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dezembro 2017 |

Revista Abinee

nº 92 | 11

A

indústria elétrica e eletrônica

está experimentando um momen-

to de crescimento pelo qual não

passava desde 2013. Neste ano

de 2017, a produção do setor aumentou

5%, bem acima da média do incremento da

indústria de transformação e da indústria

em geral, em torno de 1%. O emprego deu

sinais de retomada, com a contratação de

mais de 4 mil trabalhadores.

Ao longo do ano, as sondagens realiza-

das pela Abinee observaram essa tendên-

cia de retomada. Na pesquisa realizada

em outubro, 59% das empresas indicaram

expansão nas vendas em relação ao igual

mês do ano anterior. Esse foi o maior per-

centual verificado desde fevereiro de 2014,

quando 61% das entrevistadas deram essa

indicação.

A previsão para o faturamento da in-

dústria elétrica e eletrônica é de cresci-

mento também é de 5% em 2017, puxado

pelos produtos ligados a bens de con-

sumo, como celulares e computadores,

entre outros. O desempenho, entretanto,

ainda foi desigual entre as diversas áreas

representadas pela Abinee, com algumas

observando recuperação e outras viven-

do ainda um período de estagnação e

desafios.

Resiliência e incertezas

Na avaliação do dire-

tor da área de Dispositi-

vos Móveis,

Luiz Cláudio

Carneiro

, 2017 foi mar-

cado pela resiliência.

“Foi um ano tenso, cheio

de incertezas, que termi-

na melhor do que come-

çou”, sustenta.

Segundo ele, até o fi-

nal do ano, o Brasil terá um smartphone em

uso por habitante. “As vendas de celulares

fecharão 2017 em mais de 50 milhões de

aparelhos”. O faturamento deste segmen-

to deve apresentar crescimento de 17%,

contribuindo para a expansão

da área de Telecomunicações

(10%).

Por sua vez, o segmento de

infraestrutura de telecom apre-

sentará uma queda de 5%. Em

função disso, os diretores da

área,

Paulo Castelo Branco

e

Aluizio Byrro, avaliam o ano como desafia-

dor.

Segundo eles, contribuíram para esse

cenário o atraso na aprovação do PLC

79/2016, que poderia ter trazido novas pos-

sibilidades de investimento para o setor e o

Painel da OMC, que penalizou

diversos aspectos da política

de informática e telecomunica-

ções. “Também afetou a área a

pouca ou nenhuma capacidade

de investimentos feitos pelos

diversos níveis de governo e

pelas empresas”, afirma Cas-

telo Branco. Segundo

Byrro

,

este fator inibiu a aplicação de

recursos em Cidades Inteligen-

tes, IoT e em comunicações empresariais.

Como aspectos positivos, destaca-se a

disposição de diversas áreas do Legislativo

e do Executivo em promover uma desone-

ração das atividades do setor, bem como

as iniciativas do Grupo IoT da Abinee. Entre

as medidas para a melhoria do ambiente

estão a conclusão do Plano Nacional de IoT

e a definição, pela Anatel, das frequências

que serão usadas no 5G em harmonia com

os padrões internacionais.

FATURAMENTO

R$ 145,4 bi

Crescimento de

5%

em relação a 2016