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Revista Abinee

nº 92 | dezembro 2017

Papel fundamental n

D

epois de amargar três anos conse-

cutivos de queda, a indústria elétri-

ca e eletrônica reencontrou o cami-

nho do crescimento em 2017. O bom

desempenho está patente nos principais in-

dicadores do setor.

A produção apresentou resultados aci-

ma dos verificados pela indústria de trans-

formação e indústria geral.

A capacidade de geração de empre-

gos reagiu após uma retração vertiginosa

que ceifou mais 50 mil postos de trabalho.

Com exceção de maio e junho, o nível de

emprego do setor vem apresentando cres-

cimento em todos meses.

No decorrer do ano, a utilização da ca-

pacidade instalada das indústrias cami-

nhou em direção de patamar próximo dos

80%.

Essa performance traduziu um ambiente

macroeconômico de maior previsibilidade,

devolvendo a confiança dos empresários.

A agenda de reformas do atual governo,

colocando em pauta antigas demandas da

classe empresarial, também contribuiu de

forma decisiva para a reversão anímica.

O ICEI - Índice de Confiança do Empre-

sário Industrial, divulgado pela CNI, ilustra

esse movimento positivo, alcançando no

mês de novembro, 56,5 pontos, acima da

sua média histórica (54 pontos). Este foi o

maior valor registrado desde abril de 2013.

As sondagens realizadas pela Abinee

também atestam o maior otimismo das

empresas. No levantamento de outubro,

59% das empresas indicaram incremento

nas vendas e encomendas na comparação

com igual mês do ano anterior. Esse foi o

maior percentual verificado desde feverei-

ro de 2014, quando 61% das entrevistadas

deram essa indicação.

Dessa forma, nem mesmo as intempéries

políticas, que persistiram, foram capazes de

contaminar o ambiente produtivo. A percep-

ção de diversos analistas e de empresários é

de que a economia real se descolou do cená-

rio político turbulento - apesar de sabermos

que nunca estará totalmente alheio a ele.

Todavia o setor eletroeletrônico ainda

apresentou um desequilíbrio de desempe-

nho entre as áreas eletrônica e elétrica. A

primeira, alicerçada na recuperação do con-

sumo de bens duráveis, foi a que puxou o

crescimento do setor como um todo. Por

outro lado, o segmento elétrico se ressentiu

da falta de investimentos, ocasionada pela

interrupção do ritmo dos leilões de trans-

missão e, principalmente, de geração, o que

gerou um vácuo na carteira de pedidos. No

próximo ano, a expectativa é de melhora,

em particular, na área de transmissão.

editorial

“Cada vez mais, a

agenda da nossa

indústria está ligada

à visão estratégica

de País”