros mercados, que es un tema que está en la agenda”, subrayó el diplomático. (ABC Color – 23/04/2015)

Resaltan importancia de inserción de Bolivia
Con la integración plena de Bolivia al Mercosur se podrá impulsar todo tipo de relación comercial. “Precisamente es el mercado al que nuestra empresa (Maahsa) más está exportando actualmente. Por lo tanto, estimo que el ingreso boliviano va a ser muy positivo”, afirmó la vicepresidenta de la industria nacional, Franca Morábito.
Acerca de qué se le puede vender a Bolivia, señaló: “Debemos evaluar y ver las ventajas comparativas de lo que Bolivia produce y lo que nosotros estamos dispuestos a ofrecerle, para lo cual las entidades oficiales y privadas, como la Unión Industrial Paraguaya (UIP), deberían realizar estudios que nos puedan ayudar a los productores a aprovechar las oportunidades que se puedan abrir”.
A la pregunta de si podríamos alcanzar un mejor entendimiento con Bolivia que con Argentina y Brasil, Morábito señaló: “Absolutamente; creo que va a ser así, siempre y cuando por nuestra parte tengamos la suficiente capacidad de relacionarnos y que nuestros representantes del Gobierno tengan claro cuales son las necesidades de nuestro país”.
Transchaco
En cuanto al necesario mejoramiento de la ruta Transchaco, la ejecutiva empresarial afirmó que ahora ya no hay excusa que valga, puesto que una mejor vía de comunicación “es absolutamente necesaria”. “Una supercarretera que cruce el Chaco paraguayo nos va a permitir conectarnos de manera mucho más eficiente con un país que está esperando, tanto para vendernos como para comprarnos, con mejores costos de logística y mayor posibilidades de comunicación”, enfatizó.
Gasoducto
Sobre si se justificaría construir un gasoducto para traer GLP y/o gas natural, dijo que la justificación de un gasoducto solo se puede asegurar haciendo un estudio y proyección de las necesidades y ventajas que nos daría esa construcción. “En principio, es muy interesante. Hay que ver con las distribuidoras de combustibles y potenciales usuarios cuáles serían las ventajas. Por otra parte, creo que si hacemos bien el trabajo, un esfuerzo conjunto entre sector privado y entes públicos y privados, lograremos crecer hacia los mercados andinos”, dijo. (ABC Color – 23/04/2015)

En junio, Bolivia tendrá voz y voto en el Mercosur
Protocolo. Con la inclusión total se anticipa mejores ventajas comerciales
Jimena Paredes / La Paz
A partir de junio de este año, Bolivia será miembro pleno del Mercado Común del Sur (Mercosur) con derecho a voz y voto, lo que abre la posibilidad de tener ventajas comerciales que antes no tenía como país asociado, informó el Gobierno.
La explicación corresponde al viceministro de Comercio Exterior e Integración, Clarems Endara Vera, quien precisó a La Razón que en esa cumbre se hará la suscripción de los protocolos de adhesión para que los países miembros del Mercosur los internalicen en sus congresos.
“Hemos tenido ya una reunión en Brasilia todas las delegaciones, para que un nuevo instrumento político pueda ser aprobado en la cumbre de junio del Mercosur y a partir de ello nosotros vamos a empezar a participar con derecho a voz y voto dentro del Mercosur”, indicó la autoridad diplomática.
Creación. El Mercosur fue creado en 1991 con Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay como miembros plenos, y en julio de 2012 se incorporó Venezuela, en una reunión cumbre que se llevó a cabo en Brasilia. Como naciones asociadas este bloque tiene a Bolivia, Chile, Colombia, Ecuador y Perú. Desde 1996 Bolivia es un país asociado de ese bloque regional, con derecho a voz, pero sin voto.
La inclusión de Bolivia al Mercosur fue acordada cuando Paraguay estaba suspendido en el bloque (29 de junio de 2012-15 de agosto de 2013). Endara acotó que se debe tomar en cuenta que los congresos de Venezuela, Argentina y Uruguay aprobaron el ingreso de Bolivia a ese organismo internacional y solo faltaría Paraguay, Brasil y el Congreso boliviano.
“Con eso (con la aprobación), inmediatamente empezaríamos a internalizar todas las normas del Mercosur”, sostuvo, tras afirmar que el Mercosur tiene su propia dinámica en cuanto a la aprobación de normas a nivel de autoridades. “Se necesita una ratificación interna de los países”.
Los plazos de internalización de las normas no son rápidos, advirtió, como en la Comunidad Andina de Naciones (CAN). Una vez consolidado el ingreso, las ventajas comerciales para Bolivia estarían “consolidadas”, lo que facilitará el comercio exterior.
Buscan mejorar comercio
El Gobierno trabaja en una normativa dentro del tratado del Mercosur (Mercado Común del Sur) para que Bolivia tenga un trato especial respecto a la exportación de prendas. Lo que se busca es que éstas no necesariamente estén hechas en un 60% con tela nacional.
El anuncio lo hizo el viceministro de Comercio Exterior e Integración, Clarems Endara. “Lo que estamos haciendo nosotros es avanzar en una normativa dentro del Mercosur para que nos den el mismo trato que recibe Paraguay, en el sentido de que el 60% del contenido de una prenda no sea necesariamente nacional, eso habilitaría la posibilidad de la exportación de determinadas prendas que sean producidas en Bolivia”, complementó, tras indicar que esa es una de las negociaciones que se trabaja al momento.
Bolivia tiene el acuerdo comercial del ACE-36 dentro del Mercosur con los países de Brasil y Argentina. Las prendas que se exportan bajo ese convenio van a esas naciones con ciertas condiciones respecto al origen de las telas, añadió Endara. (La Razón Bolívia – 23/04/2015)

Espanha quer ser porta de entrada do Brasil na União Europeia
Da Agência Lusa
O ministro de Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel García-Margallo, afirmou hoje (23) que a Espanha quer ser a porta de entrada do Brasil na União Europeia (UE). García-Margallo, que falava no Fórum Líderes ao lado do vice-presidente brasileiro, Michel Temer, acrescentou que a conclusão de um acordo comercial e de investimentos entre a UE, os Estados Unidos e o Mercosul será crucial para reforçar a posição da Espanha no Brasil.
O ministro disse que o Brasil "é um país extraordinariamente importante" para Espanha, que, por sua vez, apoia as empresas que desenvolvem a sua atividade no exterior.
"O Brasil ocupa um lugar preferencial nas nossas relações", disse García-Margallo, acrescentando que é o segundo maior exportador e importador da América Latina (atrás do México) e que a Espanha é o segundo maior investidor no Brasil (atrás dos Estados Unidos).
García-Margallo falou sobre os três principais eixos da política externa espanhola - a União Europeia, Estados Unidos e América Latina - e realçou que a Espanha e a UE "têm que reafirmar a sua posição na América Latina".
"Os Estados Unidos, que durante alguns anos se esqueceram da América Latina para se dedicarem a outros assuntos, renovaram o seu interesse na agenda americana", declarou o ministro espanhol.
A recente presença do presidente norte-americano, Barack Obama, na Cúpula das Américas, no Panamá, demonstra que os Estados Unidos "voltam a olhar esse continente como prioritário na sua política exterior", lembrou García-Margallo.
Para o ministro espanhol é importante um acordo comercial e de investimentos entre a UE, os Estados Unidos e o Mercosul. "Se fecharmos um acordo com Estados Unidos e o Mercosul haverá uma triangulação perfeita que nos permitirá servir de plataforma de entrada da América Latina na UE e no Norte de África, mas também de entrada da UE na América Latina", ressaltou García-Margallo. (Agência Brasil – 23/04/2015)

“El Mercosur es ejemplo de lo que no hay que hacer”
Críticas al bloque de un director de Harvard
BUENOS AIRES.- El director del Centro para el Desarrollo Internacional de la Universidad de Harvard, Ricardo Hausmann, criticó ayer las políticas de redistribución y de sustitución de importaciones, consideró como “castrante y limitante” la de incorporación de valor agregado, consideró que un acuerdo con los holdouts facilitaría el progreso de la Argentina y calificó al Mercosur de ser “un mal chiste”.
Las duras críticas del economista venezolano fueron expresadas en declaraciones a la prensa y en un seminario organizado por el Banco Provincia, cuyo cierre estuvo a cargo del gobernador Daniel Scioli. Hausmann sostuvo que “las políticas de redistribución tienden a ser de patas cortas” y que “es mejor invertir en conectar a la gente que en compensarla”, a la vez que consideró que “la Argentina tiene muchísimo más para crecer exportando que sustituyendo importaciones”. También indicó que la incorporación de “valor agregado a la producción es una idea castrante, no es errada, pero limitada y limitante” .
Respecto del Mercosur, lo calificó como “un mal chiste, una gigantesca decepción y un ejemplo de lo que no hay que hacer”. Hausmann consideró que la clave para que los países en desarrollo es “el saber hacer colectivo: los distintos conocimientos, en distintas cabezas, cooperando”, porque “los países tienden a un nivel de ingresos relacionados a su ‘saber hacer’”. El director de Harvard expresó también que “la baja productividad (de algunos países) se debe a que la gente no está conectada a las redes que los harían productivos”. En ese sentido, afirmó que “se requiere inversión para conectar a la gente” y que “hay que invertir más en conectar que en compensar” porque “las políticas redistributivas tienden a ser de patas cortas”.
Por otra parte, se manifestó en favor de “estadísticas con datos abiertos que puedan transformarse en información útil para la gente”. Respecto de las políticas de incorporación de valor agregado, Hausmann dijo “no es que sean erradas, pero representan una idea castrante, limitada y limitante”. Calificó a la economía argentina como “muy cerrada y con una estrategia que dificulta la interacción con el resto del mundo” y sostuvo que “es el único país que grava la agricultura”. Acerca de la política de sustitución de importaciones, Hausmann puntualizó que “uno piensa en sustituir importaciones cuando grava sus exportaciones. La Argentina tiene muchísimo más para crecer exportando que sustituyendo importaciones”.
Además de su exposición, Hausmann integró un panel en el seminario del que también participaron el presidente del CIPPEC, Eduardo Levy Yeyati, y el presidente del Grupo Los Grobo, Gustavo Grobocopatel.
Grobocopatel sostuvo que la Argentina viene “con una agenda de redistribución y eso no alcanza porque que no significa necesariamente inclusión. Los tiempos que vienen son de convergencia tecnológica y no se puede perder el tiempo en querer tener la razón”.
A su turno, Levi Yeyati pidió “una reforma educativa y del Estado, para que se transforme en facilitador” del sector privado. (DyN) (La Gaceta – 22/04/2015)

Acordos internacionais atraem investidores nacionais
LEGISLAÇÃO & TRIBUTOS
De São Paulo
Acordos internacionais, que incentivam investimentos de brasileiros no exterior, também têm aumentado a busca por escritórios de advocacia. Advogados comemoram especialmente os recentes acordos de facilitação de investimentos, cuja preocupação maior é a de proteger o investidor, além da população e o meio-ambiente do país envolvido, diferenciando-os um pouco do modelo tradicional da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Os mais recentes acordos foram firmados entre o Brasil e países africanos. "A internacionalização movimenta o mercado de advocacia porque surgem questões sobre direitos trabalhistas dos expatriados e reflexos fiscais sobre o recebimento de dividendos", afirma a advogada Vera Kanas Giytz, sócia daárea de comércio internacional, do Tozzini Freire Advogados.
Como o novo modelo de acordo bilateral facilita a internacionalização, as bancas de advogados esperam que ele avance e seja adotadoem relação a outros países.
"Companhias do setor de agronegócio, por exemplo, compram terras para fazer cultura lá fora quando no Brasil já não há mais espaço e acabam atraindo companhias de engenharia para desenvolver a prestação do serviço de energia elétrica no local", afirma Vera.
"Com esses acordos, isso vai sé intensificar."
O Brasil também tem assinado protocolos para fazer alterações em acordos bilaterais, que aumentam a demanda pelos escritórios. O protocolo relativo ao acordo do setor automotivo entre Brasil e México é um exemplo. Ele modifica as cotas alcançadas pela tarifa zero, reduzindo-as em relação a 2013, e divide a responsabilidade de quem vai definir as cotas. "As empresas relacionadas querem saber como funcionará o fluxo de comércio com o novo protocolo", diz.
Vera cita uma operação assessorada pelo Tozzini Freire em que uma empresa brasileira comprou um negócio em uma ilha do Caribe para beneficiar-se de tratado que concede preferência tarifária nas exportações daquele país caribenho para os Estados Unidos. (LI) (Valor Econômico – 22/04/2015)

