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Revista Abinee

nº 92 | dezembro 2017

A

pós uma década de relativa estag-

nação no crescimento do mercado

de Circuitos Integrados de Apli-

cação Específica (ASIC), notamos

uma retomada de demanda nos últimos

anos. Há várias razões que explicam este

fenômeno, incluindo questões de custo,

desempenho, proteção contra cópias, ino-

vação para novos mercados, como Internet

da Coisas (IoT) e outros.

Ao desenvolver um novo produto, de-

ve-se cuidar da proteção da propriedade

intelectual. É relativamente fácil copiar

uma placa de circuito impresso composta

por componentes discretos, de prateleira.

Uma forma de proteção seria pelo registro

de patente. Exceto para grandes corpora-

ções, é muito oneroso para pequenas e

médias empresas (PME’s) identificar cópias

e processar quem as fez. Uma boa solução

para esse problema é integrar sua placa ou

parte dela num ASIC. Copiar um ASIC nas

tecnologias modernas exige muito trabalho

e equipamentos sofisticados e pode ser

considerado quase impossível.

Estamos hoje num novo paradigma

de mercado, com enorme fragmentação

de nova aplicações, especialmente em

IoT, que envolve enorme diversidade de

aplicações com demandas específicas.

Um sistema que poderia servir a todas as

aplicações, certamente não seria otimizado

para cada uma. Muitas aplicações IoT têm

severas limitações de consumo de potên-

cia para seus nós sensores e, assim, os sis-

temas devem ser projetados para funcionar

com uso de pequenas baterias e/ou por

limitada coleta de energia do ambiente. Os

nós sensores normalmente têm uma ele-

trônica de leitura, um certo processamento

de sinal e comunicação sem fio. Tudo isto

deve funcionar com mínimo consumo de

energia e ser compacto. Muitas empresas

consideram desenvolver sua aplicação de

nó sensor usando prototipagem eletrôni-

ca de hardware livre. Isto pode ser usado

como uma ferramenta de desenvolvimento,

porém certamente não atende aos requi-

sitos para uso em campo em larga escala.

Um ASIC é a melhor opção para este caso,

no qual otimizamos toda a eletrônica para

a aplicação específica com a necessária

redução de consumo de energia e de área.

Enquanto o mercado de circuitos in-

tegrados para IoT será enorme, a grande

fragmentação de aplicações resultará em

alto número de produtos com relativa baixa

escala de produção. Isto, por sua vez, resul-

tará em boa oportunidade de mercado para

PMEs, com foco em uma ou mais aplicações.

Existem empresas especializadas em

serviços para implementação de protótipos

e produção de ASIC corporativo, usando

foundries internacionais de primeira linha.

Além da fabricação do ASIC, serviços com-

plementares incluindo empacotamento ele-

trônico (

packaging

), módulos de circuitos

impressos, testes, apoio ao projeto, acesso

a blocos IP, logística, entre outros, resul-

tando numa oferta “

one stop

”. Isto ajuda as

PMEs na escolha da tecnologia e nos pro-

vedores de serviços, no País, para se obter

o componente requerido pela empresa de

aplicação do produto final.

Notamos que, nos últimos dez anos, o

ROI (

return of investment

) do desenvolvi-

mento de um ASIC reduziu-se aproxima-

damente de um fator 10. Enquanto que

no passado o número mínimo de chips

necessários para o retorno do investimento

situava-se em torno de 100 mil a 1 milhão

de chips/ano, este número situa-se agora

A retomada de ASIC para

inovação e novos mercados

artigo técnico

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