Table of Contents Table of Contents
Previous Page  5 / 62 Next Page
Information
Show Menu
Previous Page 5 / 62 Next Page
Page Background

dezembro 2017 |

Revista Abinee

nº 92 | 5

era do conhecimento

tecnológico consolidado no País, mas para

que possamos aproveitar as oportunidades

que surgem num horizonte próximo, como a

Internet das Coisas, a indústria 4.0 e as

smart

cities

, que colocam o setor na linha de fren-

te da revolução tecnológica já em curso. A

Abinee está intensamente envolvida com

estes temas, que compõem uma agenda de

desenvolvimento de longo prazo, mas que

devem, desde já, serem construídos. Com as

eleições no próximo ano, teremos que sensi-

bilizar os candidatos para o papel fundamental

que a indústria elétrica e eletrônica exercerá

daqui para frente. Até aqui, o setor já demons-

trou sua capacidade de irradiar externalidades

positivas para todo o conjunto da economia,

mas nada se compara ao que está por vir.

O Brasil completou um importante ciclo na

construção de uma malha industrial e produ-

tiva robusta, que agora dá sinais de esgarça-

mento e perde espaço no PIB. O passo deci-

sivo para um novo cenário de produtividade

demandará a criação de um arcabouço que

facilite a absorção de novas tecnologias e

apresente flexibilidade e dinamismo corres-

pondente à velocidade assombrosa das mu-

danças que ocorrem mundo afora.

O foco dessa nova postura está em P&D e

Inovação, capital humano e práticas sustentá-

veis, determinantes para o crescimento sus-

tentado de longo prazo e contínuo.

Por estas razões, cada vez mais a agen-

da da nossa indústria está intrinsicamente

ligada à visão estratégica de País na era do

conhecimento e a Abinee terá papel funda-

mental neste processo.

Humberto Barbato

- presidente executivo

da Abinee

Além disso, a indústria elétrica e eletrôni-

ca ainda não conseguiu recuperar as perdas

recentes. Há um caminho árduo a ser per-

corrido para se atingir os níveis de volume

de negócios, produção e faturamento apre-

sentados em tempos mais prósperos.

O caminho para se alcançar esse objetivo

é permeado de obstáculos e oportunidades.

O maior desafio reside na resposta à con-

denação da Lei de Informática brasileira no

Painel da OMC, que tem mobilizado o setor,

especialmente as indústrias ligadas à área de

Tecnologia da Informação e Comunicação.

Nesse sentido, trabalharemos de forma

estreita com a Frente Parlamentar para o

Desenvolvimento da Indústria Elétrica e Ele-

trônica, recém-criada, para demonstrar aos

representantes do Congresso a importância

dos temas do setor.

O redesenho dessa política é fundamen-

tal não só para preservar o parque industrial

Eduardo Raia