Mercosul está aquém dos desafios da região
Ex-presidentes do Brasil, Uruguai, Bolívia e México defendem a integração comercial 'do Alasca à Patagônia', e avaliam 'estar na hora de reconhecer que o Mercado Comum do Sul não funciona'
Liliana Lavoratti
Comandatuba (BA) - O Brasil deve ocupar um papel mais relevante no cenário internacional para o enfrentamento dos atuais desafios na América Latina, a começar por uma integração comercial menos burocrática e mais efetiva, inclusive com os Estados Unidos.
Essa é a expectativa de quatro ex-presidentes de países da região, que participaram de seminário sobre o papel das lideranças no desenvolvimento do continente, no último domingo, durante o 14º Fórum de Líderes de Comandatuba, no sul da Bahia. Fernando Henrique Cardoso, Vicente Fox, Jorge Quiroga e Luis Alberto Lacalle, respectivamente ex-presidentes do Brasil, México, Bolívia e Uruguai, foram unânimes em considerar o Mercado Comum do Sul (Mercosul) ultrapassado e defenderam uma aliança maior com o restante do continente, especialmente Estados Unidos e Canadá.
"Será uma grata surpresa se em 30 de junho, durante a visita da presidente Dilma ao presidente dos EUA, Barack Obama, as negociações comecem a avançar rumo a uma integração regional, e que o Brasil finalmente lidere uma verdadeira união da América Latina", afirmou Quiroga, potencial candidato às próximas eleições presidenciais no país vizinho. Segundo ele, não faz mais sentido o discurso que predominou no continente, da luta de "Davi contra Golias". "Na Venezuela, insultam os imperialistas, mas vivem às custas do petróleo exportado para os EUA", acrescentou durante o evento promovido pelo Lide - Grupo de Líderes Empresariais.
Messi e Neymar
Para Quiroga, o Mercosul não funciona. "A única integração do Mercosul é a do Barcelona, com Lionel Messi e Neymar", brincou referindo-se aos jogadores argentino e brasileiro hoje no mesmo time espanhol. Com ele concorda FHC: "O bloco regional ficou burocrático e mais atrapalha do que ajuda os negócios. O caminho é uma zona de livre comércio, é expandir mais. Não se trata de acabar com o Mercosul, mas ampliar no sentido de zona de livre comércio", disse. Para o ex-presidente tucano, o Brasil encolheu sua pretensão de exercer um papel maior no mundo. "Não falo do governo do presidente Lula, que foi muito ativo nisso, mas depois houve uma espécie de encolhimento do País em relação às responsabilidades perante o mundo", ressaltou.
Nos últimos dez anos, a América Latina se dividiu diante da falta de acordo em relação à Aliança de Livre-Comércio das Américas (Alca). Os norte-americanos fizeram acordos bilaterais com quase todos os países do continente. "O Brasil foi ficando isolado do ponto de vista de seu relacionamento comercial", destacou FHC. Citou o exemplo do México, que tem cerca de 30 acordos comerciais, enquanto o Brasil possui pouco mais de três.
Acordo com EUA
O ex-presidente do México também defendeu maior integração comercial de todas as economias latino-americanas com os EUA. "O acordo de livre-comércio do México, com o Canadá e os Estados Unidos foi um rotundo êxito. A balança comercial entre México e Estados Unidos está chegando à casa de bilhões de dólares e favorável a nós. E ao contrário do que se pensava, que o acordo ia nos derrotar, aumentamos nossa competitividade e nosso parque industrial cresceu muito. Os acordos de comércio já se converteram em investimentos na indústria", afirmou.
O ex-presidente do Uruguai foi enfático em relação ao futuro do Mercosul: "Falta liderança e chega de Mercosul. Se não serve, tiramos fora. Dentro dos interesses do Brasil, o Mercosul é muito pequeno", declarou. Lacalle defende que a região volte a falar outra vez "a linguagem do comércio, pois desde os fenícios a linguagem das nações é a do comércio". Ele acredita que vai chegar um momento em que os integrantes do bloco regional vão se render à realidade e partir para a construção de algo mais modesto e prático.
"Precisamos criar as condições para que um empresário possa pegar um caminhão com suas mercadorias no Uruguai e ir para São Paulo vendê-las sem barreiras", afirmou o ex-presidente uruguaio. É mais provável, segundo o ex-presidente, que os sul-americanos consigam firmar acordo com os EUA e formar um bloco que vá do Alasca à Patagônia, do que avançar nas negociações com a União Europeia. / A jornalista viajou a convite do Lide (DCI – 22/04/2015)

Brasil se mantém à margem do comércio mundial
Enquanto várias nações e potências se articulam por meio de acordos bilaterais e blocos estratégicos, país permanece preso ao emperrado Mercosul por vício ideológico
por Editorial
Um acordo no Congresso americano anunciado na semana passada colocou os EUA mais perto do que poderá se configurar no maior bloco comercial do planeta. Trata-se da Parceria Transpacífica (TPP, na sigla em inglês), que reúne 11 países da Ásia e das Américas, cerca de 40% do PIB mundial e quase 800 milhões de consumidores. Republicanos e democratas chegaram a um consenso para autorizar o presidente Barack Obama a concluir as negociações pelo sistema fast-track, isto é, sem possibilidade de emendas do Legislativo, que terá que aprovar ou rejeitar em bloco o projeto.
Se por um lado, a medida é estratégica para o governo americano, que tenta conter o avanço da influência chinesa — cujo sinal de vigor mais recente está na adesão de economias europeias ao Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB) —, por outro, ela ilumina velhos equívocos da política de comércio externo do Brasil. Tangido por interesses ideológicos que remontam aos tempos da Guerra Fria, o governo do PT resiste a firmar acordos bilaterais vantajosos, que poderiam integrar o país a regiões comercialmente importantes e ajudar nossa indústria, já fortemente afetada pela queda dos preços das commodities, baixo crescimento, tributações exorbitantes e os erros da política econômica do governo.
Em vez disso, o Brasil insiste no Mercosul como principal via de seu comércio externo. E justamente num momento em que o bloco sul-americano se isola cada vez mais, abatido por crises internas — como o calote argentino e a crise econômica e política venezuelana — que dificultam as conversações em andamento, sobretudo com a UE.
Quando Colômbia, Chile, Peru e México anunciaram a criação da Aliança do Pacífico, o governo brasileiro reagiu prometendo refundar o Mercosul, para integrá-lo ao processo crescente de acordo multilaterais. Até agora, porém, os países do bloco mal conseguiram resolver problemas internos, querelas tarifárias e desentendimentos gerados pela adoção de medidas protecionistas de suas indústrias, como é o caso das alíquotas argentinas impostas a produtos brasileiros.
Enquanto o país fica para trás, ancorado no Mercosul, o mundo vê surgir inúmeras iniciativas de acordos comerciais, bilaterais e multilaterais, como alternativa às negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio. Questões como serviços, investimentos, convênios tecnológicos e propriedade intelectual, que emperraram na OMC, ganham nova possibilidade por meio dessas negociações, mais diretas e simples. Blocos de vários tamanhos e importância se formam e dão a seus membros ganhos de produtividade e competitividade. Os exemplos são muitos, assim como as vantagens. O Brasil, porém, continua preferindo se manter à margem. (O Globo – 21/04/2015)

Paraguay podría ser el catalizador del acuerdo comercial entre la Unión Europea y el Mercosur
(Asunción, 21 de abril – EFE).- Las negociaciones para alcanzar un acuerdo comercial entre la Unión Europea (UE) y el Mercosur, formado por Uruguay, Paraguay, Argentina, Brasil y Venezuela, se encuentran en “un momento importante”, dijo hoy la eurodiputada Renate Weber, a su llegada al país sudamericano.
Weber, que llegó a Paraguay para apoyar el proyecto de reforma electoral emprendido tras las elecciones generales de 2013, aseguró en una rueda de prensa que “hablará claramente con el canciller” paraguayo, Eladio Loizaga sobre el acuerdo que ambos bloques negocian hace más de una década.
“El tratado para la UE es importantísimo y me gustaría mucho ver avances. Se lo digo como parlamentaria, quiero muchísimo ese tratado con Mercosur”
La negociación se inició en 1999, pero estuvo paralizada durante varios años por las posiciones inflexibles de ambos lados en defensa de los propios intereses y se reanudó en 2012.
Según el Mercosur, su oferta de bienes, servicios, inversiones y compras gubernamentales ya está preparada, pero afirma que no ha podido intercambiarla porque los europeos alegan que aún no han finalizado el proceso de consultas internas para entregar su propuesta.
Brasil ejerce en estos momentos la Presidencia del grupo, pero en junio está previsto que la asuma Paraguay, de ahí el interés de conversar con las autoridades paraguayas sobre el tema, dijo la eurodiputada.
“El tratado para la UE es importantísimo y me gustaría mucho ver avances. Se lo digo como parlamentaria, quiero muchísimo ese tratado con Mercosur”, añadió Weber.
Por su parte, el jefe de la sección política de la delegación permanente de la UE en Paraguay, Jose Luis Sánchez Alegre, se congratuló de que Paraguay asuma pronto la presidencia de Mercosur porque “es un país que desea ir en la dirección de las negociaciones”.
“Nosotros también lo deseamos, y evidentemente es encontrar el buen momento para proseguir e intercambiar ofertas comerciales”, añadió Sánchez en la rueda de prensa.
“Sería ideal que un país como Paraguay que siempre se ha mostrado deseoso de avanzar en este terreno coincidiera en nuestros deseos de avanzar y pudiera ser justamente durante la presidencia del país”, expresó.
Weber se reunirá con autoridades, partidos y organizaciones de Paraguay hasta el jueves. Hoy lo hará con el ministro de Relaciones Exteriores, Eladio Loizaga, y mañana con el presidente paraguayo, Horacio Cartes, entre otros representantes.(PPN Paraguay – 21/04/2015)

