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dezembro 2017 |

Revista Abinee

nº 92 | 37

Modernização do parque industrial

O secretário de Inovação doMDIC afirmou

que a adoção de tecnologias, principalmente,

em um país em desenvolvimento, é demora-

da. “Temos máquinas com idade média entre

15 e 20 anos. Ou seja, um longo caminho

para modernizar nosso parque industrial”.

Ele observou que a Pesquisa &Desenvolvi-

mento não deve servir apenas às tecnologias

disruptivas. “Há uma diferença entre adoção

e geração de tecnologias. Entendemos que o

primeiro caso é condição

sine qua non

para

elevar a capacidade tecnológica da indústria”.

Souza acrescentou que a concepção de

indústria 4.0 não se limita ao processo pro-

dutivo. “Vai desde o design até o serviço,

integrando todo o processo e criando novos

modelos de negócios”.

GT Indústria 4.0

Na abertura da reunião, o presidente

da Abinee, Humberto Barbato, destacou a

criação do Grupo de Trabalho Automação

Indústria 4.0 da Associação. Para Barbato, a

manufatura avançada é uma realidade que

vem gradativamente se impondo, modifican-

do a forma de planejamento, gerenciamento

e operação da indústria. “Esse novo contexto

ampliará o papel da indústria eletroeletrôni-

ca em todos os setores industriais, uma vez

que a base de fornecimento de soluções da

indústria 4.0 passa necessariamente pelos

associados da Abinee”.

A Associação tem participado das discus-

sões junto ao MDIC para a formulação de po-

líticas para o desenvolvimento da manufatura

avançada. A criação do Grupo de Trabalho no

âmbito da Abinee consolida seu envolvimen-

to sobre o tema e tornará mais produtivas

as discussões a respeito do assunto, benefi-

ciando todos os envolvidos. O papel do setor

eletroeletrônico na nova indústria também

foi destacado pelo diretor de Automação da

Abinee, Raul Victor Groszmann. Segundo

ele, o GT da

Abinee

poderá contribuir para a

construção de políticas de desenvolvimento.

Segundo ele, o governo tem dado atenção

aoestímuloà introduçãodenovas tecnologias,

com a criação da estratégia de transformação

digital, o Plano de IoT e a política para indústria

4.0, que está sendo elaborada.

O representante do MDIC destacou que as

condições fiscais do País exigem seletividade

para apostar naquilo que melhor pode contri-

buir para o desenvolvimento socioeconômico

e tecnológico nomédio e longo prazo. “Temos

que apoiar de forma mais agressiva e robusta

segmentos como o de automação e TICs, que

possuem potencial tecnológico e de futuro”,

disse. Ele lembrou que incentivos a estes seg-

mentos são utilizados no mundo inteiro.

Política em cinco eixos

Após pesquisar a experiência de outros

países na formulação de políticas públicas

para a manufatura avançada, o Brasil estuda

um modelo que prioriza cinco eixos específi-

cos: tecnologia, cadeias produtivas, recursos

humanos, infraestrutura e marco regulatório.

Oprimeiro aspecto diz respeito à definição

das tecnologias prioritárias, que se concen-

trarão em impressão 3D, robótica,

big data

,

sensores e IoT. A iniciativa do governo está

voltada para as cadeias produtivas (segundo

eixo): setores de agronegócio, saúde, fábrica

e cidades.

O terceiro eixo é a formação de recursos

humanos, que buscará a qualificação de pro-

fissionais desde o chão de fábrica. Segundo

Souza, um estudo do Fórum Mundial identifi-

cou que o desenvolvimento das habilidades

socioemocionais, como comunicação, criati-

vidade, trabalho em equipe e empreendedo-

rismo, está à frente das habilidades técnicas.

“Este contexto traz uma desafio para treinar

profissionais em larga escala”, disse.

O quarto ponto é a infraestrutura neces-

sária para absorver a demanda de tráfego de

dados. “Temos que aumentar a disponibilida-

de e qualidade de banda larga”, apontou.

Por último, o governo deve atuar no marco

legal, seja no caso da proteção e tratamento

de dados, como na questão trabalhista.

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