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dezembro 2017 |

Revista Abinee

nº 92 | 13

A área de Informática

apresentou expansão de

8% em 2017, em função

das vendas de notebooks.

O sentimento, entretanto,

é de incerteza. “O painel

da OMC contra a política

industrial brasileira de in-

formática trouxe intranqui-

lidade para o setor, soma-

do à estagnação por que

passa a economia e o governo brasileiro”,

observa o diretor da área,

Hugo Valério

.

Ele cita também como entraves portarias

de PPB pendentes e relatórios de P&D com

análise “confusa e atrasada”.

“A melhoria do ambiente de negócios

e a eliminação de incertezas jurídicas cer-

tamente promoveriam mais leveza no pla-

nejamento, investimentos e condução dos

negócios das empresas de tecnologia que

fruem os incentivos da Lei de Informática”,

acrescenta.

Segundo o diretor da

área de Componentes da

Abinee,

Rogério Nunes

,

2017 trouxe os primeiros

sinais de recuperação da

economia brasileira. O

segmento deve crescer

5%. Ele destaca que os

números dos mercados de

celulares, computadores e

televisores apresentaram

significativo aumento a cada trimestre,

comparativamente ao ano de 2016. “O

reaquecimento da economia brasileira e

o aumento da confiança do consumidor

permitiram que lançássemos novas linhas

de produtos este ano e déssemos início a

novos negócios que refletirão em 2018”.

Para Nunes, é vital que as conquistas ob-

tidas por meio dos vultosos investimentos

feitos no Brasil pelo setor de componentes

semicondutores sejam asseguradas. “É

fundamental garantir a continuidade das

políticas relacionadas ao setor, em especial

da Lei da Informática e do PADIS, e eliminar

todas as incertezas,

inclusive

regulató-

rias, que atualmente

reduzem a previsibi-

lidade e impedem a

realização de novos

investimentos”.

Espec i f i camen -

te em Manufatura

Eletrônica, o ano foi

de desafios, afirma

Jorge Funaro

, diretor

da área. Como fatos positivos, ele cita a

redução, após 30 anos, das alíquotas de

imposto de importação de todos os ex-ta-

rifários de 2% para 0%, além do programa

OEA - Operador Econômico Autorizado.

“Essa medidas aumentam a competitivida-

de e atingem diversos produtos do nosso

setor”, diz.

Por outro lado, ele ressalta como ele-

mentos negativos a postergação dos leilões

para energia solar e a alteração na taxa de

juros do BNDES para TLP, que tornou a ge-

ração centralizada de energia solar menos

competitiva. Também foram prejudiciais ao

segmento a discussão acerca dos critérios

4,4

mil

postos de trabalho

a mais do que

em 2016

240

232,8

237,2

235

230

dez/16

dez/17

projeção

fev abr

jun ago out

NÚMERO DE EMPREGADOS

(em mil)

balanço