Para Astori el Mercosur debe ser plataforma para otros acuerdos
El ministro de Economía, Danilo Astori, sostuvo que Uruguay debe hacer todo lo posible "por no convertir" al Mercosur en "una etapa final del proceso de integración" y sí porque sea una "plataforma de lanzamiento al mundo" para la firma de otros acuerdos comerciales.
"Creo que el planteo de Uruguay tiene que ser muy sencillo: Señores, Argentina y Brasil, ustedes tienen problemas, agrego Venezuela, por supuesto son ustedes los que tienen que solucionar sus problemas y respetamos mucho eso, no vamos a hacer cuestión de plazos y de tiempos, les damos el tiempo que ustedes precisen, pero por favor a cambio de eso queremos la flexibilidad de poder hacer acuerdos afuera", dijo Astori a El País.
"En esa línea estamos con Paraguay, por supuesto que sería fundamental que Brasil comprendiera esta situación y la empujara, pero creo que hay que ir hacia ello. Y afuera de la región tenemos el acuerdo con Europa, que ojalá lo pudiera hacer todo el Mercosur, sin duda", añadió.
Las complicaciones para cerrar un Tratado de Libre Comercio son de negociación con la UE, pero también internas del Mercosur.
El gobierno de Cristina Fernández ha sido uno de los que menos disposición mostró en los últimos tiempos para acercarse a la UE y han sido Brasil, Uruguay y Paraguay los que mayor interés demostraron en el acuerdo comercial.
En el gobierno la idea que se maneja desde hace un tiempo es continuar como bloque, pero si la negociación se tranca o demora, se iría por el camino del "mano a mano" con la UE.
En este sentido, consultado sobre si Uruguay podría ir a una velocidad diferente con el bloque europeo, el jerarca respondió que "ya se pensó en eso" e incluso dijo que se hicieron planteos durante el anterior gobierno de José Mujica. "Luego está la Alianza del Pacífico, que Uruguay ya es observador, ya ha dado un paso. Son países con los que Uruguay tiene tratados de liberalización comercial, con los cuatro (México, Perú, Chile y Colombia)" destacó.
Para Astori, Uruguay tiene posibilidades de buscar otras alternativas al Mercosur por dos razones: "primero porque existen otras experiencias en el mundo aparte de la que integramos y segundo porque Uruguay es bien visto en todos lados, es distinguido", dijo el ministro.
El jerarca añadió que Uruguay no puede irse del Mercosur porque es "absolutamente insustituible". "Hubiera sido un error no entrar, ahora sería un error irse. ¿Por qué? Primero por el lugar en el que vivimos y seguiremos viviendo, segundo porque una porción importante de la sociedad y la economía uruguaya, por más que hayan caído las ventas de bienes a Argentina y Brasil, está muy asociada a la sociedad argentina y a la sociedad brasileña", dijo Astori.
En una línea similar se manifestó la semana pasada el vicecanciller José Luis Cancela. El diplomático destacó que si bien Uruguay tiene "un compromiso" con la integración regional y dejar el Mercosur "no es una opción" para el país , el bloque "no ha dado los frutos esperados". Por eso, según dijo se necesita "un sinceramiento" que discuta su funcionamiento, además de una estrategia de inserción internacional.
El jerarca puntualizó que si bien todos los socios "no tienen las mismas prioridades" y se deben respetar las realidades de cada uno de los países, se debe permitir a cada uno buscar sus propias oportunidades. (El Pais – 21/04/2015)

Mercosur debe ser plataforma de lanzamiento comercial para Uruguay, según ministro
El ministro de Economía de Uruguay, Danilo Astori, dijo que el Mercosur (Argentina, Brasil, Paraguay, Uruguay, Venezuela) debe permitir que su país negocie acuerdos de libre comercio fuera de la región.
Para Astori, en declaraciones que hoy recoge el diario local El País, Uruguay tiene que hacer notar a Argentina, Brasil y Venezuela que "tienen problemas" y "son ustedes los que tienen que solucionar sus problemas".
"No vamos a hacer cuestión de plazos y de tiempos, les damos el tiempo que ustedes precisen, pero por favor a cambio de eso queremos la flexibilidad de poder hacer acuerdos afuera", sostuvo.
"En esa línea estamos con Paraguay, por supuesto que sería fundamental que Brasil comprendiera esta situación y la empujara, pero creo que hay que ir hacia ello", comentó el jerarca al matutino.
"Y afuera de la región tenemos el acuerdo con Europa, que ojalá lo pudiera hacer todo el Mercosur, sin duda", opinó sobre las negociaciones para firmar un Tratado de Libre Comercio con la Unión Europea (UE).
Astori también mencionó la Alianza del Pacífico en la que "Uruguay ya es observador, ya ha dado un paso. Son países con los que Uruguay tiene tratados de liberalización comercial, con los cuatro (México, Perú, Chile y Colombia)".
La búsqueda de alternativas al Mercosur debe darse "porque existen otras experiencias en el mundo aparte de la que integramos y segundo porque Uruguay es bien visto en todos lados, es distinguido", valoró.
No obstante, aclaró que el Mercosur es "absolutamente insustituible" por lo que el país debe permanecer en ese grupo fundado en 1991.
"Hubiera sido un error no entrar, ahora sería un error irse. ¿Por qué? Primero por el lugar en el que vivimos y seguiremos viviendo, segundo porque es una porción importante de la sociedad y la economía uruguaya", explicó. (CRI China – 21/04/2015)

Las negociaciones entre la UE y el Mercosur están en "un momento importante"
Asunción, 20 abr (EFE).- Las negociaciones para alcanzar un acuerdo comercial entre la Unión Europea (UE) y el Mercosur, formado por Uruguay, Paraguay, Argentina, Brasil y Venezuela, se encuentran en "un momento importante", dijo hoy la eurodiputada Renate Weber, a su llegada al país sudamericano.
Weber, que llegó a Paraguay para apoyar el proyecto de reforma electoral emprendido tras las elecciones generales de 2013, aseguró en una rueda de prensa que "hablará claramente con el canciller" paraguayo, Eladio Loizaga sobre el acuerdo que ambos bloques negocian hace más de una década.
La negociación se inició en 1999, pero estuvo paralizada durante varios años por las posiciones inflexibles de ambos lados en defensa de los propios intereses y se reanudó en 2012.
Según el Mercosur, su oferta de bienes, servicios, inversiones y compras gubernamentales ya está preparada, pero afirma que no ha podido intercambiarla porque los europeos alegan que aún no han finalizado el proceso de consultas internas para entregar su propuesta.
Brasil ejerce en estos momentos la Presidencia del grupo, pero en junio está previsto que la asuma Paraguay, de ahí el interés de conversar con las autoridades paraguayas sobre el tema, dijo la eurodiputada.
"El tratado para la UE es importantísimo y me gustaría mucho ver avances. Se lo digo como parlamentaria, quiero muchísimo ese tratado con Mercosur", añadió Weber.
Por su parte, el jefe de la sección política de la delegación permanente de la UE en Paraguay, Jose Luis Sánchez Alegre, se congratuló de que Paraguay asuma pronto la presidencia de Mercosur porque "es un país que desea ir en la dirección de las negociaciones".
"Nosotros también lo deseamos, y evidentemente es encontrar el buen momento para proseguir e intercambiar ofertas comerciales", añadió Sánchez en la rueda de prensa.
"Sería ideal que un país como Paraguay que siempre se ha mostrado deseoso de avanzar en este terreno coincidiera en nuestros deseos de avanzar y pudiera ser justamente durante la presidencia del país", expresó.
Weber se reunirá con autoridades, partidos y organizaciones de Paraguay hasta el jueves. Hoy lo hará con el ministro de Relaciones Exteriores, Eladio Loizaga, y mañana con el presidente paraguayo, Horacio Cartes, entre otros representantes. (Diario de Las Americas – 20/04/2015)

Desinteresse dos europeus
Cansada de esperar propostas aceitáveis, a União Europeia (UE) retirou de sua lista de assuntos prioritários as negociações do acordo de livre-comércio com o Mercosul. Dos temas comerciais relevantes a que o bloco europeu dedicará atenção neste ano fazem parte as negociações de acordos com os Estados Unidos e países da Ásia e o aprofundamento das relações com Geórgia, Moldávia, Ucrânia, Canadá e Cingapura, como mostrou o Estado em reportagem do correspondente em Genebra, Jamil Chade. O Mercosul não é mencionado.
Não se trata de desprezo ou desfeita aos países do Cone Sul. Talvez seja simples cansaço com a demora dos países integrantes do Mercosul - Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela - em se entender a respeito de uma proposta minimamente aceitável pelos europeus. Se for isso, sua decisão está plenamente justificada. Afinal, as negociações entre os dois blocos para a celebração de um acordo de livre-comércio foram lançadas em 1999.
Pouco se avançou desde então. Entre 2004 e 2010, as negociações ficaram totalmente bloqueadas, sem nenhuma iniciativa das partes. Foram retomadas em 2010, tendo sido realizadas diversas reuniões para a discussão de temas como acesso a mercado de bens, defesa comercial, solução de controvérsia, concorrência, investimentos, serviços, barreiras técnicas e sanitárias, entre outros, informa o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em 2014, os entendimentos pareciam evoluir, com o compromisso dos países do Mercosul de apresentar proposta conjunta do grau de abertura de seus mercados para bens e serviços europeus.
Não têm faltado discursos e declarações de autoridades europeias e brasileiras a respeito da necessidade de concluir os entendimentos, para afinal assinar o acordo que, indiscutivelmente, beneficiaria as duas partes, estimulando o comércio e a integração entre elas.
O interesse da União Europeia no estreitamento das relações com os países latino-americanos é evidenciado pelo fato de o bloco já possuir acordos de livre-comércio com 11 dos 19 países da região. Com os acordos, os países latino-americanos têm mais oportunidades de acesso a um dos maiores mercados do mundo. Na falta de acordo com o Mercosul, a UE fica sem acesso facilitado a países que respondem por cerca de 60% do PIB latino-americano.
Dirigentes europeus em passagem pelo Brasil nos últimos meses enfatizaram a importância da conclusão do acordo entre o Mercosul e a UE. Em junho do ano passado, a chanceler alemã, Angela Merkel, por exemplo, garantiu que "nós temos muito interesse" em alcançar um acordo entre os dois blocos e, após encontro com a presidente Dilma Rousseff, garantiu: "Farei o que for possível para que possamos avançar e superar os obstáculos".
No mês seguinte, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, disse esperar que o movimento para a conclusão do acordo ocorresse ainda no ano passado. "O Mercosul e a União Europeia andam a namorar já há 15 anos", afirmou. "Não será altura de dar um passo em frente e dizer que 'sim'?" Ao mencionar a hipótese de um acordo direto da UE com o Brasil, Barroso identificou o grande obstáculo à conclusão dos entendimentos - a resistência de outro membro do Mercosul, a Argentina, à redução das tarifas de importação - e irritou o governo argentino.
A oferta do Mercosul está em exame em Bruxelas, sede da União Europeia. Em fevereiro, o ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, disse - ao lado chanceler brasileiro, Mauro Vieira - que seu país tem interesse em acelerar as negociações e que "vamos tentar o possível para que o processo seja acelerado".
Não parece ter tido êxito. O novo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, da Letônia, tem outras preocupações. Isso deve retardar ainda mais o avanço das arrastadas negociações entre os dois blocos. O Brasil, amarrado às regras do Mercosul que o impedem de negociar acordos comerciais, vai perdendo oportunidades de obter acesso mais fácil a seus principais mercados e de ampliar suas exportações. (O Estado de SP – 18/04/2015)

Allanan camino para Bolivia en Mercosur
El ingreso de Bolivia al Mercosur ya tiene consenso entre los países miembros del bloque para que se firme un protocolo con el acuerdo del Paraguay. El viceministro de la Cancillería, Rigoberto Gauto, informó que la decisión se adoptó esta semana en Brasilia. El vecino país inició su proceso de adhesión durante la suspensión paraguaya.
En la reunión del Grupo Mercado Común (GMC), la instancia técnica del Mercosur, llevada a cabo esta semana en Brasilia, se analizó nuevamente el caso y se llegó al consenso para destrabar esta cuestión jurídica. Por tanto se firmará un protocolo con la firma de Paraguay. La confirmación la dio ayer el viceministro de Relaciones Económicas e Integración, Rigoberto Gauto. Explicó que en la Cumbre del Mercosur prevista a finales de junio próximo en Brasil, se espera que se suscriba el documento.
Consultado qué pasa con los países que ya firmaron el protocolo de adhesión, respondió que eso sigue igual. Indicó que un país, que prefirió no mencionar, tiene que realizar su proceso interno.
Paraguay planteaba que el trámite de inclusión del país andino al bloque se reinicie con la firma de un nuevo acuerdo, en que nuestro país aparezca como socio pleno firmando el protocolo y se deje de lado la suspensión.
La inclusión de Bolivia al Mercosur fue acordada cuando Paraguay estaba suspendido en el bloque regional (29 de junio del 2012- 15 de agosto del 2013).
Los socios pretendían forzar la incorporación de Bolivia sin tener en cuenta a nuestro país. Argentina, Venezuela y Uruguay ya aprobaron en sus respectivos congresos el protocolo de adhesión, mientras que en Brasil está en estudio. Paraguay también debe enviar el protocolo al Congreso. (ABC Color – 18/04/2015)

