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janeiro 2018 |

Revista Abinee

nº 93 | 39

perspectivas

Neste cenário, o diretor da Área de Au-

tomação, Raul Groszmann, também avalia

que a expectativa para 2018 é de recu-

peração gradual dos negócios. “O maior

impacto virá no final do ano e no início do

próximo ano calendário”.

Setor elétrico no azul

Os segmentos ligados à área elétrica

devem encerrar 2018 com desempenho

positivo no faturamento, mas ainda abaixo

do seu potencial.

Segundo o diretor da Área de Geração,

Transmissão e Distribuição de Energia

Elétrica (GTD), Guilherme Mendonça, o

segmento de transmissão continuará com

alto investimento nos leilões. Já a geração

permanece com alguma incerteza devido

à demanda de energia no País. Por sua

vez, distribuição contará com o aumento

de investimentos em

smart grid

em função

das exigências regulatórias e ganho de efi-

ciência. “Na área industrial, infraestrutura e

construção civil, a perspectiva é ainda de

grande desafio com estagnação”, avalia.

Para o diretor da área de Equipamen-

tos Industriais, Hilton Faria, enquanto não

houver retomada da economia no Brasil, as

oportunidades de crescimento continuarão

concentradas no incremento de negócios

na área de energia renovável, na venda

de produtos com maior eficiência energé-

tica e na expansão internacional. “Estamos

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Revista Abinee

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Consolidação dos termos

do acordo setorial

Fortalecer o processo de diálogo com

todos os órgãos de governo e demais

entidades setoriais na busca pelo

consenso em torno de uma agenda

positiva. Este é o principal foco da

área de sustentabilidade em 2018,

segundo o diretor da área, João Car-

los Redondo. “Esta agenda permitirá a

consolidação dos termos do acordo setorial fede-

ral, assim como instrumentos legais que simplifiquem

e estimulem um ambiente seguro para a implantação

do sistema de logística reversa de eletroeletrônicos no

território nacional”, salienta. Ele acrescenta que a busca

continuará pautada em isonomia, que garanta as mes-

mas regras e obrigações a todos os

players

que atuam

no mercado nacional.

+7%

PRODUÇÃO

trabalhando para acelerar a expansão no

mercado externo e apostando nas grandes

tendências relacionadas à sustentabilidade

e aquecimento global”, afirma.

Sem esperar uma melhora significativa

em relação a 2017, o diretor da área de

Utilidades Domésticas, Guilherme Lima,

projeta que o real crescimento virá apenas

em 2019, “salvo alguma turbulência política

pós-eleições”.

Na área de Material Elétrico de Instala-

ção, a estabilização dos indicadores no de-

correr do segundo semestre de 2017 pre-

nuncia tempos melhores, como aponta o

diretor da Abinee Antonio Eduardo Souza.

“Ainda longe de ser uma boa notícia, vemos

uma mudança de tendência, o que impacta

positivamente a perspectiva para 2018”.

Segundo ele, este cenário positivo motiva-

rá os consumidores a realizar pequenos re-

paros, fazendo com que a engrenagem da

economia volte a girar, “ainda com pouca

força, mas em um sentido que projeta um

futuro melhor que foi o passado”. As inde-

finições políticas e o andamento das refor-

mas necessárias para o País, porém, ainda

causam apreensão.