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dezembro 2017 |

Revista Abinee

nº 92 | 19

regionais

Para o diretor da Regional da Abinee no Nordeste, Angelo

Leite, a palavra que define 2017 também é superação

E

ntre os destaques da re-

gião no ano, estão ações

para incentivar a pesquisa e

a tecnologia nos próximos anos,

como o lançamento do Plano de

Estratégia para a Ciência, Tec-

nologia e Inovação do Governo

de Pernambuco. Além disso, foi

implantado o Centro de Pesquisa

e Inovação em Manufatura (CMA-

-Parqtel), com o objetivo de prover

serviços tecnológicos de prototipação e testes

para novos produtos e processos que devem

beneficiar indústrias e instituições científicas

e tecnológicas de Pernambuco e do Nordeste.

Leite tambémdestacou a implantação do Insti-

tuto de Inovação Tecnológica da Universidade

de Pernambuco (UPE), no Parqtel.

Outra ação importante, segundo o dire-

tor, é uma provável parceira da Abinee com

o Banco do Nordeste (BNB), que está ofe-

recendo às empresas da região abrangida

pela SUDENE linhas de financia-

mentos para o desenvolvimento do

setor industrial.

“O Nordeste brasileiro apre-

senta excelentes oportunidades

de negócios”, afirmou Leite. “Te-

mos um olhar otimista para o futu-

ro”. Em sua opinião, na medida em

que a economia e a base industrial

se diversificaram, com a entrada

dos setores como o de petróleo

e gás, naval, automotivo, de geração de

energia renovável (eólica e solar), farmo-

químicos e de TIC, há um novo estímulo

de recuperação, impulsionado por novas

demandas. “Sabemos que a situação atual

é muito difícil, mas os indicadores dão si-

nal de início da recuperação da economia

nacional”, disse. “Acredito que a atividade

econômica possa voltar a crescer no Brasil

e principalmente na região, onde o impacto

da crise foi muito alto.”

Nordeste

Para Régis Haubert, diretor da regional do Rio Grande do Sul,

a palavra que define 2017 é “estagnação”

S

egundo ele, o País tem vivi-

do tempos difíceis, com uma

relação conflituosa entre

governo e sociedade, por conta

de suas dificuldades de caixa, o

que tem afetado negativamente

o cenário gaúcho. “Neste contex-

to econômico e social, agrava-se

a crise da falta de segurança no

Estado, o que afasta oportunida-

des de negócios”, afirmou.

"No início do ano, tínhamos a expectativa

de que a curva ascendente da retomada da

economia se mostraria, mas com

os altos e baixos no decorrer dos

trimestres, podemos dizer que

houve uma estagnação orgânica”,

observou o diretor. Ele lembrou

que a região detém uma importan-

te base de indústrias das áreas de

automação industrial, telecomuni-

cações, material elétrico de insta-

lação e automação bancária que,

na sua maioria, fecham o ano de

2017 repetindo os números de 2016. “Que

venha 2018!", disse.

Rio Grande do Sul

Rafael Casagrande