Produtos e Mercados


Veja mais

Cristina Fernandez invites Russian investors to Argentina; Thursday she meets Putin
“Argentina is a country where it is worth investing in and producing, not only because of its natural resources, also because of the human resources we have” said president Cristina Fernández in Moscow on an official visit to Russia. She praised the “recovery of Argentina's flag carrier that allows connectivity among all the zones in the country, not only the richest ones.”
Argentina is a country not only of natural resources but also human resources, said Cristina Fernandez, praising the country's recovery since 2001/2002
Pro-adjustment policies only cause “huge discontent, bad expectations and institutional instability”, said the president criticizing market oriented policies
On Thursday Cristina Fernandez is scheduled to meet with Vladimir Putin and witness the signing of a raft of agreements establishing closer ties
The Argentine leader was the main speaker on Wednesday at a forum attended by Argentine and Russian business leaders where she also explained why the 'strategic' links with Russia and called for a “redefinition of the role of the State”, which must not only include market factors but also “consumers, producers and industry”.
Cristina Fernandez then spoke about the recovery of Argentina from the 2001/2002 economy melting and how the country was experiencing “the highest growth cycle in our history.”
“We have overcome the economic model that we are seeing in Europe which considers adjustment brings growth. That is a lie because if there is no good salary, people don’t consume, don’t sell and there is no production, especially when there is no much consumption in the world.”
In her message, the president strongly questioned pro-adjustment policies considering they cause “huge discontent, bad expectations and institutional instability.” “If we add a foreign restriction to an internal restriction, we are burying the economy; that is why the theory of adjustment is not a solution. Adjustments cause huge discontent, bad expectations and institutional instability. Argentina had five presidents in a week, in 2001, there you have institutional consequences,” President Fernández said referring to the economic and social crisis that burst more than a decade ago, prompting Argentina’s historic default.
The Wednesday forum was the first official activity of the Argentine leader in Moscow in the margins of a two-day visit that will take her to meet her Russian counterpart Vladimir Putin on Thursday.
Cristina Fernández highlighted as well the existence of a “new economic and geopolitical order” that urges nations to “conceive each others as partners,” not just as “buyers and sellers.”
“It is not that one ignores the market, but when we talk about the market today, we talk about four or five men in the financial sector who decide on the luck of countries. If we want to make real capitalism we have to take into consideration that market is supply and demand, (involving) workers and traders. I mean, we have to reformulate the rules that stop such distortions that also take place in the world of communications.”
The president also underlined the significance of Russia in the world stage and the importance of establishing strategic links not only in trade and food produce, but in other fields such as energy, nuclear and satellite cooperation and advanced technologies. (MercoPress – 23/04/2015)

Temer visita a Espanha para ampliar negócios bilaterais
Vice-presidente brasileiro se encontrou com o rei Felipe VI nesta quarta.
Na quinta, se reúne com a vice-presidenta Soraya Sáenz
Marina Rossi
Juan Carlos Hidalgo (EFE)
Em visita à Europa desde o último sábado, Michel Temer (PMDB), vice-presidente e recém-nomeado articulador político do Governo, se encontrou nesta quarta-feira com o rei da Espanha Felipe VI. O encontro ocorreu no Palácio da Zarzuela, e contou com a presença também do ministro de Assuntos Exteriores, José Manuel García-Margallo, com quem Temer se encontrará novamente, a sós, na quinta. O novo encontro desta quinta tem como mote aprofundar os assuntos de política externa. Mas, entre outros assuntos, os rumos das relações da Espanha com a Venezuela podem entrar em pauta. É possível que o Brasil faça as vezes de intermediário entre as duas nações.
Nesta quinta-feira, Temer se encontrará também com Soraya Sáenz, vice-presidenta e articuladora política do Governo da Espanha. Na pauta da reunião, o vice brasileiro fará um convite oficial para que o presidente Mariano Rajoy venha ao Brasil. Rajoy já tinha a expectativa de visitar o país, mas estava aguardando um convite oficial.
Temer também se encontrou com Jesús Posada, presidente do Congresso da Espanha, e com o ministro da Economia, Luis de Guindos. A visita à Espanha veio na sequência de uma viagem a Portugal, onde o peemedebista se reuniu com o presidente português, Cavaco Silva.
A visita que o vice-presidente faz à Europa, marcada antes dele assumir o cargo de articulador político do Governo Dilma, chega num momento em que o poder efetivo da presidenta é questionado. As perguntas sobre o eventual pedido de impeachment foram inevitáveis. A jornalistas, Temer disse em Portugal que "quanto menos se falar nesse assunto, maior será a tranquilidade institucional que o país precisa neste momento". Michel Temer volta ao Brasil nesta quinta-feira.
Parceria
Brasil e Espanha pretendem aumentar o volume de intercâmbios comerciais e de investimentos bilaterais com o objetivo de duplicá-los até 2025, segundo informações do Ministério da Economia espanhol.
Um acordo de colaboração entre as entidades de apoio às exportações dos dois países (ICEX e APEX), que existia desde 2010, foi renovado. Temer e o ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, se comprometeram a apoiar a internacionalização das pequenas empresas.
A Espanha se ofereceu para ser base privilegiada de empresas brasileiras interessadas em ampliar suas operações na Europa, Mediterrâneo e África.
Guindos afirmou que as relações bilaterais atravessam um 'bom momento', destacando que “ainda há muito caminho a percorrer juntos”. Temer lembrou que a Espanha é o segundo maior investidor estrangeiro em seu país, e afirmou que as empresas espanholas têm demonstrado confiança em manter investimentos no Brasil, com a intenção de se transformar no principal investidor. (com agência Europa Press). (El Pais – 22/04/2015)

Síria abre licitações para comprar materiais elétricos
Empresas interessadas em participar de aquisições do Ministério da Eletricidade devem se candidatar até 25 de maio. Participação é aberta a empresas sírias e estrangeiras.
Da Redação
São Paulo – O Ministério da Eletricidade da Síria abriu dois processos licitatórios para a compra de materiais e equipamentos elétricos. Os processos são abertos à participação de empresas sírias e estrangeiras. As companhias interessadas em concorrer devem se candidatar até o dia 25 de maio.
A primeira licitação é para a aquisição de 750 relés de sobrecorrente numéricos trifásicos com temporizador, fuga à terra e soquete de teste; 250 relés de sobrecorrente numéricos monofásicos com temporizador, fuga à terra e soquete de teste e 250 relés numéricos (sobre/sob) de proteção de voltagem e frequência. Os produtos são usados na proteção do sistema elétrico.
Além dos materiais acima, essa concorrência também pede os equipamentos de calibração necessários para construção e operacionalização da estrutura acima.
As empresas participantes devem pagar uma garantia de proposta no valor de 47,5 mil euros. A companhia ganhadora deve pagar ainda uma garantia de cumprimento de contrato na quantia de 10% do valor total do contrato.
A segunda licitação é para a compra de 30 equipamentos portáteis de teste com todos os acessórios necessários para medidores e 70 equipamentos portáteis de teste com todos os acessórios necessários para medidores com conexão direta.
As companhias que se candidatarem a esta licitação devem pagar uma garantia de proposta de três mil euros para a oferta dos primeiros 30 equipamentos e quatro mil euros para a oferta dos outros 70 produtos. Nesse processo também há o pagamento de garantia de cumprimento de contrato pela empresa ganhadora, na quantia de 10% do valor total do contrato.
As empresas interessadas podem fazer ofertas para o fornecimento um ou mais itens de cada licitação, não sendo necessário apresentar propostas para todos os produtos de cada pedido.
Para participar, as empresas estrangeiras precisam nomear um agente comercial na Síria, que deve ser registrado junto ao governo do país. Para mais informações, veja contatos abaixo.
Mais informações:
Ministério da Eletricidade da Síria
Departamento de Contratos Externos
Rua Nesan, 17 – Baramkeh
Damasco – Síria
Caixa Postal: 35199
Telefone: +963 2139987 e +963 2135136 (Anba – 22/04/2015)

Por trás da reinvenção da IBM, uma corrida para adotar novas tecnologias
Por Monica Langley, de Armonk, Nova York
Desde que assumiu a liderança executiva, Ginni Rometty vem apostando em ‘big data’, análise de dados e na computação em nuvem para recuperar lucros. Alex Cullen for The Wall Street Journal
Uma série de mensagens desconcertantes começou a aparecer na tela de Virginia Rometty, diretora-presidente da IBM, logo após o início de um webcast, em janeiro, para explicar a seus quase 400 mil funcionários em 170 países como ela planejava reorganizar a gigante da tecnologia.
“Não consigo ouvir.”
“Eu não te vejo.”
“Está funcionando?”
Quando a apresentação terminou, Rometty estava furiosa com os colegas. “Somos a IBM, nós somos muito melhores que isso”, disse ela, de acordo com alguns participantes. “Conserte isso já!”
Essa é uma diretriz que Rometty vem repetindo muito hoje em dia, enquanto tenta reinventar a empresa icônica fundada há 104 anos e tirá-la de um período de dolorosa letargia. As vendas da International Business Machines Corp. caíram por 12 trimestres consecutivos em relação ao mesmo período do ano anterior.
Rometty, de 57 anos, conhecida por todos como “Ginni”, passou três anos à frente da empresa tentando dar novo impulso a negócios em desaceleração, como o de computadores de grande porte e licenciamento de software. Ela também tem se concentrado em mercados com mais potencial de crescimento, como o de análise de dados, que ajuda empresas a entender as pilhas de dados cada vez maiores que coletam, e tecnologias de nuvem que permitem gerenciar as operações de uma empresa através da internet e dispositivos móveis.
Muitos dos negócios tradicionais da IBM, no entanto, continuam perdendo força, e a venda de alguns deles reduziu as receitas do grupo. Para alguns investidores, Rometty não se moveu rápido o suficiente para achar novas fontes de receita. Desde que ela assumiu a liderança executiva, em janeiro de 2012, a ação da empresa caiu 9,6%, ante um salto de 67% do índice S&P 500.
A IBM chegou ao ponto de “ou vai ou racha”, diz James Lebenthal, um apoiador de Rometty e diretor-presidente da Lebenthal Asset Management LLC, que detém uma pequena fatia na IBM. “Ginni precisa achar o equilíbrio entre visão estratégica e sobrevivência tática.”
Rometty diz que a IBM está em “um ponto de virada”. Mas em uma entrevista recente ao The Wall Street Journal em seu escritório em Armonk, ela disse que não está se concentrando unicamente nos interesses de curto prazo de alguns críticos de Wall Street. “O meu trabalho”, diz ela, “é encontrar o equilíbrio entre reconstruir a IBM para hoje [e estabelecer as bases para] uma IBM duradoura no futuro.”
Conviver com Rometty ao longo das quatro últimas semanas mostraram a esta repórter como a missão da executiva é diferente da de líderes anteriores, que também reconstruíram a IBM, principalmente reorientando a empresa para novos mercados nos quais poderia rapidamente assumir uma posição dominante. Rometty comanda uma mudança mais fundamental, tornando a IBM numa empresa que também compete em áreas nas quais não têm uma posição de liderança.
“Eu só posso mudar uma empresa desse tamanho fazendo grandes apostas” em novos mercados, diz ela.
Na segunda-feira, a empresa divulgou lucro líquido trimestral de US$ 2,33 bilhões. A receita caiu 12% comparada a um ano antes, para US$ 19,6 bilhões, o que põe mais pressão sobre a executiva.
Rometty recentemente recebeu um voto de confiança de Warren Buffett, quando sua Berkshire Hathaway Inc., maior acionista da IBM, ampliou sua fatia de 6,3% para 7,8%. Buffett não respondeu a pedidos de comentários.
Tim Cook, diretor-presidente da Apple Inc., que já trabalhou na IBM e com quem a executiva fechou uma parceria no mercado de telefonia móvel corporativa, diz que “Ginni é uma líder moderna”. “Ela tem o carisma e a liderança necessários para penetrar a cultura espessa da IBM.”
Rometty tem uma meta clara: ela quer que em 2018 mais de 40% do faturamento da IBM venha de análise de dados para empresas, computação em nuvem, segurança cibernética, redes sociais e tecnologias móveis. No ano passado, essas empresas foram responsáveis por 27% dos US$ 92,8 bilhões em receita da IBM, comparado com 15% dos US$ 105 bilhões faturados em 2011. Em 2014, as vendas de hardware representaram 11% da receita, ante 16% em 2011. Rometty se livrou da unidade de servidores de baixo custo e da divisão de fabricação de chips, que já foi fundamental para o negócio de hardware. Essas divisões estavam produzindo receita, mas não lucro, diz a executiva.
Seu desafio é rejuvenescer o que resta do negócio de hardware da IBM, como a operação de “mainframe”, que foi readaptada recentemente para transações móveis. “O hardware era antes a alma da empresa”, diz ela. A missão de reconstruí-lo “talvez seja uma das coisas pelas quais eu serei mais lembrada”, mas “não podemos nos apegar ao passado.”
Para conseguir rápido crescimento dos negócios e alcançar sua meta de 40%, Rometty faz apresentações para clientes e investidores em todo o mundo e pediu à equipe da IBM que acelere a marcha. Em viagens, a executiva leva uma mochila cheia de pastas, cadernos e lápis, além de um iPhone. Raramente ela vai a lugar algum sem um copo gigante de chai da Starbucks na mão e uma tiara de metal no cabelo.
Entre clientes e investidores, ela é conhecida por ser enérgica. Um dia, em março, ela visitou os escritórios da BNSF Railway Co. em Fort Worth, no Texas. Na sala de reuniões, abraçou Matt Rose, diretor-presidente da empresa ferroviária, antes de começar a falar de negócios. A IBM fornece tecnologia de análise de dados de ferrovias para ajudar a reduzir descarrilamentos. Com 2 mil sensores que monitoram acústica, pressão e temperatura, a IBM pode detectar e prever falhas em qualquer componente da rede.
A análise de dados é um dos pontos fortes da IBM na era do “big data”, o dilúvio de informações que as empresas coletam para analisá-las e melhorar seus lucros. Rometty quer ampliar essa vantagem em muitos setores.
Depois de lançar o sistema de inteligência artificial Watson, a IBM apresentou o Watson Health, na semana passada, uma plataforma para análise de dados de saúde. O sistema permite que as empresas processem dados, incluindo o histórico de pacientes, estudos e informações de dispositivos que usuários vestem.
Antes de deixar Rose, Rometty recomendou outros serviços da IBM, incluindo os serviços de nuvem, que prometem maior segurança. Rose concordou em migrar para o IBM Cloud.
A incursão de Rometty no mercado móvel foi o tema de mais uma reunião naquele dia, com o diretor-presidente da telefônica AT&T Inc., Randall Stephenson. O encontro foi no laboratório de design da IBM em Austin, Texas. As duas empresas vendem serviços na nuvem da IBM através de redes móveis da AT&T. Entre os temas da agenda estavam ofertas para clientes europeus. Num telão, a equipe da IBM apresentou a Rometty imagens em tempo real da pirataria corporativa no mundo. A IBM está desenvolvendo um produto de segurança com o codinome “X-Force”, em que empresas podem compartilhar inteligência sobre ameaças de segurança.
Depois, ela visitou um grupo de jovens desenvolvedores, alguns tatuados, que trabalham no novo produto de e-mail da IBM, o Verse. Um líder de equipe garantiu que eles cumpririam a meta de produção para o fim do ano. Rometty respondeu rápido: “Não, não! Muito lento. O que posso fazer para ajudá-los a acelerar?
A velocidade é essencial, enfatizou mais tarde, porque a indústria se move velozmente. Mas refazer uma empresa do porte da IBM pode ser uma tarefa complexa: “Treinei minha vida toda para pilotar um 747. É muito diferente de pilotar um avião bimotor.”
Ginni Rometty iniciou sua carreira na IBM como engenheira de sistemas em 1981. Cresceu rápido na empresa, chegando a gerenciar os negócios de consultoria e liderar a compra da divisão de consultoria em tecnologia da informação da PricewaterhouseCoopers em 2002. Ela assumiu a presidência em 2012, após Sam Palmisano, que havia reformulado a IBM em 2005, vendendo a divisão de PCs e começando a expansão em países emergentes.
Logo ficou claro que a IBM havia chegado tarde a algumas tendências tecnológicas importantes. As empresas que são os maiores clientes da IBM queriam seus funcionários trabalhando com dispositivos móveis e começaram a migrar o processamento e armazenamento de dados para a computação em nuvem. Mas a IBM lutava para se manter em alguns desses mercados. Pouco antes de Rometty assumir o cargo, a empresa havia lançado o SmartCloud, um serviço de nuvem público. Mas as vendas eram anêmicas e, no início de 2013, a IBM perdeu para a Amazon.com Inc. o negócio de computação em nuvem da CIA, a Central de Inteligência americana. Dado o histórico de contratos federais da IBM, foi uma derrota vexatória.
Desesperada para lançar o SmartCloud, a equipe executiva da IBM pediu a Rometty mais tempo e dinheiro. “O mercado está se movendo muito rápido. Eu não posso dar mais tempo a vocês”, respondeu ela. Em vez disso, Rometty comprou uma empresa de tecnologia em nuvem, a SoftLayer, por US$ 2 bilhões, e investiu US$ 1,2 bilhão em centros de dados adicionais.
Ao mesmo tempo, a IBM tinha o que muitos consideravam um divisor de águas nos negócios de análise de dados com o Watson, computador de inteligência artificial conhecido por vencer o programa de charadas “Jeopardy” em 2011. Alguns clientes queriam “comprar um Watson”. Em uma reunião, os altos executivos da IBM discutiam uma forma de comercializar o produto, diz John Kelly, um diretor sênior. Alguns sugeriram a venda de cópias de hardware e software do Watson.
Rometty se opôs, argumentando que a IBM deveria vender o Watson como um serviço na nuvem. Em uma das primeiras aplicações do computador, a IBM ajudou o centro de oncologia Memorial Sloan Kettering Cancer Center a personalizar tratamentos para pacientes. Foi o ponto de partida para a Watson Health.
Rometty passou 2013 fazendo aquisições. Ela já gastou cerca de US$ 8 bilhões comprando cerca de 30 empresas em mercados-chave para a sua estratégia de crescimento. Ao mesmo tempo, fez quatro grandes desinvestimentos e reduziu a equipe em 12%, para 380 mil pessoas.
No ano passado, ela começou a negociar com a Apple uma ampla parceria, começando com a inserção de aplicativos da IBM para empresas em dispositivos móveis da Apple. Quando a aliança foi anunciada na sede da Apple, em julho de 2014, muita gente, ciente da antiga rivalidade entre ambas, surpreendeu-se, diz Cook. O executivo aposta que Rometty está no caminho certo. “Não é a mesma IBM”, diz ele.
Rometty também fez parcerias com o Twitter Inc. em tecnologia de análise de dados, ajudando empresas a encontrar pistas de negócios no tráfego do Twitter, e com a chinesa Tencent Holdings Ltd. para criar serviços em nuvem para empresas da China.
Para redirecionar recursos para novos investimentos, em outubro de 2014 a executiva revogou uma antiga meta de lucro de US$ 20 por ação para 2015, um compromisso que forçou a IBM a recomprar ações e reduzir custos diante da queda de receita em seus principais negócios. A cotação da ação da IBM caiu 7,1% naquele dia. E em janeiro, Rometty divulgou a reorganização mais radical da IBM em 30 anos, abandonando uma estrutura que a dividia em unidades definidas por hardware, software e serviços, para torná-la uma companhia de negócios integrados que se concentram em indústrias específicas.
Rometty tem pedido paciência aos investidores e advertido que a receita não vai melhorar por mais um ano, em parte devido a taxas de câmbio desfavoráveis e desinvestimentos de hardware.
Há pouco, a IBM investiu US$ 3 bilhões em uma nova unidade chamada “internet das coisas”, um negócio com base nos dados produzidos por objetos como máquinas industriais e eletrodomésticos. Ela também fez uma parceria com a Weather Co., controladora do canal de meteorologia Weather Channel, para fornecer análises climáticas a empresas. Este mês, o exército dos EUA contratou o serviço de nuvem da IBM para seus sistemas de logística.
Rometty é incansável em incentivar sua equipe. Jeff Smith, um dos diretores executivos da IBM, diz que numa manhã de sábado ele se escondia com um boné sobre os olhos em uma Starbucks sem imaginar que Rometty, que mora nas proximidades, iria vê-lo. Com um chá na mão, ela caminhou em direção a ele, levantou a viseira de seu boné e perguntou: “O que estamos fazendo para melhorar a empresa?” (The Wall Street Journal – 22/04/2015)

Cooperativas del Mercosur financian inversiones en 5 países
La Plenaria de la Reunión Especializada de Cooperativas del Mercosur aprobó la implementación del Fondo de Promoción de las Cooperativas del Mercosur (FCOOP) destinado a financiar proyectos y programas para las cooperativas de los Estados Partes y sostener sus actividades en la región.
Uno de los temas centrales de la agenda fue la institucionalización del Fondo de Promoción de las Cooperativas del Mercosur.
El Fondo, que cuenta con una capitalización inicial de 390 mil dólares, se destinará a financiar inversiones de los movimientos cooperativos argentino, brasileño, paraguayo, uruguayo y venezolano.
El objetivo permanente es de fortalecer la integración de las cooperativas entre los países miembros del Mercosur.
Según mercosur.coop, la idea es de tener un fondo financiero, donde las diferentes cooperativas aporten de acuerdo a su capacidad y proporcional a su tamaño.
Es así que el capital inicial quedará constituido por un aporte de 210 mil dólares del Gobierno de Brasil, 80 mil de Argentina y Venezuela y 10 mil de Paraguay y Uruguay.
De acuerdo a lo establecido por el Estatuto, los fondos deberán ser gestionados por una organización internacional que siga el modelo de la FAO (Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura) o del PNUD (Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo).
LA SEDE El presidente del Instituto del Cooperativismo (Inacoop), Fernando Berasain, informó que la sede del Fondo se instalará en el edificio del Mercosur en Montevideo, como una forma de “reafirmar la institucionalidad que tiene Uruguay en materia de Mercosur”.
Dijo también que esta idea de crear un fondo no tiene un padre ideológico”, sino que surgió de una idea común de todos los países de “subsanar una carencia que hay a nivel de integración regional por parte del Instituto Nacional de Economía Social de Argentina, el Departamento Nacional de Cooperativas de Brasil y el Inacoop de Uruguay”.
La reunión se llevó a cabo los días 17 y 18 de marzo, en la ciudad brasileña de Foz do Iguaçu la 36ª Plenaria de la Reunión Especializada de Cooperativas del Mercosur (Recm).
Contó con la participación de los Coordinadores Nacionales de Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay, la presencia de Chile, miembros de los Ministerios de Trabajo y Empleo de Brasil, Relaciones Exteriores de Argentina y organismos de representación de los movimientos cooperativistas nacionales: Cooperar, OCB, Unicopas (União Nacional das Cooperativas Solidarias), Conpacoop y Cudecoop. Se hizo asimismo presente el Superintendente Federal de Agricultura de Paraná, Gil Bueno de Magalhães.
El texto será presentado al Parlamento del Mercosur, con el propósito de crear instrumentos para la integración de los movimientos cooperativos en la región, permitiendo incluso la conformación de cooperativas que desarrollen actividades en más de uno de los países miembros del tratado de integración regional.
Según lo adelantado por los representantes de Paraguay, la aprobación del Estatuto permitirá, en un futuro muy cercano, la constitución de una cooperativa agroindustrial brasilero-paraguaya.
Si bien los lineamientos generales ya fueron acordados por los países, se prevé continuar con las reuniones internas para seguir avanzando.
La economía social contribuye en el proceso de integración
Una aproximación al sector cooperativo en los países del Mercosur permite observar que esta parte de la Economía Social presenta en todos los países del bloque -aunque en grado diferente- una significativa expansión.
El crecimiento en el número de actividades y de socios provocó una significativa visibilidad política y social, con el corolario de un mayor reconocimiento por parte de los gobiernos nacionales.
En algunos casos, estos gobiernos convirtieron al sector cooperativo en beneficiario de una política estatal de apoyo a la Economía Social, o de generación de empleo, como claramente lo ejemplifican los casos argentino y brasileño.
Una mirada sobre el sector cooperativo a nivel regional, deja ver notables asimetrías que se evidencian en el número de cooperativas, asociados, empleos creados, y en la participación en las variables económicas más importantes.
En cuanto al sector o sectores económicos donde se evidencia una fuerte presencia del movimiento cooperativo, que pudiera canalizarse en la creación de microregiones o cadenas de valor en el ámbito regional, es importante mencionar el caso del sector agropecuario. Tanto en Argentina como en Brasil, es notable la preeminencia de las cooperativas agrícolas. Sin embargo, este sector no reviste importancia en Uruguay ni en Paraguay. En los socios más pequeños del bloque regional, los sectores que se destacan son: Vivienda y Producción o Trabajo asociado en el caso uruguayo, y por inmensa mayoría el sector de Ahorro y Crédito en el caso paraguayo.
Las cooperativas pertenecientes al sector Trabajo siguen en orden de importancia, en todos los países del Mercosur, a excepción de Paraguay. Son una respuesta al problema de empleo e inserción socioeconómica. (Opinión Bolívia – 22/04/2015)

La Argentina y Brasil, los opuestos no se atraen en política económica
Por Emiliano Galli
Brasil está pasando por uno de sus peores momentos históricos.
A sólo tres meses de haber asumido la presidencia, la reelecta Dilma Rousseff enfrenta un deterioro de su imagen, que no llega al 17% de aceptación.
De esta manera, las reformas que le prometió al establishment luego de haber ganado con el voto popular, para equilibrar las cuentas fiscales -con un necesario ajuste cambiario en el proceso- necesario para retomar la senda del crecimiento se están viendo seriamente comprometidas por los escándalos de corrupción que minaron su gabinete y, sobre todo, la credibilidad del Gobierno.
A la Argentina le espera una pérdida de mercado, de ventas y de rentabilidad, porque nuestros productos se encarecen y alientan una sustitución de importaciones por bienes brasileños que se abaratan relativamente y porque cae la demanda (alrededor del 1%, afectando las cantidades).
En esta ocasión, en cambio, estaría infundado el temor del industrial nacional que ante cada ajuste cambiario del vecino teme la invasión de productos baratos. Cortesía del comercio administrado.
No obstante, permanece irresuelta la pérdida de competitividad que se sufre por la devaluación del real, no sólo porque Brasil lo quiere, sino porque el ciclo internacional así lo establece: el dólar está fuerte y todas las mondas se deprecian. Salvo, claro está en países que usan el tipo de cambio para frenar la inflación. Como la Argentina. Así, la brecha competitividad se profundiza y los costos laborales internos que enfrenta la industria llegan a duplicar los brasileños.
A 24 años del nacimiento del Mercosur, la convergencia macroeconómica sigue viva sólo en el plano aspiracional. Prueba de ello es cómo capea la crisis Brasil y cómo patea para adelante las correcciones económica la Argentina.
Es cierto, el comercio bilateral creció mucho. Los aranceles fueron desmantelándose y hubo períodos auspiciosos de integración que hicieron pensar en los beneficios tangibles y cercanos que traería la resignación parcial de soberanía macroeconómica para adoptar un programa común de políticas.
Pero seguimos lejos de eso. Brasil tiene su foco en la política monetaria y en metas de inflación. La Argentina, está enfrente: se guía por la política fiscal, con algún ajuste monetario y niega la inflación como política de Gobierno. En este caso, los opuestos no se atraen. La Nación – 21/04/2015)

MDIC participa de missão empresarial a Portugal e Espanha
Nesta semana, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho, acompanha a missão empresarial brasileira a Portugal e Espanha, chefiada pelo vice-presidente da República, Michel Temer. Além de autoridades e técnicos do governo, a comitiva é composta por representantes de 22 empresas brasileiras dos setores têxtil, audiovisual, editoração, jogos eletrônicos, tecnologia da informação, energia solar, serviços bancários, aviação, entre outros.
A missão começa em Lisboa, onde, hoje e amanhã, serão realizadas mesas-redondas sobre os temas "Inovação e Tecnologia", "Infraestrutura e Logística", "Pequenas e Médias Empresas" e reuniões com empresários portugueses. Além disso, nos dois países, estão programados grupos de trabalhos sobre serviços e investimentos, seguidos de sessão plenária com autoridades dos governos do Brasil e dos países visitados.
O grupo segue para a Espanha e, nos dias 22 e 23 de abril, realizarão reuniões de grupos de trabalho em Madri, onde serão discutidas oportunidades de comércio e de investimentos nos setores de infraestrutura e logística, inovação, design e indústrias criativas. Na agenda, também está prevista a participação de Ivan Ramalho, na palestra "Brasil-Espanha: Rumo a uma Nova Aliança Empresarial".
"Apoiar a internacionalização das empresas brasileiras e incentivar as exportações do Brasil são questões que o MDIC considera prioritárias. Sabemos que a atividade exportadora é um canal privilegiado para promover ganhos de produtividade e de escala, estimular a inovação e a qualificação da mão de obra, e fortalecer as condições de concorrência das empresas envolvidas", avalia Ramalho.
A missão é organizada pelo Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério das Relações Exteriores (MRE), com apoio do MDIC e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A programação completa da missão pode ser acessada no site eventos.dpr.gov.br. (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – 20/04/2015)

OMC


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O pior num cenário ruim
Por causa dos maus resultados que acumulou nos primeiros quatro anos do governo Dilma Rousseff, o Brasil vai se transformando numa referência negativa da economia mundial. Quando o desempenho de outros países é ruim ou não corresponde ao esperado, o do Brasil é ainda pior. Isso tem ocorrido quando se comparam dados internacionais de crescimento, inflação ou política fiscal. O exemplo mais recente de comparações internacionais que mostram a deterioração mais acentuada das condições econômicas do Brasil do que as de outros países está nos dados e projeções do comércio internacional que acabam de ser divulgados pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
O desempenho do comércio mundial no ano passado, com expansão de apenas 2,8% em valor, foi bem inferior ao da média dos dez anos entre 2005 e 2014, quando a expansão foi de 7% ao ano. Num cenário pouco animador, o Brasil registrou a maior queda das exportações entre as 30 principais economias exportadoras do mundo. Em 2014, quando as exportações mundiais cresceram 1%, o total exportado pelo País, de US$ 225,1 bilhões, foi 7% menor do que o de 2013, de US$ 242,5 bilhões.
Nos últimos anos, como observou o diretor-geral da OMC, o diplomata brasileiro Roberto Azevêdo, o crescimento do comércio mundial tem sido decepcionante, em razão da desaceleração econômica provocada pela crise financeira. A acentuada queda dos preços internacionais do petróleo (de 47% entre julho e dezembro do ano passado) e o que a OMC chama de "debilidade" dos preços de outros produtos básicos também reduziram o dinamismo do comércio internacional. A situação tende a melhorar um pouco em 2015, mas menos do que a OMC esperava há algum tempo - ela reviu de 5% para 3,3% sua projeção para o aumento do comércio mundial neste ano. Para 2016, projeta-se aumento maior, de 4%, mas ainda abaixo da média dos últimos 10 anos.
Para o Brasil, a recuperação será bem mais lenta. "O Brasil, como outros países sul-americanos e de outras regiões, sofreu com a queda nos preços de commodities em 2014 e vemos que esse fenômeno pode continuar a afetar no futuro próximo", advertiu Azevêdo. Em 2015 e 2016, os países sul-americanos terão o pior desempenho do mundo, com aumento de seu comércio exterior de apenas 0,2% neste ano e de 1,6% no próximo. O grande responsável por esses resultados fracos será o Brasil.
A China, que tem sido um dos principais destinos das exportações brasileiras, está importando menos. É a consequência da redução do crescimento econômico. Em março, as importações chinesas encolheram 12,7%, na comparação com março de 2014. Embora no primeiro trimestre deste ano tenha reduzido em 40% (em volume) as importações de carvão, na comparação com as compras do período janeiro-março de 2014, a China importou mais minério de ferro - principal produto da pauta de exportações do Brasil para o país. O aumento em março, na comparação com março de 2014, foi de 8,9%. Mas, em valor, as compras chinesas encolheram, pois a cotação do minério de ferro caiu 19% só em março, baixando para o menor nível desde 2008.
Tendo perdido competitividade e mercado no comércio de bens industrializados - que tende a ser mais estável do que o de commodities, tanto em volume como em valor -, o Brasil não tem meios para compensar a queda do valor das exportações de produtos primários. Por isso, nos últimos quatro anos, vem perdendo posições na classificação dos maiores exportadores mundiais. É uma mudança em relação à tendência observada na primeira década do século 21. Em 2001, o Brasil detinha 0,9% do comércio internacional e era o 28.º maior exportador. Em 2005, com 1,1% do comércio mundial, era o 25.º maior exportador. Sua participação continuou a crescer, até alcançar 1,3% do total comercializado em todo o mundo. A queda dos preços do minério de ferro, do aço, do açúcar, da soja e outros contribuiu fortemente para mudar a tendência. Mas a OMC aponta para outro problema: também em volume as exportações brasileiras estão diminuindo. (O Estado de SP – 20/04/2015)

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Melhor, mas nem tanto
FMI estima que economia global crescerá mais neste ano, mas países emergentes, como o Brasil, ainda não devem mostrar recuperação
Otimismo cauteloso talvez seja o resumo do último encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI). Ocorrido na semana passada em Washington, o evento semestral reuniu autoridades, acadêmicos e executivos para debates sobre as tendências econômicas globais.
Há certa confiança de que a economia mundial crescerá mais neste ano, mas preocupa que tal dinamismo se concentre em poucos países, especialmente nos EUA. Entre os principais emergentes, somente a Índia deve ter desempenho melhor na comparação com 2014.
A falta de sincronia traz riscos, como o aumento da instabilidade cambial. Na medida em que o PIB dos EUA avança, aproxima-se o momento em que seu banco central (o Fed) precisará elevar os juros.
Os mercados financeiros antecipam esse movimento e deslocam recursos para os EUA, com o que revigoram o dólar. Um processo salutar, em certa medida: a economia mais sólida tem sua moeda reforçada, o que beneficia as exportações de seus parceiros comerciais.
A partir de determinado ponto, entretanto, uma valorização rápida demais do dólar pode dificultar a própria recuperação dos EUA. Se o motor americano falhar, o cenário mundial ficará mais conturbado.
Na zona do euro, parece ter-se iniciado uma tímida retomada --o FMI espera crescimento de 1,5% em 2015, evolução pequena em relação ao 0,9% do ano passado.
Por outro lado, persiste o problema da Grécia, ainda pressionada por dívidas excessivas e instabilidade econômica. A falta de acordo entre o governo e seus credores mantém viva a chance de um calote, que poderia ter impactos deletérios sobre toda a zona do euro.
Entre os emergentes, há preocupação com a redução do crescimento em muitos países. Na China, a economia surpreende negativamente, embora ainda deva se expandir ao menos 6,5% neste ano. O problema é o excesso de dívidas criadas para sustentar o ciclo de investimentos da década passada. Os débitos atingem 280% do PIB, cerca de 30% a mais que em 2008.
O governo chinês procura reformar a economia e reduzir o ritmo de alta do crédito sem provocar recessão. Tem tido relativo sucesso, mas a ressaca, ao que parece, ainda está longe de acabar.
Não se vislumbra, por isso, reversão na tendência de queda do preço das matérias-primas, fenômeno que contribui para reduzir o ritmo da maioria dos países exportadores --Brasil entre eles.
O caso brasileiro, aliás, não destoa no quadro geral de cautela. A boa notícia é que foi bem recebido o compromisso do governo de consertar as contas públicas e resgatar a agenda de investimentos em infraestrutura. Mas o FMI projeta crescimento abaixo de 2,5% ao ano até o final da década. (Folha de SP – 23/04/2015)

Para estimular crescimento, Fazenda quer menos burocracia na exportação
BRASIL
A redução dos trâmites necessários para exportações e importações entrou no rol das reformas que o Ministério da Fazenda está desenvolvendo para elevar a competitividade do Brasil e aumentar o crescimento da economia.
De acordo com o secretário de Acompanhamento Econômico do ministério, Paulo Corrêa, é preciso reduzir o tempo que as empresas levam para preencher toda a documentação necessária para vender mercadorias para fora do país.
"A integração comercial não é apenas uma proposta chique e sofisticada. É um tema muito importante, que poderá ter impacto muito grande em importações e exportações e no caso do Brasil há vários estudos que demonstram isso", disse Corrêa, num evento com investidores, em Nova York.
Um dos estudos citados por ele mostra que o exportador precisa preencher o CNPJ em 17 documentos diferentes e a nomenclatura da mercadoria deve ser registrada em 13 papéis oficiais. Ao todo, há 27 órgãos que tratam de exportações e boa parte deles tem exigências semelhantes, o quefaz com queo empresário tenha que repetir procedimentos para fazer uma única transação. Isso gera custo elevado para as companhias exportadoras.
Estudo feito pelo professor Lucas Ferraz a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI )indica que, se o tempo necessário para apresentar documentos cair dos 13 dias atuais para 8 dias, a elevação do Produto Interno Bruto (PIB) pode chegar a 1,19%, o que equivaleria a US$ 23,8 bilhões, em 2016.
Esse documento foi usado para fundamentar a estratégia da Fazenda para agilizar o comércio exterior.
Com base nele, a pasta verificou que a diminuição do tempo que os investidores tomam para a importação pode reduzir em até 22% os custos com tarifas. Para as exportações, essa redução pode ficar entre 15% e 18%.
O governo já deu o primeiro passo para chegar a essa redução no tempo de exportações com o lançamento, em dezembro, do Portal Único, que concentra todos os documentos necessários num endereço eletrônico.
Mas continuam as negociações entre os diversos órgãos que atuam na área para simplificar o sistema. "Os ministros e a Receita Federal estão trabalhando juntos", disse Corrêa.
Uma das preocupações da Fazenda é que a burocracia para exportar prejudica especialmente produtos manufaturados.
Pesquisas indicam que os produtos industriais são 60% mais sensíveis ao atraso na exportação. Para a Fazenda, a redução do custo de comércio equivaleria a um choque de produtividade, pois aumentaria a dinâmica do comércio e a competitividade da indústria.
Segundo Corrêa, outra maneira de aumentar a competição é mudar o sistema de cobrança de ICMS.
Nesse sentido, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, se reuniu com secretários dos Estados na reunião do Confaz, em Goiânia, háduas semanas. "A estrutura do ICMS não ajuda a competitividade", lamentou o secretário.
O governo também estuda formas para desenvolver mecanismos de pagamento eletrônico de impostos e de facilitação comercial. "Esse é um esforço para melhorar o ambiente comercial. Nós estamos tentando fazer com que aconteça, pois beneficiará o país de maneira significativa. Nós estamos tentando preparar o país para uma aceleração de crescimento no longo prazo", disse Corrêa. (Valor Econômico – 23/04/2015)

G20 está otimista com o crescimento global
Em encontro em Bruxelas, as 20 maiores economias mundiais se dizem confiantes, mas revelam preocupação com o futuro da Grécia e também dos bancos centrais
Segundo as autoridades, riscos para a economia global estão mais equilibrados, mas ainda há ameaças
Ainda que tenham revelado temor de que a incapacidade da Grécia para obter acordo com credores possa abalar a economia na Europa, o grupo das 20 maiores economias do mundo usou o tom otimista ao falar das perspectivas para o crescimento global.
Em comunicado no domingo, os ministros das finanças do G20 e os presidentes dos bancos centrais saudaram os sinais positivos nas economias ricas, mas lamentaram a fraqueza em alguns países emergentes e demonstraram preocupação neste sentido.
As autoridades afirmaram, porém, que os riscos para a economia global estão mais equilibrados. "Perspectivas de curto prazo em economias avançadas, destacadamente a zona do euro e o Japão, melhoraram recentemente, enquanto os Estados Unidos e o Reino Unido continuam a registrar crescimento sólido, o que pode sustentar uma recuperação global mais forte."
Ainda assim, o grupo alertou para ameaças. "Há desafios mais importantes, incluindo volatilidade em taxas de câmbio e inflação baixa prolongada, desequilíbrios internos e externos, alta dívida pública e tensões geopolíticas."
Preocupação com a Grécia
Embora a Grécia não tenha sido nomeada no comunicado, ficou claro que Atenas estava nas mentes das grandes autoridades de Washington presentes à cúpula do G20, como nas reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.
"O clima é notavelmente mais sombrio do que no último encontro internacional", opinou o ministro das Finanças britânico, George Osborne, aos repórteres, e acrescentou que as discussões sobre a Grécia "se infiltraram" nas conversas. "Está claro para mim agora que um passo em falso ou um cálculo ruim de qualquer lado poderia facilmente levar as economias europeias de volta ao tipo de situação perigosa que vimos três ou quatro anos atrás", disse o ministro.
Volatilidade financeira
Atenas vem tentando selar um acordo com seus credores do FMI e da União Europeia para suavizar os termos que os credores impuseram ao resgate financeiro. O progresso nas conversas tem sido muito lento, e a Grécia pode ficar sem dinheiro antes de fazer os reembolsos devidos no mês que vem. Essas preocupações ajudaram na queda de ações na Europa e em Wall Street.
O G20, porém, soou cautelosamente otimista ao declarar que a economia mundial apresenta recuperação pelo menos modesta. Mas o grupo apontou risco de volatilidade financeira à medida que as políticas monetárias de grandes bancos centrais começam a tomar rumos distintos. "As regulações de políticas devem ser calibradas cuidadosamente e comunicadas claramente para minimizar os efeitos negativos nos gastos públicos." /Reuters (DCI – 22/04/2015)

Governo deve US$ 30 milhões a exportadores
ECONOMIA
Lisandra Paraguassu
Murilo Rodrigues Alves
O governo federal deve aos exportadores brasileiros US$30 milhões do Proex Equalização. O pagamento do programa, em que a União assume parte dos encargos financeiros para que a exportação financiada pelos bancos tenham taxas de juros iguais às do mercado internacional, deixou de ser feito para embarques desde outubro de 2014. Parte dos empresários começa a questionar se não está acontecendo, na prática, o fim do programa.
O pagamento das empresas relativo ao último trimestre do ano passado deveria ter sido feito em janeiro.
O Estado apurou que o Banco do Brasil está "administrando" os recursos para evitar que o orçamento do programa, de US$ 1,5 bilhão em 2015, seja encerrado antes do fim do ano. Ao contrário de anos anteriores, quando o Tesouro Nacional fez suplementações - como em 2014, quando houve novo aporte, de R$200 milhões no meio do ano- háno banco público o temor de que o governo não consiga fazer novas transferências neste ano por causa da restrição fiscal.
O Ministério da Fazenda afirma que os repasses das operações aprovadas dentro do programa estão regulares, mas que as apresentadas em 2015 "dependem da aprovação do decreto de regulamentação de disponibilização de empenho e pagamento" – ou seja, da definição do contingenciamento, que deve sair até meados de maio.
Outros setores do governo, no entanto, garantem que o Tesouro não está nem mesmo repassando os recursos para que o Banco do Brasil faça os pagamentos, o que começou a criar desconfianças no mercado.
Representantes de bancos estrangeiros que fazem a equalização questionam o governo se o programa vai de feto acabar. Na semana passada,em reunião com a presidente Dilma Rousseff, empresários queixaram-se da feita de pagamento do Proex. Dilma ouviu, anotou, mas não comentou. Apenas voltou a reclamar da queda na arrecadação.
Apesar de baixo, os US$ 30 milhões representam a equalização de financiamentos para mais deUS$500 milhõesem exportações. Mais do que isso, é visto como um péssimo sinal para a continuidade do programa.
/ COLABOROU TÂNIA MONTEIRO (O Estado de SP – 22/04/2015)

Cresce uso do real no comércio exterior, revela estudo
BRASIL
Eduardo Campos
De Brasília
Estudo realizado por técnico do Banco Central afasta a ideia de que o real não é usado em operações de comércio exterior. Revisando as séries de dados no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércioentre2007 e 2011, foi constatado aumento de nove vezes na escolha do real como moeda de troca.
"O real é, de fato, usado de forma voluntária em operações de comércio e estabelecemos que ele tem algum papel internacional, ao menos como meio de troca para um grupo de agentes", diz Daniel Gersten Reiss, da Universidade de Brasília e do BC na conclusão do estudo "Invoice Currency; puzzling evidence and new questions from Brasil" ("Moeda de fatura: evidências intrigantes e novas questões do Brasil", em tradução livre), que faz parte de um conjunto mais amplo deestudos quebuscam avaliar o papel da moeda brasileira no comércio global. O estudo não necessariamente reflete a avaliação do BC sobre o tema.
Embora limitado em volume, saindo de 0,13% da corrente de comércio em 2009 para 1,25% em 2011, o crescimento não deixa de ser significativo. Os pesquisadores identificaram que, no Brasil, não há coincidência entre a moeda usada para faturar e para efetuar pagamentos. Ou seja, embora faturado em reais, o pagamento não é liquidado na moeda brasileira.
Eles observaram que as principais exportações faturadas em reais são de produtos homogêneos (açúcar e tabaco), sugerindo que resta algum poder de barganha ainda que os produtos sejam comercializados em mercados internacionais.
O resultado contradiz a expectativa de que, por serem commodities, esses bens seriam negociados em moeda internacional. Esse poder de barganha decorre da posição do país nesses mercados, onde representa 40% da exportação global de açúcar e 12% de tabaco.
"A partir da perspectiva do real, definitivamente nos afastamos da ideia de que o real não é utilizado no comércio exterior brasileiro. Ainda que seu uso seja limitado em valores absolutos, um crescimento de nove vezes é observado entre 2007 e 2011. A partir de agora, novas intrigantes questões sobre o uso da moeda brasileira podem ser formuladas", diz o estudo.
Em outubro de2008, Brasil e Argentina lançaram o Sistema de Pagamento em Moeda Local (SML), que permite às partes envolvidas em operações de comércio exterior fechar contratos em suas respectivas moedas. Segundo o estudo, a adoção do sistema contribuiu, em parte, para um maior uso do real, não só no comércio com a Argentina, mas também com outros países. O fato é que a existência de um instrumento financeiro acaba influenciando a escolha.
Em dezembro de 2014, um SML começou a funcionar com o Uruguai Ente os países que escolheram o real como moeda de comércio, os parceiros do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai) responderam por 85% das operações de exportação entre 2007 e 2010 e 53% em 2011. Mas há aumento na difusão entre os países que usaram amoeda brasileira em operações de exportação, de 24 em 2007 para 96 em 2011. Na exportação, os produtos mais negociados em reais foram energia, tabaco e açúcar. Na importação, os bens farmacêuticosforam os mais importados usando o real, com destaque para operações com Alemanha, Estados Unidos e Suíça. Segundo o estudo, uma das explicações para esse tipo de empresa optar pelo real é tentar mitigar variações cambiais entre matrizes e subsidiárias. Depois aparecem equipamentos elétricos e de construção de ferrovias.
Exportações pagas em reais não eram permitidas até abril de 2007. Isso refletia a falta de moeda estrangeira e a obrigação de receber receitas de comércio em dólares era uma forma de lidar com o problema. As mudanças de ambiente macroeconômico acabaram com essas dificuldades.
O dólar representa 95% das transações de exportação, seguido pelo euro e por outras moedas com participação residual, como libra, iene, coroa sueca, dólar canadense, dólar australiano, franco suíço, coroa norueguesa e coroa dinamarquesa. Na importação, a fatia do dólar cai, mas ainda representa 85%, seguido pelo euro e pelo real.
Segundo o estudo, um ponto que desafia o crescimento do real nas operações comerciais é a volatilidade da moeda. Como os dados de comércio exterior são reportados em dólares, o impacto da variação do real e de outras moedas ante o dólar tem de ser considerado. Mesmo colocando na conta esse efeito, o uso do real aumentou.
A internacionalização de uma moeda passa por seu reconhecimento como meio de troca e unidade de conta para além das fronteiras do país emissor. Toda vez que importador e exportador escolhem determinada moeda para fechar negócio, estão reconhecendo essas qualidades da moeda.
A escolha da moeda leva em conta os custos financeiros, qual produto está sendo negociado se é uma commodity globalmente negociada em dólares, é mais barato trabalhar com essa moeda- e a previsibilidade macroeconômica do país emissor, o que ajuda a reduzir a volatilidade sobre a receita esperada. (Valor Econômico – 22/04/2015)

Indústria perde fatia na exportação
BRASIL
Relações externas Básicos avançaram em destinos tradicionais de manufaturados, diz estudo
Marta Watanabe
De São Paulo
A desvalorização do real frente ao dólar faz a exportação voltar aos planos centrais das indústrias, mas a recuperação dos embarques tem um longo caminho a percorrer. Em sete dos dez destinos mais importantes de produtos industrializados – Estados Unidos, Argentina, Holanda, México, Paraguai, Cingapura, Chile, Venezuela, Colômbia e Alemanha -, a fatia de exportação de manufaturados dentre os embarques brasileiros totais de 2014 foi menor que a de 2008, ano anterior à crise financeira, que derrubou a demanda internacional.
Também em sete entre os dez países a fatia foi menor que a de 2003, quando iniciou-se a chamada época de ouro, com expansão das commodities e os básicos representavam apenas 28,9% dos embarques totais, bem menos que os 48,7% de 2014.0 estudo, da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), mostra que houve um domínio maior dos produtos básicos na pauta de exportação brasileira. E isso não aconteceu apenas por conta de destinos como China, grande consumidor do minério de ferro e da soja brasileiros.
O avanço dos produtos básicos aconteceu também em destinos mais tradicionais para o Brasil no embarque de produtos industrializados. O estudo avaliou 40 países de destinos das exportações brasileiras, entre os 50 maiores.
Um bom exemplo do avanço dos básicos e recuo dos manufaturados, diz José Augusto de Castro, presidente da AEB, são os Estados Unidos. Em 2014, aponta o levantamento, os EUA retomaram a posição perdida para os argentinos em 2008, de maior destino de manufaturados brasileiros.A participação dos industrializados nos embarques do Brasil, porém, caiu significativamente.
Em 2003, os manufaturados representavam 77,2% do que o Brasil exportava para os americanos. Em 2008, um pouco antes dos efeitos da crise na economia real, a fatia já havia caído para 58,7%. No ano passado, houve novo recuo, para 50,6%. Ao mesmo tempo, a venda de produtos básicos aos americanos subiu de 8,6% dos embarques em 2003 para 23,6% no ano passado.
O embarque para os EUA é considerado emblemático principalmente neste momento, diz Castro, quando a desvalorização do real frente ao dólar e a expectativa de uma demanda doméstica fraca fazem as empresas se voltarem para a exportação.
"O mercado para o qual os brasileiros estão olhando são os EUA. Lã estão as grandes expectativas. O problema é que o mundo inteiro está olhando agora para lá", diz o executivo da AEB. O avanço dos básicos em detrimento dos manufaturados na exportação aos americanos, diz Castro, não aconteceu somente em função depreços das commodities, quetiveram o auge em 2011. "Houve perda de mercado do industrializado brasileiro em relação a outros fornecedores internacionais."
Castro calcula o esforço para voltar aos índices de 2000, quando os EUA representavam 24% das exportações totais brasileiras e os manufaturados alcançavam 72% do que o Brasil exportava aos americanos. Retomar a essas proporções, contabiliza Castro, equivaleria a elevar as exportações totais aos americanos em US$ 25 bilhões e as de bens manufaturados em US$ 23 bilhões. Com taxas de crescimento sustentadas, embora ainda relativamente baixas, diz Castro, os EUA constituem mercadocom elevado potencial para expansão de industrializados.
"Mas é preciso que tenhamos condições de competitividade, não só de preço, como também de financiamentos", diz Castro. Um mercado americano em potencial, destaca, é o de máquinas e equipamentos.
"Para esse tipo de bem, o financiamento é essencial."
O desempenho das trocas de manufaturados com os parceiros comerciais da América Latina também mostra que o industrializado brasileiro perdeu fôlego nos embarques. Na venda aos chilenos, a parcela de manufaturados caiu de 76,4% em 2003 pra 65,1% em 2008 e para 46,7% em 2014. Na Venezuela a queda também foi acentuada. A fatia de manufaturados na exportação total brasileira recuou de 92,3% em 2003 para 69,3% em 2008 e para 47,3% no ano passado.
Para Argentina e México, a parcela de industrializados oscilou, mas manteve-se alta. Em 2003, 88,9% do que o Brasil vendia aos argentinos era de manufaturados, parcela que subiu para 91,8% em 2008 e caiu para 89,3% no ano passado. Para o México, os manufaturados representaram, nos mesmos períodos, respectivamente, 91%, 84% e 85,9%. Um dos aspectos preocupantes nos embarques para os dois países é que o valor exportado diminuiu no período pós-crise. O valor de manufaturados brasileiros embarcados para a Argentina em 2008 foi de US$ 16,16 bilhões. Em 2014, encolheu para US$ 12,75 bilhões.
Para os mexicanos, na mesma comparação, o valor de manufaturados recuou deUS$3,59 bilhões para US$ 3,15 bilhões.
Esse desempenho no comércio regional, diz Castro, acende uma luz amarela. Ospaíses mais próximos do Brasil, destaca, são tradicionais compradores de manufaturados brasileiros. Os países da América do Sul, aponta o estudo, ocupam cinco das dez posições na classificação dos destinosmais importantes em valor nominal exportado de manufaturados.
Os sul-americanos também ocupam as seis primeiras posições quando a classificação é por fatia de manufaturados na exportação brasileira. Nesse critério, os seis primeiros destinos são Bolívia, com 95,4%, Paraguai, com 93,2%, Colômbia, com 92,6%, Equador, com 92,2%, Peru, com 92% e Argentina, com 89,3%. O ranking leva em conta a exportação de 2014.
Esses dados, diz Castro, sinalizam que a maior competitividade dos manufaturados exportados pelo Brasil está concentrada e restrita aos mercados da América do Sul, ainda que seus países estejam longe de ser os maiores mercados mundiais de importação de industrializados. Mas seu potencial, diz o executivo da AEB, não pode ser menosprezado. A dificuldade de exportar manufaturados para esses países, seja revelada pela redução de fatia de exportação de industrializados ou pelo recuo no valor exportado, deve ser analisada . Uma estratégia deve ser traçada, afirma Castro, para quenãose perca o potencial de crescimento do comércio para a região.
Para Castro, uma das prioridades é o estabelecimento de acordos comerciais mais amplos. Em relação a destinos como Chile, Colômbia e Venezuela, diz, a perda de mercado do Brasil acontece porque esses países estão ampliando relações com outras regiões, seja por meio de acordos comerciais, ou por questão de financiamentos. O Chile e a Colômbia, destaca Castro, fizeram acordos de livre comércio com outros países e tendem a reduzir ainda mais as importações de manufaturados "made in" Brasil por conta da criação do bloco da Aliança do Pacífico. (Valor Econômico – 22/04/2015)

Terceira semana de abril tem exportações de US$ 3,745 bilhões
Brasília – Entre os dias 13 e 19 de abril de 2015, terceira semana do mês, as empresas brasileiras exportaram US$ 3,745 bilhões. As importações, no período, chegaram a US$ 3,985, resultando num déficit semanal de US$ 240 milhões. Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Na semana, as exportações apresentaram média diária de US$ 749 milhões, valor 3,8% maior que o apresentado no mês de abril até segunda semana (US$ 721,9 milhões). Nessa comparação, observou-se aumento nas vendas brasileiras de produtos manufaturados (12,8%) – principalmente de aviões, óxidos e hidróxidos de alumínio, óleos combustíveis, autopeças e automóveis - e básicos (0,4%) - por conta de soja em grão, petróleo, café em grão e farelo de soja. As exportações de produtos semimanufaturados decresceram 4,8%, em virtude de couros e peles, ferro-ligas e ouro em forma semimanufaturada.
As importações registraram média diária de US$ 797 milhões, com desempenho positivo de 13,4%, sobre a média verificada nas duas primeiras semanas do mês (US$ 703 milhões). Nessa comparação, houve aumento das compras brasileiras de combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, e químicos orgânicos e inorgânicos.
Mês
No acumulado do mês (12 dias úteis), as exportações somam US$ 8,798 bilhões e as importações, US$ 8,906 bilhões, com saldo negativo de US$ 108 milhões. A média diária das exportações chegou a US$ 733,2 milhões, desempenho 25,7% menor que o registrado em todo o mês de abril do ano passado (US$ 986,2 milhões). Nessa comparação, houve queda nos embarques brasileiros de produtos das três categorias: básicos (-29,4%) – especialmente, por minério de ferro, soja em grão, farelo de soja, carne suína, de frango e bovina, e café em grão – semimanufaturados (-28,9%) – por conta de açúcar em bruto, ouro em forma semimanufaturada, óleo de soja em bruto, couros e peles, ferro-ligas, celulose e semimanufaturados de ferro/aço – e manufaturados (-18,7%) - devido a óleos combustíveis, automóveis de passageiros, motores e geradores, máquinas para terraplanagem, aviões, bombas e compressores, veículos de carga, motores para veículos e autopeças.
Na comparação com março deste ano, a retração foi de 5%, em razão do desempenho das vendas de produtos semimanufaturados (-31,9%) e manufaturados (-11,4%). Entretanto, observa-se crescimento de 9,5% nas exportações de produtos básicos.
As importações brasileiras no mês acumulam desempenho médio diário de US$ 742,2, valor 22,8% abaixo da média diária registrada em abril de 2014 (US$ 960,9 milhões). Nesse comparativo, houve redução das compras de adubos e fertilizantes (-46,3%), combustíveis e lubrificantes (-40,2%), borracha e obras (-30,6%), siderúrgicos (-23,3%) e químicos orgânicos e inorgânicos (-21,7%).
Em relação a março de 2015, a queda das importações, pela média diária, é de 1,2%, pelas diminuições de desembarques de produtos químicos orgânicos e inorgânicos (-20,3%), adubos e fertilizantes (-11,1%), farmacêuticos (-1,9%) e produtos plásticos s (-1%).
Ano
Até a terceira semana de abril, as exportações totalizaram US$ US$ 51,573 bilhões e as importações, US$ US$ 57,238 bilhões, gerando um saldo negativo de US$ US$ 5,665 bilhões.
As exportações acumularam média diária de US$ 706,5 milhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando a média diária das exportações foi de US$ 837,5 milhões, houve a retração de 15,6%. As importações apresentaram média diária de US$ 784,1 milhões, desempenho 14,6% abaixo do registrado no mesmo período de 2014, quando a média diária das importações foi de US$ 918,3 milhões.
No ano, a corrente de comércio soma US$ 108,811 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,490 bilhão. O valor é 15,1% menor que o verificado em 2014 (US$ 1,755 bilhão). (MDIC – 20/04/2015)

 
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